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terça-feira, 26 de janeiro de 2016

Parabéns pra você!

Tanta coisa aconteceu que nem sei por onde começar. Tantas coisas mudaram em mim, na minha vida, na vida daqueles que amamos, no mundo... Só tem uma coisa que nunca muda, a falta que tu faz, a saudade que sentimos de ti todos os dias.

É batata, família reunida, mesa posta, comida farta, conversas, risadas e a certeza de que tu está por ali. Papo vai papo vem, uma lembrança surge e puxa outra e outra e muitas outras...

Se tu estivesse aqui, eu estaria agora me arrumando pra ir ao teu encontro, te dar aquele abraço apertado, comer o churrasquinho feito com tanto carinho, cantar parabéns e comer bolo contigo.

Mas não é assim... Hoje tu não está mais entre nós. Já nem sei quanto tempo faz, mas sei que não foi e nunca será suficiente pra esquecer de ti, do teu sorrisão largo e das brincadeiras irritantes.

Hoje, meu modo de te dar parabéns é assim, lembrando, escrevendo, rezando, rindo e chorando, porque hoje, só me restam as lembranças boas que tu deixou, só me resta olhar pro céu, procurar a estrela mais brilhante e agradecer.


Obrigada vô! Parabéns!

segunda-feira, 21 de setembro de 2015

Bobi, Bito, Brito, Bobito

Mãe, eu não gosto de tirar foto. Me deixa aqui no meu cantinho.
Cheguei em casa hoje e tu não estava ali, deitado no sofá esperando por mim. Lembrei. Chorei. Doeu.

O tempo que tivemos juntos foi bom, mas me parece que foi tão curto.

Ontem mesmo eu te peguei no colo como uma bolinha cheia de pelos. Logo em seguida tu cresceu e me acompanhou em muitos passeios e viagens.

Ficou doente algumas vezes e em todas elas eu estava ali, cuidando de ti, te dando o meu melhor carinho. Quando foi a minha vez de sofrer e chorar tu, mesmo sem poder fazer muito, ficou ali, do meu lado, angustiado e choramingando junto comigo. Pedindo carinho como se soubesse que uma gracinha tua já ia ser suficiente pra acalmar meu coração. E foi.

Close no focinho preto.
Um dia, cheguei em casa e tu não tava lá. Te deram para outra pessoa que eu nem sabia quem era. Quis o destino que eu te encontrasse no mesmo dia na rua, passeando com o novo dono. Eu chorei de um lado e tu do outro. No fim do dia tu já estava em casa de novo, junto comigo.

Minha única companhia quando chegava em casa tarde da faculdade. Tu acordava com aquela cara amassada e os pelos marcados só pra ficar do meu lado enquanto eu jantava, tomava banho e ia dormir. Aliás, dormir era tua atividade favorita... Dormir com qualquer uma de nós, com a cabeça bem apoiada na dobra das pernas.

Tu sempre aguentou as brincadeiras que fizemos contigo. Sempre foi paciente e quando a coisa ficava demais ia se esconder de nós no teu cantinho.

No Natal eu virei Papai Noel!
Mais um tempinho passou e rapidamente a tua energia de infância deu espaço a um velhote rabugento, cheio de manias e manhas. Mas o teu jeito delicado de subir na cama não mudou. Era raro perceber de tão leve que era teu pulo.

Pulos e pulos depois os sinais da tua idade foram aparecendo cada vez mais. Aos poucos os pulos foram ficando mais raros, a palavra passear já não te fazia mais ficar de orelhas em pé e as dores nas costas que insistiam em aparecer te incomodavam.

Minha mãe parece a Felícia. Socorro!!
No início desse ano nos separamos, fui morar na minha casa e achei que seria melhor para um senhor da tua idade ficar onde sempre esteve. Achei que uma mudança dessas não te faria bem. Hoje, carrego um pouco dessa culpa egoísta no meu coração. Queria ter passado mais tempo contigo, dando pra ti o meu melhor carinho e recebendo de ti o amor mais puro do mundo.

Nessa última semana te trouxe comigo. Vi de perto teu sofrimento e sofri junto contigo. Cuidei de ti mais uma vez, a última vez. Não quis acreditar que não tinha mais jeito. Fui até onde deu. Nos últimos dias, parece que eu conseguia ver lágrimas nos teus olhinhos castanhos. Resisti o quanto pude, mas não conseguia mais te ver sofrendo, sem caminhar, sem conseguir ser o cachorrinho sapeca e sem vergonha que tu sempre foi, aquele que dava pulos altos e corria atrás dos gatos e da bolinha com uma energia incrível. Desculpa.

Hoje o dia acordou chuvoso e cinza, assim como o meu coração. É doloroso andar por aqui e não ouvir o barulho das tuas patinhas pelo chão ou os teus choramingos pedindo um pouco de atenção. É péssimo olhar para os lugares onde tu deitava e perceber que tu não está mais por aqui. Dá um aperto no peito...

Para a eternidade...
Digo hoje sem medo de cometer exageros que essa foi a decisão mais dolorosa e difícil que já tomei na vida. Se foi a certa eu não sei. Dizem que foi.

A única certeza que eu tenho é que tu foi um grande amigo e companheiro de quatro patas e que me ensinou muitas coisas nesses 15 anos, mesmo sem uma palavra.

Lamento e vou lamentar sempre não ter passado mais tempo contigo, não ter te dado mais atenção e carinho.

Obrigada meu amigo. Vai com Deus e fica cuidando de nós de onde quer que tu estejas.

Ah... E se der, aparece em um dos meus sonhos qualquer noite dessas pra gente brincar de novo.

sexta-feira, 26 de setembro de 2014

Era fotografar ou viver. Eu escolhi viver.

E aquele momento único eu não consegui capturar. Porque eu, logo eu que sou fotógrafa e tenho uma câmera maravilhosa, não fui capaz de fotografar aquele momento?

Era a primeira vez que colocávamos a chave na porta daquele que vai se tornar o nosso primeiro lar. Não se faz isso duas vezes na vida. A máquina estava ali, preparada. Guardei.

Era fotografar ou viver. Eu escolhi viver.

Escolhi guardar cada segundo, cada sensação, cada lágrima de emoção daquele momento que não durou mais que um minuto na minha memória. Decidi eternizar o sentimento e não a imagem. Guardei no coração, não no papel.  

Fecho os olhos e consigo voltar exatamente àquele segundo. Sinto o coração bater forte e aquela mesma lágrima que correu lá, corre agora. Lembro perfeitamente de cada canto do apê, dos sorrisos, das palavras, das juras. Sinto o abraço, o beijo, o cheiro de casa fechada, vejo as janelas se abrindo e escuto o champanhe estourando.


Tem coisas na vida que vale a pena serem guardadas só na lembrança. Há quem diga que se lembra melhor através das fotografias. Pra mim, se você não consegue fechar os olhos e sentir tudo de novo, cada sensação, os mínimos detalhes, me desculpe a franqueza, mas você não conseguiu viver aquele momento intensamente. 

quarta-feira, 20 de agosto de 2014

Revendo pingos sem i’s

Hoje fiz uma coisa que já não fazia há anos... Abri meu google drive (que na época em que eu ainda usava se chamava google docs). Abri para escrever uma “to do list” para poder acessá-la do trabalho, de casa ou do celular, enfim, para facilitar a vida.

É incrível como a vida reserva surpresas pra gente né?!?!

Abri o negócio e me deparei com textos inacabados desde 2009... De alguns eu me lembrava um pouco, de outros senti vergonha de ter escrito e de alguns outros ainda, eu sequer imaginava que tinha guardado em algum lugar. Tinha até o projeto de um livro (sim, eu fiz um projeto de livro).

Foi engraçado ver o jeito que escrevia há anos atrás. Foi também uma surpresa ler alguns textos tão profundos que me emocionaram ao ler, talvez pelo seu conteúdo tão sentimental. Ri de mim mesma em alguns momentos e chorei quando li um texto intitulado Dudu. O fato é que foi uma grata surpresa ter me deparado com uma Gabriela que não via há tempos e notar que, apesar de ter mudado muito, a essência continua a mesma.

Reler aqueles textos foi como receber hoje uma carta escrita por mim anos atrás. Estranho. Legal. Emocionante.

Vendo algumas linhas desconexas, sem sentido, soltas como se estivesse escrito para lembrar depois da ideia (e eu continuo fazendo isso até hoje), tive vontade de continuar o raciocínio de onde parei. Me contive. A facilidade de apagar e modificar o que foi escrito no computador quase me venceu, mas eu consegui segurar a vontade e deixar os arquivos preservados como se os tivesse escrito em uma folha de caderno.

Aos poucos, vou organizar as coisas para colocar aqui no blog.

quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

Um velho amigo secreto

Minha filha, não te preocupa. Não tem problema tu lembrar cada vez menos de mim, não mencionar meu nome há tempos, não lembrar do meu aniversário. Eu continuo te amando e te cuidando do mesmo jeito. Estarei pra sempre aqui, zelando por ti.

Não pensa não que eu não sei das estripulias que tu anda aprontando por aí. Já te falei que beber daquele jeito não leva a nada além de uma grande dor de cabeça no dia seguinte.

Eu conheço o teu namorado de perto. Aliás, eu nem ia te contar, mas os caminhos de vocês terem se cruzado é um pouco por culpa minha. E eu sei que ele cuida bem de ti e que te faz feliz. Isso é o que importa.

Eu estava lá aquele dia. Senti que tu precisava de mim e estava lá, sentado na primeira fila pra te ver brilhar no palco do teatro. Não preciso dizer o quanto meu peito se encheu de orgulho.

Eu sei que tu aprontou bastante com os que te amam. Foi pra Londres, morou em Curitiba, deixou tudo e todos. Sei o quanto tu sofreu com a saudade e sei também que tu amadureceu muito e cresceu com a distância. Não morreu. Voltou. Sejam bem vinda. Aqui é o teu lugar. O mundo te pertence, mas a tua casa é aqui.

Finalmente sossegou num emprego bom né. Pelo menos pelos próximos meses ou até que o vento bata de novo e mude o rumo da tua jornada. Tudo pode acontecer.

Vai minha menina. Tu virou mulher. Acredita em ti, no teu potencial, em tudo que tu é capaz. Não é porque eu não tô aí pra te dizer isso que tu não vai acreditar.

Não esquece que a vida é uma só. Aproveita. Vive. Pensa menos nas coisas que tu quer ter e pensa mais, muito mais naquilo que tu vai te tornar daqui alguns anos.

Aproveita os que ainda estão contigo porque assim como eu, ninguém vive pra sempre. Não quero que tu te arrependa de não ter dito eu te amo ou de ter dado uma patada em quem só queria um pouco de carinho. Presta atenção nisso. Algumas pessoas cruzam o teu caminho pra te ajudar, mesmo que as vezes pareçam chatas, elas estão ali pra isso. Paciência.

Eu sei que agora, sozinha aí no quarto, tu queria conversar comigo. Fala. Eu tô aqui, tu sabe disso. Estarei sempre. E as minhas respostas virão sempre. Fica atenta, porque todos os dias eu me comunico contigo nas pequenas coisas e talvez tu nem perceba.

Te cuida.

Com carinho do teu amigo secreto. 

terça-feira, 31 de dezembro de 2013

Mais um ano que se vai...

Esse 2013 foi cheio de surpresas... Tantas coisas aconteceram e ainda assim, eu tenho a sensação de que não saí do lugar.

Não vou fazer uma retrospectiva de tudo que aconteceu porque o que passou já foi e o importante agora é relembrar as lições e aproveitar o melhor de cada uma delas para que possamos crescer ainda mais no ano que chega.

Esse ano conheci muitas pessoas que se tornaram importantes pra mim e que vou levar pra sempre no coração; conheci também pessoas que me decepcionaram muito e me lembraram que desde pequena aprendi a virar as páginas da vida e seguir em frente; passei por provações fortes no meu relacionamento e percebi que, como dizem os sábios, as dificuldades nos fortalecem e fazem amadurecer; tive que aprender coisas que achei que seriam fáceis e vi que não foram tão fáceis assim mas também não foram tão difíceis como me disseram que seriam; percebi que julgar os outros pelas escolhas que fazem é bobagem porque só quem pode entender as decisões é quem tem que escolher...

Agradeço por cada momento desse ano que passa e espero ter aprendido com ele para não repetir os erros e também para reproduzir os acertos sempre! Obrigada 2013 por todas as lições e ensinamentos.


Que 2014 seja ainda melhor, me surpreenda e ensine muito mais!! 

sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

Curitiba x Porto Alegre

É impossível visitar ou morar em uma cidade diferente e não fazer comparações. Aliás, essa é a coisa mais gostosa de conhecer outro lugar, perceber as pequenas e grandes diferenças que podem haver entre culturas.

Curitiba e Porto Alegre, embora sejam cidade próximas (600 km aproximadamente), são muito diferentes culturalmente.

Não vou citar todas porque são muitas, mas algumas, valem a pena ser destacadas...

- Gastronomia: em Curitiba a gastronomia é super desenvolvida (comparando a Porto Alegre).  A começar pela decoração. Em qualquer barzinho, boteco ou restaurante vê-se que o ambiente foi pensado em cada detalhe, desde as cores, objetos, móveis, enfim... Outro diferencial é o conceito. Cada lugar tem o seu conceito seja uma padaria que só faz pães artesanais, não utiliza farinha branca em nenhuma das receitas e só abre das 16h às 20h ou um café totalmente inspirado em New York que te transporta ao ambiente e serve o melhor cheesecake que já comi na vida. Fato: os curitibanos sabem comer bem e tem muitas opções maravilhosas para quem quer fazer uma orgia gastronômica. De fato, toda essa experiência tem um custo. O preço, comparando, é mais alto. O atendimento também muitas vezes deixou a desejar.

- Vocabulário: pra mim, essa é a parte mais divertida quando viajamos pelo Brasil! Ouvir alguém dizer que vai descascar uma mimosa te faz pensar em que?? Com certeza não é em bergamota ou tangerina. Aqui no sul, o semáforo é sinaleira, lá vira homem e se chama sinaleiro. A padaria fica chique e vira panificadora. Uma torrada de cacetinho com presunto e queijo vira um prensado de pão francês com queijo e presunto. Lomba é uma coisa que não existe e o viaduto pra eles se chama elevado. Sabe pão de sanduíche?? Lá é broa. Broa pra mim é aquela de polvilho, mas tudo bem... Mas o mais esquisito é o penal. Sério!! Penal é estojo. Aquele de guardar lápis, borracha e caneta sabe? Quando me falaram “pega o penal”, fiquei com aquela cara de quem acaba de ouvir um alemão falando.

- Pessoas:  existe um senso comum de que o curitibano é mais individualista, fechado, antipático, curitiboca, como eles dizem. Adoraria dizer que não é verdade, mas infelizmente, a imensa maioria deles é assim. É claro que cruzei com algumas exceções, pessoas ótimas, comunicativas, faladoras, mas no geral... Uma das minhas maiores crises em Curitiba, foi quando, depois de um mês morando no mesmo prédio, me dei conta que os porteiros sequer me davam bom dia, boa noite, boa tarde. Nem um oizinho, um resmungo que fosse pra responder ao meu cumprimento. Sabe aquela coisa básica de sorrir ou acenar para o vizinho quando encontra no hall do condomínio? Não existe. É triste, mas é verdade. E os próprios curitibanos sabem e comentam o assunto. Esse vídeo exemplifica exatamente o que eu quero dizer...

- Trânsito: esse é um tópico que me chocou. O trânsito de Curitiba é extremamente mais organizado do que em Porto Alegre. Parar em um cruzamento, nunca! Respeitam os sinais, as preferenciais... Mas como nem tudo são flores... É só ver um pedestre atravessando a rua que eles já começam a acelerar, como se fosse divertido ver a pobre criatura dar aquela corridinha tosca e desesperada pra chegar do outro lado da rua. E como dirigem rápido e grudados na bunda do carro da frente. Perdi a conta de quantas batidas vi pela rua. Coisas bobas que viram acidentes feios e poderiam ser evitados se não andassem tão perto um do outro.  

Curitiba vai deixar saudade, principalmente pela experiência e pelas pessoas que conheci e que fizeram parte da minha rotina curitibana e fizeram com que eu me sentisse, nem que fosse um pouquinho, em casa. Não posso negar que voltei um pouco curitiboca também. É impossível visitar a cidade e voltar sem trazer um pouco dela dentro de mim.

quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

13 lições de Curitiba

Esses três meses que morei em Curitiba fizeram com que me conhecesse melhor e tomasse algumas decisões que vou levar pra vida toda. Algumas delas estão escritas aqui, outras eu guardo pra mim porque infelizmente não consegui colocar as ideias em palavras...

- Eu não consigo e não quero viver longe das pessoas que eu amo e, enquanto eu puder escolher, vou escolher a felicidade, o brilho nos olhos, a paz de espírito que elas me dão só de estar por perto e que não encontro em lugar algum.

- Dinheiro nenhum no mundo paga ou sequer ameniza a saudade das pessoas que amamos. Quando a saudade bater forte, o dinheiro vai embora nas passagens e ligações que você vai fazer. Pense se vale a pena.

- Trabalhar duro é importante, dinheiro é importante para nos dar o conforto que precisamos/queremos. Mas sempre que possível, faça algo de que realmente gosta. Assim, as coisas ficam muito mais fáceis.

- Educação a gente aprende em casa e pratica na rua. Preserve isso! Lembre-se de tudo que teus pais ensinaram e pratique. Pratique sempre! Você não é melhor que ninguém. Não importa qual o seu cargo ou seu salário. Você continua igual aos outros. Poder pagar por coisas caras não te dá o direito de ser mal educado com ninguém. Ninguém mesmo!

- Peça conselhos. Escute os mais experientes. Mas não esqueça que a sua vida é uma só e pertence única e exclusivamente a você. Ninguém sabe o que você sente, o que passa ou o que é importante pra você. Escute, pense, pondere e decida. A discussão é solidária, a decisão é solitária.

- Quando tiver que tomar uma decisão importante, pense em que impactos isso vai ter na sua vida e se você é capaz de (com)viver com eles. E não se esqueça que as consequências reais podem não ter sido previstas por você. Aguente.

 - Aqueles que te criticam, que dão conselhos e opiniões sobre a sua vida ou não te conhecem ou morrem de inveja da tua coragem. Nesse caso, não se importe com o que eles dizem e não deixe que nada influencie nas suas decisões. Quem vai conviver com elas é você mesmo, não eles.

- Aprenda a se virar sozinho. Dependa o mínimo possível de quem quer que seja para fazer as coisas básicas da sua rotina. Seja independente. Busque essa independência sempre. Acredite que pode ser divertido fazer programas onde a sua melhor companhia é você mesmo.

- Faça amigos. São eles que vão te apoiar nos momentos difíceis. Eles vão estar ali quando a sua família não estiver. Escolha-os bem.

- Adapte-se. A vida vai te dar milhares de situações para viver. Viva cada uma delas intensamente, aproveite os momentos, arrisque-se. No final das contas, o que levamos são as experiências que vivemos e não as coisas que temos.

- Curta a saudade, fique triste, chore, descabele-se. Até os momentos de tristeza terminam. Curta-os intensamente, aprenda as lições e levante-se. As decepções, obstáculos, quedas existem para nos fazer perceber o que é realmente importante e não para nos matar. Acredite, você não vai morrer se tiver uma grande decepção ou perda. Faça de cada situação um aprendizado e siga em frente mais forte. O que não mata, fortalece.

- Cuide-se. A sua saúde é a coisa mais importante que você tem. Sem ela, nenhum dos itens anteriores é possível. Faça exercícios, caminhe, corra, sorria, alimente-se bem. Pequenas coisas podem ter um grande efeito a curto, médio e longo prazo.

- Se no final de tudo, você perceber que não está feliz mesmo tendo tomado a decisão racionalmente mais acertada, não tenha vergonha de recomeçar. Sempre é tempo de começar de novo e descobrir mais sobre si mesmo. Não tenha medo, é errando que se aprende.

terça-feira, 7 de maio de 2013

Voltei... De novo!

Hoje faz exatamente um ano que coloquei meus pés de novo em Porto Alegre. Cheguei de Londres!

Lembro da emoção de quando o avião pousou no aeroporto e eu só conseguia pensar em ver os meus novamente. Chorei!
A minha vontade agora é chorar. Lembrar das coisas que se passaram por lá é tão emocionante, parece que vivo tudo mais uma vez.

Hoje, fazendo essa reflexão, fiquei pensando nos lugares que visitei e quais eu visitaria de novo se pudesse...
Acho que um deles seria a Tower of London (Torre de Londres). Poucos lugares conseguiram me transportar para uma época tão específica como esse. Não tem como não se sentir em um feudo da idade média. O ar que se respira ali é diferente, cada pedra tem uma história, cada canto do castelo abrigou reis, rainhas, princesas, prisioneiros, camponeses... Impossível de esquecer.

 
Outro lugar que tem esse poder é a Tower Bridge. Vale subir e ver Londres todinha lá de cima. É uma obra magnífica de engenharia e até eu, que não sou uma grande interessada pelo assunto fiquei boquiaberta ao saber que tudo ainda funciona como antigamente e praticamente com os mesmos sistemas hidráulicos.

 
Para quem se importa com religião e curte (como eu) visitar igrejas e templos sempre que viaja, a Westminster Abbey (Abadia de Westminster) é parada obrigatória. Quando estamos longe de casa e a saudade bate, procurar abrigo em Deus é a melhor saída. Além de ter túmulos de reis, rainhas e personalidades como Isaac Newton e Charles Darwin, o que mais me chamou atenção foi quanto pedem que todos os presentes parem o que estão fazendo, fiquem em silêncio e participem de uma oração. Isso acontece de hora em hora. Foi um dos momentos mais emocionantes pra mim. Sentei em um banco da igreja e fiquei ali, rezando, lembrando, sentindo, pensando.  

 
Londres é uma cidade grande, muito bonita, que mistura o antigo com o novo, que cultiva, preserva e se orgulha da sua história. Os parques de Londres são outro exemplo de preservação, limpeza e beleza. É possível ficar um dia inteiro apreciando as belezas do Hyde Park, por exemplo. Além de ser muito grande e movimentado, é lindo. Lago, animais soltos, pessoas andando de bicicleta, patinete (sim, lá o patinete é um meio de transporte comum para pequenas distâncias) ou a cavalo. Mas a minha paixão foram os esquilos. Eles são fofos, não tem medo de gente e chegam bem pertinho se você tiver qualquer coisa de comer nas mãos.


E além de tudo isso, o que ficou pra mim, foi a experiência e as amizades que fiz por lá. Uma delas, talvez a mais importante, é com a suíça Christa. Como é incrível o poder que as circunstâncias tem de unir as pessoas. Passeamos muito juntas, nos divertimos pra caramba, ficamos amigas de verdade e choramos feito duas crianças na hora da despedida.


Hoje, fica a saudade de tudo isso, da cidade, da experiência, dos sufocos, da minha amiga, da liberdade...
Valeu! Um ano depois de ter voltado, eu posso dizer que faria tudo de novo, exatamente igualzinho. Agora, só posso dizer uma coisa: “Londres, um dia a gente se vê de novo!”

segunda-feira, 11 de março de 2013

Saudade de sentir saudade


Parece que foi ontem que eu entrei naquela sala de embarque sozinha com olhos molhados e o rosto inchado de tanto chorar a saudade que eu tinha certeza que ia doer assim que eu entrasse no avião.

Hoje faz exatamente um ano que cheguei em Londres. Uma cidade desconhecida que me esperava cheia de novidades, medos, surpresas e desafios.

Aprendi muito durante os dois meses que estive lá, e hoje, um ano depois, sei o quanto me valeu a viagem e sei também que aproveitei cada segundo que estive lá apesar das dificuldades que passei.

Nem tudo são flores... É difícil lidar com a saudade. É difícil deixar a sua cidade e se ver, de repente, sozinha em um lugar onde não falam a sua língua, onde é você quem tem que aprender e se adaptar a cada instante. Deixei pra trás minha família que me dá segurança sempre que me sinto frágil, meu namorado que me dá carinho quando me sinto sozinha, triste ou simplesmente quando preciso de um abraço, meus amigos que me divertem sempre.

Foi difícil... Mas foi maravilhoso!

Foi bom me descobrir, me reinventar, me conhecer. Saber quais são as minhas preferências e vontades, do que eu gosto e do que não gosto...

Cresci. Amadureci. Voltei.

Hoje, olhando as fotos que tirei durante a viagem, não consigo organizar em palavras o que sinto. É uma confusão de sentimentos...

Fico feliz pela experiência, relembro todas as angústias e posso me sentir novamente lá, chorando de saudades depois de desligar o Skype, estudando todas as noites antes de dormir, planejando os lugares que iria conhecer no outro dia, escrevendo para transmitir um pouco do que estava se passando por lá, me esforçando para curtir tudo da melhor maneira possível...

Engraçado sentir esse nó na garganta... Sinto saudades... Saudades da “independência”, saudades de ter apenas a preocupação de estudar e aproveitar ao máximo a estadia, saudades de sentir saudades...

Ás vezes fico me perguntando: se pudesse voltar, ficaria mais tempo?

Não sei... E confesso que essa pergunta me angustia um pouco... Não gosto de pensar no “SE”...

A única certeza que eu tenho é que Londres é uma cidade encantadora, mágica e muito atraente e para onde voltarei em outras oportunidades sempre que possível.

segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

Epitáfio

Aqui jaz um ano bom que trouxe alegrias e tristezas como todos os outros.

Um ano que começou como um sonho, ensinando de um jeito difícil, mas prazeroso, como é ser gente grande. Mostrou as dúvidas, os medos, a saudade, o reencontro, o amor e as certezas.

Um ano que confirmou serem verdade as coisas do coração, que fortaleceu os sentimentos e fez nascer laços eternos.  Ensinou o valor da amizade e provou que o tempo é o melhor remédio para as maiores dores e mágoas. Mostrou que alguns amores são pra sempre e que são nesses que a gente tem que confiar sempre!

Um ano que provou que basta acreditar para que as coisas aconteçam e que não precisamos saber como elas vão acontecer, elas simplesmente acontecem se a gente acredita.

Um ano que começou maravilhoso e foi amornando aos poucos. No meio do caminho trouxe dores e lágrimas, mas nem por isso deixou de ser bom. Mesmo assim, sofrendo, aprendemos alguma coisa.

O que ele trouxe de mais valioso não saberia dizer. Só sei que me despeço com a certeza de que ele será inesquecível.

Cresci, sofri, chorei, sorri, caí, levantei e hoje me sinto mais forte para encarar o ano que segue.

Obrigada por tudo 2012!

sexta-feira, 20 de julho de 2012

Espiadinha


Sabe saudade??

Não estou falando de saudade de alguém, mas saudade de tempo.

Pois é... Hoje bateu uma saudade de um tempo que passou... Culpa de fotos, vídeos, músicas e outras coisas que me transportam direto para lá.

Em certos momentos a vida pede (obriga) que a gente faça escolhas. Escolher o caminho que vamos seguir não é fácil. Se pelo menos fosse possível dar uma espiadinha no futuro pra ver como seria... Mas não dá! É preciso escolher no escuro, medir na hora os prós e contras, pensar, refletir, discutir e decidir.

Eu fiz a minha escolha, não me arrependi nem um momento. Mas hoje, vendo que o caminho número 2 me levaria para um lugar totalmente diferente do que eu já imaginei pra mim e que eu com certeza gostaria de estar lá, me bateu uma vontade de pegar o caminho de novo...

Agora, o destino me aparece de novo com uma escolha dessas... E de novo, uma guerra começa dentro de mim.
Minha cabeça diz que agora é mais difícil, as coisas já estão encaminhadas para um lado diferente, já fiz meus planos, já reprogramei a minha vida certinha, já tracei novos objetivos, que o passado fez a sua parte e foi, passou... Mas o meu coração tenta sair do sufocamento em que o coloquei para gritar algo do tipo “Me segue que tu não vai te arrepender!”.

Se pelo menos fosse possível dar uma espiadinha no futuro...

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Máquina do tempo

Estranho entrar de novo naquele lugar, caminhar nos corredores, reconhecer os professores daquela época que ainda continuam os mesmos.

Quando ouvi o sinal do recreio tocar, senti como se tivesse voltado no tempo, aos 14 ou 15 anos. Lembrei dos colegas, cada um deles, como se ainda estivéssemos ali. Éramos tão unidos, parecia que aquela amizade nunca ia se apagar, era o que a gente queria. Como será que estão hoje, tive notícias de poucos...

Fiquei ali, ouvindo aquele barulho de colégio que tanto fez parte da minha vida e que hoje, pra falar a verdade, me incomodou um pouco. Foi bom relembrar o tempo em que éramos tão inocentes e nos achávamos o máximo, achávamos que podíamos tudo, que nada ia nos atingir.

Entrei na sala que um dia foi minha e ela continua igualzinha, as mesmas mesas, cadeiras, quadro, tudo igual. O que muda são as pessoas que ocupam cada lugar, o grupo que substitui o anterior.

Tudo igual e tudo diferente ao mesmo tempo. O colégio evoluiu, fez reformas, melhorou sua estrutura, mas a parte antiga, a parte que conheci muito bem, essa continua a mesma, com os mesmos ladrilhos nas paredes, com o mesmo cheiro nos corredores, as mesmas pias e espelhos nos banheiros.

O mais estranho de tudo, é olhar os professores. Alguns continuam lá e devemm ter estranhado a minha cara de surpresa olhando pra eles. Seria pretensão minha querer que eles me reconhecessem, mas eu os reconheci. Cada aula, cada lição inesquecível e as tantas outras que não entraram na minha cabeça.

O tempo passou, eu passei, nós passamos, mas o colégio continua lá, em pé e vivo.

terça-feira, 23 de agosto de 2011

Nostalgia

O tempo vai passando, vamos crescendo, nos desenvolvendo, virando gente. De repente nos olhamos no espelho e vemos que as coisas aconteceram tão depressa que poderíamos ter aproveitado melhor esse ou aquele momento, ter feito isso ou aquilo diferente.
Nos damos conta de que para algumas coisas foi dado valor maior do que elas mereciam e que para outras, que antes não julgávamos importantes, deveríamos ter dado mais atenção. Nos pegamos falando coisas que ouvimos muitas vezes dos mais velhos e dando conselhos aos mais novos, os mesmo conselhos que nunca ouvimos atentamente.

E de repente, quando decidimos fazer aquela tão adiada limpeza nos arquivos do computador, nos deparamos com fotos antigas, músicas que lembram momentos marcantes, textos que escrevemos para alguém, conversas de MSN com pessoas que já nem fazem mais parte da nossa vida.

Aí, vem as lembranças frescas como se tudo tivesse acontecido ontem, as alegrias, tristezas, mágoas, confusões... Revivemos tudo de novo... Bate aquela saudade dos amigos antigos, dá raiva daquela pessoa que nos fez sofrer e uma vontade de rever aqueles que já se foram...