segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

Faz pensar...

Liguei o rádio hoje de manhã e estava tocando uma música que achei linda e me fez pensar bastante, ainda mais com toda essa função de final de ano...


A Lista - Oswaldo Montenegro 
Faça uma lista de grandes amigos

Quem você mais via há dez anos atrás
Quantos você ainda vê todo dia
Quantos você já não encontra mais
Faça uma lista dos sonhos que tinha
Quantos você desistiu de sonhar!
Quantos amores jurados pra sempre
Quantos você conseguiu preservar
Onde você ainda se reconhece
Na foto passada ou no espelho de agora
Hoje é do jeito que achou que seria?
Quantos amigos você jogou fora
Quantos mistérios que você sondava
Quantos você conseguiu entender
Quantos segredos que você guardava
Hoje são bobos ninguém quer saber
Quantas mentiras você condenava
Quantas você teve que cometer
Quantos defeitos sanados com o tempo
Eram o melhor que havia em você
Quantas canções que você não cantava
Hoje assobia pra sobreviver
Quantas pessoas que você amava
Hoje acredita que amam você


Sem mais comentários.

Que venha 2010!!!



Final de ano sempre deixa as pessoas mais sensíveis, emotivas, esperançosas... como se a meia noite e um do dia 31 de dezembro a vida mudasse radicalmente da água pro vinho (quem dera!!).

Chega essa época e todos começam a pensar no ano que passou, fazer a retrospectiva, lembrar os bons e maus momentos e a fazer a tradicional lista de metas e objetivos para o ano que se aproxima. Eu cansei!! Não fico mais pensando muito no que passou e não fico mais fazendo listas quilométricas de coisas para fazer no ano que vem.

Cansei de ficar remoendo as coisas, cansei de sentir tudo de novo, cansei de rever fotografias, cansei de mexer em feridas mal cicatrizadas, cansei de lamentar aquilo que não volta mais, cansei de pensar em tudo que eu queria ter feito e não fiz

Cansei de fazer projetos, estabelecer metas e sonhar acordada, cansei de criar regras, cansei de ser metódica, cansei de ouvir que quem não se programa não faz nada...

Ter objetivos é bom (e isso eu tenho vários), mas não para o ano, para a vida toda. Algumas pessoas se prendem tanto a essas listas e metas que se esquecem de viver o momento, o presente, o agora, que as vezes reserva coisas tão boas (ou melhores) do que aquelas que havíamos pensado, coisas que talvez nem tenhamos tido criatividade suficiente para imaginar.   

Acredite... Aconteceu comigo esse ano!!!

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

Lição de Natal




Final de ano é muita correria... Faz lista de presentes, vai no shopping, procura, não encontra, conta o dinheiro, procura mais, experimenta, enfrenta fila, paga, entra em outra loja, mais fila, sacolas e sacolas... 

A correria é tanta que às vezes esquecemos de olhar pro lado...

Lá em casa, tínhamos o costume de fazer uma limpeza nos brinquedos nessa época do ano. Era uma briga só... A mãe querendo se desfazer de brinquedos já sem utilidade pra nós e nós batendo o pé e dizendo que ainda brincávamos com ele...

Todos os brinquedos iam para uma sacolona (alguns iam sem a nossa “permissão”) que ficava dentro do carro e, depois, eram distribuídos para crianças de rua.

Lembro que em um dos Natais enchemos o porta malas do carro de brinquedos e paramos perto do Inter (eu devia ter uns 5 ou 6 anos, mas lembro como se fosse agora). Quando o pai abriu o carro, tinha criança saindo por tudo que era lado, elas se multiplicavam. De repente, estávamos rodeados de crianças, homens, mulheres, idosos, grávidas...

A cena que mais me chocou naquele dia, foi que, de dentro do carro, vi um menino sair correndo de dentro de um bueiro e vir até nós. De dentro do bueiro!!

Naquele momento, eu, com 5 ou 6 anos, me senti muito culpada por ter ganhado tantos presentes e mais ainda, por não querer me desfazer dos meus...

Hoje, não somos mais crianças e nossa casa não tem mais brinquedos... Mas a lição ficou pra sempre...

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

Frio na barriga!!!

A gente acha que se acostuma com o nervosismo, que não vai sentir mais o frio na barriga antes de subir no palco, mas não tem essa...


Por mais ensaiada e decorada que esteja a coreografia, por mais lindo que o figurino esteja, por mais antecedência e por menor que seja a correria, o friozinho na barriga sempre vem. Parece que estamos diante da maior montanha russa do mundo e sem cinto de segurança...





A luz apaga, a música começa, você olha aquele monte de gente, sai da coxia, respira fundo, dá uma piscadinha pra Ele, pede pra dar tudo certo e pronto... adeus dor de barriga, adeus nervosismo...

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Sinais do Stress

O episódio que vou relatar realmente aconteceu e, apesar de ser um tanto inacreditável e, por isso, cômico, me preocupou um pouco... Acho que ando um pouco estressada.


Fui ao banco para depositar um dinheiro. Anotei em um papelzinho o número da conta e da agência e comecei a completar o envelope. Quando chegou a hora de preencher o espaço reservado para o nome do dono da conta corrente, me dei conta de que esqueci de anotar esse dado. “Ok, vou na biblioteca, pego uns livros, vejo o nome na internet e assim economizo tempo”, pensei. Tirei o dinheiro do envelope, guardei na bolsa e fui pra biblioteca. 


Peguei os livros, vi o nome da pessoa e voltei pro banco. Peguei mais um envelope, tirei o dinheiro da bolsa novamente e contei. E foi ai que o mundo caiu na minha cabeça... Faltavam 50 reais!! “Mas como??? Eu coloquei o dinheiro na bolsa antes de sair do banco e só mexi na bolsa de novo agora, dentro do banco, tenho certeza!! Como é possível que tenha sumido 50 reais de dentro da minha bolsa???”. Não acreditei. Olhei pros lados, pensei, refiz um milhão de vezes todo o trajeto (de alguns passos) até a biblioteca, nada... Aí veio uma luz (e mais desespero)... “E se eu não tirei todo o dinheiro de dentro do envelope e coloquei no lixo tudo junto?? Ai meu pai, vou ter que mexer no lixo do banco, socorro!!!”


Chamei o segurança morrendo de vergonha. “Agora a pouco eu vim aqui e...”, expliquei toda a história sem saber se ria do papel ridículo ou se chorava pelo desespero. Ele olhou pra mim e disse que se eu joguei no lixo, o dinheiro estaria ali, porque ninguém mexeu no lixo. “É só achar e trocar com o caixa”.


Fico vermelha, mas vamos lá... Pensa no dinheiro que tu jogou fora e que nem era teu e coloca a mão aí...
Obviamente a cena foi algo indescritível... Eu com a lixeira no colo (porque a maldita ainda era comprida e cabia quase todo o meu braço dentro), catando cada pedaçinho da nota (sim, porque eu rasguei o envelope antes de colocar no lixo), todo mundo olhando pra mim, o segurança do meu lado, dando todo o seu apoio moral, juntando os pedaços da nota e dizendo quantos faltavam. 


Consegui reunir os pedaços (que, ainda bem, não eram tantos... podia ser pior... ou não).  Mas ainda tinha que ir até o caixa, explicar toda a história de novo e ainda ouvir as piadinhas... Ok! É o preço que se paga pela... (como chamar isso??)... Vamos lá... 


Cheguei na moça do caixa e expliquei a história mais uma vez. Ela olha pra mim com aquela cara de cirurgião que diz “OPS!” pro paciente na mesa de cirurgia e me diz: “Quando isso acontece, a gente não está autorizado a devolver o dinheiro todo, só a metade”.


Foi mais forte que eu, comecei a rir, não conseguia parar, um riso de desespero... Sabe aquele ditado rir pra não chorar?? Pois é, levei ao pé da letra... “Ela só pode estar brincando!!”


Foi quando me dei conta de que ela realmente estava brincando, brincando não, tirando O sarro da minha cara. Ela ria muito, aliás, não só ela como todos os outros caixas, as pessoas que estavam sendo atendidas e toda a fila do banco (que era bem grande)... Pronto!! Virei a piada do dia... O que fazer em um a hora dessas??? RIR, RIR, RIR, RIR... Só isso, nada mais. 



Quando sai do banco, ainda tive que ouvir o segurança dizendo “Cuidado pra não sair por aí rasgando dinheiro guria! Nem louco faz isso hoje em dia!!”.


Sim, sim, eu sei, mereci o comentário, agüentei no osso e não falei nada, nenhuma reação.


Sinceramente, nem sei porque estou colocando um episódio tão ridículo da minha vida aqui no blog... Acho que só rindo mesmo pra superar essas coisas... Mais uma história pra minha coleção.


Agora da licença que eu vou lá marcar a minha terapia...

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Amigo Secreto

Final de ano é sinônimo de amigo secreto. Eu sempre gostei da função toda... Tira papelzinho, comenta, tenta descobrir o amigo dos outros, faz piadinha, suspense, pensa no que vai dizer pra revelar, escreve cartãozinho, compra presente...

Há alguns anos, uns três ou quatro, minha família resolveu substituir aquela montanha de presentes trocados na noite do Natal pelo amigo secreto. Por diversos motivos, além de diminuir a grana que se gasta com um monte de presentes (porque pega mal dar presente para alguns e não dar para os outros não é?!?!) é uma ótima maneira de confraternizar e deixar de lado o consumismo compulsivo que só o Natal é capaz de despertar em cada um de nós.

Mas esse ano, o Natal vai ser diferente. Na verdade nem sei como vai ser... A pessoa que mais curtia esse momento, infelizmente não está mais entre nós. Como vamos reunir a família, fazer as brincadeiras, cantar... É tão estranho fazer festa sem ele.

Nosso Natal não tem mais o Papai Noel, não tem mais o vô sentado na cadeira, cuidando todo mundo, rindo alto, brincando com as crianças, implicando com os adultos, curtindo essa data (pra ele) tão importante.

E o amigo secreto... Confesso que depois de tudo, a brincadeira não me agrada mais como antes, me lembro dele, da carta que ele escreveu quando tirou “o pior nome de todos” (que a propósito era o meu) no último amigo secreto em que esteve presente...

Os Natais nunca mais serão os mesmos... Os amigos secretos sempre vão me trazer a lembrança dele e eu (chorona que sou) vou me emocionar sempre... Tinha prometido pra mim que não participaria mais de amigo secreto nenhum, mas não consigo, porque, apesar de todas as lembranças, eu sempre sinto ele mais perto de mim.

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Meu Deus (adaptado de uma carta escrita para minha irmã em 1999)

Partindo de mim pode parecer estranho, em especial para quem não me conhece, o que escrevo agora.
Vou falar de Deus: o meu Deus.
Para muitos ele pode até parecer que não existe, mas eu o tenho e acho que é igual ao de todos. Apenas é discreto e se manifesta de forma diferente daquela convencional.
Sei também que muitos vêem o meu Deus. Podem achá-lo um pouco estranho, mas o reconhecem e o aceitam. Outros apenas o criticam.
Alguns querem vê-lo a qualquer custo, mas ele é sutil e só se mostra por metáforas como o Deus de todo mundo.
Meu Deus toca por Mozart e canta por Cartola, Chico, Noel, Lupicínio, Cazuza e muitos outros.
Frequenta os bares da boemia, fica até tarde e vai dormir na rua com as crianças abandonadas.
É incapaz de castigar mesmo às piores faltas.
Não julga nem quer ser temido. Quer ser amado.
Não condena, não cobra, não assusta, não abandona.
Ama incondicionalmente.
Ele ensina e pede sempre que nos lembremos que o inferno não foi criação dele e que, portanto, para ele não existe.
Ele quer que o amor prevaleça, em todas as suas formas, sobre todas as coisas.
Ele pede que eu chore meus mortos, mas é para que eu me lembre de aproveitar mais meus vivos.
Ele está sempre comigo até mesmo nos momentos em que eu o nego.
Sorri quando eu acerto e chora quando eu erro e, assim, vai me mostrando para onde estou caminhando.
É ele quem me dá coragem para tomar as decisões duras e quem me protege quando o mundo vai desabar, mesmo que eu não queira ou peça.
É ele quem não deixa eu me afastar de uma missão que nem eu mesmo sei qual é. E por isso eu vou indo, tentando, caindo, levantando e conseguindo levar a vida.
Meu Deus faz da ausência a presença porque me sintoniza no coração.
Coração que aliás ele protegeu com a capa de pedra para evitar que sua fragilidade fosse um alvo muito fácil.
Meu Deus é hereditário e se aperfeiçoa na Terra a cada geração. Por isso é imortal.
Meus Deus viveu ontem, vive hoje e viverá amanhã.
Ele me diz que ontem "já era", que o amanhã só ele sabe e quer que eu viva o hoje, que eu me arrependa apenas do que eu não fiz e que esqueça o que fiz de errado para não sofrer. Mas quer também quer que eu não repita os erros. Apesar disso tolerará as reincidências porque sabe que eu sou imperfeito.
Ele ri dos meus mitos como um pai ri da inexperiência de seus filhos.
Ele sente não poder transmitir mais claramente o que é certo e o que é errado pois não quer nos dirigir.
Então ele sofre calado por não enxergarmos.
Se for preciso ele bate, mas acariciando, e acaricia, batendo, para mostrar que o livre-arbítrio foi um presente que deve ser usado com bom-senso.
Meu Deus quer que eu fale dele e nele, mas prefere os gestos às palavras.
Ele sabe que as palavras ferem e às vezes afastam.
Os gestos ensinam, são mais eloqüentes e não são esquecidos depois de serem percebidos.
Ele respeita o fato de eu não saber falar e aceita se eu só gesticular.
Meu Deus é assim, e muito mais do que tudo isto, é indescritível.
Só pode ser sentido. Mas é real e vivo. Ele está aqui comigo e também está com vocês, como eu neste momento.
Vocês o devem estar vendo agora. Talvez um pouco mais claro.
Seu Deus pode ser um pouco diferente na forma, mas não na essência. Eu sei.
Não importa. O importante é sentí-lo e reconhecê-lo, em tudo e em todos, pois ele está lá e também gosta de ser reconhecido.
Ele é o mesmo para todos e quer todos sempre juntos, a despeito de tudo.
Ele também é paciente e sábio.
Esperou até aqui para me fazer tomar coragem de escrever para todos, no espaço da minha Gabi, uma mensagem visível ao mundo inteiro.
Um grande beijo para vocês. Abracem a todos os seus entes queridos, por mim e pelo meu Deus . Ele me mandou lhes pedir.
De alguém que, a sua maneira, reza por por todos nós.

Júnior.

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Balanço

O ano tá acabando... Mais um ano, ou, dependendo do ponto de vista, menos um... Tanta coisa aconteceu que vai demorar um pouco pra colocar no papel a retrospectiva sem esquecer de nada...

É hora de tirar a agenda da gaveta, olhar as fotografias, os recados e depoimentos no Orkut, os textos escritos no caderninho que mora na cabeceira da cama...

Chega a dar um nervoso só de pensar em reviver tudo o que aconteceu. Os bons momentos foram muito bons, os ruins, muito ruins. Dá medo pensar que depois de colocar tudo o que aconteceu na balança, eu possa chegar a conclusão de que foi um ano mais pra menos do que pra mais.

Medos e receios à parte, vamos começar o balanço...


segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

45 lições

É impressionante como se recebe porcaria por e-mail. Todos os dias eu recebo uns 60 ou 70 que nem leio, deleto direto. 
São daqueles grupos que a gente nunca descobre como entrou e também nunca mais consegue sair, de correntes que circulam por todo o planeta e que já recebi umas 20 vezes, orações pra todos os tipos de santos, testes pra ver a sorte, o tipo de homem ideal, o futuro financeiro, o nível de stress, piadinhas das mais diversas... Enfim, um monte de coisas sem importância que só servem para passar o tempo e rir um pouquinho (ou nem isso).

Mas hoje de manhã, recebi um que achei interessante e resolvi dividir. São 45 conselhos escritos por Regina Brett, 90 anos de idade, de The Plain Dealer, Cleveland, Ohio. 

"Para celebrar o meu envelhecimento, certo dia eu escrevi as 45 lições que a vida me ensinou. É a coluna mais solicitada que eu já escrevi. Meu hodômetro passou dos 90 em agosto, portando aqui vai a coluna mais uma vez" – Regina Brett



1. A vida não é justa, mas ainda é boa. (será que precisamos chegar aos 90 pra nos dar conta disso?)

2. Quando estiver em dúvida, dê somente o próximo pequeno passo.

3. A vida muito curta para desperdiçá-la odiando alguém.  (no rim!!)

4. Sua profissão não cuidará de você quando você ficar doente. Seus amigos e familiares cuidarão. Permaneça em contato.  

5. Pague mensalmente seus cartões de crédito. (eu tento... juro que tento...)

6. Você não tem que ganhar sempre. Concorde em discordar.

7. Chore com alguém. Cura melhor do que chorar sozinho. (eu sempre digo isso...)

8. É bom ficar bravo com Deus. Ele pode suportar isso.  

9. Economize para a aposentadoria começando pelo seu primeiro salário. (ah se eu soubesse disso antes... to atrasada uns 5 anos...)

10. Quando vier o chocolate, é inútil resistir.

11. Faça as pazes com seu passado, assim ele não atrapalha o presente.  

12. É bom deixar suas crianças verem que você chora.  

13. Não compare sua vida com a dos outros. Você não tem idéia do que é a jornada deles.  

14. Se um relacionamento tiver que ser um segredo, você não deveria entrar nele. (sem comentários)

 
15. Tudo pode mudar num piscar de olhos. Mas não se preocupe, Deus nunca pisca.  

16. Respire fundo. Isso acalma a mente.  

17. Livre-se de qualquer coisa que não seja útil, bonito ou jovial.  

18. Qualquer coisa que não o matar torna você realmente mais forte. (a gente sempre aprende!)

19. Nunca é muito tarde para ter uma infância feliz. Mas a segunda vez é por sua conta e de ninguém mais.  

20. Quando vier depois o que você ama na vida, não aceite um não como resposta.  

21. Acenda as velas, use os lençóis bonitos, use lingerie fantasiosa. Não guarde isto para uma ocasião especial. Hoje é especial.  

22. Prepare-se mais do que o necessário, depois siga com o fluxo. 

23. Seja excêntrica agora. Não espere pela velhice para vestir cor púrpura.   

24. O órgão sexual mais importante é o cérebro.  

25. Ninguém mais é responsável pela sua felicidade, somente você.  

26. Enquadre todos os assim chamados "desastres" com estas palavras 'Em cinco anos, isto importará?' (geralmente a resposta é não)

27. Sempre escolha a vida. (óbvia)

28. Perdoe tudo de todo mundo. (é difícil mas vale a pena)

29. O que outras pessoas pensam de você não é nada para a sua atividade. (não mesmo!)

30. O tempo cura quase tudo. Dê tempo ao tempo. (detalhe para o “quase”)

31. Não importa quão boa ou ruim é uma situação, ela mudará. (as boas podiam durar pra sempre né?!?!)

32. Não leve você mesmo muito a sério. Ninguém mais faz isso. (isso faz até mal!)

33. Acredite em milagres. (eu acredito)

34. Deus ama você porque ele é Deus, não por causa de qualquer coisa que você fez ou não fez. (cuidado com o egocentrismo, ok?!?!)

35. Não faça auditoria na vida. Destaque-se e aproveite-a ao máximo agora.  

36. Envelhecer leva a uma outra alternativa -- morrer jovem.  

37. Suas crianças têm apenas uma infância.  

38. Tudo que verdadeiramente importa no final é que você amou.  

39. Saia de casa todos os dias. Os milagres estão esperando em todos os lugares.


40. Se todos nós colocássemos nossos problemas em uma pilha e víssemos todos os outros como eles são, nós agarraríamos nossas costas.  

41. A inveja é uma perda de tempo. Você já tem tudo o que precisa.  

42. O melhor ainda está por vir. (sempre!!)

43. Não importa como você se sente, levante-se, vista-se bem e apareça. (sair de casa nos piores momentos sempre é a melhor opção. Sempre acontece alguma coisa boa...)

44. Produza rendimentos.

45. A vida não está amarrada com um laço, mas ainda é um presente. (as vezes a gente esquece de agradecer por isso) 

Amizade??

Sempre achei que uma amizade verdadeira pudesse suportar tudo!

A minha dúvida hoje é:
Será que não era verdadeira?? Ou será que eu estava tão enganada assim??

Agora já não importa mais... morreu de inanição.

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Visita inesperada

Hoje ele veio me visitar...
Estava lindo como nunca. Os cabelos e o sorriso que há muito deixaram saudade.
Fazia tempo que não o via, nem em fotos, e já estava com medo de ter esquecido seu rosto, mas quando olhou pra mim, tive a certeza de que isso jamais acontecerá, não importa quanto tempo passe.
Fiquei surpresa. Perguntei o que fazia ali, porque veio me ver. Porque eu?
Nenhuma resposta.
Pegou minha mão, me levou para algum lugar lindo que não sei qual era e dançou comigo.
Assim ficamos por horas, rindo, dançando, sem dizer uma palavra um para o outro.
Fiquei feliz! Mas queria falar com ele... Eu precisava contar as coisas que aconteceram desde aquele ano, precisava dar notícias, precisava ter notícias. Mas no fundo, eu sabia que aquele momento era único e não deveria ser estragado com uma palavra sequer.
Continuei muda, sorrindo e dançando... Foi como se tivéssemos falado tudo o que queríamos apenas com a troca de olhares.
No final, aquele abraço apertado de sempre, mais um sorriso, algumas brincadeiras típicas, um beijo no rosto e ele se foi... Mais uma vez...

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Eles também amam

É... Ao que tudo indica, eles também têm sentimentos e angústias bem parecidas com as nossas...

Abaixo o texto retirado do blog Os CaSCaTeiRos.

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Saindo com a mulher – Versão Masculina II

Me acordo e me olho no espelho. ”Meu deus.. Olha o tamanho do meu cabelo!”. Vou correndo no cabelereiro. Dou o meu melhor corte e volto pra casa.

Já são 15:00 e ela ainda nem deu sinal de vida. Não apareceu no msn. Não ligou. Não mandou mensagem. Será que ela esqueceu que a gente ia sair hoje? Devo Ligar? Não, não… agora tá muito cedo. Vou esperar mais um pouco.

18.00 – Pqp… cadê a menina? Eu vou ligar, não aguento não! “Oiii... Achei que tivesse esquecido de mim linda! Que horas eu passo por ai?” Ufa... Pelo menos o encontro não foi cancelado.

20.00 – Hora de tomar banho. Apara o suvaco. Raspa o menino. Usa sabone líquido(hmm... Que chique!) . Usa condicionador! Escova os dentes. Passa o gel. Faz a barba! Passou 40 minutos…

20.40 – Começo a me arrumar. Troco de camisa 5 vezes. A calça só duas. Quando me olho no espelho, o braço tá muito fino e o peitoral muxo. Tiro a camisa. Me deito no banheiro e vou fazer marinheiro (quem nunca fez isso hein? Haha). O braço aumentou. Boto a camisa de volta.

21.20 – Estou na porta de casa pra sair. Olho pra minha camisa e não gosto. Volto e boto a primeira que eu escolhi.

21.30 – Ligo pra ela e peço pra ela ir descendo que eu tô chegando lá. Quando chego no carro, solto aqueles cheirinhos de pote, escondo as camisinhas, aprumo o banco dela, coloco o CD ou DVD que ela mais gosta,respiro fundo e sigo.

22.00 – Cheguei na casa dela e ela ainda não desceu. A música que ela gosta já acabou. Cadê a menina? Ai meu deus lá vem, bota a música pra tocar novamente. Quando ela entra no carro joga o cabelo prum lado que o perfume entra no seu nariz e te deixa com cara de idiota completo. Ela bate a porta e diz um lindo “Boa noite”. E você? Fala alguma coisa burro! “Eh... Eh… Oiii... Nossa... Como você tá linda!” (Cara de idiota espantado!).

O lugar? Ah... O lugar! Ela adora sushi. Eu vou levar ela no sushi que ela nunca foi! Até tirar os sapatos você tem que tirar quando chega lá!

Chegando no sushi, conversa vai… Conversa vem... Eu não consigo me concentrar no camarão cru na minha frente. Ela fala... Fala... Fala... E eu só consigo imaginar como eu vou diminuir a distância enorme entre minha boca e a dela. Parece que existe um bloqueio na frente dos dois.

Pego na mão? Ajeito o cabelo dela? Pergunto que perfume é esse? Sabe de uma coisa? Respira fundo e fala a VERDADE. “Linda, deixa eu te dizer uma coisa...(aproxima do rosto dela)... Eu juro que não aguento mais de vontade de te dar um beijo…!” Oww... Ela se derrete todinha e nem fala nada.

O beijo é indescritível. Enquanto o beijo sai, você não consegue escutar mais, pensar em nada. Você sô escuta a respiração dela, sente o cheiro dela, só consegue ver aquela cena maravilhosa que está se desenhando na sua frente. Parece que você nunca beijou antes. É perfeito desde o primeiro momento. Que isso meu deus? Eu tenho 15 anos e nunca vi a boca de uma mulher foi? Fudeu... Tô apaixonado! Não, não, não… E as festas? E as micaretas? E o final do ano na praia? E as outras 15 que me ligam toda semana? E as saídas com meus amigos? E o beijo não para… E eu não consigo parar.

Quando eu abro o olho... Eu só digo uma coisa... “Nossa... era do jeito que eu sempre imaginei!”.

A noite continua mais do que maravilhosa. Nem percebo o tempo passar. Falamos de tudo... Família, ex’s, sexo, amizade, emprego, viagens… parece que eu conheço ela há anos... como é que pode?

Depois do jantar, ela quer dividir a conta, mas eu não deixo e pago. Ao chegar no portão da casa dela, encosto o carro embaixo de uma árvore e vou tentar me despedir. Antes do beijo, ligo o som: Hmmmm… Minha música preferida... Tinha que ser ela! O beijo não tem fim… é indescritível!

No caminho de volta pra casa eu tô anestesiado. Eu não sei nem pra onde eu tô indo. Eu só fico pensando “Que mulher é essa pelo amor de deussssssssssssssss?”. Chego em casa. Deito na cama. Pego o celular e mando um sms “Dormir depois de te beijar foi a melhor coisa que eu já fiz em toda minha vida”.

Fim…

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Lindo não?!?!?!
Lendo até deu vontade de me apaixonar de novo... heheheheh

domingo, 29 de novembro de 2009

Escolhas...

Sabe quando tu tem que fazer uma escolha importante???

Sabe quando tu tem a sensação de que fez a escolha errada???

Pois é...


quarta-feira, 25 de novembro de 2009

terça-feira, 24 de novembro de 2009

AMIGO (*)

Tem coisas que a gente só sente quando tem um amigo:

Uma saudade danada quando ele está longe...
Um orgulho enorme quando ele faz sucesso...
Uma tristeza sem fim quando ele sofre...
Uma confiança cega quando ele está por perto...
Uma alegria imensa quando ele telefona...
Um ciúme besta quando ele está amando...
Um aconchego gostoso quando ele abraça...
Uma certeza infinita quando ele concorda...
Uma raiva passageira quando ele erra...

*Lena Gino

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Dançando na chuva...

Quem nunca teve vontade de reproduzir aquela famosa cena do filme “Cantando na Chuva”?!?!?

Uma daquelas coisas que tem que ser feitas antes de morrer…

É ótimo!!


terça-feira, 17 de novembro de 2009

Foi um ESPETÁCULO!!!

Não tenho palavras para descrever o que senti!!!

Nervosismo, emoção, medo, dor de barriga... tudo junto! Uma confusão!

O melhor de tudo é ouvir os aplausos depois que a luz se apaga, sentir a vibração do público... É algo que, simplesmente, não tem explicação!!! É isso que faz as noites mal dormidas (ou não dormidas), o stress, as reuniões, as discussões, os ensaios de horas e horas, as madrugadas intermináveis e o cansaço valerem a pena.

Depois que acabou deu uma vontade de voltar e fazer tudo de novo!!!

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Defeitos...

Orgulhosa? Sim!
Violenta? Um pouquinho...
Esquentadinha? Muito!
Ciumenta? Até de quem não merece.
Chorona? Totalmente.
Sensível? Até de mais.
Chata? Às vezes...
Implicante? Adoro ver a reação dos outros.
Irritante? Até o último segundo.
Bobinha? Sou presa fácil de brincadeirinhas...
Infantil? Algum problema com isso?
Carente? Não é falta de afeto, é necessidade de mais, muito mais.
Insatisfeita? É minha natureza buscar sempre mais...
Brigona? Me provoca...
Intolerante? Imagina, eu?!?!
Rabugenta? Só quando tô de TPM
Ansiosa? Ô, e como!
Mandona? Só quando me deixam tomar conta.
Preguiçosa? Confesso...
Explosiva? Não tenho culpa se às vezes não seguro a emoção!
Impulsiva? É, eu devia pensar mais antes de falar...
Rancorosa? Faz mal, eu sei, mas às vezes é mais forte que eu.
Revoltada? Só quando a causa existe.

Sim, eu sou assim!! Cheia de defeitos, como todos os seres do universo! Aposto que todo mundo tem uma lista tão grande quanto a minha...

Outra hora listo as qualidades, só pra compensar...

terça-feira, 10 de novembro de 2009

Faltam 5 dias!!!

Aiiiii!!! Que nervosoooo!!!

E pensar que há sete meses atrás eu nem pensava em subir num palco, quanto mais dançar... Vai ser inesquecível!!

Faltam cinco dias pro tão esperado Espetáculo Salão em Movimento!!!! Muito trabalho, muito ensaio, muita adrenalina, muito nervosismo, todas as emoções a mil...



quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Sonhos (*)

Tem coisa melhor no mundo do que sonhar?

Nos sonhos a gente pode tudo. São eles que movimentam a nossa vida. A vontade de realizá-los é que nos leva pra frente.

Pra uns, um carro ou uma casa pode ser o sonho de uma vida inteira, pra outros, pode parecer pouco se comparado ao desejo de conquistar aquele emprego maravilhoso e uma carreira de sucesso, e pra outros ainda, pode não ser nada, perto da tão sonhada viagem à lua.

Conheci uma pessoa que não podia ver ninguém sonhando que logo soltava uma letrinha do tipo “ah, isso é impossível, coloca os teus pés no chão!” ou ainda “quanto maior o sonho, pior vai ser a decepção”. Um dia, encontrei essa mesma pessoa na rua e, conversa vai, conversa vem, ela me contou que estava fazendo um curso e que sonhava abrir seu próprio negócio logo em seguida. Não consegui esconder a cara de espanto quando ouvi a palavra sonho e fui obrigada a fazer uma pergunta. “Mas desde quando tu aprendeu a sonhar assim? E tão alto?” A resposta foi uma daquelas lições que a gente leva pra vida toda. Ela disse: “Eu não aprendi a sonhar, eu só perdi o medo de não conseguir realizar os meus sonhos. Passei muito tempo acreditando que era impossível fazer certas coisas, mas hoje, aprendi que se a gente acredita, tudo é possível!”.

Não importa o tamanho do sonho, pode ser simples, complexo, pequeno, médio, grande, fácil ou difícil. Sonho é uma coisa que não se compara. Cada um tem o seu.

Mas... pensando bem, tem coisa melhor do que sonhar sim! O que? O prazer de ver um sonho realizado.

(*) Crônica feita para cadeira de Radiojornalismo III

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Um texto que mudou tudo...

Perfeito pra hoje...

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Me chame do que quiser
(Lena Gino)

Se parece ingênuo que eu acredite nas pessoas, que me chamem de tola.
Se parece impossível que eu queira ir onde ninguém conseguiu chegar, que me chamem de pretensiosa.
Se parece precipitado que eu me apaixone no primeiro momento, que me chamem de inconsequente.

Se parece imprudente que eu me arrisque num desafio, que me chamem de imatura.
Se parece inaceitável que eu mude de opinião, que me chamem de incoerente.
Se parece ousado que eu queira o prazer todos os dias, que me chamem de abusada.

Se parece insano que eu continue sonhando, que me chamem de louca.
Só não me chamem de medrosa ou de injusta. porque eu vou à luta com muita garra e muita vontade de acertar.
E foi lutando que eu perdi o medo de ser ridícula. de ser enganada. de ser mal entendida.
Perdi, na verdade, o medo de ser feliz.

Não me incomoda se as pessoas me veem de forma equivocada.
O importante mesmo é como eu me vejo...
Sem cobrança. sem culpa. sem arrependimento.
A gente perde muito tempo tentando agradar aos outros. tentando ser o que esperam de nós.
Eu sou o que sou e não peço desculpas por isso.

No meu caminho até aqui, posso não ter agradado a todo mundo, mas tomei muito cuidado para não pisar em ninguém.
Sendo assim, me chame do que quiser, eu não ligo...
Porque eu só atendo mesmo quando chamam pelo meu nome, que eu tenho o maior orgulho de carregar.

terça-feira, 3 de novembro de 2009

PERFEITAAAAA

Esse sábado (31/10) a DiModelar Cia de Danças se apresentou no Festival “Vem Dançar”. Dançamos um forró e uma salsa!! A sensação de estar no palco, de ver aquela galera gritando e depois aplaudindo... É maravilhosa!! Não tem dinheiro que pague!!

Foram três dias de convivência com bailarinos de outras partes do estado, todos ali competindo, conversando, interagindo... Foi bom poder viver isso. Uma ÓTIMA experiência!!!

Ensaio, dedicação, força de vontade, colaboração, amizade, parceria, paciência, memória, tolerância, superação, nervosismo, atenção e concentração são apenas algumas das palavras que fizeram parte do nosso vocabulário nesses últimos dias.

Ensaiamos praticamente toda semana, tivemos que exercer o máximo da nossa concentração pra dançar forró com música de ballet ou salsa em ritmo de axé, controlar o nervosismo (leia-se dores de barriga) antes de entrar no palco, lembrar de executar o passo, mexer a mão, balançar o cabelo, atiçar o público, girar, rebolar, sorrir e respirar tudo ao mesmo tempo...

Ouvir as críticas de pessoas conhecidas no meio, que olharam o nosso trabalho antes e nos viram no palco sábado, dizendo que melhoramos muito e que a apresentação foi “ÓTIMA” são coisas que nos fazem perceber que no fim, o esforço valeu muito a pena!!!



Meninos: Paulo, Thiago, Luis e André
Meninas: Marcella, Gabriela, Luiza e Karen
Diretor e Coreógrafo: Rodrigo Garbin

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Reflexões

"O entusiasmo é a maior força da alma. Conserva-o, e nunca te faltará poder para conseguir o que desejas" - Napoleon Hill


E o que fazer quando se perde o entusiasmo???


"Acima de tudo, tente alguma coisa" - Franklin Roosevelt

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Lições

É quando a gente tem que lidar com situações difíceis como a morte que a gente vê o quanto a vida é passageira e como temos que nos preocupar menos com os problemas, como devemos demonstrar a todo instante que gostamos das pessoas, como devemos fazer o que temos vontade e aproveitar cada momento ao máximo...

Depois não adianta chorar pelo que não foi dito ou se lamentar pelo que não foi feito.

Aprenda a lição... Não espere que aconteça com você.

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Sinto falta...

Sinto falta, não dele, mas da figura dele, daquilo que ele representava pra mim.

Sinto falta de ter alguém que me admire, que me ame, que goste de mim com os meus defeitos, com meus vários defeitos...

Sinto falta de ter companhia pra não fazer nada, de me sentir segura só de segurar nas mãos de alguém, de ter pra quem ligar nem que seja pra contar como foi meu dia (mesmo que eu não costume fazer isso).

Sinto saudade de poder ser eu mesma sem maquiagem, sem máscara, sem pinturas, sem falsos sorrisos.

Sinto falta de poder confiar cegamente em alguém, sem ter que esconder meus segredos, meus medos e minhas angústias.

Sinto mais saudade ainda quando olho em volta e sinto uma pontinha de inveja das pessoas na rua pelo simples fato de que elas tem alguém para caminhar de mãos dadas.

Sinto falta de poder dizer o que penso, de discutir idéias e ideais, de rir junto e chorar abraçado.

Sinto saudade de sentir saudade...

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Choro de Raiva

Quem é que nunca chorou de raiva?

O choro de raiva é o pior. É aquele que vem de repente e te faz parecer fraca na frente de todo mundo. Daí te dá mais raiva e mais choro vem. Um círculo vicioso.

Melhor ainda quando te dizem pra ficar calma ou te olham com aquela cara de “Pobrezinha. Não chora!”. Dá vontade de... Enfim...

A raiva tem a capacidade de revelar o que existe de pior dentro de nós. Não é bom sentir raiva de alguém. Sabemos disso. Mas é uma força muito forte que vem de dentro.

Tô aprendendo a controlar a minha. Beeeem aos poucos...

"A raiva é danosa para todo mundo, porém, é mais danosa ainda para o homem que a sente”
Sócrates

terça-feira, 6 de outubro de 2009

Eu posso. Tu NÃO!

Eu posso furar a fila do supermercado se estou com pressa, tu não. Se fizer isso, será linchado.
Eu posso largar o papel que me deram na rua porque não tenho onde colocar, tu não. É muita porquice.
Eu posso trancar o trânsito na frente do colégio pra esperar o meu filho sair da sala, tu não. Olha a buzina!!!
Eu posso não ir trabalhar porque fiquei doente hoje, tu não. Onde já se viu tanta preguiça?!?!
Eu posso inventar uma mentirinha de nada só pra não arrumar problemas, tu não. Mentir é feio!

Sabe aquele ditado: “Faça o que eu digo, não faça o que eu faço”?

Desde crianças aprendemos que tal coisa é certa, outra coisa é errada, isso pode, aquilo é feio, assim pode, assado não. Escutamos dos nossos pais que não devemos falar coisas desagradáveis pra alguém, recusar presente ou dizer que não gostou então nem pensar. Em contra partida, ouvimos que mentir é errado, que a sinceridade é a melhor qualidade que podemos cultivar e blá, blá, blá...

Muito coerente não?!

Uma vez ouvi uma frase que ficou na memória pra sempre...

“Nós corrompemos as crianças desde cedo. Nós criamos os corruptos!”

Contexto:
Família reunida, crianças brincando, bolo na mesa. Um tio olha pra uma das crianças e diz:
- Quer um pedaço do bolo?
- Quero!
- Só te dou se tu me der um beijo!

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Contagem regressiva

Há alguns anos eu estaria pulando de alegria ao me dar conta de que faltam apenas três meses para o final de mais um ano... Mas hoje, não sinto a mesma felicidade de antes, bem na verdade, não faz muita diferença...

Deve ser porque não sou mais aquela criança que adora as férias (ou que, pelo menos, tinha férias). Deu uma saudade dos tempos em que eu ficava três longos e maravilhosos meses sem fazer absolutamente nada.

Hoje quando me dei conta de que o ano tá acabando me deu uma coisa... Fiquei pensando em tudo o que aconteceu até aqui e tudo que ainda vai acontecer até o dia 31 de dezembro.

Momentos de reflexão...

terça-feira, 29 de setembro de 2009

Lembranças da infância

Quando morei em Brasília, nosso apartamento tinha uma sacada gigantesca (não sei se acharia ela tão gigantesca hoje, mas na época ela me parecia). Tínhamos muitos amigos e descíamos todos os dias pra brincar com eles na “cancha” da quadra.


Hoje uma lembrança em especial veio à tona com todas as forças... Naquela sacada imensa tínhamos três redes e ficávamos ali, eu e minha irmã, brincando, balançando, caindo, brigando e um dia observamos que um grupo de beija-flores sempre ficava ali perto. Resolvemos fazer aqueles bebedouros de beija-flor que se coloca na janela. Observá-los virou uma rotina. Ficava por horas olhando sem cansar.

Hoje, quando cheguei no trabalho, vi que tinha um pequeno beija-flor se debatendo contra o vidro espelhado do prédio. Não tive dúvida. Larguei minhas coisas e fui ajudar o pobrezinho.

Fiquei feliz. Ganhei meu dia. Salvei uma vida e me lembrei das coisas boas dos velhos tempos (não tão velhos assim ok?!).


1 mês e 1/2

Não importa quanto tempo passe. Não importa quanta coisa aconteça. Tu sempre estarás na minha vida. Presente. Como sempre!

Em cada sorriso, em cada olhar, em cada palavra me lembrarei de ti.

É difícil sem você. Tenho sido muito forte pra suportar a saudade. Forte como tu sempre disse que eu seria quando preciso.

A saudade machuca. Dói saber que as coisas mudaram e que nada será como antes.

Sim. Eu entendo. As coisas são assim. A vida é assim. Mas agora, que já faz algum tempo e a raiva passou, posso dizer o quanto sofro com a tua ausência, mesmo sabendo que jamais saberás disso, que nunca terás a chance de ler o que escrevo ou escutar o que eu digo novamente.

Aproveitamos nosso tempo junto. Foi maravilhoso. Só ficam as boas lembranças. Obrigada por tudo!

Só queria que pudesses me ver daqui pra frente, na formatura, no casamento, nas viagens que farei, no nascimento dos meus filhos.

Eu sei, eu sei. Parece que posso escutá-lo dizendo que estarás sempre comigo. Mas por favor, entenda, nunca mais será como antes. Nunca mais!

De agora em diante o teu trabalho de cuidar de mim continua, talvez até mais difícil.

Boa sorte pra nós. Cada um no seu lugar...

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Êia peste!

A garganta dói, engolir a saliva dói, tossir dói, respirar dói, andar dói, rir dói, tudo dói. Pode parecer exagero, mas não é. Parece que um caminhão passou por cima de mim!

É, eu não escutei minha mãe nem meu pai quando disseram pra não sair de cabelos molhados na rua, pra não pegar chuva, pra levar o casaquinho, pra trocar a roupa molhada quando cheguei em casa, nada disso... Resultado: a peste!

Tudo que eu queria agora era ficar em casa, debaixo das cobertas, tomando aqueles chazinhos anti-térmicos, com muitas cobertas em cima, mas...

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Papo de ônibus

Feliz ou infelizmente, sou uma pessoa que anda muito de ônibus (muito mais do que gostaria, mas fazer o que?!?!). Por causa disso já presenciei muita coisa estranha, engraçada, triste, bizarra e por aí vai.

Já vi gente chorando e quis oferecer meu ombro desconhecido, já quase fui assaltada, já rolei por causa de uma freada do motorista, já peguei uma chuva do cão e fiquei de cara quando o ônibus passou e molhou todo mundo na parada, já comprei bala, pipoca e mandolate do ceguinho, já xinguei o motorista por ir se arrastando quando eu tava atrasada, já fiquei com a bolsa presa na roleta, já vi casais brigando por nada, já escutei a conversa dos outros e quase perdi a parada, já perdi o ônibus enquanto eu tentava atravessar a rua, já vi acidente feio, já fiz amizades na parada e dentro do ônibus...

Hoje, eu queria falar sobre aquelas pessoas estranhas que nunca se viram na vida e começam a conversar com a pessoa do lado como se já se conhecessem há tempos.

Tudo começa assim:
- Com licença?
- Claro!
- Obrigado.

Geralmente a coisa para por aí. Mas quando evolui...

Primeiro se fala do tempo, depois do trânsito, daí um dos dois conta alguma coisa pessoal, e a conversa engata até que alguém aperte a campainha para descer.

- Tchau, foi um prazer!
- Igualmente. Tchau!

E só quando desce, você se dá conta que nem o nome daquela pessoa perguntou.

Fala a verdade, nunca aconteceu com você?

Comigo já!

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Xô mau humor!!!

Cheguei em casa ontem (depois de horas esperando um ônibus que não veio, até que fizeram o favor de me dar uma carona) extremamente chateada com algumas coisas que aconteceram.

Quando sentei pra jantar, minha mãe vem toda faceira mostrar sua nova aquisição: um livro.

O título eu não me lembro, mas era de auto-ajuda (normal). Só lembro que quando comecei a folhear pra ver do que se tratava, meus olhos bateram de cara no capítulo "O mau humor é uma doença que contamina as pessoas".

Li...
Reli...
Li de novo...
E mesmo assim não acreditei...

Com mais de 200 páginas pra abrir eu fui parar justamente nessa?!?!

Sim! Meu humor mudou na hora.

Não tem como ficar de mau humor depois de uma coincidência como essa. Impossível!

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

(in)Justiça Divina

Hoje eu tô com raiva do mundo!!!

Uma raiva muito bem fundamentada em questões como: "Porque é que na maioria das vezes as pessoas boas, competentes e capazes perdem lugar para as pessoas que simplesmente tem contatos ou “QI” e nada mais?".

Fico indignada de ver tanta gente imbecil tomando conta de coisas importantes sem a menor capacidade para tal, de ver aqueles colegas que não fazem porcaria nenhuma na faculdade com empregos maravilhosos, enquanto os outros, que fazem a grande maioria dos trabalhos, passam seis horas por dia em um estágio que não paga nem um terço da faculdade.

Isso realmente não é justo!!! Não é!!!

Tenho tentado me convencer diariamente de que no futuro essas pessoas abusadas não vão se dar bem, que o mundo gira, que um dia se está por cima e no outro por baixo, que Deus escreve certo por linhas tortas, que a justiça divina é mais forte do que qualquer outra e que Ele está olhando lá de cima.

Mas HOJE, especialmente HOJE, eu acordei revoltada e com raiva de tudo isso.

Complicações do Coração

Coração é uma coisa complicada... Faz a gente gostar de alguém e não querer ver a pessoa nem pintada de ouro ao mesmo tempo, faz mostrarmos o nosso lado mais doce e o mais cruel em questão de segundos...

Como é ruim fazer alguém sofrer...
Pior ainda quando se quer bem essa pessoa...

Logo eu que odeio ver esse tipo de coisa me encontro hoje em uma situação onde não há escapatória, fiz e faço alguém sofrer...

O pior de tudo é saber que um dia o sofrimento foi amor e por pouco não acabou em casamento...

Mas eu sei que se hoje esse alguém sofre com o meu descaso e a minha indiferença, é porque é melhor assim. Eu sei o que quero, sei também o que não quero, e se estou agindo assim, é pra evitar dar esperança e causar maior sofrimento depois.

Os erros, as culpas, as responsabilidades, o orgulho... Nada disso importa mais.

É difícil explicar... Faço isso porque ainda sinto alguma coisa, não quero vê-lo pior, mas também não quero vê-lo tão perto. Complicado, eu sei.

Espero que um dia, daqui alguns anos ou meses (quem sabe?), eu possa explicar tudo isso e que depois possamos rir, brincar e fazer piadas como sempre...

Ando um pouco emotiva... Segue um poema que tem tudo a ver com o que sinto neste exato momento... Um dos mais lindos do Vínicius de Moraes (minha opinião).

SONETO DE SEPARAÇÃO

De repente do riso fez-se o pranto
Silencioso e branco como a bruma
E das bocas unidas fez-se a espuma
E das mãos espalmadas fez-se o espanto.
De repente da calma fez-se o vento
Que dos olhos desfez a última chama
E da paixão fez-se o pressentimento
E do momento imóvel fez o drama.
De repente, não mais que de repente
Fez-se de triste o que se fez amante
E de sozinho o que se fez contente
Fez-se do amigo próximo o distante
Fez-se da vida uma aventura errante
De repente, não mais que de repente.

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Gracias

É claro que a gente sabe que a Internet é aquela coisa pública, que todos podem acessar e tal, mas... sinceramente, quando fiz o blog, não achei que as pessoas leriam, fiz mais porque escrever sempre foi uma maneira de colocar pra fora o que eu sinto.

Claro!! Me apaixonei!!

O mais legal disso tudo, é ver que as pessoas lêem o que escrevo e melhor ainda... comentam, se não aqui, pessoalmente.

Me surpreendi quando li o comentário do Samuel Braz, de São Paulo. Não sei como me achou aqui, mas fiquei feliz de saber que gostou do que escrevi. Adorei o comentário!

Mas... confesso que com isso fiquei pensando no seguinte: "Nossa! Tem pessoas lendo o que escrevo. Não posso escrever besteiras!".

Vou tentar não pensar muito nisso. Se pensar não vou escrever nunca. Nunca acho que está bom. Como boa perfeccionista que sou, sempre vejo coisas a melhorar.

Enfim...

Obrigada pela atenção e pelos comentários.

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Olhar de Coruja



Ontem à noite quando cheguei em casa, dei de cara com uma coruja. Grande. Linda.

Ela olhava no fundo dos meus olhos como se soubesse exatamente no que eu estava pensando. Foi como se eu não tivesse segredo nenhum naquele momento.

Um olhar inquietante, obscuro, sábio, misterioso e ao mesmo tempo lindo e hipnotizante.

Demorei uns cinco minutos ali, naquela troca de olhares, até que ela virou as costas pra mim, abriu as asas e sumiu na noite.

Olhar de coruja...


sexta-feira, 4 de setembro de 2009

Barriguinha sexy

Passeava pelo Twitter quando li a seguinte frase: “Homens preferem mulheres curvilíneas”. Na mesma hora fui ver a que tipo de curvas se referia a matéria.

Dei de cara com essa foto da modelo Lizzie Miller de 20 anos, que saiu na revista americana Glamour:



A matéria fazia referência a uma enquete feita com os ouvintes do programa Polêmica da Rádio Gaúcha, onde 90% dos homens responderam que preferem as mulheres curvilíneas às magras.

Não posso esconder a minha felicidade ao ver a foto. Assim como milhares de mulheres “curvilíneas”, eu pensei: “Nem tudo está perdido!”.

É fato! A esmagadora maioria das mulheres leva consigo a famosa “barriguinha”. A foto é uma prova de que, mesmo com ela, é possível ser linda, sexy e gostosa.

Agora me diz...

Quem foi que colocou na nossa cabeça que pra ser tudo isso tem que ser magra?
Quem associou beleza com magreza?
QUEM????

Segue o link pra crônica da Martha Medeiros sobre o assunto. Vale a pena!

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Brigas, brigas, brigas...

Como é ruim brigar com as pessoas que a gente gosta... É difícil sair bem de uma briga com um irmão, a mãe, o pai ou um grande amigo (na verdade, é difícil sair bem de qualquer briga, mas enfim...).

Não tem coisa pior no mundo do que brigar com alguém em quem você confia e conhece bem. Por conhecer bem a pessoa, sabemos exatamente o que dizer pra machucar e, com a cabeça quente, acabamos por não poupar palavras e falamos o que não deveríamos da pior maneira possível.

Depois fica aquele silêncio mortal, quebrado só pela respiração das pessoas, pela chuva, pelo vento, pelos passos... Palavra que é bom, nenhuma...

Tudo fica meio morno, parece que nunca mais vai voltar a ser como era antes...

Mas depois de pensar um pouco, depois de esfriar a cabeça, a gente acaba vendo que na verdade uma briga, por pior que seja, é só uma briga. E não pode ser capaz de abalar uma relação tão forte.

No fim, se percebe que “nunca mais” é muito tempo e que algumas horas bastam pra tudo voltar a ser como antes, até melhor.

Já disse várias vezes que tudo na vida tem um lado bom... Sim, até as brigas tem dois lados! São elas que fortalecem as relações e nos fazem ver que, apesar de tantas afinidades e coisas em comum, cada pessoa é uma pessoa, com suas qualidades e seus defeitos e que cada um de nós tem que saber respeitar isso.

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

A dança em mim

Sempre fui uma apaixonada pela música e pela dança. Desde pequena. Mas apesar dessa paixão toda, nunca pedi pra minha mãe me colocar nas aulas de balé, nem muito menos sonhei em dançar no Theatro São Pedro.

Acho que é porque eu sempre fui uma criança “gordinha” e sabia que me sentiria muito mal usando aquelas malhas apertadas, com as coxas grossas à mostra no meio de um monte de gurias magrinhas e com as perninhas finas. Enfim, no fundo eu sabia que o meu perfil não era aquele por maior que fosse a paixão.

Pois bem, no início do ano, a paixão ressurgiu dentro de mim com uma força incrível. Depois de assistir a um musical no verão em Gramado (sim, enquanto toda a população de Porto Alegre vai pro litoral, Gabriela vai pra serra...) eu decidi que esse ano faria alguma coisa diferente. Alguma coisa relacionada a música, dança ou teatro.

Como a maioria das coisas que decido pra minha vida, acabei deixando o assunto pra lá e não me empenhei de verdade pra realizar o tal sonho de infância recolhido. Acabei no futebol de salão (tudo a ver).

Mas... Acontece que um belo sábado de manhã, fui pra aula e encontrei um amigo que fazia a mesma cadeira. Conversa vai, conversa vem, ele contou que estava fazendo dança de salão em uma Companhia de Danças, a DiModelar. Sabe aquele ditado que diz que quando o cavalo passa encilhado a gente deve montar? Pois é, não pensei duas vezes e me escalei pra ir com ele.

Foi assim que a dança entrou na minha vida, como um cavalo a galope que eu agarrei pela crina com unhas e dentes.



Hoje faz exatamente cinco meses que a dança faz parte da minha vida. Não consigo mais me imaginar sem a DiModelar e a rotina de ensaios, alongamentos, risadas, apresentações, coreografias...

E pra ser bem sincera, as malhas apertadas e as coxas de fora nem incomodam tanto assim. Não sei se eu que emagreci, se na realidade eles nunca foram tão apertados quanto eu imaginava ou se, simplesmente, resolvi abstrair essa parte.

O fato é que o que antes era só uma paixão reprimida, um sonho, hoje é amor escancarado, realidade!

Procura-se força de vontade perdida

Porque será que é tão difícil emagrecer sozinho?

É tudo culpa da maldita força de vontade (ou da falta dela...).

Por favor!!! Se alguém achar a minha perdida por aí me devolve. Pode ser?

Todos os dias eu acordo e penso:
- Hoje é o dia “D”. Vou começar meu regime!!!!

Mas aí começam as provas de fogo... café da manhã com pão quentinho, lanche com cucas, bolos, bolachas e tudo mais, almoço nada light na mesa...

Parece que todo mundo adivinha quando você resolve fazer regime, acho que as pessoas que decidem começar uma dieta largam um cheiro inconfundível no ar. Só pode! Sim, porque incrivelmente todo mundo ao redor começa a oferecer as mais maravilhosas tentações do mundo, te convida pra ir comer uma A La Minuta no Tudo pelo Social, pra uma formatura onde terá tudo do bom e do melhor, regado a muito champagne é claro, até a vó faz aquele doce que você adora, essas coisinhas...

Só que pra quem já não tá com a força de vontade muito lá em cima, pouca coisa basta pra abandonar pela milésima vez o regime e começar tudo de novo quando as coisas estiverem mais calmas.

Eu já fiz tudo que é tipo de regime que existe, dietas e mais dietas, comprei livros e mais livros com receitas milagrosas, tenho a coleção completa da “Dieta Já”, da “Emagreça com Saúde”, e outras tantas que trazem em cada nova capa uma receita diferente e milagrosa de como perder 10 quilos em um mês (sim, a criatividade das pessoas é incrível...).

Por isso eu sei que o mais importante quando o assunto é perda definitiva de peso é a tal força de vontade. É ela que vai fazer a gente recusar o nosso doce preferido quando o que mais se quer é comer o prato todo, é ela que vai fazer a gente acordar cedo pra caminhar na rua mesmo com tempo ruim, é ela que vai nos empurrar para dar o primeiro passo rumo à academia no sábado de manhã...

Recado dado (eu precisava desabafar). Força de vontade (+ ou -) recuperada. Vou à luta!

Se alguém tiver um bom livro de auto-ajuda pra indicar eu to aceitando... Auto-ajuda OK?!?! Não me venham com aqueles livros ou revistas recheados de dietas e não sei mais o quê. Como eu disse, já li todos e sei que a única dieta que realmente funciona é a “da boca fechada”.

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

AGOSTO: Mês do DESGOSTO

Ai meu pai!!!! Ô mesinho que tá demorando pra passar...

Algumas pessoas supersticiosas dizem que agosto é o mês do desgosto, o mês do cachorro louco, essas coisas. Confesso que eu nunca acreditei nisso, eu sempre achei agosto um mês até simpático, nada contra. Mas esse ano... Não sei o que houve, tudo que tinha que acontecer pra marcar o ano aconteceu em agosto (Ok, sem exageros... tudo não).

Por causa disso eu fui procurar a origem dessas superstições. Olha o que eu descobri...

Foram os romanos que deram ao oitavo mês do ano o nome de agosto em homenagem ao imperador César Augusto. Na época, o tal imperador estava conseguindo grandes vitórias e não queria ficar atrás do famoso Júlio César, cujo mês de Julho é em sua homenagem (Jura?? Bem que eu desconfiei!!!), e acabou decidindo que o “seu” mês também teria 31 dias.

Mas o mês começou a ser considerado azarento entre os romanos. Eles acreditavam que existia um dragão que andava pelo céu cuspindo fogo durante o mês de agosto. Muito tempo depois, descobriram que o tal “Dragão” dos romanos era a constelação de Leão, visível no hemisfério norte naquele período do ano.

Em Portugal o medo do mês de Agosto surgiu no período das grandes navegações, que duravam muitos meses e até anos. As mulheres portuguesas não casavam nunca no oitavo mês, porque era nessa época que os navios das expedições saíam à procura de novas terras. Casar em agosto significava ficar sozinha e às vezes sem lua-de-mel (Tadinhas!!!).

Na Argentina muitos deixam de lavar a cabeça em Agosto porque acreditam que isso chama a morte (Ecaa, que nojo!!! Eu prefiro a morte!!!).

Na África o dia 24 de Agosto é o chamado “dia em que o Diabo anda solto” – dia de todos os exús (medaaaa!!!).

Na França o mês é maldito porque no dia 24 do ano 1572, Catarina de Médici ordenou o massacre de São Batolomeu, matando milhares de pessoas.

Na Polônia, em 14 de Agosto de 1831 os poloneses foram derrotados pelos russos na Revolta de Varsóvia, que também matou muita gente.

No Marrocos, em 14 de Agosto de 1844 a França invadiu o país.

Em Cambodja, em 11 de Agosto de 1863 a França tomou a nação.

Na Alemanha, em três de agosto de 1932 Hitler assumiu o governo alemão após a morte de seu antecessor.

Na China, em oito de agosto de 1937 o Japão invadiu Pequim.

No Japão, nos dias seis e nove de agosto de 1945, as cidades de Hiroshima e Nagazaki foram destruídas por bombas atômicas. (Viu?!?!? Aqui se faz aqui se paga...)


Conclusão...

Historicamente falando, o mês é marcado por muitas revoltas, disputas, mortes, bombas, brigas e tudo mais. Mas também temos que ver o outro lado da coisa... Para a França, por exemplo (que invadiu Marrocos e Cambodja), agosto deve ser um mês ótimo. Para (alguns) maridos portugueses escalados nas navegações, deveria ser um alívio tirar umas férias de suas mulheres.

Coitado do agosto. Só porque ele é frio e azarento não quer dizer que seja de todo ruim. Impossível que os outros 11 meses do ano também não guardem suas histórias trágicas.

Enfim, tudo isso pra dizer que tudo na vida tem dois lados. E isso independe do mês, do ano, da estação ou do dia. Nós é que temos que mudar a nossa maneira de ver as coisas.

A partir de agora eu vou tentar ver essa porcaria de mês que não termina nunca, como a França. (Acho que não começamos muito bem...)

Xô baixo astral!!!! (Nossa, rolou uma coisa meio Xuxa aqui)

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

Falta de criatividade

Estive pensando em alguma coisa decente pra escrever. Sim, porque desde o início eu prometi pra mim mesma que não faria deste blog um espaço para jogar qualquer coisa que me desse na telha. Pra isso já existem vários.

Na verdade, temas não me faltam. Só me falta mesmo é criatividade. Eu escrevo, reescrevo e nunca acho bom. Pelo menos, não bom o suficiente para estar aqui.

Tenho andado um pouco pra baixo, passei por alguns momentos difíceis e por isso faz tempo que não escrevo. Não quero escrever coisas negativas. Não quero ninguém dizendo por aí que eu sou uma pessoa pessimista ou de mal com a vida. Não é verdade.

Tô criando coragem pra escrever sobre as coisas que me aconteceram, mas quero fazer isso de uma maneira, no mínimo, leve (se é que é possível)...

Enquanto não consigo, vou ficando por aqui.

sexta-feira, 31 de julho de 2009

Neurose

Hoje quando peguei o jornal a manchete da capa era a seguinte: “Maioria das escolas particulares também prolonga as férias”. Conclusão: a gripe A é mais uma vez capa dos jornais.
Sim, o caso é preocupante.

Embora algumas pessoas ainda não tenham se dado conta, é preocupante, e muito!

Eu lembro que no início se dizia que ela não ia chegar aqui, que não ia se espalhar, que nada de mais ia acontecer. Está aí o resultado! A cada hora que passa aumenta o número de mortes causadas pela nova gripe. Neste momento já são 67 vítimas e milhares (se não milhões) de brasileiros com o vírus.

A doença não poupa ninguém, idosos, crianças, adultos, gestantes, obesos, magros, ricos, pobres, todos nas mesmas filas quilométricas que lotam os hospitais aptos a tratar da pandemia.

Alguns especialistas já comparam a Gripe Suína de 2009 à Gripe Espanhola de 1918 que matou mais de 40 milhões de pessoas no mundo inteiro e infectou um terço da população mundial. A nova gripe começou em abril no México e hoje, início de agosto, já atinge praticamente todo o globo.

Eu sei que é assustador pra nós brasileiros, que pouco tivemos contato com desastres naturais, epidemias, terrorismos e etc., acreditarmos que isso realmente está acontecendo. Mas é a mais pura verdade.

Infelizmente, as pessoas só começam a acreditar nesse tipo de coisa quando ela está (muito) próxima. Todo mundo conhece alguém ou pelo menos sabe de alguém que está doente, seja no trabalho, na escola, na faculdade ou no condomínio.

Medidas estão sendo tomadas pelas autoridades para tentar frear o alastramento da gripe, a volta às aulas nas escolas e faculdades foram prorrogadas, os hospitais estão restringindo visitas, locais públicos como bancos e supermercados estão adotando máscaras para seus funcionários, eventos estão sendo adiados devido ao risco de proliferação do vírus, hospitais de campanha foram montados só para receber pacientes com sintomas da gripe...

O que mais me preocupa é que nada disso vai adiantar se coisas básicas como lavar bem e com frequência as mãos e colocar a mão na boca ao tossir ou espirrar não forem feitas. Nos ônibus, por exemplo, são tantas pessoas tossindo, espirrando e respirando o mesmo ar que é impossível não se contaminar se alguém ali dentro estiver com o vírus. Basta um espirro...

Já é possível ver nas ruas pessoas andando com máscaras, lenços amarrados no rosto, álcool para higienizar as mãos e outras coisas do tipo. Exagero ou não, entre o descaso e a neurose...

Acho que nesse momento eu prefiro ficar com a neurose...

sexta-feira, 24 de julho de 2009

Angústia...

Existem momentos na vida em que precisamos tomar decisões. Decisões realmente importantes, que vão muito além de que roupa vestir, que caminho pegar pra ir ao trabalho, pra onde viajar nas férias... São decisões que podem mudar o seu caminho dali pra frente, decisões que talvez não possam ser repensadas.

Nesses momentos algumas pessoas não gostam de ouvir a opinião alheia, outras, no entanto, preferem fazer um balanço para só então decidir. Eu sou assim... Gosto de saber o que as pessoas em quem eu confio fariam no meu lugar. Uma vez, em uma dessas discussões, meu pai me disse as seguintes palavras: “Gabi, a discussão pode até ser solidária, mas a decisão... a decisão é solitária”.

Pois bem, aqui me encontro mais uma vez em frente a mais uma dessas decisões... Ir ou não ir, fazer ou não fazer, ser ou não ser... São tantas questões... Só de pensar já dá uma angústia...

Tenho medo de tomar a decisão errada e não poder voltar atrás, medo de não ser aquilo que eu sempre imaginei, medo de não atingir meus objetivos de vida, de não realizar meus milhares de sonhos... Tenho medo de deixar as coisas acontecerem e depois olhar pra trás e ver que o que eu realmente queria pra minha vida não era isso... Ai que angústia!!!

No auge dessa confusão existencial, uma amiga me disse o seguinte:
“Gabi, talvez a gente não esteja aonde realmente quer estar, mas, às vezes, nos é necessário passar por caminhos que não são aqueles que sonhamos trilhar, mas que são fundamentais para fazer nossa caminhada mais completa, isso tudo é aprendizado... a gente aprende com a vida não pode se desesperar, faz as coisas sem pensar muito, se não der paciência... Sempre tem coisa boa nos aguardando mais na frente”. Ela ta certa...

Não adianta ficar se angustiando com coisas que só vamos saber se são realmente certas daqui algum tempo, não adianta ficar tentando prever o que vai acontecer e não fazer nada, não adianta ficar pensando no “SE”...

Valeu Jú!

sexta-feira, 10 de julho de 2009

Sintonia

Segundo o dicionário, sintonia é o estado de dois sistemas suscetíveis de emitir oscilações elétricas na mesma freqüência ou o estado de quem se encontra em correspondência ou harmonia com o meio.

Eu acredito que existe sintonia entre pessoas... E essa tal sintonia não tem nada a ver com tempo de amizade, convivência ou grau de intimidade entre os “sistemas”. Ela simplesmente acontece. Você pode conhecer a pessoa hoje e sentir essa sintonia na hora.

Isso com certeza já aconteceu com todo mundo... Você conhece alguém e sente como se já fosse amigo dessa pessoa há um tempão, como se já a conhecesse desde a infância. Mesmo que uma não saiba muito sobre a outra, o nome dos pais, onde mora, se tem irmãos ou animais de estimação, mesmo assim, existe alguma coisa que liga essas pessoas de um jeito intenso.

Descobrir se você está na mesma sintonia que alguém é muito fácil, não leva mais do que alguns minutos. A sintonia acontece quando você consegue se comunicar com a pessoa pelo olhar, basta que os olhares se cruzem por um milésimo de segundo pra você saber exatamente o que a pessoa está pensando. Acontece quando aquela pessoa ri das mesmas piadas que você, sem ser preciso sequer que elas sejam contadas, ou quando ela pensa a mesma coisa que você, e você fica pensando “Nossa! Tirou as palavras da minha boca!”.

Pessoas que vivem na mesma sintonia também podem se juntar em um grupo. Mas aí a coisa fica muito mais anormal do que parece. Sim, porque, imagina a cena... Alguém de fora fala alguma coisa totalmente sem nexo, as pessoas do grupo só se olham e começam a rir sem ser preciso abrir a boca para explicar nada, todos se entendem nessa loucura. Pra quem vê de fora, é um bando de loucos, rindo um da cara do outro.

O pior de tudo é ter que explicar a piada depois. Não! Ela não tem graça. É capaz de nem ser mesmo uma piada... O que faz a coisa toda engraçada é a situação e a tal sintonia entre as pessoas.

Sim, eu tenho amigos loucos! E sim! Eu adoro essa loucura toda!

quinta-feira, 2 de julho de 2009

Não há mal que sempre dure...

Eu sempre fui daquelas pessoas que acreditam em sinais divinos... Tanto nos que indicam coisas boas, quanto naqueles que indicam que alguma coisa não está certa.

Sabe aqueles dias em que tu acorda e quando coloca o pé pra fora da cama pisa de mau jeito ou bate com o dedinho na quina da porta e pensa "Hmm... Isso não é um bom sinal!", e a partir desse momento, uma sucessão de coisas erradas acontece até a hora de fechar os olhos novamente.

Pois é, hoje foi um dia assim. Eu poderia riscar o dia dois de julho do calendário, não faria falta nenhuma, com certeza...

Nessas horas me lembro da minha mãe, que diante dessas situações desastrosas da vida, consegue olhar pro céu e dizer "Obrigada, obrigada, obrigada!". Juro que eu tento me espelhar nela e repetir isso pra mim mesma, mas é difííiíícil...

Mesmo com tudo dando errado, eu ainda acredito que não há mal que sempre dure. Nada como um dia depois do outro, nada que uma boa noite de sono não resolva. Eu poderia ficar me lamentando, chorando e culpando o nosso Senhor Deus Pai Todo Poderoso por tudo, mas não. Eu acredito que ele escreve certo por linhas tortas. Sabe lá se as coisas não poderiam ser piores... Vai saber... Dos males o menor!

Nada acontece na nossa vida por acaso, às vezes achamos que a cruz é pesada de mais e que não merecemos carregá-la, mas tenho certeza que a gente sempre aprende com as coisas ruins que nos acontecem. Tá certo que às vezes é difícil enxergar a lição por trás de tudo, mas acredite... Ela está lá!


CORAGEM!!!



Para dar forças aqueles que, assim como eu, estão precisando...



segunda-feira, 29 de junho de 2009

Uma COMPANHIA especial

DiModelar Companhia de Danças... Difícil encotrar palavras pra descrever o quão importante é pra mim fazer parte desse grupo, mas vou tentar...

Em apenas quatro meses conheci pessoas maravilhosas, eforçadas, que compartilham de um mesmo sonho e tem uma mesma vontade: dançar e crescer.

Cada um com suas qualidades e seus defeitos, altos e baixos, entre TPM's e momentos de euforia incontroláveis, risadas, chororôs, mais risadas, reclamações, gargalhadas, brigas, dicussões, reuniões e mais gargalhadas... Só nós sabemos o quanto é difícil agradar a todos... Mas o mais importante nós conseguimos... conviver!

A Companhia surgiu pra mim de um jeito estranho e, ao mesmo tempo, especial. De repente, o que era só um sonho infantil esquecido, virou realidade no momento mais oportuno que eu podia imaginar.

Hoje, divido meus dias entre o estudo, o trabalho e a dança. Gosto muito dos três. Não sei dizer qual ocupa mais tempo ou dedicação, mas com toda certeza, o que faço com mais prazer é a dança.

E é por isso, por ocupar um espaço tão grande no meu dia a dia, na minha rotina e na minha vida, que eu prefiro chamar esse grupo maravilhoso de Família DiModelar. Família porque, nesse meio tempo, conheci pessoas especiais com as quais convivo e aprendo muito, criei laços e vínculos difíceis de esquecer e fiz amizades que, com certeza, vou levar pra vida toda.

A nossa família não é fechada, entram pessoas novas que dão um gás na motivação e racendem a vontade de estar ali, e saem outras que deixam saudade e lições com as quais crescemos e aprendemos muito.

A receita desse sucesso é o respeito, a dedicação, o esforço, a superação, a vontade de aprender, a compreensão, a amizade e o brilho de cada estrela que compõe o grupo, aliados ao talento e a paciência do nosso "paizão" Rodrigo.

Somos uma família como todas as outras, perfeita com suas imperfeições!

Parabéns pra DiModelar!

Parabéns pra todos nós!

E só pra não esquecer...
PALMAS!

segunda-feira, 22 de junho de 2009

A história a gente é que faz

História sempre foi a minha matéria preferida...

Na verdade, eu sempre achei muito difícil decorar as datas, os nomes de pessoas que eu nunca vi na vida, épocas totalmente diferentes da minha, revoluções e mais revoluções... Sempre me perguntei como os professores conseguem decorar tudo aquilo...

A história é uma matéria importantíssima! Estamos a toda hora fazendo história! Não só a nossa história pessoal, como dizem os livros de auto-ajuda, mas a história como um todo, a história da nossa sociedade, do nosso tempo.

Eu posso dizer que fiz parte da história essa semana!

Na última quarta-feira, 17, o Supremo Tribunal Federal considerou inconstitucional a exigência do diploma de curso superior para o exercício da profissão de jornalista.

Todo mundo perde com isso, os jornalistas, que têm a sua profissão desvalorizada (e aqui não vou nem entrar na discussão dos interesses que estão por trás dessa decisão), mas principalmente, a sociedade, que vai perder muito em qualidade de informação. O jornalista é um profissional responsável pela informação, por levá-la à população da maneira mais real e fiel possível para que esta possa assim, formar suas opiniões.

Hoje a informação é considerada o quarto poder na nossa sociedade. Como pode o responsável pela informação não ser devidamente preparado para lidar com ela? Se a informação é tão importante, o que leva o STF a permitir que qualquer um possa fazer isso?

Enfim, voltemos à história...

Na sexta-feira, 19, os alunos de jornalismo da PUCRS se reuniram para manifestar a sua indignação em frente à Universidade. Eu estava lá! Entoando gritos de guerra, batendo palmas e apitando tudo ao mesmo tempo.

*Foto de Elson Sempé Pedroso

A história pode ser modificada sim! Só depende da gente! E quando eu falo de história, quero dizer tanto a nossa pessoal quanto a nossa história enquanto sociedade como um todo.

O que falta pra nós brasileiros é uma coisa que acabou se perdendo com o tempo, sabe-se lá porque. É a vontade de mudar, a revolta com o que está errado, a capacidade de gritar e reagir. Hoje o que mais se faz é reclamar. Todo mundo sabe que tá tudo errado, todo mundo reclama. Mas essa reclamação é feita no sofá da sala com a o ar condicionado ligado, na mesa durante o farto almoço de família, no carro com os vidros fechados para que nenhum flanelinha chegue perto. São muito poucos aqueles que vão para as ruas e participam de manifestações. E foi por isso que eu fiquei feliz de ver muitos dos meus colegas lá, reunidos em frente a PUCRS, trancando a avenida Ipiranga para que todos vissem o absurdo que fizeram com a nossa profissão. Se nós vamos conseguir reverter a situação eu não sei, mas com certeza agora todos sabem que não gostamos da decisão.

Em alguns países, as crianças são preparadas desde cedo para, pelo menos, entenderem sobre política. Aqui no Brasil, elas são preparadas para jogar bola, ser modelo, ou qualquer coisa do tipo, desde que dê dinheiro.

Eu tive um professor de história que dizia a seguinte frase: “A história é cíclica. De tempos em tempos ela se repete”. Se isso realmente for verdade, eu espero que essa seja a hora de nos espelharmos nos “caras-pintadas” que conseguiram o impeachment do Collor em 92 e que coloquemos o nosso nariz pra fora de casa para mostrar que temos força juntos e queremos a mudança.

Eu com certeza estarei lá!

quinta-feira, 11 de junho de 2009

Rir é o melhor remédio!

Sabe aqueles dias que tu não tá a fim de fazer nada?

Ou pior... aqueles em que a única coisa que tu queria era cavar um buraco no chão e enfiar a cabeça dentro, sem esquecer de tapar com bastante terra em cima...

Pois é... uma amiga minha diz que é nesses dias que a gente tem que sair, é nesses dias que as coisas mais inesperadas acontecem...

E realmente, ela tem razão...

Não é sempre que a gente se esquece de pegar o ticket do estacionamento e tem que sair da festa pra buscar;
Não é sempre que um pirralho se gruda em ti até o fim da festa;
Não é sempre que tem um sósia do Rodrigo Santoro do teu lado;
Não é sempre que a tua amiga dança com pessoas um tanto "engraçadas" (lamentável!!);
Não é sempre que um cara bebaço fica dançando só com "a parte de cima";
Não é sempre que todos os caras da cidade resolvem sair com jaqueta de couro;
Não é sempre que um cara olha pra ti e pede um gole da tua aguá mineral sem gás do nada;
Não é sempre que tu conta moedinhas pra tirar o carro do estacionamento e ainda pede desconto pro "tio";
Não é sempre que tu aguenta uma louca dançando do teu lado que nem um bonecão do posto;
Não é sempre que tu leva um bolo e encontra a pessoa que te deu o bolo na mesma festa;
Não é sempre que tu passa a festa inteira fugindo do "feio";
E só pra completar... não é sempre que tu vai comer alguma coisa depois da festa, quando tu acha que já aconteceu tudo que tinha que acontecer, e vem uma dupla "dinâmica" de uma cidadezinha que nem emancipada não foi ainda, e pede pra sentar na mesma mesa que tu.

E acreditem... tudo isso sem uma gota sequer de álcool no sangue...

Fala sério... só rindo muuuuito!!!!

Enfim... quando tiver dúvida entre sair ou ficar em casa vendo um filme ou curtindo uma fossa, SAIA!!! Se arrume e saia!!! No mínimo as risadas estão garantidas...

Vale a pena!!!

segunda-feira, 8 de junho de 2009

Trilha sonora da vida

Todo mundo sabe o poder que a música tem sobre as pessoas...

Sempre tem uma música que diz exatmente o que você está sentido ou vivendo em determinado momento.

Quem foi que, no auge da sua dor de cotovelo ou no início doce de um novo amor, nunca sentiu inveja do Cazuza, do Renato Russo, do Roberto Carlos, do Nando Reis, do Cartola, do Chico Buarque e de tantos outros que cantam o amor e a dor de uma foma linda e pura?

É impressionante como eles coseguem falar de coisas tão complicada e abstratas com tanta facilidade. É um dom divno, definitivamente. O jeito para nós, reles mortais que não fomos abeçoados com esse dom, é cantar as obras primas que eles fizeram.

Já perdi a conta de quanta vezes eu estava ouvindo uma música e me apaixonei por ela a primeira "escutada"... Eu sou daquelas que, quando gosta, escuta uma música até que furar o cd, estrago o botão de voltar a música...

A música acalma, dá inspiração, traz alegria, paz, felicidade, traz uma lembrança guardada, faz com que a gente sinta de novo tudo que sentiu quando ouviu ela pela primeira vez, nos leva pra longe... Muitas vezes, ela arranca sorrisos nossos sem que nem se quer possamos perceber... Quem nunca se pegou sorrindo enquanto ouvia uma música no rádio do carro, no consultório do dentisa, na fila do banco ou no ônibus com os fones de ouvido...

Se a vida tivesse trilha sonora eu escolheria Sutilmente do Nando Reis para esse capítulo...


sábado, 30 de maio de 2009

Homem CAFA

Eu resisti até onde deu, mas não consegui, foi mais forte que eu...

Recebi esse texto por e-mail e depois de ler e reler um milhão de vezes eu decidi postá-la aqui. Nunca vi ninguém definir com tanta clareza, realidade e bom humor os tipos de homem existentes no mundo...

Devo reconhecer que a maioria das mulheres gosta mesmo é de um cafa! Sim, porque a gente sempre procura o homem bonzinho, romântiquinho, que abre a porta do carro e manda flores, mas quando ele aparece vê que tudo isso fica meio sem graça se ele não for um pouco (eu disse UM POUCO!) cafa.



TEORIA DO CAFA por Xico Sá

O cafajeste ou é um doce cafajeste, um cafajeste lírico, poético, romântico, decente... Ou é muito risível. Não há outra saída para este animal. Ou tem a manha ou torna-se caricato na primeira piscadela.

Ou é Paulo Cesar Pereio ou apenas um ensaio de Didi Mocó Sonrisal. Didi é gênio, ora, mas é macaco de outro galho. O cafajeste amador é uma piada. Quer traçar todas e a nenhuma se devota. Blefe. Não sabe, nem nunca procurou saber, que no amor e no sexo, não existe mensalão nem milagre.

O cafa poético não é nada óbvio. Sabe, inclusive, que nem só de gostosas vive o homem. É capaz de devotar-se àquela mulher que ninguém dá nada por ela. E de repente descobre que trata-se de um sexo sem precedentes, um vulcão nunca dantes despertado para as artes da alcova.

O cafa amador parece vestir-se sob encomenda de uma figurinista. Camisa aberta, corrente, falsa malandragem, cafuçu de araque, essas coisas. E sempre um pé no metrossexualismo ou na tendência. No cafa romântico qualquer peça lhe cai bem, pois a ciência da sua pegada está no olho e no drinque caubói, claro.

O doce cafajeste entra no saloon e não atira para todo lado. Não gasta balas à toa. Sempre escolhe um alvo. O caricato e amador gasta as balas do colt até com as mulheres dos amigos, embora não tenha arma para matar sequer uma formiga.

O falso cafa é só "garganta". Transando ou não transando,diz que transou, e espalha a lenda urbana. Seu caminhãozinho não perde a viagem... Mas areia que é bom de verdade...

O cafajeste romântico é discreto. Acredita sobretudo, e caso a caso, na arte da conquista, na devoção pura e simples. Nem que seja por uma noite apenas e nada mais. Diante dele, toda mulher se sente uma deusa, uma Vênus.

O canalha amador faz falsas promessas. O cafa romântico, predador evoluído, sabe que a fêmea moderna pode muito bem estar querendo _estarei gozando, como diria uma profissional gerúndica do telemarketing!!!_ apenas sexo.

O cafa caricato se acha. O doce cafa sabe que hoje está por cima e amanhã pode muito bem estar por baixo _mas que seja, pelo menos, de uma bela moça, claro. No catecismo do cafa romântico, não há nojinhos nem proibições. O amador é asséptico e limpinho. O cafa sexy, senhores, se pudesse, voltava para o útero por dentro da mulher mais linda da cidade, como na crônica do amor louco do velho safado Charles Bukowsky.

O amador se contenta, muitas vezes, com um sexozinho virtual no Messenger. Sem cheiros, sem odores, nada visceral. Ele ainda não sabe, como soprou aqui mil vezes o passarinho Kac, que para curar um amor platônico é preciso uma bela trepada homérica.