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sexta-feira, 10 de fevereiro de 2017

Dois meses, duas peças


Janeiro e fevereiro em Porto Alegre são meses de Porto Verão Alegre, um tradicional festival que mergulha a cidade em cultura de todos os tipos.

Quem gosta de teatro, música dança, fotografia, filme, arte em geral, sabe o quanto é difícil viver disso hoje em dia e o quanto é preciso amar e se dedicar pra tirar projetos do papel.

Por isso, esse ano, decidi que uma daquelas resoluções de ano novo era ir a uma peça de teatro por mês.

Nesses dois primeiros meses, aproveitamos os preços camaradas do Porto Verão Alegre pra ir a duas peças super legais.

Em janeiro, assistimos “O que os homens pensam que as mulheres pensam”, no teatro Renascença. No palco, três homens e uma travesti ficam trancados em um banheiro público onde discutem o universo feminino. Com humor, eles discutem os comportamentos masculino e feminino dentro de um relacionamento e fazem algumas críticas. O texto foi baseado em uma pesquisa de campo feita pelo diretor e ator Pedro Delgado dentro de banheiros públicos de Porto Alegre. Bom pra rir um pouco.

Foto: Divulgação


Em fevereiro, fomos prestigiar o espetáculo “Misto Quente”, do Circo Girassol. O espetáculo transforma o palco do teatro em um grande picadeiro de circo onde são mostrados os melhores números de cada artista de forma muito dinâmica e super divertida. Os destaques eu deixaria para a dupla de palhaços Pinguinho e Serragem, que interagem muito com a plateia e garantem as gargalhadas até o final e para a trilha sonora ao vivo que é um show a parte. Uma verdadeira mistura de risadas, caras de pavor e, por incrível que pareça, emoção, garantida pelos discursos do palhaço Serragem no início e no final do espetáculo. 


sexta-feira, 27 de novembro de 2015

Entre paixões...

Já diziam os sábios que “para esquecer um amor antigo, nada melhor que um novo amor”.

A dança sempre foi uma paixão. Pela dança em si, pela música, pelo grupo, pelas pessoas, pelo significado do todo. Mas as vezes, a vida nos desafia e é preciso tomar decisões difíceis, pesar tudo na balança e escolher. Fiz a escolha de seguir uma vida sem os compromissos, as coreografias, o sapato de salto, os figurinos e o palco.

A saudade ficou e eu, inquieta como sempre fui, busquei alguma coisa para tomar o lugar da dança. Esbarrei no teatro.

O teatro me abriu os olhos para um outro universo. Me levou de volta a uma época em que eu era feliz e não sabia, a infância. Lá, me encontrei com uma Gabi que eu achava que nem morava mais em mim, mas descobri que ela estava ali, louca pra sair, só esperando a oportunidade para ser livre de novo. Me permiti. Deixei que essa Gabizinha de ontem tomasse conta de mim e fui muito feliz cada dia que nos encontrávamos.

O teatro me levou de volta pro palco, um espaço que me foi apresentado pela dança. Ficar atrás das coxias de novo, esperando dessa vez a deixa ao invés da música, decorar o texto ao invés da coreografia, foi uma experiência que ao mesmo tempo que é muito parecida, foi completamente diferente...