terça-feira, 31 de dezembro de 2013

Mais um ano que se vai...

Esse 2013 foi cheio de surpresas... Tantas coisas aconteceram e ainda assim, eu tenho a sensação de que não saí do lugar.

Não vou fazer uma retrospectiva de tudo que aconteceu porque o que passou já foi e o importante agora é relembrar as lições e aproveitar o melhor de cada uma delas para que possamos crescer ainda mais no ano que chega.

Esse ano conheci muitas pessoas que se tornaram importantes pra mim e que vou levar pra sempre no coração; conheci também pessoas que me decepcionaram muito e me lembraram que desde pequena aprendi a virar as páginas da vida e seguir em frente; passei por provações fortes no meu relacionamento e percebi que, como dizem os sábios, as dificuldades nos fortalecem e fazem amadurecer; tive que aprender coisas que achei que seriam fáceis e vi que não foram tão fáceis assim mas também não foram tão difíceis como me disseram que seriam; percebi que julgar os outros pelas escolhas que fazem é bobagem porque só quem pode entender as decisões é quem tem que escolher...

Agradeço por cada momento desse ano que passa e espero ter aprendido com ele para não repetir os erros e também para reproduzir os acertos sempre! Obrigada 2013 por todas as lições e ensinamentos.


Que 2014 seja ainda melhor, me surpreenda e ensine muito mais!! 

terça-feira, 24 de dezembro de 2013

Desejo de Natal

O Natal pra mim sempre foi uma data especial, onde todos se reúnem, conversam, trocam presentes... O tal espírito natalino desperta e faz tudo parecer lindo e maravilhoso.

O fato é que o encanto do Natal não me toca mais como antes. De uns tempos pra cá, todo Natal é a mesma coisa, uma correria para conseguir agradar todo mundo. E não estou falando de presentes, falo de presença mesmo.

O Natal se transformou em uma data de muito estresse... Quando era mais nova, não entendia porque meus pais estavam sempre atucanados nessa época. Hoje entendo. Esse corre pra lá, corre pra cá, essa necessidade de agradar os outros, de estar presente em todos os lugares na mesma noite estressa, irrita, chateia. Deve ser o carma de filhos de pais separados...

Se eu tivesse um desejo nesse Natal, acho que seria um pouco egoísta da minha parte, mas desejaria reunir todas as pessoas que amo em um mesmo lugar, para poder curtir o Natal do início ao fim, sem ter que sair no meio da festa para pegar outra festa no meio. Seria um sonho!

Um Feliz Natal a todos que vão passar o Natal ao lado de quem ama!


sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

Minha pequena

Ah querida... Queria tanto conversar contigo, contar as coisas que vi, que passei... É uma pena que nosso contato seja tão pouco.

Eu queria tanto saber o que se passa nessa cabecinha... Quais são as tuas preocupações, os teus sonhos... Mas é triste saber que aquilo que existia antes está morrendo aos poucos, aquela amizade que nasceu com a gente, aquele amor incondicional, aquela parceria deixa de existir a cada dia que passamos sem dizer oi uma para outra.

Só quero que saibas que mesmo nossa relação estando assim, desse jeito esquisito que eu detesto, continuo te amando de longe, cuidando de ti do jeito que posso e te querendo muito bem, como sempre! Tu sabe mas não custa lembrar que tu podes sempre contar comigo, mesmo que hoje faças questão de berrar aos quatro ventos que não precisas de mim pra nada. Eu sempre estarei aqui quando todos forem embora. Tu nunca vai ficar sozinha. Pode acreditar.


Te amo!

segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

Independência

Passamos a vida inteira ouvindo nossos pais dizerem que o que nos faz independentes é o dinheiro. Que é ele que nos dá a tão sonhada liberdade de ir e vir, de fazer o que bem entendermos.

Sinto dizer, mas essa não é uma verdade absoluta.

O dinheiro faz parte sim da conquista da independência, mas não é só isso que basta para dizer se somos independentes ou não.

Se eu perguntar quanto tempo você consegue ficar em casa desfrutando da sua própria companhia, qual seria a resposta? Uma hora, duas, 40 minutos? Ah sim, detalhe básico... Sem acessar redes sociais (porque elas são ótimas para passar o tempo sem fazer com que nos sintamos sós).

A verdade é que somos criados e treinados para nos tornarmos independentes financeiramente e quando chegamos a esse objetivo, nos vemos ali, com casa, carro, comida, roupas de marca e ainda assim, não conseguimos ficar satisfeitos. Falta alguma coisa.

Muitas pessoas que moram sozinhas se sentem perdidas quando saem do trabalho e precisam ir para casa. É só começar a chegar a hora de sair que já vem aquela pergunta: “O que vamos fazer hoje?”. Inventam programas, happy hours, festas, mil desculpas para tardar ainda mais a hora de ir pra casa.

O lar doce lar deixou de ser doce e virou motivo de angústia para muitos. A solidão das quatro paredes tornou-se um monstro.

A independência emocional é algo que se conquista a duras penas. Não é tarefa fácil curtir a solidão. Mas é exatamente nesses momentos que a gente se conhece realmente, é obrigado a descobrir se quer comer arroz e feijão ou uma boa macarronada, se prefere ir dar um passeio no parque ou fazer compras na feira, se vai cozinhar no domingo, sair pra almoçar ou ainda pedir um cachorro quente, se o passeio do feriado vai ser um museu ou o cinema.

É quando estamos sozinhos e precisamos tomar essas pequenas decisões que construímos a nossa personalidade, nos tornamos independentes emocionalmente.

As novas gerações, a nossa geração, precisa aprender a se curtir mais, deixar de lado o computador, o celular, o tablete, as redes sociais e aprender que para ser feliz não precisamos de nada disso. Quem consegue passar o tempo sozinho e não se sentir desesperado, perdido ou inútil, está de parabéns!

É o primeiro caminho para um futuro mais feliz e menos acelerado pela quantidade de informações que recebemos diariamente e que estão cada vez mais ao alcance das nossas mãos. É o primeiro caminho para a independência emocional, e porque não dizer digital?!?

sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

Curitiba x Porto Alegre

É impossível visitar ou morar em uma cidade diferente e não fazer comparações. Aliás, essa é a coisa mais gostosa de conhecer outro lugar, perceber as pequenas e grandes diferenças que podem haver entre culturas.

Curitiba e Porto Alegre, embora sejam cidade próximas (600 km aproximadamente), são muito diferentes culturalmente.

Não vou citar todas porque são muitas, mas algumas, valem a pena ser destacadas...

- Gastronomia: em Curitiba a gastronomia é super desenvolvida (comparando a Porto Alegre).  A começar pela decoração. Em qualquer barzinho, boteco ou restaurante vê-se que o ambiente foi pensado em cada detalhe, desde as cores, objetos, móveis, enfim... Outro diferencial é o conceito. Cada lugar tem o seu conceito seja uma padaria que só faz pães artesanais, não utiliza farinha branca em nenhuma das receitas e só abre das 16h às 20h ou um café totalmente inspirado em New York que te transporta ao ambiente e serve o melhor cheesecake que já comi na vida. Fato: os curitibanos sabem comer bem e tem muitas opções maravilhosas para quem quer fazer uma orgia gastronômica. De fato, toda essa experiência tem um custo. O preço, comparando, é mais alto. O atendimento também muitas vezes deixou a desejar.

- Vocabulário: pra mim, essa é a parte mais divertida quando viajamos pelo Brasil! Ouvir alguém dizer que vai descascar uma mimosa te faz pensar em que?? Com certeza não é em bergamota ou tangerina. Aqui no sul, o semáforo é sinaleira, lá vira homem e se chama sinaleiro. A padaria fica chique e vira panificadora. Uma torrada de cacetinho com presunto e queijo vira um prensado de pão francês com queijo e presunto. Lomba é uma coisa que não existe e o viaduto pra eles se chama elevado. Sabe pão de sanduíche?? Lá é broa. Broa pra mim é aquela de polvilho, mas tudo bem... Mas o mais esquisito é o penal. Sério!! Penal é estojo. Aquele de guardar lápis, borracha e caneta sabe? Quando me falaram “pega o penal”, fiquei com aquela cara de quem acaba de ouvir um alemão falando.

- Pessoas:  existe um senso comum de que o curitibano é mais individualista, fechado, antipático, curitiboca, como eles dizem. Adoraria dizer que não é verdade, mas infelizmente, a imensa maioria deles é assim. É claro que cruzei com algumas exceções, pessoas ótimas, comunicativas, faladoras, mas no geral... Uma das minhas maiores crises em Curitiba, foi quando, depois de um mês morando no mesmo prédio, me dei conta que os porteiros sequer me davam bom dia, boa noite, boa tarde. Nem um oizinho, um resmungo que fosse pra responder ao meu cumprimento. Sabe aquela coisa básica de sorrir ou acenar para o vizinho quando encontra no hall do condomínio? Não existe. É triste, mas é verdade. E os próprios curitibanos sabem e comentam o assunto. Esse vídeo exemplifica exatamente o que eu quero dizer...

- Trânsito: esse é um tópico que me chocou. O trânsito de Curitiba é extremamente mais organizado do que em Porto Alegre. Parar em um cruzamento, nunca! Respeitam os sinais, as preferenciais... Mas como nem tudo são flores... É só ver um pedestre atravessando a rua que eles já começam a acelerar, como se fosse divertido ver a pobre criatura dar aquela corridinha tosca e desesperada pra chegar do outro lado da rua. E como dirigem rápido e grudados na bunda do carro da frente. Perdi a conta de quantas batidas vi pela rua. Coisas bobas que viram acidentes feios e poderiam ser evitados se não andassem tão perto um do outro.  

Curitiba vai deixar saudade, principalmente pela experiência e pelas pessoas que conheci e que fizeram parte da minha rotina curitibana e fizeram com que eu me sentisse, nem que fosse um pouquinho, em casa. Não posso negar que voltei um pouco curitiboca também. É impossível visitar a cidade e voltar sem trazer um pouco dela dentro de mim.

quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

13 lições de Curitiba

Esses três meses que morei em Curitiba fizeram com que me conhecesse melhor e tomasse algumas decisões que vou levar pra vida toda. Algumas delas estão escritas aqui, outras eu guardo pra mim porque infelizmente não consegui colocar as ideias em palavras...

- Eu não consigo e não quero viver longe das pessoas que eu amo e, enquanto eu puder escolher, vou escolher a felicidade, o brilho nos olhos, a paz de espírito que elas me dão só de estar por perto e que não encontro em lugar algum.

- Dinheiro nenhum no mundo paga ou sequer ameniza a saudade das pessoas que amamos. Quando a saudade bater forte, o dinheiro vai embora nas passagens e ligações que você vai fazer. Pense se vale a pena.

- Trabalhar duro é importante, dinheiro é importante para nos dar o conforto que precisamos/queremos. Mas sempre que possível, faça algo de que realmente gosta. Assim, as coisas ficam muito mais fáceis.

- Educação a gente aprende em casa e pratica na rua. Preserve isso! Lembre-se de tudo que teus pais ensinaram e pratique. Pratique sempre! Você não é melhor que ninguém. Não importa qual o seu cargo ou seu salário. Você continua igual aos outros. Poder pagar por coisas caras não te dá o direito de ser mal educado com ninguém. Ninguém mesmo!

- Peça conselhos. Escute os mais experientes. Mas não esqueça que a sua vida é uma só e pertence única e exclusivamente a você. Ninguém sabe o que você sente, o que passa ou o que é importante pra você. Escute, pense, pondere e decida. A discussão é solidária, a decisão é solitária.

- Quando tiver que tomar uma decisão importante, pense em que impactos isso vai ter na sua vida e se você é capaz de (com)viver com eles. E não se esqueça que as consequências reais podem não ter sido previstas por você. Aguente.

 - Aqueles que te criticam, que dão conselhos e opiniões sobre a sua vida ou não te conhecem ou morrem de inveja da tua coragem. Nesse caso, não se importe com o que eles dizem e não deixe que nada influencie nas suas decisões. Quem vai conviver com elas é você mesmo, não eles.

- Aprenda a se virar sozinho. Dependa o mínimo possível de quem quer que seja para fazer as coisas básicas da sua rotina. Seja independente. Busque essa independência sempre. Acredite que pode ser divertido fazer programas onde a sua melhor companhia é você mesmo.

- Faça amigos. São eles que vão te apoiar nos momentos difíceis. Eles vão estar ali quando a sua família não estiver. Escolha-os bem.

- Adapte-se. A vida vai te dar milhares de situações para viver. Viva cada uma delas intensamente, aproveite os momentos, arrisque-se. No final das contas, o que levamos são as experiências que vivemos e não as coisas que temos.

- Curta a saudade, fique triste, chore, descabele-se. Até os momentos de tristeza terminam. Curta-os intensamente, aprenda as lições e levante-se. As decepções, obstáculos, quedas existem para nos fazer perceber o que é realmente importante e não para nos matar. Acredite, você não vai morrer se tiver uma grande decepção ou perda. Faça de cada situação um aprendizado e siga em frente mais forte. O que não mata, fortalece.

- Cuide-se. A sua saúde é a coisa mais importante que você tem. Sem ela, nenhum dos itens anteriores é possível. Faça exercícios, caminhe, corra, sorria, alimente-se bem. Pequenas coisas podem ter um grande efeito a curto, médio e longo prazo.

- Se no final de tudo, você perceber que não está feliz mesmo tendo tomado a decisão racionalmente mais acertada, não tenha vergonha de recomeçar. Sempre é tempo de começar de novo e descobrir mais sobre si mesmo. Não tenha medo, é errando que se aprende.

Abraço Curitibano

Curitiba me abraçou. Eu que não abracei Curitiba. Não consegui trair a minha natureza, o meu bairrismo gaúcho, a minha essência.

Tentei, me esforcei, até achei bom em alguns momentos, mas não adianta negar pra mim mesma que meu lugar é aqui.

Se Londres que é Londres não me prendeu, não seria Curitiba a conseguir essa proeza.

Sobre mim, posso dizer que amo viajar, adoro conhecer lugares diferentes, pessoas novas, culturas diversas, mas mesmo que eu more em outro lugar, sempre vou voltar pra Porto Alegre.

Cada vez que entrava no avião para vir pra casa, a única coisa que me vinha na cabeça era aquela parte da música de Kleiton e Kledir que diz: “deu pra ti, baixo astral, vou pra Porto Alegre, tchau!”.

Curitiba e seus filhos que me desculpem, mas eu sou gaúcha, porto alegrense e tenho muito orgulho do meu bairrismo que aos olhos alheios pode soar ridículo ou exagerado.

No mais, só posso agradecer pelo “carinho” curitibano que recebi (sim, pra quem acha que os curitibanos são frios, posso dizer que cruzei com várias exceções à regra) e dizer que Curitiba foi um capítulo importante da minha história, onde conheci pessoas que se tornaram verdadeiramente importantes pra mim.

Curitiba... Um grande abraço!

terça-feira, 3 de dezembro de 2013

Sobre coragem, força e vontade

Quando vim para Curitiba porque arrumei um emprego (um bom emprego, diga-se de passagem), a primeira coisa que me perguntavam era sobre o meu namorado. Se eu teria coragem de deixar ele em Porto Alegre. Eu tive.

Chegando aqui, ninguém me disse que o que eu mais teria que ter era força. Força para aguentar a saudade que bate antes de dormir, força para passar os intermináveis domingos sozinha inventando coisas para fazer, força para ver todos a minha volta com os seus e eu ali, sem ninguém. Força para sorrir na frente de todo mundo enquanto o que eu mais queria era estar em casa, curtindo a tristeza e a solidão. Força pra ver minha família reunida e não estar junto deles. Fui forte. Tirei forças de algum lugar desconhecido dentro de mim, mas consegui.

Agora, depois de muito pensar e pesar tudo o que aprendi por aqui, não só profissionalmente, mas para a vida mesmo, decidi voltar. Por minha própria vontade. Vontade de ficar com as pessoas que amo e mostrar o valor que elas realmente têm pra mim, vontade de fazer a minha vida baseada nos meus princípios, de acordo com as minhas prioridades. Pode parecer tudo meio egocêntrico e egoísta, mas não é. Cada um tem a sua vida e deve fazer dela o que quiser, pensando e tomando decisões de acordo com o que pensa e não com o que os outros acham que é certo.

Aprendi muitas coisas nesse período que passei em Curitiba. Hoje me conheço melhor, sei mais sobre a vida que eu tinha e a que eu quero ter no futuro, tomei algumas decisões importantes que sei que algumas pessoas vão apoiar e outras criticar, mas aprendi também que a opinião dos outros não vai mudar o que eu penso sobre esse assunto.

Eu sei que a partir de hoje, vou precisar do dobro de coragem e o triplo de força para recomeçar. Mas quer saber?? Me sinto preparada pra isso.

segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

Entre sorrisos e lágrimas

Cada sorriso esconde uma lágrima...
É triste ter que sorrir quando o nosso coração se afoga em um mar de lágrimas.
É triste mas é preciso. É preciso ser forte para aguentar as voltas que a vida dá.
O nó na garganta sufoca o grito que vem de dentro... Seguro pra não assustar aqueles por quem tenho tanto carinho e que me tratam tão bem desde o início.
É preciso sorrir para não machucar os outros. É triste, mas é preciso. Meus sorrisos são sinceros embora escondam a verdade. Gosto sinceramente mas isso não é o suficiente para mudar o que o coração sente.
Podia ser diferente?

segunda-feira, 11 de novembro de 2013

Prepare-se

Se você tivesse que escolher, qual seria a sua primeira opção:

Vida pessoal ou vida profissional?
Ser feliz ou ser rico?
Ter ou ser?
Amor ou reconhecimento?
Família ou emprego?

Sei que é possível ter as duas coisas, mas na maior parte das vezes, é preciso escolher.

É uma daquelas escolhas difíceis que a vida nos apresenta.

Se você ainda não se deparou com essas questões prepare-se, porque é muito difícil escapar delas... 

Prepare-se para saber o que você realmente quer da vida. Prepare-se para encontrar o seu “eu interior” e pedir ajuda a ele para achar a resposta. Prepare-se para errar e reconhecer o erro humildemente. Prepare-se para voltar atrás e não se sentir um perdedor por isso.


Prepare-se!

domingo, 10 de novembro de 2013

Quando a saudade bate...

Quando a saudade bate, não adianta lembrar os bons momentos, ver fotos, ouvir músicas, sentir cheiros ou ouvir a voz.

Quando a saudade bete a única coisa capaz de resolver a dor que vem junto com ela é um abraço, daqueles bem apertados sabe?

A saudade machuca, dói, sangra. Quer que ela fique um pouco “menos pior”? Pense que pelo menos ela não é pra sempre. A saudade de alguém que já se foi é o pior tipo de saudade que existe. Essa não pode ser esquecida ou amenizada com um abraço.

Lembrar disso me faz ter um pouco mais de forças pra aguentar a saudade que sinto dos meus...

sábado, 9 de novembro de 2013

A hora certa de errar...

Depois que entrei na faculdade, sempre ouvi meu pai dizer que “a hora de errar é agora!”. Essa frase sempre me deu arrepios. É como se amanhã eu já ficasse velha de mais para fazer qualquer coisa, para mudar qualquer coisa com a qual eu não estivesse satisfeita na vida, como se eu fosse obrigada a aguentar uma coisa que não suporto porque o meu tempo de errar já passou.

O fato é que por mais assustador que isso pudesse parecer pra mim, sempre me motivou a fazer as coisas, a caminhar para frente, a vislumbrar todas as oportunidades que eu tive e encarar cada uma delas.

Hoje, mais velha, entendo o que ele sempre quis dizer com isso. Coragem! Foi o jeito que ele encontrou de me empurrar pra fora do ninho. 

Eu sei que o que ele quis dizer é que eu não posso ter medo de mudar, de fazer escolhas difíceis, de tentar, de arriscar, porque ainda não tenho nenhuma grande responsabilidade.  

Mas se eu pudesse dar um conselho pra ele hoje (sei que é bem difícil os pais ouvirem conselhos dos filhos mas não custa tentar), diria que a hora de errar é toda hora. É errando que se aprende! Não importa se você tem 25 ou 50, não vale a pena ficar fazendo algo que a gente não gosta só por causa do dinheiro ou do conforto. Não faz bem pra gente, não faz bem para os que amamos. A vida é uma só e não vale a pena viver ela sem ser feliz.

Uma vez ele me disse que iria atrás da felicidade e que mesmo que não a encontrasse, morreria tentando. E pai, é esse teu conselho que eu vou seguir, Vou deixar de lado as coisas que não me fazem felizes e correr para aquelas que me satisfazem. 

Tentar, tentar, tentar e tentar. Até acertar... ou morrer tentando!


Emoção x Razão

- Vai, tu consegue!
- Tu não sabe o que tá falando!
- Eu sei. Acredita em mim! Coragem!
- É fácil falar né, não é tu que tem que arcar com as consequências depois. 
- Vamos guria!! Não perde tempo! Não esquece: a hora é agora!
- Eu tenho medooo!!
- Esquece isso!! Tu é capaz. Vai dar tudo certo!
- E se...
- E se nada!! Vai! Pula! Voa!
- Mas...
- Ó, falando sério... Tu vai te arrepender se não for agora!
- Peraí! Eu preciso pensar!
- Que pensar o que?? Quem pensa demais não faz nada na vida.
- Mas eu preciso pensar, colocar na balança... 
- Isso aqui não é feira pra colocar as coisas na balança. Isso é a tua vida! Te mexe guria!
- Dá pra ter um pouquinho só de calma?
- Não!
- 5 minutinhos só?
- Já disse que não! Decida-se! Já!
- Ai meu Deus... O que eu faço??
- Não é óbvio? Larga tudo e arrisca! 
- E o dinheiro? Minhas contas no final do mês? 
- Tudo isso se ajeita, acredita em mim porra!
- Não consigo fazer isso!
- Consegue sim! Quanta coisa tu já arriscou?? Pensa!!
- Tá, é verdade, mas...
- Então? Tá esperando o que? 
- Tchê!!! Eu não posso fazer isso agora!!
- E porque não, posso saber?
- Eu acabei de dar uma guinada na vida. Não acha que tá muito cedo pra outra?
- Sinceramente? Não!
- Pois eu acho...
- Tu tá feliz pelo menos?
- Tu sabe que não né?!
- Então porque tu não pode ir?? 
- Tu nunca vai entender... 
- Blá, blá, blá... 
- Tu fala como se fosse muito fácil... O que vão dizer de mim?
- E isso te interessa?
- Não.
- Então?? Não tô te entendendo mesmo...
- É que eu não me importo com o que os outros vão pensar, mas tenho medo de pensar que eu sou um fracasso. 
- Tu não é um fracasso.
- Ok, mas as vezes eu acho que sou, dá licença?
- Tudo bem. Mas cada vez que tu pensa isso, eu perco as forças, tu sabe. 
- Eu sei. Desculpa, mas é mais forte que eu.
- Por favor... Tenta! O que é que custa?
- Como assim o que é que custa? Tu acha que é tudo muito fácil... Eu lutei até agora pra chegar aqui, não posso simplesmente jogar a toalha. 
- Não entendo... Se tu não tá feliz, porque não pode? Vai ficar ai perdendo tempo?
- Pelo menos tem a recompensa no final do mês!
- A gente sabe que isso não é o mais importante. 
- Eu sei, mas ainda assim é importante. 
- Meu... Tenta!!! 
- E eu não tô perdendo tempo! Tô aprendendo...
- Tá é te iludindo, isso sim!
- Não tô não!
- Tá sim. Cagona! 
- Não sou cagona não!
- Ok, desculpa. Tu não é cagona. Não mesmo... Mas tu ainda pode ir mais longe. Só depende de ti! Vai!!
- Calma, tenho que esperar mais uns meses. 
- Eu não posso ter calma. O meu trabalho é te jogar pra frente. Vamos!!
- Como eu queria que fosse fácil assim como tu diz. Mas não é... Tu sabe disso.
- Eu nunca disse que ia ser fácil. Os caminhos mais difíceis são os mais prazerosos. Não custa arriscar. 
- Tá. Vou pensar! Vou planejar e outra hora conversamos. Tá bom assim? 
- Claro que não! Mas por enquanto não posso fazer mais nada por ti... 
- Desculpa te decepcionar.

domingo, 27 de outubro de 2013

Sonho real

Quando dei por mim estava de novo nos teus braços, sentindo teu coração batendo pertinho do meu.

Fazia tanto tempo que não te via que nem acreditei que fosse verdade. O teu calor me convenceu que era e fiquei tão feliz que não cabia dentro de mim.

Passeamos, namoramos, dançamos como antes, trocamos carinhos e cafunés, conversamos, rimos, andamos de mãos dadas pela rua, te apresentei para alguns conhecidos toda orgulhosa.

Foi tudo muito melhor do que planejei. Perfeito. Sorria sozinha, boba como uma criança que acaba de ganhar um brinquedo prometido há muito tempo.


Aproveitamos cada segundo como se fosse único. E foi. Quando te vi entrando no avião, meu coração parou. Foi-se embora o meu sorriso. Acordei. 

segunda-feira, 16 de setembro de 2013

Sobre aquarianos e liberdade

Há um tempo atrás eu adorava ler horóscopo. Lia tudo sobre o meu signo, sobre os signos dos meus amigos, da minha família, qualquer um que cruzasse o meu caminho era vítima da minha pequena obsessão. Era só conhecer alguém interessante que eu visitava sites e fazia combinações de signos pra ver se os astros estavam a nosso favor.

Sou aquariana, nascida no dia 12 de fevereiro. Sempre li que aquarianos são pessoas à frente de seu tempo e que o bem que mais apreciam é a liberdade. Com o passar dos anos, pude comprovar na real o quanto isso é verdade.

Não existe coisa mais angustiante pra mim do que viver presa, seja no que for, trabalho, pessoas, lugares, coisas. Me sinto como um passarinho engaiolado que olha o lado de fora e faz planos pro dia que conseguir escapar. A rotina muito rígida é outra coisa que me apavora.

Namorados sempre foram um problema em função disso. Compromissos longos nunca foram meu forte. Muitas exigências e cobranças com pouca liberdade.

A liberdade atrai porque junto com ela vem os desafios, o frio na barriga, a surpresa, a incerteza e a instabilidade.
Eia que cruza o meu caminho um geminiano legítimo, com um gêmeo do bem e um gêmeo do mal que se revezam constantemente e sem aviso prévio. Rotina realmente não é com ele, cada dia é uma emoção diferente, uma surpresa.

Além disso, que já é uma grande coisa, ele me prende quando me solta. Nunca ouvi dele algo que não fosse uma palavra de apoio quando tomei grandes decisões como passar dois meses em Londres sozinha ou morar em Curitiba por tempo indeterminado.

E foi nesses dois momentos que tive certeza que ele é O Cara!

Por mais engraçado que possa parecer, isso também foi o que os astros disseram quando fiz a combinação dos nossos signos.  

Coincidência ou não, essa parceria já dura há três anos e nove meses.

domingo, 8 de setembro de 2013

Subindo a montanha

Se tem algumas coisas no mundo que eu não me imaginava fazendo, uma delas, com certeza é correr. Mas hoje, mudei um pouco meu conceito...

Acordar no domingo às 6h30 da manhã para ir a uma corrida na montanha realmente é uma coisa que se eu contar para as pessoas que me conhecem, elas provavelmente riam muito antes de acreditar em mim. Mas é verdade!

Foto: Claudio Andrade

É claro que conheço meus limites e não fui até lá para correr, apenas caminhei. Detalhe, a corrida na montanha era só de subida. Pouquíssimos metros planos, a grande maioria subidas, imensas e intermináveis subidas.

Em muitos momentos pensei em desistir, voltar e esperar o pessoal lá em baixo, mas pensei em várias coisas, uma delas foi a vontade de provar pra mim mesma que era possível. Busquei pensar na recompensa da vista lá de cima e de como eu ia me sentir bem se conseguisse completar a prova.

E valeu a pena. A vista era linda!

Foi ótimo. Apesar de sentir as dores do sedentarismo no meu corpo até agora, essa caminhada me serviu de incentivo para voltar a fazer uma atividade física logo, o quanto antes.

Fica o meu desejo de fazer isso mais vezes! 


domingo, 1 de setembro de 2013

Fazendo as pazes com Curitiba

Como é estranho voltar a um lugar que já fez parte da nossa vida e não reconhecer uma esquina sequer...

Sinceramente, não tenho muitas lembranças de Curitiba. Sei que não foram os melhores momentos da nossa história familiar, que foram tempos difíceis para minha mãe, que minha irmã sofreu na escola, mas eu não tenho más lembranças... Não sei se meu cérebro se encarregou de apagar as coisas ruins que aconteceram (ele faz isso frequentemente) ou se realmente eles não aconteceram.

Fazia quinze anos que não pisava em Curitiba. Não lembro de muita coisa, alguns lugares, praças e só. Não sei andar nas ruas, não sei pegar ônibus, estou recém me orientando no bairro, aprendendo os caminhos do trabalho pra casa... Abandonei completamente minha zona de conforto e isso me dá um orgulho de mim mesma, um frio na barriga e uma vontade de que dê tudo certo que só eu sei...

Enfim, agora, por um tempo que só Deus sabe qual é, meu lugar é aqui.


O mais difícil agora é lidar com a saudade das pessoas que ficaram em Porto Alegre, cidade que nasci e amo de paixão! 

quinta-feira, 29 de agosto de 2013

Coisas que aprendemos

William Shakespeare diz com sábias palavras aquilo que gostaria de dizer mas não tenho ainda a sabedoria necessária para colocar no papel...

"Aprendi que Amores eternos podem acabar em uma noite.
Que grandes amigos podem se tornar grandes inimigos.
Que o amor sozinho não tem a força que imaginei.
Que ouvir os outros é o melhor remédio e o pior veneno. 
Que a gente nunca conhece uma pessoa de verdade, afinal, gastamos uma vida inteira para conhecer a nós mesmos.
Que os poucos amigos que te apoiam na queda, são muito mais fortes do que os muitos que te empurram.
Que o "nunca mais" nunca se cumpre, que o "para sempre" sempre acaba. 

Que minha família com suas mil diferenças, está sempre aqui quando eu preciso.
Que ainda não inventaram nada melhor do que colo de Mãe desde que o mundo é mundo.
Que vou sempre me surpreender, seja com os outros ou comigo.
Que vou cair e levantar milhões de vezes, e ainda não vou ter aprendido TUDO."
- William Shakespeare

quarta-feira, 28 de agosto de 2013

Fazendo as malas

A parte mais difícil vem agora... 

Sinto como se cada peça de roupa, cada sapato, cada coisinha colocada na mala estivesse condenada a não voltar nunca mais para casa. Ver meu quarto se esvaziando e ficando cada vez menos com a minha cara, sem as minhas coisas, me dá um aperto no peito. É como se depois das malas feitas eu pudesse ser facilmente esquecida por todos que ficam.  

Pode parecer dramático, mas pra mim não é.

Escolher a dedo todas as coisas que vou precisar para começar mais esse capítulo da minha vida em uma mala. Apenas uma mala! Como escolher? O que não é realmente necessário fica, mas vai me fazer falta em algum momento, seja por necessidade ou pela simples vontade de olhar uma foto que não levei, usar uma roupa que deixei ou um creme que esqueci.

Se desse, eu fugia! Não queria ter que fazer isso. Não queria precisar fazer isso. Fazer as malas é a concretização de tudo, é o ponto final. Não tem mais volta.


Guardar as coisas que me pertencem e deixar tudo pra trás... Me falta coragem... Pra mim essa é, definitivamente, a pior parte...

quarta-feira, 21 de agosto de 2013

10 dias

É incrível como as despedidas fazem parte da minha vida... Acho que me acostumei. Me orgulho delas. São elas que me fazem forte, independente e crente de que as coisas vão sempre mudar pra melhor.

Dessa vez é diferente. Foi tudo tão de repente... Vou sozinha pra (re)começar a vida em uma cidade nova, ou praticamente nova. Faz mais de 15 anos que não coloco os pés em Curitiba...

Sabe quando eu imaginei que voltaria?? Nunquinha. E não é porque não gosto da cidade, das pessoas ou coisa parecida. Eu simplesmente nunca pensei nisso. Éééé... a vida nos prega peças e nos proporciona coisas que às vezes nunca sonhamos ter, fazer ou realizar. 

São tantas coisas em jogo, tantas coisas para pesar, família, amigos, amor... Só Deus sabe o quão difícil essa decisão está sendo.

Mas no final das contas, no meio de tudo, descobri coisas que demorariam mais alguns anos para ficar claras. A verdade dos sentimentos, a importância das pessoas, a sinceridade das amizades...  

Nunca duvidei da minha coragem, nunca tive medo de desafios, pelo contrário, sempre fui atraída por eles. A verdade é que, mesmo sabendo tudo o que estava em jogo, nunca tive dúvidas de qual era a decisão certa a tomar. E isso tenho que agradecer a uma pessoa em especial que me apoiou desde o início, mesmo sabendo que sofreria tanto quanto eu com a distância.  

Faltam 10 dias...
“Curitiba é aqui do lado!”. 
Repito isso para mim mesma a fim de me convencer que vai ser moleza essa vida de idas e vindas. 

Estou pronta! Me sinto forte, segura, feliz e capaz. O coração fica apertado e o estômago está como uma montanha russa, mas eu sei que vai dar tudo certo.

Que venham os novos ares, os novos desafios, as novas ideias, a nova vida!

quarta-feira, 31 de julho de 2013

Quando a vida sacode a gente

Às vezes a gente precisa de uma sacolejada da vida pra enxergar as coisas de um jeito diferente... Eu estava me sentindo como um cavalo com a visão limitada, sem enxergar as coisas que estavam à minha volta.

Eis que nesse exato momento a vida me sacode. Já consigo ver as coisas e por incrível que pareça, um simples contato abriu caminhos que eu não havia enxergado antes.

Bom, conselho do dia... fique atento, a vida pode se apresentar de diversas maneiras à sua frente, pode ser seu pai, sua mãe, namorado, chefe, amigo, enfim... Aprenda a escutar o que as pessoas te dizem e a filtrar o que realmente é importante e útil.


Boa sorte!

terça-feira, 30 de julho de 2013

O Papa é Pop

Não há mais o que dizer! Durante a jornada mundial da juventude ele deu muito mais do que as declarações que todos esperavam, ele deu exemplos. Um homem santo, um homem simples. Anel de ouro, carro importado, papa-móvel blindado, apartamento de luxo, sapatos vermelhos, milhares de seguranças e roupas bordadas com fios de ouro foram substituídos pela mais pura simplicidade e pelo contato direto com o povo. É o mínimo que se espera de uma pessoa tão importante e tão influente como o Papa.

O fato é que nosso Papa (sim, Francisco ganhou a honra de ser considerado nosso) falou o que muitos católicos não praticantes como eu esperavam ouvir. A igreja precisa de reformas!

Confesso que ouvindo os discursos do Papa me deu vontade de me juntar aos três milhões e meio de pessoas que lotaram a praia de Copacabana no domingo.

Há muitos anos não vou à igreja regularmente. Não me considero menos crente ou menos católica por causa disso. Não rezo todas as noites mas sempre que o faço, faço de coração, peço e agradeço por tudo que tenho. Não lembro Dele só nas dificuldades. Tenho minha consciência tranquila. Abandonei a Igreja porque não concordo com muitas coisas enraizadas não só nos religiosos, mas nas pessoas que a frequentam.

Não concordo com o fato de minha mãe não poder fazer a comunhão porque é separada. Ela não é menos católica do que muitas pessoas que estão ali na missa, ela só fez o que era melhor pra vida dela. Isso é errado? Deus a condena por isso? Não creio.

Também não concordo algumas coisas que hoje são consideradas pecado como o uso da pílula anticoncepcional, o sexo antes do casamento, a homossexualidade. Espero de coração que esses e outros tópicos façam parte da pauta de modernização do pensamento da igreja.

Mas o que mais me incomoda são as próprias pessoas. A política do “faça o que eu digo não faça o que eu faço” impera. Muitas delas não colocam em prática no dia a dia os mandamentos divinos mas, pelo simples fato de irem à missa todos os domingos se acham mais fiéis do que os outros. Conheço muitos católicos assim mas sei que não são todos, ok?

A cada ano que passa a igreja católica fica mais fraca, atrai cada vez menos fiéis e é colocada em cheque a cada escândalo envolvendo os homens de batina. Mas essa evasão não é culpa somente dos escândalos, vem da raiz dos pensamentos e/ou mandamentos católicos que pararam no tempo. Quando não se dá assistência, quando se proíbe isso ou aquilo, quando não se acompanha os tempos modernos, as pessoas procuram a palavra de Deus em outras fontes.


O meu desejo sincero é que com o novo Papa e a reforma da igreja os jovens (principalmente) voltem à igreja, voltem a acreditar em Deus, busquem a palavra de deus como orientação, voltem a ter fé. Eu sinto falta disso. É preciso acreditar em alguma coisa, é preciso ter fé para superar dificuldades e desafios e seguir adiante.

quinta-feira, 18 de julho de 2013

O Facebook é fantástico!

De repente a gente se depara com a vida de pessoas que não víamos há muito tempo. E assim, de repente, percebe que ela trilhou caminhos que nem imaginava naquela época, que faz coisas que nem sabia que eram um dom... Hoje essa pessoa tem filhos, é casada, mora sozinha, é independente e seguiu um caminho profissional completamente diferente daquele que dizia que seguiria. Como é interessante ver que as pessoas mudam assim, da água pro vinho em alguns anos...

Depois desse oque de realidade, fio me perguntando se eu mudei assim também... Será? De repente me deu uma vontade louca de largar tudo, mudar de rumo, fazer o que eu gosto e me desprender daquilo que eu acho que as pessoas esperam de mim. Porque eu não faço isso?


O Facebook é fantástico. Com ele descobri que me falta coragem pra muitas coisas... Obrigada Facebook. Agora vou juntar toda a minha coragem e mudar o rumo das coisas!

quarta-feira, 10 de julho de 2013

E no meio de tudo...

É sempre assim... Tudo começa com um período de confusão, dificuldades e de repente, do nada, começa a dar certo.

E no meio de tudo isso, descubro que existem muitas pessoas se perguntando a mesma coisa que eu, passando pelos mesmos dilemas, dúvidas e conflitos. Descubro que nada disso é privilégio meu.

Geração Y. É assim que chamam todas as pessoas que estão nessa fase que (dizem) é normal. Então é relaxar e curtir o caminho ao invés de ficar pensando no final.

E você??  ESTÁ FAZENDO O QUE AMA NESSE MOMENTO?

Sem mais...


quarta-feira, 3 de julho de 2013

Confusão...

Hoje começo a me dar conta de algumas coisas...

Talvez essa não seja a hora de colocar em prática alguns planos que só existem na minha cabeça.
Talvez agora seja a hora de me concentrar em algo mais prático e certo do que nos meus sonhos.
Talvez essa seja a hora de recuar um pouco para aprender mais e depois agir com mais conhecimentos e habilidades.


São tantas coisas que me ocorrem que não sei mais se o que estou fazendo está certo ou não, se estou no caminho certo. E quando eu achei que uma conversa ia me ajudar a esclarecer algumas ideias me vi ainda mais confusa e encurralada nesse beco sem saída. 

segunda-feira, 1 de julho de 2013

Inspiração!

Hoje começa oficialmente o segundo semestre do ano. Apesar de achar que esses seis meses passaram voando e não desejar o mesmo para os próximos, sei que já já é Natal e começam as festas de final de ano e a terrível época de refletir...

Pra inspirar esse momento meio de ano, me deparei com essa frase do incrível Albert Einstein.


Um bom restinho de ano pra todo mundo e corre que ainda dá tempo de chegar no final do ano com uma penca de coisas da lista de promessas realizadas. 


quinta-feira, 20 de junho de 2013

Salão no palco

As dores no corpo já estão aparecendo e anunciando o que está por vir. Serão três dias cansativos, estressantes e muito, muito gratificantes.

Vou fazer por três dias seguidos uma das coisas que mais amo nessa vida: DANÇAR!

Quando voltei para a DiModelar Cia de Danças, não imaginei que seria capaz de fazer isso tão rápido e com tanta qualidade. Os preparativos estão a mil, ensaiamos quase todos os dias, discutimos, brigamos, pedimos desculpas e nos unimos para fazer o melhor de nós e do grupo no palco. Meu coração fica na boca só de pensar que é amanhã que começa a função toda.

Que saudade que eu senti dessa sensação esquisita! É uma mistura de medo, concentração, nervoso e confiança. Quem não conhece o frio na barriga que dá quando estamos ali atrás do palco esperando pra entrar não sabe o que realmente quer dizer desafio...

Vai doer no final, vão ficar as bolhas nos pés, os roxos, a saudade do palco e a imensa vontade de fazer tudo de novo!


Pra quem vai lá no Teatro prestigiar o grupo, já agradeço de antemão. Pra quem ainda está em dúvida, garanto que vale a pena. E pra quem não vai, deixo o convite pro ano que vem! 

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segunda-feira, 17 de junho de 2013

Acordamos!



Nessa última semana, nosso país foi marcado por manifestações violentas que mais retratavam uma guerra do que os pacíficos protestos que realmente tinham a intenção de ser. Guerra no Brasil?? Um país tão pacífico, tão festeiro, com um povo tão alegre e feliz? Sim!

A banda foi pra rua e o coro gritou “O POVO ACORDOU!”. E acordou mesmo. Está provando para os políticos corruptos e incompetentes do nosso país que não é só cumprir à risca a política do pão e circo pro povo calar a boca. Não basta mais colocar futebol e mulher pelada na TV pro povo deixar a safadeza rolar solta no congresso.


Se enganou quem achou que trazer a copa do mundo para o Brasil era a grande oportunidade de fechar negócios e “resolver” problemas que se arrastam há anos já que o povo estaria distraído com os jogos.

A Copa das Confederações mal começou e nós, o povo, estamos mostrando que temos voz e que vamos sim falar e falar alto! Demorou mas aprendemos que a nossa arma é maior, a nossa voz fala mais alto. 


Uma pena que em meio a protestantes pacíficos existam pessoas cujo único objetivo é manchar a legitimidade do processo e fazer baderna e bagunça. Mas nós não vamos deixar que esses poucos falem por nós. Quem vandaliza não nos representa!

Vandalismo? Não! Violência? Também não! Nem do povo nem da polícia.


A reportagem abaixo é da Folha e mostra uma visão clara do que foram os protestos. Das muitas que li e vi nessa semana, é, sem dúvida, uma das melhores. Minha alma jornalística não me deixa parar de pensar se o posicionamento da empresa seria o mesmo se uma jornalista da equipe que cobria o protesto não tivesse sido atingida no olho por uma bala de borracha.


Nós, imprensa, temos o dever de relatar o que aconteceu nesse campo de guerra que viraram as avenidas de São Paulo na última quinta-feira. Nós, povo, temos a obrigação de não desistir de lutar pelos nosso direitos e contra o que acreditamos que está errado.

O povo deixou de ser bobo. Graças à internet, não acreditamos piamente no que nos é transmitido pelas grandes emissoras de TV. Corremos atrás da informação, checamos e discutimos as ideias. Chega de jornalismo direcionado para a ignorância do povo. O povo reclama!


Sim! Nós queremos mais educação, escolas, saúde de qualidade e segurança. Não precisamos de mais estádios pagos com o nosso dinheiro que certamente vão se transformar em gigantescos elefantes brancos depois da Copa. De quem vai ser o problema depois que as lentes internacionais não estiverem mais voltadas pra nós?


Deixamos o “deitado eternamente em berço esplêndido” e adotamos o “verás que um filho teu não foge à luta”. Vamos defender o nosso país dessa minoria que nos domina. Porque o povo quando se junta tem força maior que a de um exército. Não existem balas suficientes para ferir toda a nação.


Que assim seja, até o fim!


Fotos desse post: Drago/SelvaSP 

quarta-feira, 12 de junho de 2013

Vou fazer diferente!

Hoje, enquanto todo mundo exalta o amor ao quatro ventos, eu vou fazer diferente!
Hoje, enquanto as pessoas apaixonadas estão vendo o mundo cor de rosa, eu vou fazer diferente!
Hoje, enquanto os solteiros choram o dia por não ter alguém ao lado, eu vou fazer diferente!
Hoje, enquanto os olhos do mundo estão voltados aquela pessoa que está ao nosso lado, eu vou fazer diferente!

Hoje eu vou olhar pra mim, cuidar de mim, ser mais eu em todos os sentidos. Vou gostar do que eu tenho de melhor e exaltar minhas qualidades, deixando um pouco de lado os defeitos que teimo em mostrar pra todo mundo que tenho.

Hoje eu vou dar atenção especial a pessoa mais importante do mundo na minha vida... Eu. Porque se isso não for feito, aqueles que estão ao meu lado vão sofrer com meu mau humor, minha falta de amor próprio e meu stress.

Hoje vou ser eu mesma do jeito que eu gosto, como se não existissem essas coisas que deixam a gente fraca e sensível, que nos aborrecem e tiram o brilho do olhar. Vou ser a minha essência de menina com minha cabeça de mulher.

Hoje não vou tomar decisões importantes que não possam esperar um pouco para serem tomadas e vou dedicar meu tempo a fazer o que eu gosto, sem pensar em mais ninguém. Acordei um pouco egoísta hoje...

Faça algo diferente você também!

Bom dia!

sexta-feira, 7 de junho de 2013

Stress sai de mim!!

Ando em uma época em que todo o stress que pode existir dentro de mim está se manifestando no meu corpo em forma de alergias, gripes e outras coisinhas nada agradáveis desse tipo.

Sabe o que é pior? Embora meu corpo diga que estou virada em um poço de stress, não me sinto assim. Eu acho que as coisas estão melhorando, que meus ânimos estão controlados, mas enfim... Meu corpo não concorda...

A única saída que encontrei foi buscar atividades alternativas que (dizem) aliviam o stress. Uma delas é o artesanato. Comprei tudo para fazer cartonagem, já que não nasci com o dom da costura e do crochê que praticamente toda a família tem. Ainda não consegui colocar as mãos no tal do material e ele tá lá, todo dia me olhando e me lembrando que eu preciso reservar um tempo pra ele.

A outra coisa que resolvi fazer foi andar de bicicleta. Incomodei a santa criatura que me namora até ele arrumar a bicicleta que não usa mais e me dar. Detalhe, moro em apartamento (um pequeno apartamento) e no prédio não tem bicicletário. Com milhões de coisas pra fazer é lógico que ainda não consegui tirar a bike do corredor que virou estacionamento.

Resumo da ópera: na tentativa de aliviar o stress, acabo sempre gerando mais e mais preocupações e ansiedades na minha cabeça perfeccionista, detalhista e cri-cri.


Stress por favor, sai desse corpo que não te pertence!!

quarta-feira, 5 de junho de 2013

Pessoas invisíveis

Detesto admitir meus erros, mas dizem que esse é um dos caminhos para acertar, então...

Muitas vezes eu não vejo as pessoas invisíveis... Essa frase pode parecer ridícula num primeiro momento, mas vou tentar explicar.

Pra começar, vamos definir quem são as pessoas invisíveis. São aquelas que andam maltrapilhas pelas ruas da cidade, muitas vezes sem rumo, pedindo dinheiro, comida ou o que quer que a sua caridade possa dar. São pessoas que não tiveram oportunidades ou que as tiveram mas não conseguiram aproveitar da melhor maneira. Aos poucos, elas vestem o manto da invisibilidade. A sociedade passa a (fingir) não enxergá-las.

Me deparei com esse assunto dias atrás, quando estacionamos o carro em frente ao prédio que moro e percebemos à frente um homem, já conhecido nas redondezas por ficar vagando dia e noite, atirado no chão. Mais atrás vinha um grupo com dois casais que deviam ter entre 50 e 60 anos. Quando as duas mulheres avistaram o homem atirado no caminho, atravessaram na mesma hora. Nos olhos elas carregavam desprezo e medo.

Descemos do carro e não mudamos o nosso trajeto por causa do homem. Lucas, que sempre conversa com ele e dá algumas moedas embora eu sempre diga que ele vai gastar tudo em drogas e bebidas, parou e perguntou o que tinha acontecido ao homem estirado no chão. Quando vi os olhos dele, completamente vidrados, e ouvi ele dizer que aquilo estava machucando ele, senti um misto de pena, tristeza, impotência e uma vontade louca de chorar e abraçar aquele homem.

Mas o sentimento que mais doeu em mim e sou obrigada a reconhecer isso, foi a vergonha. Quantas vezes eu tive medo dele? Quantas vezes eu passei por uma pessoa em situação semelhante e fingi que não via? Quantas vezes eu ignorei o mendigo que pede esmola no sinal? Quantas vezes o medo, o nojo, o desprezo e a pena estavam nos meus olhos? Quantas vezes pensei em ajudar e não fiz isso? Quantas vezes eu podia ter estendido a mão e não o fiz?

Eu sei que a violência existe e não é pouca. Mas será que se a gente parar para ajudar, dar a mão, uma palavra que seja, essa pessoa não vai se dar conta que não somos indiferentes? Será?


O homem levantou com as moedas de Lucas nas mãos e saiu caminhando.