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sexta-feira, 15 de maio de 2020

Vamos falar sobre terapia?



Em janeiro de 2019, determinada a colocar em prática uma das minhas resoluções de ano novo, “CUIDAR DE MIM”, comecei as minhas sessões de terapia.

Meu motivo principal era entender o que se passava aqui dentro que não me permitia manter o foco em um processo de emagrecimento. Desde que me conheço por gente vivo num efeito sanfona sem fim...

Nesse um ano e meio de terapia já descobri tanta coisa sobre mim que às vezes nem me lembro o motivo que me levou até lá... Já tive crise de riso, já gastei muitos lenços de tanto chorar, já brinquei, já aprendi muitas lições no quadro branco, já fiz testes, já conversei sobre coisas aleatórias, já pedi milagre, já fiquei braba, já levei soco no estômago e tapa na cara (não literalmente, óbvio), já quis ir embora correndo, já quis voltar mais de uma vez por semana, já li livros maravilhosos, já escrevi no meu caderninho, já fiz testes e achei que tava tudo errado, já quase pedi alta, já achei que era um caso perdido... já aprendi tanto sobre mim que nem me lembro como era a Gabi de antes.

Nesse tempo resolvi algumas questões familiares que nem imaginava que estavam pendentes; aprendi que tenho alguns “botõezinhos” que quando apertados me fazem reagir de uma maneira muito intensa e que preciso aprender a controlar essa intensidade; entendi que me respeitar é a melhor maneira de chegar a algum lugar; percebi que tenho algumas dificuldades que não sei ainda de onde vem, mas vou descobrir; aprendi a não aceitar algumas “bolinhas” que as pessoas atiram em mim e a devolver outras sem machucar ninguém...

Se tem alguém se perguntando sobre fazer ou não fazer terapia, só tenho um conselho: FAZ!

Deixa os medos e preconceitos de lado e mergulha nesse processo de coração aberto. Respeita o teu processo, o teu tempo e curte a tua jornada, aproveita pra te descobrir e amadurecer. Deixa vir à tona essa versão de ti que tá perdida aí dentro!

quarta-feira, 13 de maio de 2020

REAGIR x RESPONDER


Sempre fui e posso dizer que ainda sou, uma pessoa muito reativa. A intensidade disso já me coloca em situações que eu não precisava passar.

Com o tempo e com a terapia, fui aprendendo que basta um par de “inspira, expira” que tudo começa a clarear na mente e o impulso de reagir passa.

Nessa quarentena fiz um curso sobre Inteligência Emocional e aprendi uma ferramenta muito simples que tem me ajudado muito quando alguma coisa me tira do sério. A ferramenta é o PROR – Pare, Reflita, Observe e Responda. É simples assim! Recebeu a mensagem, siga os três passos antes de responder.

Às vezes é difícil controlar? Sim, ainda preciso de muito auto controle, paciência e diálogo interno comigo mesma. Tem dias que a Gabi impulsiva sai na frente e nem dá tempo da Gabi tranquila se mexer, mas essa é a beleza do processo... Cair, levantar, aprender, cair de novo e seguir tentando...

sábado, 2 de maio de 2020

Já pensou em quanta coisa se pode viver em 100 anos?


Hoje, a Vó Ilda, minha bisavó, completou 100 anos de vida. O corpo miúdo carrega o peso de cada dia dessa caminhada. A mente, intacta, acumula as incontáveis lembranças dos momentos que ela já viveu.

Ela sempre conta que quando era jovem, uma cigana disse a ela que teria uma vida longa, viveria até os 100 anos. E cada vez que ela conta essa história diz que naquela época parecia tão longe e agora já está tão pertinho...

Enfim esse dia chegou. A nossa matriarca completou um século de vida. E justamente nesse 2020 que estamos tendo que nos afastar para proteger aqueles que amamos.

Não conseguimos dar a festa que ela merecia nem o abraço tão desejado por ela e por nós, mas estávamos lá, dando os parabéns de longe, para mostrar o quanto ela é amada. E apesar de ter sido um pouco triste, também foi muito lindo ver o sorriso e as lágrimas de felicidade no rosto dela.

E no auge dos seus 100 anos, com serenidade no olhar, ela nos ensina que, mesmo no meio do caos, a gente precisa erguer a cabeça, sorrir, olhar para frente e ter fé. E hoje, eu tenho certeza que isso tudo vai passar, vamos superar e aprender com tudo e logo conseguiremos comemorar todos juntos o centenário do jeito que ela gosta, com toda a família reunida!  








terça-feira, 7 de abril de 2020

7 de abril de 2020, dia do jornalista e dia mundial da saúde.


Hoje, especialmente hoje, nesse dia do jornalista, venho pedir respeito a esse trabalho tão importante que também está na linha de frente dessa pandemia tanto quanto o trabalho dos médicos, enfermeiros, fisioterapeutas e outros profissionais da saúde que estão lutando dentro dos hospitais para salvar vidas.

A todos os colegas jornalistas, deixo aqui meu agradecimento e meus parabéns!

O nosso hoje anda exigindo demais de todo mundo, mas pra nós, jornalistas, tá bem desafiador. Se eu, que já não trabalho em veículo há muito tempo, não produzo mais programa diário como antes, já perdi as contas de quantos cafés já tomei, quantas matérias e entrevistas já fiz, fico imaginando os colegas que estão nas ruas todos os dias...

Não tá fácil. As coisas acontecem muito rápido e todos nós, jornalistas, seja nos grandes veículos de comunicação, seja nas assessorias, estamos correndo atrás da máquina e dando o nosso melhor para levar informação de qualidade para todos.

Apesar de tudo, da pandemia, do volume de trabalho, do home office, da distância e das dificuldades, preciso confessar que está sendo muito gratificante estar envolvida diretamente nisso. É um aprendizado incrível! Já são 10 anos de formada, 10 anos jornalista, e eu nunca me senti tão realizada profissionalmente quanto me sinto hoje. O cansaço mental é compensado quando vejo que o meu trabalho é importante para muitas pessoas.

Eu sei que não tá fácil pra ninguém... isolamento, medo, saudade, cobranças, ansiedade, conciliar todas as atividades, lidar com um turbilhão de sentimentos, passar álcool gel, usar máscara, tirar o sapato ao entrar em casa, trocar de roupa, lavar as mãos... definitivamente, não tá fácil!

Dias melhores virão, não tenho dúvidas disso! Até lá, seguimos com coragem e fé!




terça-feira, 2 de maio de 2017

Trintei, e daí?

A maioria da mulherada tem medo dos 30. Medo do tal de metabolismo, medo de ficar sozinha, medo de não conseguir entrar mais naquela calça dos 20 e poucos, medo de não ter filhos, medo, medo, medo...

No dia que eu fiz 30 anos, uma amiga mais nova olhou pra mim e perguntou: “E aí Gabi, como tu está te sentindo?”. Aquela pergunta me soou tão estranha que eu fiquei pensando qual seria a resposta que ela esperava além de “Muito bem, obrigada!”.  

Os 30 não chegam de um dia pro outro, o teu metabolismo não para de funcionar do dia pra noite, os medos não chegar junto com o teu primeiro despertar após o dia do aniversário. Tudo isso é um processo. Um processo que depende de ti levar tranquilamente ou não.

Eu podia escrever aqui milhares de coisas que eu aprendi com os 30 (assim, bem clichê) mas eu prefiro que todas nós esqueçamos um pouco essa história de idade e façamos aquilo que nos dá vontade, quando e se quisermos, do jeito que for melhor pra gente.

Eu queria chegar nos meus 30 gostosa, sendo fitness, com o emprego dos sonhos, uma carreira de jornalista invejável, viajada, casada, talvez com filhos. Quase nada disso aconteceu. Mas eu sei que nunca vou ter a maturidade que eu tenho hoje com a forma física e a saúde que eu tenho hoje com as condiçõe$ que eu tenho hoje, então, bora aproveitar esses 30!

Vamos esquecer um pouco esses fantasmas, soltar o freio e sentir, viver e aproveitar.


A verdade é que as vezes eu me acho super guria pra fazer algumas coisas e em outras situações eu me sinto uma tia velha. Acho que, em resumo, isso é ter 30 anos. É o limbo da vida. Então vamos aproveitar porque esse limbo, assim como todas as outras fases que a gente já passou, passa voando e nós vamos morrer de saudade!!

quarta-feira, 5 de abril de 2017

Uma folha em branco para desacelerar


Uma folha em branco é quase como um recomeço. Uma oportunidade pra fazer tudo de novo, reescrever corrigindo os erros, melhorando, buscando sinônimos para palavras repetidas...

Eu gostava mais daquele tempo quando as palavras eram riscadas e rabiscadas, às vezes apagadas pela borracha que deixava suas marcas no papel, denunciando a sua tentativa de passar despercebida.

Sempre gostei de escrever à mão e à caneta, que é pra não ter chance de apagar um texto pelo simples fato de ter medo do que os outros vão pensar ou por achar que aquilo está muito piegas, muito sentimental, muito bobo.

Sou do tempo em que a gente escrevia muito. Tive diário, vários deles, muitos mesmo... Até hoje estão guardados cuidando das palavras que escrevi, muitas vezes contando problemas adolescentes, infantis até... Escrevia cartas para os familiares que moravam em outra cidade, contava as coisas que aconteciam comigo e adorava a expectativa, algumas vezes frustradas, de receber a resposta, abrir aquele envelope cheirando à cola, com selo e tudo. Ai, ai...

Por mais que a gente tente não se render à praticidade da tecnologia, é quase impossível resistir. Ela veio pra ficar, pra ajudar a tornar tudo mais rápido, mais instantâneo. Mas isso traz também a contrapartida, as coisas ficam mais efêmeras, passageiras, sem importância.

Lembra do tempo das fotografias de filme, quando precisávamos esperar até ver o resultado dos cliques? Depois de esperar tanto tempo, a gente nem se importava com fotografias meio fora de foco, tremidas, com uma pose ruim ou uma careta imperfeita. Hoje, é só celular, mil selfies na mesma pose até achar aquela fotografia perfeita que vai retratar um momento inesquecível que você não está vivendo porque encontra-se muito ocupado tirando fotos.


Eu, como boa fã do papel e da caneta, continuo escrevendo e reescrevendo as coisas. Começando e recomeçando a cada folha em branco que me aparece no caminho. Me pego pensando para onde estamos indo com essa pressa toda, onde vamos chegar... Será que não é bom reservar um pouquinho do nosso tempo pra desacelerar?

terça-feira, 31 de janeiro de 2017

A vida é trem bala parceiro...

Recentemente, recebi em um dos montes de grupos de whatsapp uma música que, assim que ouvi pela primeira vez, acabou se tornando um hino pra mim.

“Trem bala” tem muito a ver com a minha filosofia de vida, de viver o hoje de forma que se você ou alguém que você ama se for amanhã, não fiquem ressentimentos ou mágoas, só a saudade dos momentos bons e a certeza de que você deu o seu melhor.

Vale a pena escutar mil vezes até decorar e sair por aí cantarolando. Cada estrofe leva consigo um monte de significado e é praticamente impossível que alguém não se identifique com a música.


Tem algumas músicas que são assim e é incrível o poder que elas têm de tocar fundo na gente. 

Dá o play e já adiciona o vídeo na sua playlist.

quarta-feira, 28 de dezembro de 2016

Ensinamentos que 2016 me deu

Muitas coisas aconteceram esse ano. Muitas coisas boas e muitas coisas ruins, como em todos os anos. Foi um ano de encerramento de ciclos e construção de novos começos. 2016 foi um ano intenso, muito intenso... Tanto para as coisas boas quanto para as ruins.

Muitas mudanças aconteceram (e ainda estão acontecendo, porque se tem uma coisa que 2016 nos ensinou é que ele só termina depois da meia noite de 31 de dezembro) e mudanças são sempre muito poderosas, fazem a gente pensar na vida, no rumo que está seguindo e no que deseja para o futuro. Ás vezes não temos muita opção, somos obrigados a mudar, outras vezes desejamos a mudança e escolhemos fazê-la.

O fato é que todas elas sempre nos levam para caminhos diferentes do que estávamos acostumados e sair da zona de conforto dá medo e frio na barriga pelo simples fato de pisar em um terreno desconhecido para nós. Mas é fato também que toda mudança vem carregada de coisas boas que precisamos perceber e apreciar para tirar o melhor de cada uma delas.

O texto abaixo foi escrito por Amanda Areias e publicado no Livre Blog. Ela sintetiza algumas lições que 2016 deu para todos nós e, por isso, resolvi reproduzir aqui. Os grifos e destaques são meus.

24 coisas que 2016 me ensinou:
1. As pessoas são temporárias nas nossas vidas. Todas. E todas se vão exatamente no momento que deveriam ter ido. Não adianta chorar nem reclamar, se é o momento delas irem embora, elas vão.
2. Crescer, muitas vezes, significa se sentir sozinho. (Aprenda a ser feliz com a sua própria companhia e esse processo se tornará um pouco mais fácil)
3. As pessoas que você tem ao seu redor têm um impacto direto em como você se sente. Se elas não estão te fazendo bem, por que continuar ao lado delas?
4. Pessoas que você nunca imaginaria que sairiam da sua vida, na maioria das vezes saem. E não tem problema. (Reconhecer isso pode doer muito, mas não adianta, você na pode agarrar as pessoas pelos cabelos para ficarem ao seu lado. Aceita, chora se for preciso, respira e segue adiante)
5. A sua felicidade deve vir sempre em primeiro lugar. (SEMPRE! Se você não estiver bem não vai ter condições de ajudar ninguém e ainda corre o risco de ficar reclamando da vida)
6. Ajudar os outros te faz crescer como pessoa. (E como faz! Tem coisas que dinheiro nenhum no mundo compra e uma delas é a gratidão de alguém. Além de te fazer crescer, te faz feliz)
7. Você nunca conhece alguém tão bem quanto você pensa que conhece. E saber disso é o primeiro passo para não se decepcionar. (Nunca espere nada das pessoas, quanto menos expectativas você tiver, melhor pra você)
8. Os problemas do mundo não são seus pra você carregar nas costas. As injustiças do mundo não são culpa sua. Trabalhe para melhorá-los, mas não se culpe se não conseguir. (Esse eu ainda estou tentando aprender. Não tem coisa que deixe mais doente do que ver pessoas passando necessidade e não ter condições de ajudá-las)
9. As vezes você vai sentir falta de pessoas que te machucaram. Não tem problema. Isso significa que elas foram importantes na sua vida e que você soube amá-las. 
10. Aprenda a perdoar.
11. Você vai crescer, e você vai se distanciar cada vez mais da pessoa que você já foi um dia. Certifique-se que você está se distanciando na direção certa.
12. 365 dias podem mudar muita coisa.
13. Lutar pelo o que você acredita vai te trazer muita dor de cabeça e muita decepção, mas é extremamente necessário. Não desista. (No final, quando você começar a ver os resultados vai ver que tudo valeu a pena)
14. Não se compare com os outros. A vida não deveria ser uma grande competição entre quem é mais bem sucedido, bonito ou popular. Cada pessoa tem seu brilho próprio. O sucesso de uma pessoa não significa o seu fracasso.
15. Gaste o dinheiro que você ganha com experiências, não com coisas materiais. (MANTRA! Só as experiências que você tem dizem quem você é e não as coisas que você compra)
16. Não ponha a sua felicidade nas mãos de outras pessoas. Elas vão derrubar. Elas sempre derrubam.
17. Aprenda a admitir que está errado, quando estiver. (O orgulho nunca levou ninguém a lugar nenhum)
18. Tente não se preocupar com o que os outros pensam de você. Se conseguir, me conte como.
19. SE IMPONHA. Não tolere o desrespeito e não tenha medo de dizer o que você pensa. (Aprenda a dizer não quando você achar que é necessário. É melhor magoar alguém com um não do que desrespeitar você mesmo)
20. Se informe antes de opinar sobre qualquer assunto. O mundo não precisa da sua opinião em todos os assuntos. (E lembre-se de checar as informações. Nem tudo que você lê as redes sociais é verdade)
21. Não importa o que você faça ou diga, as pessoas vão sempre acreditar no que elas querem acreditar.
22. Aprenda a escolher as suas batalhas. Existem coisas que simplesmente não valem a pena.
23. Não desista, tem sempre alguém se inspirando em você. (E isso é incrível! É muito legal quando alguém olha você e diz que te tem como exemplo. Faz valer a pena todo o esforço)
24. Comece hoje aquele projeto que você tem em mente, ou comece a aprender a tocar aquele instrumento que você sempre quis, ou aquele idioma que você sempre quis falar, ou comece hoje a juntar dinheiro pra aquela viagem que você sempre quis fazer. Daqui a um ano você vai desejar ter começado agora.
Feliz 2017! 

segunda-feira, 25 de julho de 2016

“Pra ser jornalista não precisa de diploma”

Realmente, não precisa de diploma, não precisa de papel.

Pra ser jornalista precisa saber escrever direito, precisa saber pesquisar, ir atrás das informações, checar, checar e checar. Pra ser jornalista precisa ter senso crítico para diferenciar o que é notícia do que não é. Pra ser jornalista precisa pensar e saber quais os impactos que aquilo que você escreve vai ter na vida das pessoas. Pra ser jornalista é preciso conhecer um pouco de legislação, de tecnologia, de meio ambiente, de esporte, de cultura, de ciência, de tecnologia, de inovação, de mundo, de tudo. Pra ser jornalista é preciso saber que a sua opinião tem que ter embasamento e não ficar só no “eu acho”. Pra ser jornalista tem que saber ouvir os dois lados antes de sair por aí falando bobagem.

É meu amigo, pra ser jornalista não precisa ter diploma. Precisa muito mais do que isso, precisa saber muita coisa que a faculdade não te ensina.


Mas mais do que qualquer conhecimento técnico, hoje, mais do que nunca, pra ser jornalista é preciso ter coragem e paciência para lidar e enfrentar pessoas que além de não reconhecer o seu trabalho ainda desdenham da sua competência e “acham” que qualquer um pode fazer o que você faz. 

sexta-feira, 3 de junho de 2016

O dia que Deus falou comigo

Essa semana, muitas coisas deram errado. O computador estragou e quase perdi tudo de importante sobre trabalho, levamos uma multa, uma virose foi nos visitar e ainda não nos deixou, entre outras coisas menores.

Em alguns momentos praguejei, questionei, me fiz de vítima por causa desses problemas. “Será que eu mereço isso?” ou “Por que eu?” foram algumas perguntas que fizeram parte do meu discurso essa semana.

Vendo que esse desespero todo não ia resultar em nada, parei, pensei, rezei e, como dizia minha vó, entreguei pra Deus.

Pode parecer meio exagerado, mas eu “ouvi” a resposta ontem à noite.

Voltando da academia, com a cabeça cheia de preocupações e o corpo dolorido dos exercícios, parei no sinal e fui abordada por um homem. Como a rua estava meio deserta, eu estava no mundo da lua e a onda de violência aqui em Porto Alegre está grande, me assustei.

Quando percebi, ele estava olhando pra mim, com os braços levantados, vestido com uma camiseta de manga curta, uma calça jeans velha e um tênis todo rasgado. Tinha um rodo na mão e queria lavar o vidro do carro em troca de uma moeda qualquer. Agradeci, fiz sinal que não com a cabeça e ele se afastou com uma cara desolada.

Pra quem não sabe, a noite de ontem aqui em Porto Alegre estava muito fria, muito mesmo. Eu vestia um moletom e um casaco bem reforçado por cima com uma manta no pescoço.

Quando arranquei o carro fiquei pensando em como aquele homem estava sentindo frio com aquela camiseta de manga curta no meio da rua, aquela hora da noite. Me senti culpada e privilegiada pelo simples fato de ter um casaco pra vestir nessa noite fria. Me senti envergonhada de ter passado o dia todo reclamando por coisas tão pequenas. Me senti triste por não poder ajudar aquele homem naquele momento. Chorei.

Quando cheguei em casa, no meu lugar quentinho, com uma cama cheia de cobertas, comida me esperando, um banho quente e roupas limpas, recebi a notícia que meu computador fora arrumado, que a multa estava paga me que os sintomas de virose já estavam indo embora.


Agradeci e percebi que, às vezes, Deus fala com a gente de um jeito tão diferente e mágico que nem sempre estamos abertos para escutar o que ele quer dizer. Pra mim, foi como se ele dissesse “Calma, seus problemas são grandes porque são seus, mas dê uma olhada à sua volta de vez em quando para perceber o real tamanho deles no contexto do mundo”. 


quarta-feira, 17 de fevereiro de 2016

Daqui pra frente vai ser diferente!

Depois do meu aniversário de 29 anos, faltando só um ano para os 30, decidi que iria mudar algumas coisas na minha vida. Uma dentre essas coisas é o estilo de vida.

A correria é tanta que não é raro esquecer de me alimentar direito, faltar tempo para o exercício diário, fazer compras mais leves no super, ir à feira e todas essas coisas que contribuem para o estilo de vida sedentário que tenho levado.

Acontece que daqui pra frente, nos próximos 30 anos que vem por aí, não quero mais isso pra mim. Não quero que meus filhos levem esse estilo de vida, quero saúde, alegria e amor.

Esse novo ano de vida vai ser dedicado a isso, mudar o estilo de vida, quebrar os paradigmas construídos em 30 anos, adquirir hábitos saudáveis e curtir ao máximo cada momento aprendendo a lidar com as dificuldades que aparecerem pelo caminho.

Não vai ser fácil. Mas quem foi que disse que mudar é fácil?

#GabiRumoaos30
Vai ser divertido! 

terça-feira, 16 de fevereiro de 2016

Você tem medo de errar?

De uns tempos pra cá, percebi que algumas pessoas não fazem muitas coisas pelo paralisante medo de errar, medo de tomar a decisão, medo de não ter certeza daquilo que querem.

O resultado é simples, nada acontece. Elas ficam paradas esperando que o universo faça alguma coisa.

Acontece que se a gente não se movimenta, as coisas não mudam, a vida não vai pra frente. Não importa se vai dar certo ou não, o importante é fazer alguma coisa, tomar uma atitude, continuar caminhando.

Algumas vezes as coisas não saem como a gente planeja e isso é a graça de viver. Se perder em uma viagem por exemplo, pode ser a melhor experiência da sua estadia no local. Já aconteceu com você? Comigo já e depois disso, deixei de ficar encanada, com o mapa na mão e passei a curtir mais os locais que visitava e o caminho que percorria.

É preciso arriscar. Errando também se aprende e, às vezes, o que pode acontecer é um “acerto” disfarçado de “erro”.   


Quase 30

Então chegaram os tão temidos 29 anos... Temidos porque falta só um ano para os ainda mais temidos, 30 anos. Mas porque será que é tão assustador fazer 30?

Te confesso que assusta. Assusta porque quando você se dá conta, já tem tanta história pra contar e já se vê falando coisas como “na minha época...” para os mais jovens e, de repente, você olha pra trás e se dá conta que já percorreu um caminho considerável. De repente aquele bar que era o ponto de encontro da sua adolescência não existe mais, aquele brinquedo que você adorava a sua irmã mais nova não tem nem a menor ideia de como funciona, aquele programa de TV que você corria da escola pra ver e acompanhava cada capítulo, já tá sendo regravado com atores mais jovens e você não acha a menor graça. Assusta ainda mais quando seus pais falam que na sua idade já tinham filhos, casa própria, família e você sente que ainda está saindo da adolescência. Você curte uma boa festa, mas já não se lembra quando foi a última vez que ficou até as 4h da manhã acordado e, sempre que dá, prefere um churrasco com os amigos ou uma janta em casa mesmo pra bater um papo e dar risada.

No meu caso, tenho uma irmã de 17, 12 anos mais nova que eu, e que faz questão de lembrar a minha “quase” idade sempre que me vê. Como se precisasse... Cada vez que eu olho pra ela me lembro de cada fralda que troquei, de como ela cabia em uma única almofada do sofá da sala e hoje fica com os pés pra fora. Lembro de como ela cabia no meu colo e puxava a minha camiseta pra chamar atenção quase na pontinha dos pés. Acompanhar o crescimento dela fez com que, a cada aniversário, eu me lembrasse que eu é que ficava mais velha.  

Tudo isso assusta. Perceber tudo isso assusta, mas no fundo, a gente sente que já faz parte desse mundo adulto “desconhecido”. 

sábado, 30 de janeiro de 2016

Liberdade


Foto de @muradosmann
Um dia, conversando com uma amiga sobre relacionamentos, ela me diz a seguinte frase: “Para eu namorar com alguém agora, essa pessoa tem que me deixar livre, mas tão livre que me dê vontade de ficar com ela”.

Faz tempo que tivemos essa conversa, mas essa frase nunca saiu da minha cabeça.

Se eu tivesse um desejo só que tivesse o poder de melhorar a vida de todas as pessoas, eu pediria que todos encontrassem um amor de verdade, um amor livre.

Um amor capaz de compreender as diferenças, ficar feliz com as conquistas do outro, ajudar a levantar nas derrotas, puxar a orelha quando é preciso, ter coragem de ser criança, brincar e ser 100% verdadeiro sem medo do que o outro vai pensar. Um amor que embarca junto nas maiores loucuras porque acredita em você, livre de medos e incertezas e que, mesmo que eles apareçam, vai enfrentar e seguir junto com medo mesmo e sem certeza. Um amor que confia, que ensina e que aprende, que ajuda quando tá tudo bagunçado e atrapalha quando tudo tá certinho demais. Um amor que acalma quando estamos estressados e que tira do eixo quando estamos acomodados.

Um amor que cresce com a saudade, que conta os dias, as horas e os minutos pra te ver de novo mesmo que vocês se vejam sempre, mesmo que morem juntos, mesmo que sejam casados, não importa. Um amor que pega na mão, olha nos seus olhos e te dá coragem pra enfrentar os problemas mais cabeludos que aparecerem no caminho e que fica te dando todo o suporte enquanto você luta.

Um amor que te deixa ir se essa for a sua vontade, que não te impede de realizar um sonho só porque esse sonho não é dos dois. Se der, vamos juntos, se não der, você vai porque eu vou estar feliz por ver que você está feliz, simples assim. Um amor que confia e que respeita, que não diminui o que você sente ou fala, que escuta com atenção e leva tudo em consideração. Um amor que compartilha e doa.

Encontrar um amor assim não é fácil. Não basta encontrar a pessoa certa, você precisa estar nessa vibração boa, nesse nível de maturidade, nessa vibe. Não adianta nada aquela pessoa certa aparecer e você ter um ataque de ciúme no meio da rua sem o menor fundamento. Você precisa estar pronto pra dar e receber esse amor. E quando você está pronto, a mágica acontece. Você encontra alguém com quem se sente feliz na maior parte do dia e que vira o seu porto seguro, o seu carregador de energia boa.

Eu desejo que você que está lendo esse texto encontre esse amor (se ainda não encontrou) e seja muito feliz! 

segunda-feira, 25 de janeiro de 2016

Mudanças


No final de cada ano, eu acredito que alguma coisa vai mudar pra muito melhor na minha vida no ano que está chegando.

Em 2015 não foi diferente, enquanto eu fazia planos e planejava, o ano ainda nem tinha acabado e me reservava surpresas muito boas que aconteceram todas juntas naqueles últimos 15 dias do ano. Foi mágico quando eu me dei conta disso e percebi que corria o risco de não viver aqueles momentos porque estava pensando em como seria 2016.

A verdade é que a gente precisa dar tempo ao tempo, curtir cada momento como se fosse único e planejar sem deixar que isso vire uma angustia tão grande a ponto de cegar e não permitir que vejamos o que está logo ali à nossa frente.

Curti aqueles dias finais de 2015 e 2016 chegou já cheio de surpresas. Acabei planejando algumas coisas superficialmente, sem fazer aquele planejamento detalhado e não fazer isso me angustia um pouco. É como se eu saísse pra velejar sem saber bem pra onde vou.

Mas se tem uma coisa que eu sei é que 2016 será o ano da mudança, o ano de colher o que já plantei nesses últimos cinco anos e o ano de plantar para continuar colhendo nos próximos anos. Pensando nisso, me deparei com um texto que me inspirou a ter paciência com as coisas que me angustiam e que eu quero que aconteçam o quanto antes.

Não conhecia o James Altucher, autor do texto. Li o post no blog Apezinho e achei demais! O cara já escreveu um monte de livro, é empreendedor, criou mais de 20 empresas, um fenômeno. No texto ele cria uma grande lista de coisas que nos motiva a mudar. Vale a pena a ler e repensar alguns dos seus conceitos.

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Escrevi este post para mim. Por quê? Porque eu sabia que precisaria de orientação quando a insegurança aparecesse ou porque nos próximos 60 anos vou me reinventar muitas vezes. Já estive na estaca zero, ainda vou voltar para ela, certamente. Tive que mudar de carreira 15 vezes. Porque os meus interesses mudaram. Porque precisava desesperadamente de dinheiro. Porque odiava todo mundo ou eles me odiavam. Ou porque me apaixonei. O amor muda caminhos!

Desde que comecei a trabalhar essas idéias, já vi muitas coisas acontecerem. Para que não soe muito autobiográfico, tenho entrevistado centenas de pessoas para saber como elas se reinventam, essas são algumas das regras.

A) A reinvenção nunca para – Todo dia você se reinventa. Você está sempre em movimento. Mas você decide todos os dias: para a frente ou para trás.

B) Comece do zero – Suas classificações anteriores são pura vaidade. Você era um médico? Você tinha milhões? Você tinha uma família? Ninguém se importa. Você perdeu tudo. Você é um zero. Não tente dizer que você é qualquer outra coisa.

B1) Entrega – Não lamente o que deixou pra trás. Não fique ansioso à frente, embora seja difícil. Renda-se ao momento atual. Sirva ao momento. É o único mestre que você precisa ouvir.

C) Você precisa de um mentor – Senão você vai afundar. Alguém tem que mostrar-lhe como mover e respirar. Mas não se preocupe em encontrar um mentor (ver abaixo).

D) Três tipos de mestre:
– Direto. Alguém que está na sua frente e vai mostrar como ele fez o seu caminho. O que é “o seu caminho”? Aguarde. A propósito, mentores não são como aquele senhor chinês em “Karate Kid”. Em última análise, a maioria dos mentores vai te odiar.
– Indireto. Livros. Filmes. Você pode terceirizar 90% de orientação para livros e outros materiais. 200 a 500 livros equivalem a um bom mentor. As pessoas me perguntam sobre “um bom livro” e nunca sei a resposta. Há de 200 a 500 bons livros para ler. Apostaria em livros inspiradores. Leia-os sublinhando-os todos os dias.
– Tudo pode ser um mentor. Se você é um zero e tem paixão por reinvenção, tudo o que você vai olhar pode ser uma metáfora para o que você quer fazer. Não se sinta preso dentro de si mesmo. Olhe para tudo. Veja o que o mundo tem para oferecer.  Mesmo que isso pareça nada, já é alguma coisa.

E) Não se preocupe se você não sabe qual é a sua paixão – Dê pequenos passos. Você não precisa de uma paixão para ter sucesso. Mas desempenhe o que faz com amor e o sucesso será um consequência natural.

F) Tempo necessário para reinvenção: cinco anos – Já vi mais de 500 exemplos, todos iguais.
Ano Um: você está pensando e lendo tudo sobre o que quer fazer.
Ano Dois: você sabe com quem precisa conversar, interagir e como se comporta o tabuleiro desses novos empreendimentos.
Ano Três: você é bom o suficiente para começar a ganhar dinheiro, mas não para se sustentar ainda.
Ano Quatro: você está construindo uma boa vida.
Ano Cinco: você está construindo riqueza.
Às vezes fico frustrado nos anos 1 e 4. “Por que não está acontecendo ainda?”, digo. E é assim mesmo. Apenas continue. Ou pare e tome novo rumo. Mudança nunca é ruim. Isso significa que você aprendeu o suficiente de uma coisa e agora está pronto para a próxima.

G) Não leva mais do que cinco anos nem menos – Muitas pessoas olham para os atalhos da vida, mas nesse caso não há atalho. As pessoas perguntam: “o que você diria a si mesmo aos 20 anos?” Eu diria, “envelheça até a a minha idade e você vai saber a resposta.”

H) Não se trata de dinheiro – Mas o dinheiro é uma medição decente. Quando as pessoas dizem “não é sobre o dinheiro”, muitas vezes elas realmente estão dizendo: “Estou com medo É TUDO sobre o dinheiro.”
“Que tal só fazer o que ama?”, dizem. Haverá muitos dias em que você não vai amar o que está fazendo. Se você está fazendo apenas por amor, então vai demorar muito mais do que cinco anos porque a felicidade é apenas uma percepção positiva de nosso cérebro. E em alguns dias você vai estar infeliz. Nosso cérebro é uma ferramenta que usamos. Não é quem nós somos.

I) Quando você pode dizer, “Eu sou um X!” Onde “X” é a sua nova carreira? – Hoje.

J) Quando posso começar a fazer X? – Hoje. Se você quer pintar, então compre uma tela e tintas. Comece a comprar os 500 livros, um por vez, e comece a pintar. Faça estas três coisas:
– Leia.
– Escreva.
– Digite a história do seu escritor favorito, palavra por palavra. Pergunte a si mesmo por que ele escreveu cada palavra. Ele é o seu mentor hoje. Reinvenção começa todo dia.

K) Como faço para ganhar dinheiro? – Por volta do ano três que você já empenhou de 5000 a 7000 horas em seu negócio. Isso é bom o suficiente para estar no topo das 200-300 empresas no mundo (de qualquer coisa). Você consegue ganhar a vida estando entre as top 200. No ano 3 você vai saber como fazer dinheiro.
No ano 4 você vai dar escala aos rendimentos e ganhar a vida. Algumas pessoas param no ano 4. Enquanto isso, não tenha medo de trabalhar em qualquer outra coisa pra ganhar dinheiro. Pode ser em diferentes campos, mesmo aqueles que você odeia. Não se odeie por fazer as coisas que você odeia.

L) No ano 5 você é top 30-50 – assim você criar riqueza.

M) Como vou saber o que posso fazer? Seja qual for a área, leia 500 livros sobre o assunto. Vá para a livraria e comece a leitura. Se você ficar entediado três meses depois, volte para a livraria. É normal se desiludir. Sucesso é melhor do que o fracasso, mas as maiores lições são encontrados no fracasso. Muito importante: não tenha pressa. Você vai se reinventar muitas vezes. Você vai deixar de se reinventar muitas vezes. Isso é divertido também.

N) As escolhas que fizer hoje serão a sua biografia amanhã – Faça escolhas interessantes e tenha uma interessante biografia.

N1) As escolhas que fizer hoje serão a sua biologia amanhã – Ambiente, cultura, comida, sono, movimento. Como você se sente hoje? Como você vê o mundo de hoje? Como você se vê hoje?

O) O que acontece se eu gosto de alguma coisa estranha – Como arqueologia bíblica ou as guerras do século XXI? Repita todas as etapas acima e, em seguida, no ano 5 você vai fazer riqueza. Nós não temos nenhuma ideia de como. Não olhe para encontrar o fim da estrada quando você ainda está na primeira etapa.

P) E se a minha família quiser que eu seja doutor? – Quantos anos você prometeu para a sua família? Dez anos? Todos? A coisa boa é: você pode escolher. Nós só temos esta vida para sermos livres.

Q) meu mentor quer que eu faça coisas a sua maneira! – Isso é bom. Conheça o caminho do mentor. Em seguida, faça o seu. Com respeito.

R) Minha mulher está preocupada que eu não vou ajudar em casa – Depois de trabalhar muitas horas por dia, 7 dias por semana, use seu tempo livre para se reinventar. Alguém que está se reinventando sempre tem tempo livre. Use-o da melhor forma.

S) E se meus amigos acharem que eu sou louco? – Os amigos é que mudam. Alguns ficam com você, alguns se afastam. Quando você se reinventar, você estará mudando constantemente as pessoas ao seu redor. Isso é natural.

T) E se eu quiser ser um astronauta? – Isso não é uma reinvenção. Isso é um trabalho específico. Amplie sua visão. Se você gosta de “espaço” há muitas carreiras. Richard Branson queria ser um astronauta e começou a Virgin Galactic.

U) E se eu quiser beber e ir pra festas? – Leia este post novamente em um ano.

V) E se eu não estiver me mantendo saudável, anotando ideias, me cercando de boas pessoas e não sendo grato? – Leia este post novamente em dois ou três anos, quando você está falido, sem emprego ou amigos.

W) E se eu não tiver habilidades? – Leia o “B” novamente.

X) E se eu não tenho nenhum diploma ou um diploma inútil? – Leia o “B” novamente.

Y) E se eu tiver que focar em pagar dívidas? – Leia “R” novamente.

Z) Por que me sinto vivendo uma vida que não é a minha? – Agora é a hora de viver sua vida. Todo mundo se sente como uma fraude em algum momento. Quando você se sentir assim, pense: “este é o momento em que estou nascendo.”

AA) Eu não posso ler 500 livros. Há um livro que eu deveria ler? – Desista.

BB) E se eu estiver doente demais para me reinventar? – A reinvenção irá aumentar todos os produtos químicos saudáveis ​​em seu corpo: a serotonina, a dopamina, a oxitocina. Não use a sua saúde como desculpa. Reinvente a sua saúde em primeiro lugar. Durma mais horas. Coma melhor. Faça exercícios. Estes são passos fundamentais na sua reinvenção.

CC) E se o meu último parceiro me ferrou e eu ainda estou processando-o? – Pare de brigar e não pense mais nele. Metade do problema era você, não ele. Perdi um monte de dinheiro em algo que não foi culpa minha? Ou era pra eu me enterrar em algo não era tão bom? Não importa. Qualquer opinião será retardatária. Você e eu somos “reinventers”.

DD) E se eu for para a cadeia? – Perfeito. Releia o “B”. Li um monte de livros na cadeia.

EE) Eu sou tímido. – Faça das suas fraquezas seus pontos fortes. Os introvertidos ouvem melhor, se concentram mais e têm formas de serem mais cativantes.

FF) E se eu não puder esperar cinco anos? – Se você pensa em estar vivo dentro de cinco anos, você pode começar hoje. O melhor da reinvenção acontece quando comemoramos cada pequeno sucesso, em cada etapa do dia. Hoje, por exemplo, tive um pequeno sucesso, vou comemorar!

GG) Como devo montar as minhas redes? Faça círculos concêntricos com você no meio. O próximo são os amigos e familiares, as comunidades online, os encontros presenciais, as conferências e líderes do pensamento, mentores, clientes e criadores de riqueza.

HH) O que acontece quando a gente se acha muito bom no que faz? – Em seis, 12 meses você vai estar de volta no “B”. É um clichê, mas a “mente de principiante” é a mente da reinvenção.

II) Sou apaixonado por duas coisas e não quero ficar só com uma das delas – Combine as duas e você vai ser o melhor do mundo. Quero escrever um romance, fazer comédia e ajudar as pessoas. Posso escrever um romance engraçado que compartilha minhas experiências e ajuda as pessoas!

JJ) E se eu estiver tão animado que já queira ensinar o que estou aprendendo? – A única maneira de realmente aprender é ensinar. Já escrevi 500 histórias de sucesso sobre reinvenção porque quero aprender. Ensinar o que aprendo “cimenta” os aprendizados. Ensine que você aprende mais.

KK) E se eu quiser ganhar dinheiro enquanto durmo? – No ano 3, começa a fase de terceirização do que você faz. Quando percebi que poderia fazer isso, minha vida mudou. É como se de repente eu tivesse 50 pessoas reunidas em uma só.

LL) Como faço para conhecer mentores e líderes do pensamento? – Depois que tiver bastante conhecimento (depois de 100-200 livros), anote dez idéias para 20 diferentes mentores em potencial. Nenhum deles vai responder. Anote mais dez ideias para 20 novos mentores. Repita a cada semana. Coloque junto um boletim informativo para todos que não respondem. Repita até que alguém responderá. Crie um blog sobre seus esforços de aprendizagem. Construa uma comunidade em torno de você.

MM) E se eu não tiver ideias? – Pratique senão o músculo atrofia. Você tem que exercitá-lo. É difícil tocar meus dedos dos pés, se eu não tentar todos os dias. As boas ideias chegarão.

NN) O que mais devo ler? – Após os livros, ler sites, fóruns, revistas. Mas a maioria é lixo.

OO) E se eu fizer tudo que você diz e ainda assim não funcionar? – Vai funcionar. Só espere. Não tente encontrar o fim da estrada. Você não pode vê-lo no meio do nevoeiro. Mas você pode ver o passo seguinte e você sabe que se você der o próximo passo, eventualmente, chegará ao fim da estrada. A única coisa que vale a pena pensar é em dar o próximo passo.

PP) E se eu ficar deprimido? – Primeiro, deixe-me abraçá-lo. Segundo: coma, movimente-se, durma. Esteja próximo das pessoas que ama. Ria. Anote ideias. Quando você está deprimido, tudo isso é difícil. É difícil para mim. Mas é importante fazê-lo. A espada mais afiada é feita pelo fogo, não água.

QQ) E se eu ficar com medo? – Ser humano significa sentir medo. Diga oi para ele. Coma. Jogue. Durma. Dê o próximo passo. Fique perto de pessoas que você ama. Anote ideias. Elas te levarão para fora de seu medo. Seja grato pelo que você tem. Senão, você estará sempre à procura de coisas que nunca poderá ter.

SS) Parece que nada nunca funciona para mim? Gaste dez minutos por dia praticando gratidão. Observe sua raiva. A raiva nunca é inspiradora, mas a gratidão é. A gratidão é a ponte entre o seu mundo e o universo paralelo onde todas as ideias criativas vivem. Posso dizer uma coisa estúpida que eu faço? Quando chego nesse sentimento de “nada funciona para mim” (acontece muitas vezes, não importam meus sucessos), encho meu peito e digo em voz alta: “Abundância!” Como disse, é estúpido. Mas funciona.

TT) E se eu tiver que lidar com gente “babaca” o tempo todo? – Encontre novas amizades. Quem está se reinventando sempre encontra pessoas que tentarão derrubá-lo. O cérebro tem medo de reinvenção, porque ele se sente inseguro. Por isso vai jogar pessoas em seu caminho que vão tentar pará-lo. Aprenda a dizer “não”. Mesmo que seja tão difícil no início. Aprenda a perguntar. Mesmo que seja tão difícil no início.

UU) E se eu estiver feliz no meu trabalho de todo dia? – Boa sorte.

VV) Por que eu deveria confiar em você. Você falhou tantas vezes? – Não confie em mim.

WW) VOCÊ SERÁ MEU MENTOR? – Você acabou de ler este post.



sexta-feira, 27 de novembro de 2015

Agora não, depois eu faço, ainda tem tempo...

Esse é um dos meus principais defeitos, a procrastinação. Eu iria ainda mais fundo, a sabotagem.
Quando deixo para amanhã algo que poderia ser feito já, sei exatamente o que estou fazendo, não é algo inconsciente. Sei que amanhã mil e uma coisas podem acontecer e pode não dar tempo, sei que vou ficar ansiosa porque vou achar que não vai dar tempo, mas me conforto com a icônica frase “trabalho melhor sobre pressão”.

De fato, nunca deixei nada importante por fazer, embora as deixe sempre pra última hora. Nunca atrasei trabalhos da faculdade ou projetos no trabalho. Mas ultimamente, eu diria até nos últimos anos, tenho deixado uma coisa muito importante para depois (um depois que nunca chega) EU.

Mais um ano se passando e mais uma vez eu vendo coisas minhas que eu não fiz, sonhos que eu não realizei (e que eram totalmente possíveis), projetos que não andaram nem um pouquinho. Resultado: mais e mais ansiedade pingando nesse poço que já tá quase transbordando.

É ruim ouvir de alguém que amamos muito que é preciso definir prioridades e que uma delas tem que ser eu, a minha saúde física e mental. Faz a gente pensar em que rumo está seguindo, onde isso vai parar, o que queremos do futuro... Aquelas perguntas cretinas que nunca sabemos as respostas.

Minha vida toda até aqui foi de desculpas. Não fiz isso porque aquilo. Não fui lá porque choveu. Não segui esse plano porque me desmotivei e pisei na bola. Não vou em tal lugar porque acaba tarde e eu moro longe.

Perdi tempo procrastinando muitas coisas. Perdi algumas oportunidades de fazer coisas bacanas, conhecer pessoas legais, visitar lugares que nunca imaginei. Não quero mais isso. Não quero mais ser a pessoa preguiçosa, procrastinadora e cheia de desculpas.

Já me disseram que eu sou muito forte, que eu já fiz tanta coisa que nem me dei conta de como precisei ser forte, que se eu me visse como os outros me veem eu sentiria orgulho de mim. Realmente, meu espelho tem defeito e meu senso crítico também. Não me vejo essa pessoa forte e capaz que algumas pessoas enxergam. Talvez eu esteja me escondendo atrás dessa aparência frágil para ter atenção, talvez eu não queira ser essa pessoa por algum motivo que eu juro que não sei qual é...

Enfim, final de ano é assim pra mim... Fico mais pensativa, faço um balanço de tudo que aconteceu e, escrevendo isso agora, parando pra pensar nesse 2015, percebo que apesar de algumas coisas não terem sido tão legais, foi muito bom, aconteceram coisas maravilhosas, tive ótimos resultados, mas percebo também que me deixar de lado esse tempo todo não me fez nem um pouco bem e faz com que a sensação seja de fracasso total.


Eu quero. Eu posso. Eu consigo. Eu vou mudar isso para que os próximos anos sejam cada vez melhores e que essa sensação ruim dê lugar a alguma outra que eu desconfio que não conheço... 

sexta-feira, 9 de janeiro de 2015

Lista de ano novo

Sempre fui dessas de fazer listas a cada virada de ano, prometendo mundos e fundos pra mim mesma e lá nos meados de junho ou julho, meio ano se passa e nada de concreto acontece. Resultado: frustração máster.

Na virada de 2013 para 2014, fiz mais uma dessas listas traçando algumas metas para o ano que começava. Eram uns sete ou oito itens. De todos, consegui cumprir dois. Os outros cinco ou seis que faltaram ficaram lá, pendurados no mural até o dia 31 de dezembro me fazendo sentir a pessoa mais incompetente da face da terra.

Quando sentei para fazer a lista de 2015, com os objetivos não atingidos em uma mão e uma folha em branco pronta para a nova lista na outra, comecei a me questionar sobre o ano que passou, sobre a efetividade dessas listas e do que aquela em especial representava pra mim. 2014 foi um ano bom. Aconteceram coisas maravilhosas e a principal delas foi a compra do nosso apartamento.

Olhei a lista. Li e reli inúmeras vezes. Repassei na cabeça aquele exato momento em que a escrevi e descobri que eu NUNCA, em momento algum, cogitei a ideia de comprar um apartamento. A melhor coisa que me aconteceu no ano não estava na lista. As coisas que estavam na lista e não aconteceram só serviram para me frustrar nos momentos em que o que eu mais precisava era de estímulo.

Conclusão: abre o coração e deixa as coisas acontecerem. Às vezes existem coisas guardadas pra gente que nunca imaginamos que aconteceriam, basta ficar de olhos e coração abertos para enxergar e receber.

Peguei o papel em branco, escrevi no topo da folha: "metas para 2015: receber o que o ano me oferecer", pendurei no mural e rasguei a lista antiga. 

segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

Prisão domiciliar

Eu nunca quis morar em casa. Me lembro quando era pequena, meu pai viajava muito e minha mãe dizia que não moraria em casa pra ficar sozinha com duas crianças pequenas. Fui acostumada a ter só uma porta em casa e janelas que ficam a metros e metros do chão.

As duas únicas experiências que eu tive de morar em casa foram: em Curitiba, quando moramos em um condomínio fechado e depois, quando morei em uma casa de família em Londres.

Nos últimos cinco anos, tive um pouco da experiência de como é viver em uma casa. Até gostei da ideia de ter pátio, não ter que dar satisfação pra ninguém, não pagar condomínio, mas na semana passada, voltei a lembrar o porquê de não querer morar em casa.

Invadiram a casa do meu namorado. Mexeram em tudo. Levaram coisas. Essa foi a segunda experiência que tive, a segunda vez que acompanhei o caso de perto. Uma das piores sensações do mundo é entrar em casa e ver que nada está do jeito que você deixou, que alguém esteve ali, mexeu em tudo que é seu sem o menor cuidado e levou coisas suas, coisas que você suou pra comprar, coisas que não tinham valor nenhum a não ser o valor sentimental...

O medo que fica demora pra ir embora e aquela sensação de segurança dentro de casa talvez seja irrecuperável. 


Aos poucos vamos nos prendendo dentro da nossa própria casa. Grades, alarmes, cães de guarda, interfones, seguranças...

sexta-feira, 26 de setembro de 2014

Era fotografar ou viver. Eu escolhi viver.

E aquele momento único eu não consegui capturar. Porque eu, logo eu que sou fotógrafa e tenho uma câmera maravilhosa, não fui capaz de fotografar aquele momento?

Era a primeira vez que colocávamos a chave na porta daquele que vai se tornar o nosso primeiro lar. Não se faz isso duas vezes na vida. A máquina estava ali, preparada. Guardei.

Era fotografar ou viver. Eu escolhi viver.

Escolhi guardar cada segundo, cada sensação, cada lágrima de emoção daquele momento que não durou mais que um minuto na minha memória. Decidi eternizar o sentimento e não a imagem. Guardei no coração, não no papel.  

Fecho os olhos e consigo voltar exatamente àquele segundo. Sinto o coração bater forte e aquela mesma lágrima que correu lá, corre agora. Lembro perfeitamente de cada canto do apê, dos sorrisos, das palavras, das juras. Sinto o abraço, o beijo, o cheiro de casa fechada, vejo as janelas se abrindo e escuto o champanhe estourando.


Tem coisas na vida que vale a pena serem guardadas só na lembrança. Há quem diga que se lembra melhor através das fotografias. Pra mim, se você não consegue fechar os olhos e sentir tudo de novo, cada sensação, os mínimos detalhes, me desculpe a franqueza, mas você não conseguiu viver aquele momento intensamente. 

Agora é você e você

E de repente, você se vê tendo que tomar decisões que antes não eram sua responsabilidade. Porque o pânico queridinha? Você cresceu. Não era o que tanto querias? Porque o medo agora?

Eu avisei que os grandes passos que você vai dar na vida virão acompanhados de grandes decisões, grandes responsabilidades, grandes medos... Não avisei? Amadurecer dói.

E você achou que o fato de pagar suas contas já te fazia independente? Coitadinha... Santa inocência. Agora sim você vai começar a experimentar o ônus e o bônus da independência. O doce e o amargo. Aproveite!

Seja bem vinda à vida adulta. Sim, porque apesar de você estar ali, beirando os trinta, você ainda era considerada uma criança pelos seus pais. Só agora eles percebem que você deixou de ser mocinha para virar mulher, e quando isso acontece amadinha, pode dar adeus aquela mistura gostosa de vida de adolescente com vida adulta.

É agora que as contas vão começar a chegar no seu nome, a casa não vai se arrumar sozinha nem tampouco a comida sai pronta da geladeira. Os problemas vão bater na sua porta à sua procura e não vai ter papai nem mamãe para dizer que você está ocupada. É você e você.


Mas não se assuste, é meu trabalho te dar esse choque de realidade para que você se prepare para o que estar por vir, mas eu também preciso dizer que você vai aproveitar muito. Vai curtir cada minuto e cada espacinho dessa nova fase. Aproveite. Curta. Faça tudo que tiver vontade, afinal, agora sim, a casa é sua!