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sábado, 2 de maio de 2020

Já pensou em quanta coisa se pode viver em 100 anos?


Hoje, a Vó Ilda, minha bisavó, completou 100 anos de vida. O corpo miúdo carrega o peso de cada dia dessa caminhada. A mente, intacta, acumula as incontáveis lembranças dos momentos que ela já viveu.

Ela sempre conta que quando era jovem, uma cigana disse a ela que teria uma vida longa, viveria até os 100 anos. E cada vez que ela conta essa história diz que naquela época parecia tão longe e agora já está tão pertinho...

Enfim esse dia chegou. A nossa matriarca completou um século de vida. E justamente nesse 2020 que estamos tendo que nos afastar para proteger aqueles que amamos.

Não conseguimos dar a festa que ela merecia nem o abraço tão desejado por ela e por nós, mas estávamos lá, dando os parabéns de longe, para mostrar o quanto ela é amada. E apesar de ter sido um pouco triste, também foi muito lindo ver o sorriso e as lágrimas de felicidade no rosto dela.

E no auge dos seus 100 anos, com serenidade no olhar, ela nos ensina que, mesmo no meio do caos, a gente precisa erguer a cabeça, sorrir, olhar para frente e ter fé. E hoje, eu tenho certeza que isso tudo vai passar, vamos superar e aprender com tudo e logo conseguiremos comemorar todos juntos o centenário do jeito que ela gosta, com toda a família reunida!  








quinta-feira, 9 de abril de 2020

Auto cobranças tóxicas


Isolamento, medo, saudade da família, cobranças, ansiedade, trabalhar, malhar, cozinhar, limpar, lidar com um turbilhão de sentimentos, passar álcool gel, usar máscara, tirar o sapato ao entrar em casa, trocar de roupa, lavar as mãos... definitivamente, não tá fácil!

Os dias tem sido assim, sentada horas e horas trabalhando (mais horas do que normalmente diga-se de passagem) e me entupindo de notícias e atualizações sobre a pandemia do Coronavírus (ossos do ofício). Depois disso não sinto vontade de fazer nada além de comer, rolar infinitamente a time line do Instagram, ligar a TV ou ler um livro, esse último com menos frequência, confesso.

É difícil me desligar, a cabeça não para, fica girando num looping infinito em torno de mortes, doentes, números, curas, pautas, posts... Tem dias que me cobro por não estar fazendo uma das milhares de coisas que estão se acumulando na minha lista e tem dias que eu me respeito e aceito que não estou a fim, que o mundo não vai acabar se eu ficar sem fazer nada produtivo, e tá tudo bem! 

O que eu quero dizer é que a pressão já tá grande, a gente não precisa colocar mais peso sobre as nossas costas. Sabe aquele treino que você não fez? Tudo bem! Aquela aula de Yoga que você prometeu que ia fazer todos os dias? Sem problemas! Relaxa! Não tá fácil pra ninguém!

Se quiser, aproveita esse tempo pra pensar em você, na sua jornada, na sua missão! E se não quiser, fica de boas que tá tudo bem também!

sexta-feira, 30 de dezembro de 2016

Carta para uma passarinha

Passarinha, esse ano tu fez 18 anos de vida, 18 anos de luz.

Cada vez que olho pra ti, grande assim, esperta, interessada, estudiosa, inteligente, linda, sinto um orgulho imenso dentro de mim por ter acompanhado e feito parte desse crescimento.

Tu veio pra dar luz na nossa vida e deixar os nossos dias mais coloridos. O que seria de nós sem o teu carinho e o teu abraço?

Contigo eu me lembro todos os anos que o tempo passa e que eu fico mais velha. E parece mentira, mas estamos nós duas entrando em fases marcantes da vida juntas, tu com 18 e eu com 30.

Quando tu nasceu nós ganhamos uma “boneca” de verdade. Passaram uns anos e tu virou a irmãzinha caçula, recheada de mimos de todos os lados. Mais um tempo e tu alçou um vôo lindo e deixou o ninho carente de ti. Hoje, temos uma grande amiga, a estrela mais brilhante da nossa constelação.

12 anos fizeram muita diferença antes mas hoje já não faz tanta diferença assim. Conversar contigo sobre qualquer assunto é muito bom e eu nem vejo o tempo passar. É incrível como eu aprendo contigo cada vez que a gente se vê.

Preserva sempre a tua curiosidade e a inocência de menina, a firmeza e a perspicácia adolescente, a calma e a simplicidade da vida adulta.

Eu tenho certeza que tu ainda vai nos dar ainda mais motivos de orgulho porque tu foi enviada para este mundo pra brilha e iluminar a vida de muita gente, não só a nossa.

Que esse teu novo ciclo que começa hoje seja repleto de alegrias, amor, paz, sorrisos, carinho e aprendizados. Que os tropeços que, inevitavelmente, vão acontecer sejam para te fazer melhor e te ensinar lições preciosas.

Conta sempre comigo. Vou estar do teu lado sempre que precisar.

Te amo passarinha!

Parabéns! 

sexta-feira, 29 de abril de 2016

7 dias...

Hoje faz uma semana que já não temos mais nossa matriarca entre nós. Uma semana que o céu está mais estrelado. Uma semana que um pedaço de nós se foi para nunca mais voltar. Uma semana de saudade. Uma semana e a minha ficha ainda não caiu...

Ainda não consegui assimilar que não verei mais aquele sorriso, não ouvirei suas queixas, não sentarei com ela pra tomar um café ou um chá acompanhado de bolo de chocolate.

Eu sei que hoje ela está bem melhor do que todos nós que ficamos. Sei que esse sentimento é muito egoísta, mas eu queria sim mais algum tempo com ela... Não que eu tenha deixado de dizer ou fazer alguma coisa, porque graças a Deus, aprendi que devemos aproveitar cada minuto com as pessoas que amamos, mas eu queria aprender mais, ouvir mais, abraçar mais, amar mais.

Lembro de quando fomos pra Gramado, só eu e ela. Muitas pessoas da minha idade, na época com 20 anos, achariam um programa desse tipo um tédio, mas pra mim, pra nós, foi muito divertido. Passeamos, fizemos compras, conversamos sobre os mais diversos assuntos, fomos ao teatro ver musicais todas as noites, relembramos momentos bons e vivemos momentos inesquecíveis. Foi lá, junto com ela que tomei a decisão de que queria dançar ou atuar. Quando voltamos, ela me apoiou totalmente. Procuramos escolas de teatro e dança e, no dia da minha estreia como bailarina ela estava lá, com flores nas mãos e muito orgulho no rosto.

Apoio... Ela sempre foi uma grande torcedora e apoiadora dos meus projetos malucos. Cada coisa legal que eu inventava ela a primeira a apoiar e ficar toda orgulhosa. Foi assim quando entrei no Vida Urgente, quando comecei a dançar, quando fiz teatro e, mais recentemente, na ONG Doutorzinhos. Ela sempre dizia: "Gabi, tu adora essas coisas que fazem bem pros outros né?! Sempre fica procurando alguma coisa pra se envolver, isso é muito legal!". 

Ela sempre se preocupou se eu estava trabalhando e, quando eu respondia que sim, ela dizia que não precisava se preocupar comigo porque eu nunca passaria dificuldades, que eu era esforçada e que teria o que eu quisesse. Quando me decepcionei com os amores da vida, ela sempre me dizia: Gabi, o que é teu tá guardado! E quando eu encontrei o meu companheiro de vida, ela não só aprovou, como acolheu ele como se fosse um neto.

Lembro da minha vó como uma mulher linda, elegante, bem vestida, antenada com as últimas tendências. Ela é a mulher que eu quero ser quando chegar na idade dela. Até modelo de desfile ela foi... Linda! Ela não saia pra ir na padaria sem maquiagem e só dormia de camisola novinha...

Eu queria mais tempo... Queria que ela tivesse visto meus filhos, que tivesse pegado eles no colo, abraçado e cheirado seus bisnetos. Não deu tempo. Talvez porque eu tive medo e achei que não era o momento certo, talvez porque não era pra ter sido...

Hoje ela e o vô estão lá, olhando por nós, cuidando de nós, rindo de nós... Estão juntos como sempre estiveram, rindo, brigando, amando um ao outro.

Uma vez, em uma missa de sétimo dia de um primo que morreu de repente e muito jovem, o Dudu, ouvi uma frase que jamais esquecerei: “A morte com fé, é saudade. A morte sem fé, é desespero”. Tento me lembrar disso sempre que essa dor invade meu coração...


Vó, tu tá fazendo muita falta! 


terça-feira, 26 de janeiro de 2016

Parabéns pra você!

Tanta coisa aconteceu que nem sei por onde começar. Tantas coisas mudaram em mim, na minha vida, na vida daqueles que amamos, no mundo... Só tem uma coisa que nunca muda, a falta que tu faz, a saudade que sentimos de ti todos os dias.

É batata, família reunida, mesa posta, comida farta, conversas, risadas e a certeza de que tu está por ali. Papo vai papo vem, uma lembrança surge e puxa outra e outra e muitas outras...

Se tu estivesse aqui, eu estaria agora me arrumando pra ir ao teu encontro, te dar aquele abraço apertado, comer o churrasquinho feito com tanto carinho, cantar parabéns e comer bolo contigo.

Mas não é assim... Hoje tu não está mais entre nós. Já nem sei quanto tempo faz, mas sei que não foi e nunca será suficiente pra esquecer de ti, do teu sorrisão largo e das brincadeiras irritantes.

Hoje, meu modo de te dar parabéns é assim, lembrando, escrevendo, rezando, rindo e chorando, porque hoje, só me restam as lembranças boas que tu deixou, só me resta olhar pro céu, procurar a estrela mais brilhante e agradecer.


Obrigada vô! Parabéns!

segunda-feira, 21 de setembro de 2015

Bobi, Bito, Brito, Bobito

Mãe, eu não gosto de tirar foto. Me deixa aqui no meu cantinho.
Cheguei em casa hoje e tu não estava ali, deitado no sofá esperando por mim. Lembrei. Chorei. Doeu.

O tempo que tivemos juntos foi bom, mas me parece que foi tão curto.

Ontem mesmo eu te peguei no colo como uma bolinha cheia de pelos. Logo em seguida tu cresceu e me acompanhou em muitos passeios e viagens.

Ficou doente algumas vezes e em todas elas eu estava ali, cuidando de ti, te dando o meu melhor carinho. Quando foi a minha vez de sofrer e chorar tu, mesmo sem poder fazer muito, ficou ali, do meu lado, angustiado e choramingando junto comigo. Pedindo carinho como se soubesse que uma gracinha tua já ia ser suficiente pra acalmar meu coração. E foi.

Close no focinho preto.
Um dia, cheguei em casa e tu não tava lá. Te deram para outra pessoa que eu nem sabia quem era. Quis o destino que eu te encontrasse no mesmo dia na rua, passeando com o novo dono. Eu chorei de um lado e tu do outro. No fim do dia tu já estava em casa de novo, junto comigo.

Minha única companhia quando chegava em casa tarde da faculdade. Tu acordava com aquela cara amassada e os pelos marcados só pra ficar do meu lado enquanto eu jantava, tomava banho e ia dormir. Aliás, dormir era tua atividade favorita... Dormir com qualquer uma de nós, com a cabeça bem apoiada na dobra das pernas.

Tu sempre aguentou as brincadeiras que fizemos contigo. Sempre foi paciente e quando a coisa ficava demais ia se esconder de nós no teu cantinho.

No Natal eu virei Papai Noel!
Mais um tempinho passou e rapidamente a tua energia de infância deu espaço a um velhote rabugento, cheio de manias e manhas. Mas o teu jeito delicado de subir na cama não mudou. Era raro perceber de tão leve que era teu pulo.

Pulos e pulos depois os sinais da tua idade foram aparecendo cada vez mais. Aos poucos os pulos foram ficando mais raros, a palavra passear já não te fazia mais ficar de orelhas em pé e as dores nas costas que insistiam em aparecer te incomodavam.

Minha mãe parece a Felícia. Socorro!!
No início desse ano nos separamos, fui morar na minha casa e achei que seria melhor para um senhor da tua idade ficar onde sempre esteve. Achei que uma mudança dessas não te faria bem. Hoje, carrego um pouco dessa culpa egoísta no meu coração. Queria ter passado mais tempo contigo, dando pra ti o meu melhor carinho e recebendo de ti o amor mais puro do mundo.

Nessa última semana te trouxe comigo. Vi de perto teu sofrimento e sofri junto contigo. Cuidei de ti mais uma vez, a última vez. Não quis acreditar que não tinha mais jeito. Fui até onde deu. Nos últimos dias, parece que eu conseguia ver lágrimas nos teus olhinhos castanhos. Resisti o quanto pude, mas não conseguia mais te ver sofrendo, sem caminhar, sem conseguir ser o cachorrinho sapeca e sem vergonha que tu sempre foi, aquele que dava pulos altos e corria atrás dos gatos e da bolinha com uma energia incrível. Desculpa.

Hoje o dia acordou chuvoso e cinza, assim como o meu coração. É doloroso andar por aqui e não ouvir o barulho das tuas patinhas pelo chão ou os teus choramingos pedindo um pouco de atenção. É péssimo olhar para os lugares onde tu deitava e perceber que tu não está mais por aqui. Dá um aperto no peito...

Para a eternidade...
Digo hoje sem medo de cometer exageros que essa foi a decisão mais dolorosa e difícil que já tomei na vida. Se foi a certa eu não sei. Dizem que foi.

A única certeza que eu tenho é que tu foi um grande amigo e companheiro de quatro patas e que me ensinou muitas coisas nesses 15 anos, mesmo sem uma palavra.

Lamento e vou lamentar sempre não ter passado mais tempo contigo, não ter te dado mais atenção e carinho.

Obrigada meu amigo. Vai com Deus e fica cuidando de nós de onde quer que tu estejas.

Ah... E se der, aparece em um dos meus sonhos qualquer noite dessas pra gente brincar de novo.

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015

O que é felicidade pra você?

Esses dias minha irmã mais nova, a Júlia, de 16 anos, olhou pra mim e fez essa perguntinha ingrata:
“Mana, o que é felicidade pra ti?”

Depois de alguns minutos pensando, respondi que felicidade pra mim era ver as pessoas que eu amo felizes também.

O melhor de tudo foi a explicação que ela deu quando perguntei porque ela estava fazendo esse tipo de pergunta.

“Eu percebi que quando a gente pergunta para as pessoas o que é felicidade pra elas, elas ficam pensando em coisas felizes. E sorriem.”

Depois disso, fiquei com aquela cara de boba e orgulhosa. Quando foi que tu cresceu assim passarinha?

Hoje mana, vou te responder o que REALMENTE é felicidade pra mim.
“Felicidade é te ver assim, crescida, inteligente, perspicaz e linda!
É saber que apesar de todas as dificuldades, nossa família permanece unida.
É sabe que em pouco tempo vou ter o meu cantinho pronto pra receber os amigos, a família e tu né lindinha!Felicidade é ficar rodeada de pessoas legais, amigos queridos, alto astral, aqueles que não deixam a peteca da gente cair nunca.
Felicidade é dançar um samba bem agarradinho, uma salsa gostosa ou um forró pé de serra.
Felicidade é ver um filme bem quentinha, debaixo das cobertas, com o Bobi esquentando meus pés.
Felicidade pra mim é não me arrepender de nada que eu fiz até hoje e ter certeza que se tivesse outra chance, faria tudo igualzinho.
Felicidade de verdade é viver todos os momentos intensamente. Fazer o que tiver vontade pra não se arrepender de não ter feito alguma coisa quando já for tarde demais.”

quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

Escondido no pôr do sol

Eu sei que tu tava lá, entre os raios daquele pôr do sol maravilhoso.

Rimos das coisas engraçadas que passamos, lembramos momentos lindos e eu chorei de saudade quando me dei conta de que sempre que abria os olhos tu desaparecia e só sobrava o vento e o perfume...


Essa semana foi teu aniversário e me desculpe, mas não sei qual seria a tua idade hoje. Não me culpo... Quantos netos sabem qual a idade dos avós?! São avós, são mais velhos, ponto. 


Hoje, meu eterno amigo secreto, assim como ontem e assim como todos os dias depois da tua partida, é dia de lembrar de ti, da tua risada gostosa, das peças que pregava na gente, do colo e do cafuné que sempre estiveram ali. Hoje é dia de celebrar a saudade, de celebrar a amizade, a família, o amor.


Eu sei que tu tá por aí, cuidando de nós, se divertindo com as peripécias e iluminando os caminhos, mas pode apostar, tu não tem noção da falta que faz aqui nesse mundão de Deus.
Saudade...

segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

Prisão domiciliar

Eu nunca quis morar em casa. Me lembro quando era pequena, meu pai viajava muito e minha mãe dizia que não moraria em casa pra ficar sozinha com duas crianças pequenas. Fui acostumada a ter só uma porta em casa e janelas que ficam a metros e metros do chão.

As duas únicas experiências que eu tive de morar em casa foram: em Curitiba, quando moramos em um condomínio fechado e depois, quando morei em uma casa de família em Londres.

Nos últimos cinco anos, tive um pouco da experiência de como é viver em uma casa. Até gostei da ideia de ter pátio, não ter que dar satisfação pra ninguém, não pagar condomínio, mas na semana passada, voltei a lembrar o porquê de não querer morar em casa.

Invadiram a casa do meu namorado. Mexeram em tudo. Levaram coisas. Essa foi a segunda experiência que tive, a segunda vez que acompanhei o caso de perto. Uma das piores sensações do mundo é entrar em casa e ver que nada está do jeito que você deixou, que alguém esteve ali, mexeu em tudo que é seu sem o menor cuidado e levou coisas suas, coisas que você suou pra comprar, coisas que não tinham valor nenhum a não ser o valor sentimental...

O medo que fica demora pra ir embora e aquela sensação de segurança dentro de casa talvez seja irrecuperável. 


Aos poucos vamos nos prendendo dentro da nossa própria casa. Grades, alarmes, cães de guarda, interfones, seguranças...

sexta-feira, 12 de setembro de 2014

Quando eles erram...

“Se um dia ele precisar de mim quando estiver velho, eu não vou ajudar. Ele que se dane. Eu cresci sozinho, ele nunca me ajudou em nada. Ele sumiu da minha vida...”

Garoto, você sabe o que teu pai passou pra te criar? Você sabe quantas fraldas tuas ele trocou e quantas noites passou em claro por causa da tua gripe? Você sabe o quanto ele teve que trabalhar pra colocar comida na tua mesa, pagar teu material escolar e te dar aquele vídeo game que você tanto incomodou pra ter?  

Sim. Eles erram. É impossível ser perfeito, ainda mais quando se fala de criar os filhos. Nossos pais sempre erram. Alguns mais, outros menos, mas sempre existe algum errinho. Ninguém é infalível.

Quando ouvi esse adolescente falando assim do pai dele, imediatamente lembrei do meu. Ele sempre diz uma frase que vou levar pra sempre: “Vocês podem me odiar, mas eu, como pai, sempre vou amar vocês incondicionalmente!”.

O fato de nossos pais terem cometido seus erros, e incluo aqui até os mais graves, não justifica sermos pessoas ruins ou que alimentemos dentro de nós esse sentimento ruim com relação aqueles que nos geraram.

É preciso superar as dificuldades para viver. É preciso esquecer algumas coisas para poder levantar a cabeça e seguir em frente. É preciso perdoar para ter o coração tranquilo. Pode ser difícil, mas é preciso tentar.

Sei que muita gente vai dizer que é fácil pra mim falar isso porque eu nunca passei por coisas assim. Eu concordo, meus pais erraram em algumas coisas e acertaram em tantas outras, mas eu acredito que todos os pais e mães procuram fazer o melhor que podem.

Cabe a nós reconhecer os erros deles e tentar não repeti-los quando for a nossa vez de criar os nossos filhos. E digo tentar porque muitos vão cometer os mesmos erros, tenho certeza. Sabe porquê? Porque quando for a nossa vez, vamos ter maturidade suficiente para entender e, porque não, concordar com algumas das atitudes deles.

A vida passa. Cada minuto que passamos longe das pessoas que realmente importam podem ser cobrados de nós mais tarde. Não vale a pena ficar remoendo mágoas.

Tente imaginar em como você sentiria se amanhã alguém batesse na sua porta dizendo que um de seus pais morreu. Pense em qual seria sua reação se seu pai ou sua mãe viesse à sua casa pedindo abrigo porque não tem mais nada. E se você encontrasse um deles dormindo em um banco da praça da matriz?

Pode parecer exagero, mas essas hipóteses existem, são reais. Uma pessoa que não tem o amor da família, dos filhos, dos irmãos, é uma pessoa sem estrutura. Pense nessas situações extremas e tente perdoar. Ao menos tente.


Pai, mãe... Amo vocês! Incondicionalmente!

quarta-feira, 23 de julho de 2014

Voa voa passarinha...

Vai lindinha, voa sozinha!

Vai ver como o mundo é grande e lindo por aí afora. Se aventura. Vive tudo que der intensamente. Aproveita cada segundo do teu primeiro vôo solo.

Não te preocupa que estamos aqui te esperando e prontos pra voar do teu lado caso precises. Se não precisar (tomara que não precise), estaremos aqui no ninho te esperando de braços abertos.

Quando a saudade bater (e ela vai bater), lembra que passa logo e que quando passar, tu vai morrer de saudades desse tempo. Por isso, faz tudo que der vontade que é pra não se arrepender depois.

Que teu vôo seja lindo, cheio de luz no caminho e pessoas legais pra dividir esse momento pelo trajeto longo que vais percorrer.


Te amo passarinha!

domingo, 11 de maio de 2014

Especial pra ela

Mãe é mãe, não adianta. São todas iguais e ao mesmo tempo todas completamente diferentes...

É ela que ampara a gente quando precisamos daquele colo que só ela sabe dar e que se preocupa com a gente não importa o quão longe estejamos de casa e dos braços dela. É ela que conta as histórias da vida dela, as vezes querendo que tudo se repita em ti de tão bom que foi, as vezes querendo te preservar das dores que ela sentiu e dos sofrimentos que os caminhos escolhidos trouxeram junto. Mãe é aquela que cuida da gente mesmo depois dos 30 como se tivéssemos os velhos 15 de antes, que vai no supermercado e compra bolacha recheada porque os filhos ainda estão em casa e que faz aquela comidinha gostosa no domingo. Mãe sofre quando o filho sofre, fica feliz quando ele está feliz e triste quando ele tá triste.

Não sou mãe ainda, mas sei que já fui motivo de muita alegria, orgulho, preocupação e tristeza pra minha mãe, mesmo sem ela me dizer isso tudo. Eu sei exatamente o quanto ela sofreu quando eu tomei algumas das decisões mais importantes da minha vida e sei o quanto ela ficou feliz quando esse ciclos se encerraram e eu pude voltar pra casa.

Mãe, o que eu queria te dizer hoje é que eu também te amo incondicionalmente, que eu também sofro quando tu sofre e fico feliz quando tu tá feliz. Obrigada por ser essa mulher forte, que aguenta as porradas da vida sem deixar a peteca cair. E pode ter certeza que quando as tuas forças faltarem para levantar essa peteca de novo, eu, a Fá e a Juju, estaremos de teu lado pra segurar a tua mão e começar tudo de novo!




quarta-feira, 7 de maio de 2014

O último dia da sua vida

O texto abaixo é de um blog muito bom que encontrei por acaso nessas andanças pela internet. Aqui você lê mais textos que valem à pena. Adoro pessoas que conseguem expressar os sentimentos com palavras de maneira tão linda...

Esse em especial me tocou profundamente porque já me vi em situações difíceis de lidar onde achamos que não existe saída. Ela existe, chorar e se desesperar não adianta. Respira, levanta a cabeça e segue em frente!

Se você ler isso.
É porque tive a coragem de postar.
6 meses atrás…
Meu pai estava correndo atrás da minha sobrinha pela casa.
A minha namorada enviava mensagens dizendo:
“Eu te amo.”
3 meses atrás…
Meu pai foi diagnosticado com uma doença neuro degenerativa.
Sem cura,
que iria matá-lo aos poucos.
A minha namorada,
se muda para outra cidade.
2 semanas atrás.
Meu pai não consegue mais ficar em pé.
Minha namorada,
termina comigo.
A vida é a coisa mais frágil,
instável e imprevisível que existe.
No dia que minha namorada terminou,
voltei pra casa e quando abri a porta,
estava meu pai,
sentado sem força para levantar do sofá.
Passaram 8.433 coisas na minha cabeça.
Comecei a chorar.
Ele disse:
Se você soubesse que hoje é seu último dia de vida,
você passaria ele chorando?
Está aí uma excelente forma de engolir o choro.
Encontrar esperança onde pensava não existir nada.
Falei com meu pai que estava tudo dando errado.
Ele disse:
Todas essas coisas que não eram para acontecer,
aconteceram.
O que acontecerá depois depende de você.
Na mesma hora liguei para um amigo,
ele chamou outro amigo.
Saímos para conversar.
Um deles contou que a mãe também estava morrendo.
Voltei para casa.
Fui até o quarto do meu pai e disse:
Eu te amo.
É importante ter tempo para dizer às pessoas que você ama, o quanto você as ama,
enquanto elas podem te ouvir.
Ele começou a chorar.
Eu disse:
Se você soubesse que hoje é seu último dia de vida,
você passaria ele chorando?
Ele sorriu.
Pessoas fazem você seguir em frente.
Se você está sofrendo por amor,
se alguma pessoa que você ama está doente,
não fique puto com o mundo.
Não se torne um babaca.
As coisas caem e quebram, é a vida.
E a vida é dura.
As pessoas cometem erros.
Mas, se você me perguntar,
é a parte que vem depois que importa.
A parte onde você faz a coisa certa.

segunda-feira, 5 de maio de 2014


Quando eu caí e ralei meus joelhos, tu estava lá pra me amparar e secar minhas lágrimas. Quando eu precisei de conselhos foi tu que me deu os mais valiosos e que carrego comigo até hoje.

Hoje, olhando pra ti, sinto um misto de saudade e culpa que me rasgam por dentro.

Me perdoa pelo meu descaso aparente. Me perdoa por não te dar a atenção que tu precisa e merece. Me perdoa por não estar do teu lado quando tu chama por mim. Me perdoa pelas ligações e visitas que não fiz.

Não quero me desculpar. Desculpas são lamentáveis. Quero pedir perdão pelas minhas falhas burras. Quero me aproximar mais de ti. Quero que tu volte à minha vida, de onde nunca deveria ter saído.

Quantas vezes quis compartilhar contigo as minhas coisas e não fiz porque achei que não te interessavam... Quantas vezes senti falta do teu abraço, da tua voz suave e dura ao mesmo tempo... Saudades de nós, daquilo que existe e que por conta de tantas coisas a fazer fui deixando em segundo plano... Me perdoa.

Eu não posso mudar nada no mundo além das minhas próprias atitudes. E é isso que eu vou fazer. A partir de hoje tu não vai mais chamar por mim, não vai mais lamentar a minha ausência, não vai mais chorar essas lágrimas de saudade. Eu vou me fazer presente na tua vida. Prometo! Juro!


Te amo!

quarta-feira, 12 de março de 2014

27 anos e um mês

Hoje faz exatamente um mês que fiz aniversário. 27 anos. Faltam 3 para os 30. Ui... 

É difícil explicar mas eu me sinto mais velha. Em todos os sentidos.

Sinto meu corpo dando sinais de que chegou a hora de mudar de vida de uma vez por todas porque se não fizer isso agora vai ficar mais difícil manter a forma (ou chegar a essa forma) a cada ano. Sinto minhas responsabilidades aumentando gradativamente, assim como meus cabelos brancos. Sinto, pela primeira vez em 27 anos um alívio quando vejo meu contracheque no final do mês e a felicidade de ver a conta bancária no positivo e a poupança crescendo. Sinto meu relacionamento ficando cada dia mais maduro e vejo um futuro de véu e grinalda se aproximando.

Mas sinto que cresci mesmo, quando eu vejo a pequena Julia (porque pra mim ela sempre vai ser pequena), hoje com 15 anos, me fazendo derramar lágrimas de emoção, orgulho e alegria. Ela escreveu um post no dia do meu aniversário que dizia o seguinte:

“’Alguns infinitos são maiores que outros.’ – A Culpa é das Estrelas. Mas qual é o maior infinito? É nessa hora que alguns respondem que é o dos amores verdadeiros, ou o amor infinito dos pais... Mas eu não acredito nisso. Acredito que o maior infinito seja o dos irmãos. Amores vêm e vão, os pais, é a dura realidade, um dia se vão também, normalmente antes dos filhos, mas às vezes eles nos deixam um outro “pedacinho” deles que provavelmente vai nos acompanhar para sempre, aquela pessoa com quem poderemos contar grande parte da nossa vida, com quem certamente brigaremos grande parte da nossa vida, mas também compartilharemos momentos incomparáveis. Não poderia deixar de dar parabéns para um dos meus infinitos hoje. Para aquela guria que briga comigo, que me xinga, que me pede tudo o que um irmão mais velho pede, mas também para aquela que nunca deixa de me escutar pra qualquer coisa e que, com certeza, me ama desde o “Já não te disse pra não deixar as meias dentro do tênis!?” até o “Bebezão da mana!”, enfim, para aquela pessoa que com certeza eu sei que vou poder contar para sempre. Parabéns, mana!! Te amo muito!”

Sim, foi ela quem escreveu. Sim, ela é minha irmãzinha mais nova, meu bebezão. Sim, eu me emocionei e me enchi de orgulho quando li e percebi que o nosso amor infinito é tão grande que foi capaz de dar a ela tamanha inspiração. Sim, eu sempre vou estar aqui “Juju da Bi”.

Quando a gente tem um irmão mais novo é que percebe os anos se passando mais rápido. Troca as fraldas num ano, levanta dos tombos no outro, leva pra passear na pracinha depois, ajuda a fazer os trabalhos de aula, convence o pai e a mãe a deixarem ela ficar na festa um tempinho a mais, ajuda a resolver conflitos de identidade, amorosos e escolares, leva pra fazer compras no shopping e quando vê, aquele bebê virou gente grande, vai pra faculdade, tem o pé maior que o nosso e as próprias opiniões formadas sobre tudo.


O segredo é que, ao invés de me sentir mais velha por isso, me sinto mais responsável, porque sei que tem alguém ali que confia nas coisas que digo e que se espelha no que eu sou. Isso me dá forças pra ser cada vez melhor! É, acho que envelheci, e quer saber... Tô adorando isso!! 

quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

Um velho amigo secreto

Minha filha, não te preocupa. Não tem problema tu lembrar cada vez menos de mim, não mencionar meu nome há tempos, não lembrar do meu aniversário. Eu continuo te amando e te cuidando do mesmo jeito. Estarei pra sempre aqui, zelando por ti.

Não pensa não que eu não sei das estripulias que tu anda aprontando por aí. Já te falei que beber daquele jeito não leva a nada além de uma grande dor de cabeça no dia seguinte.

Eu conheço o teu namorado de perto. Aliás, eu nem ia te contar, mas os caminhos de vocês terem se cruzado é um pouco por culpa minha. E eu sei que ele cuida bem de ti e que te faz feliz. Isso é o que importa.

Eu estava lá aquele dia. Senti que tu precisava de mim e estava lá, sentado na primeira fila pra te ver brilhar no palco do teatro. Não preciso dizer o quanto meu peito se encheu de orgulho.

Eu sei que tu aprontou bastante com os que te amam. Foi pra Londres, morou em Curitiba, deixou tudo e todos. Sei o quanto tu sofreu com a saudade e sei também que tu amadureceu muito e cresceu com a distância. Não morreu. Voltou. Sejam bem vinda. Aqui é o teu lugar. O mundo te pertence, mas a tua casa é aqui.

Finalmente sossegou num emprego bom né. Pelo menos pelos próximos meses ou até que o vento bata de novo e mude o rumo da tua jornada. Tudo pode acontecer.

Vai minha menina. Tu virou mulher. Acredita em ti, no teu potencial, em tudo que tu é capaz. Não é porque eu não tô aí pra te dizer isso que tu não vai acreditar.

Não esquece que a vida é uma só. Aproveita. Vive. Pensa menos nas coisas que tu quer ter e pensa mais, muito mais naquilo que tu vai te tornar daqui alguns anos.

Aproveita os que ainda estão contigo porque assim como eu, ninguém vive pra sempre. Não quero que tu te arrependa de não ter dito eu te amo ou de ter dado uma patada em quem só queria um pouco de carinho. Presta atenção nisso. Algumas pessoas cruzam o teu caminho pra te ajudar, mesmo que as vezes pareçam chatas, elas estão ali pra isso. Paciência.

Eu sei que agora, sozinha aí no quarto, tu queria conversar comigo. Fala. Eu tô aqui, tu sabe disso. Estarei sempre. E as minhas respostas virão sempre. Fica atenta, porque todos os dias eu me comunico contigo nas pequenas coisas e talvez tu nem perceba.

Te cuida.

Com carinho do teu amigo secreto. 

segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

Gritar aos quatro ventos

Não posto nada no meu facebook há dias.

Pode parecer mentira, mas olho as notícias, as fofocas, as novidades dos amigos, as frases engraçadas, lindas ou criativas de algumas páginas e continuo sem vontade de postar uma palavra sequer.

E não é por falta de assunto. Minha vida anda bem agitada... É só porque eu não gosto nem nunca gostei de exposição.

Lembro quando trabalhava na TV e as pessoas se debatiam pra ficar na frente da câmera, arrumavam cabelo, colocavam perfume, escolhiam o melhor ângulo... E eu ali, atrás, com o microfone na mão fazendo perguntas. Detestava essa vontade de se expor de graça (ou pagando, dependendo do caso).

Com o facebook é a mesma coisa... As pessoas disputam a melhor foto, fazem check-in em qualquer lugar, postam cada momento da vida. Ok, não são todos, mas uma boa parcela...

Hoje eu quis gritar pra todo mundo ouvir o quanto eu me sinto angustiada e triste e o quanto esse sentimento é ambíguo dentro de mim porque acaba de acontecer uma coisa maravilhosa e uma outra terrível. Quase escrevi no facebook pra desabafar. Não consegui. Nem todos os meus mais de 600 “amigos” merecem saber o que se passa e mais da metade deles não daria a menor importância. Muitos curtiriam, alguns comentariam e dois ou três (e olhe lá!) me ligariam pra saber o que aconteceu.


Apaguei cada palavra que tinha escrito, abri a janela do quarto e gritei o mais alto que pude! 


terça-feira, 31 de dezembro de 2013

Mais um ano que se vai...

Esse 2013 foi cheio de surpresas... Tantas coisas aconteceram e ainda assim, eu tenho a sensação de que não saí do lugar.

Não vou fazer uma retrospectiva de tudo que aconteceu porque o que passou já foi e o importante agora é relembrar as lições e aproveitar o melhor de cada uma delas para que possamos crescer ainda mais no ano que chega.

Esse ano conheci muitas pessoas que se tornaram importantes pra mim e que vou levar pra sempre no coração; conheci também pessoas que me decepcionaram muito e me lembraram que desde pequena aprendi a virar as páginas da vida e seguir em frente; passei por provações fortes no meu relacionamento e percebi que, como dizem os sábios, as dificuldades nos fortalecem e fazem amadurecer; tive que aprender coisas que achei que seriam fáceis e vi que não foram tão fáceis assim mas também não foram tão difíceis como me disseram que seriam; percebi que julgar os outros pelas escolhas que fazem é bobagem porque só quem pode entender as decisões é quem tem que escolher...

Agradeço por cada momento desse ano que passa e espero ter aprendido com ele para não repetir os erros e também para reproduzir os acertos sempre! Obrigada 2013 por todas as lições e ensinamentos.


Que 2014 seja ainda melhor, me surpreenda e ensine muito mais!! 

terça-feira, 24 de dezembro de 2013

Desejo de Natal

O Natal pra mim sempre foi uma data especial, onde todos se reúnem, conversam, trocam presentes... O tal espírito natalino desperta e faz tudo parecer lindo e maravilhoso.

O fato é que o encanto do Natal não me toca mais como antes. De uns tempos pra cá, todo Natal é a mesma coisa, uma correria para conseguir agradar todo mundo. E não estou falando de presentes, falo de presença mesmo.

O Natal se transformou em uma data de muito estresse... Quando era mais nova, não entendia porque meus pais estavam sempre atucanados nessa época. Hoje entendo. Esse corre pra lá, corre pra cá, essa necessidade de agradar os outros, de estar presente em todos os lugares na mesma noite estressa, irrita, chateia. Deve ser o carma de filhos de pais separados...

Se eu tivesse um desejo nesse Natal, acho que seria um pouco egoísta da minha parte, mas desejaria reunir todas as pessoas que amo em um mesmo lugar, para poder curtir o Natal do início ao fim, sem ter que sair no meio da festa para pegar outra festa no meio. Seria um sonho!

Um Feliz Natal a todos que vão passar o Natal ao lado de quem ama!


sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

Minha pequena

Ah querida... Queria tanto conversar contigo, contar as coisas que vi, que passei... É uma pena que nosso contato seja tão pouco.

Eu queria tanto saber o que se passa nessa cabecinha... Quais são as tuas preocupações, os teus sonhos... Mas é triste saber que aquilo que existia antes está morrendo aos poucos, aquela amizade que nasceu com a gente, aquele amor incondicional, aquela parceria deixa de existir a cada dia que passamos sem dizer oi uma para outra.

Só quero que saibas que mesmo nossa relação estando assim, desse jeito esquisito que eu detesto, continuo te amando de longe, cuidando de ti do jeito que posso e te querendo muito bem, como sempre! Tu sabe mas não custa lembrar que tu podes sempre contar comigo, mesmo que hoje faças questão de berrar aos quatro ventos que não precisas de mim pra nada. Eu sempre estarei aqui quando todos forem embora. Tu nunca vai ficar sozinha. Pode acreditar.


Te amo!