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quinta-feira, 9 de abril de 2020

Auto cobranças tóxicas


Isolamento, medo, saudade da família, cobranças, ansiedade, trabalhar, malhar, cozinhar, limpar, lidar com um turbilhão de sentimentos, passar álcool gel, usar máscara, tirar o sapato ao entrar em casa, trocar de roupa, lavar as mãos... definitivamente, não tá fácil!

Os dias tem sido assim, sentada horas e horas trabalhando (mais horas do que normalmente diga-se de passagem) e me entupindo de notícias e atualizações sobre a pandemia do Coronavírus (ossos do ofício). Depois disso não sinto vontade de fazer nada além de comer, rolar infinitamente a time line do Instagram, ligar a TV ou ler um livro, esse último com menos frequência, confesso.

É difícil me desligar, a cabeça não para, fica girando num looping infinito em torno de mortes, doentes, números, curas, pautas, posts... Tem dias que me cobro por não estar fazendo uma das milhares de coisas que estão se acumulando na minha lista e tem dias que eu me respeito e aceito que não estou a fim, que o mundo não vai acabar se eu ficar sem fazer nada produtivo, e tá tudo bem! 

O que eu quero dizer é que a pressão já tá grande, a gente não precisa colocar mais peso sobre as nossas costas. Sabe aquele treino que você não fez? Tudo bem! Aquela aula de Yoga que você prometeu que ia fazer todos os dias? Sem problemas! Relaxa! Não tá fácil pra ninguém!

Se quiser, aproveita esse tempo pra pensar em você, na sua jornada, na sua missão! E se não quiser, fica de boas que tá tudo bem também!

terça-feira, 7 de abril de 2020

7 de abril de 2020, dia do jornalista e dia mundial da saúde.


Hoje, especialmente hoje, nesse dia do jornalista, venho pedir respeito a esse trabalho tão importante que também está na linha de frente dessa pandemia tanto quanto o trabalho dos médicos, enfermeiros, fisioterapeutas e outros profissionais da saúde que estão lutando dentro dos hospitais para salvar vidas.

A todos os colegas jornalistas, deixo aqui meu agradecimento e meus parabéns!

O nosso hoje anda exigindo demais de todo mundo, mas pra nós, jornalistas, tá bem desafiador. Se eu, que já não trabalho em veículo há muito tempo, não produzo mais programa diário como antes, já perdi as contas de quantos cafés já tomei, quantas matérias e entrevistas já fiz, fico imaginando os colegas que estão nas ruas todos os dias...

Não tá fácil. As coisas acontecem muito rápido e todos nós, jornalistas, seja nos grandes veículos de comunicação, seja nas assessorias, estamos correndo atrás da máquina e dando o nosso melhor para levar informação de qualidade para todos.

Apesar de tudo, da pandemia, do volume de trabalho, do home office, da distância e das dificuldades, preciso confessar que está sendo muito gratificante estar envolvida diretamente nisso. É um aprendizado incrível! Já são 10 anos de formada, 10 anos jornalista, e eu nunca me senti tão realizada profissionalmente quanto me sinto hoje. O cansaço mental é compensado quando vejo que o meu trabalho é importante para muitas pessoas.

Eu sei que não tá fácil pra ninguém... isolamento, medo, saudade, cobranças, ansiedade, conciliar todas as atividades, lidar com um turbilhão de sentimentos, passar álcool gel, usar máscara, tirar o sapato ao entrar em casa, trocar de roupa, lavar as mãos... definitivamente, não tá fácil!

Dias melhores virão, não tenho dúvidas disso! Até lá, seguimos com coragem e fé!




sexta-feira, 27 de novembro de 2015

Agora não, depois eu faço, ainda tem tempo...

Esse é um dos meus principais defeitos, a procrastinação. Eu iria ainda mais fundo, a sabotagem.
Quando deixo para amanhã algo que poderia ser feito já, sei exatamente o que estou fazendo, não é algo inconsciente. Sei que amanhã mil e uma coisas podem acontecer e pode não dar tempo, sei que vou ficar ansiosa porque vou achar que não vai dar tempo, mas me conforto com a icônica frase “trabalho melhor sobre pressão”.

De fato, nunca deixei nada importante por fazer, embora as deixe sempre pra última hora. Nunca atrasei trabalhos da faculdade ou projetos no trabalho. Mas ultimamente, eu diria até nos últimos anos, tenho deixado uma coisa muito importante para depois (um depois que nunca chega) EU.

Mais um ano se passando e mais uma vez eu vendo coisas minhas que eu não fiz, sonhos que eu não realizei (e que eram totalmente possíveis), projetos que não andaram nem um pouquinho. Resultado: mais e mais ansiedade pingando nesse poço que já tá quase transbordando.

É ruim ouvir de alguém que amamos muito que é preciso definir prioridades e que uma delas tem que ser eu, a minha saúde física e mental. Faz a gente pensar em que rumo está seguindo, onde isso vai parar, o que queremos do futuro... Aquelas perguntas cretinas que nunca sabemos as respostas.

Minha vida toda até aqui foi de desculpas. Não fiz isso porque aquilo. Não fui lá porque choveu. Não segui esse plano porque me desmotivei e pisei na bola. Não vou em tal lugar porque acaba tarde e eu moro longe.

Perdi tempo procrastinando muitas coisas. Perdi algumas oportunidades de fazer coisas bacanas, conhecer pessoas legais, visitar lugares que nunca imaginei. Não quero mais isso. Não quero mais ser a pessoa preguiçosa, procrastinadora e cheia de desculpas.

Já me disseram que eu sou muito forte, que eu já fiz tanta coisa que nem me dei conta de como precisei ser forte, que se eu me visse como os outros me veem eu sentiria orgulho de mim. Realmente, meu espelho tem defeito e meu senso crítico também. Não me vejo essa pessoa forte e capaz que algumas pessoas enxergam. Talvez eu esteja me escondendo atrás dessa aparência frágil para ter atenção, talvez eu não queira ser essa pessoa por algum motivo que eu juro que não sei qual é...

Enfim, final de ano é assim pra mim... Fico mais pensativa, faço um balanço de tudo que aconteceu e, escrevendo isso agora, parando pra pensar nesse 2015, percebo que apesar de algumas coisas não terem sido tão legais, foi muito bom, aconteceram coisas maravilhosas, tive ótimos resultados, mas percebo também que me deixar de lado esse tempo todo não me fez nem um pouco bem e faz com que a sensação seja de fracasso total.


Eu quero. Eu posso. Eu consigo. Eu vou mudar isso para que os próximos anos sejam cada vez melhores e que essa sensação ruim dê lugar a alguma outra que eu desconfio que não conheço... 

quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

13 lições de Curitiba

Esses três meses que morei em Curitiba fizeram com que me conhecesse melhor e tomasse algumas decisões que vou levar pra vida toda. Algumas delas estão escritas aqui, outras eu guardo pra mim porque infelizmente não consegui colocar as ideias em palavras...

- Eu não consigo e não quero viver longe das pessoas que eu amo e, enquanto eu puder escolher, vou escolher a felicidade, o brilho nos olhos, a paz de espírito que elas me dão só de estar por perto e que não encontro em lugar algum.

- Dinheiro nenhum no mundo paga ou sequer ameniza a saudade das pessoas que amamos. Quando a saudade bater forte, o dinheiro vai embora nas passagens e ligações que você vai fazer. Pense se vale a pena.

- Trabalhar duro é importante, dinheiro é importante para nos dar o conforto que precisamos/queremos. Mas sempre que possível, faça algo de que realmente gosta. Assim, as coisas ficam muito mais fáceis.

- Educação a gente aprende em casa e pratica na rua. Preserve isso! Lembre-se de tudo que teus pais ensinaram e pratique. Pratique sempre! Você não é melhor que ninguém. Não importa qual o seu cargo ou seu salário. Você continua igual aos outros. Poder pagar por coisas caras não te dá o direito de ser mal educado com ninguém. Ninguém mesmo!

- Peça conselhos. Escute os mais experientes. Mas não esqueça que a sua vida é uma só e pertence única e exclusivamente a você. Ninguém sabe o que você sente, o que passa ou o que é importante pra você. Escute, pense, pondere e decida. A discussão é solidária, a decisão é solitária.

- Quando tiver que tomar uma decisão importante, pense em que impactos isso vai ter na sua vida e se você é capaz de (com)viver com eles. E não se esqueça que as consequências reais podem não ter sido previstas por você. Aguente.

 - Aqueles que te criticam, que dão conselhos e opiniões sobre a sua vida ou não te conhecem ou morrem de inveja da tua coragem. Nesse caso, não se importe com o que eles dizem e não deixe que nada influencie nas suas decisões. Quem vai conviver com elas é você mesmo, não eles.

- Aprenda a se virar sozinho. Dependa o mínimo possível de quem quer que seja para fazer as coisas básicas da sua rotina. Seja independente. Busque essa independência sempre. Acredite que pode ser divertido fazer programas onde a sua melhor companhia é você mesmo.

- Faça amigos. São eles que vão te apoiar nos momentos difíceis. Eles vão estar ali quando a sua família não estiver. Escolha-os bem.

- Adapte-se. A vida vai te dar milhares de situações para viver. Viva cada uma delas intensamente, aproveite os momentos, arrisque-se. No final das contas, o que levamos são as experiências que vivemos e não as coisas que temos.

- Curta a saudade, fique triste, chore, descabele-se. Até os momentos de tristeza terminam. Curta-os intensamente, aprenda as lições e levante-se. As decepções, obstáculos, quedas existem para nos fazer perceber o que é realmente importante e não para nos matar. Acredite, você não vai morrer se tiver uma grande decepção ou perda. Faça de cada situação um aprendizado e siga em frente mais forte. O que não mata, fortalece.

- Cuide-se. A sua saúde é a coisa mais importante que você tem. Sem ela, nenhum dos itens anteriores é possível. Faça exercícios, caminhe, corra, sorria, alimente-se bem. Pequenas coisas podem ter um grande efeito a curto, médio e longo prazo.

- Se no final de tudo, você perceber que não está feliz mesmo tendo tomado a decisão racionalmente mais acertada, não tenha vergonha de recomeçar. Sempre é tempo de começar de novo e descobrir mais sobre si mesmo. Não tenha medo, é errando que se aprende.

sexta-feira, 7 de junho de 2013

Stress sai de mim!!

Ando em uma época em que todo o stress que pode existir dentro de mim está se manifestando no meu corpo em forma de alergias, gripes e outras coisinhas nada agradáveis desse tipo.

Sabe o que é pior? Embora meu corpo diga que estou virada em um poço de stress, não me sinto assim. Eu acho que as coisas estão melhorando, que meus ânimos estão controlados, mas enfim... Meu corpo não concorda...

A única saída que encontrei foi buscar atividades alternativas que (dizem) aliviam o stress. Uma delas é o artesanato. Comprei tudo para fazer cartonagem, já que não nasci com o dom da costura e do crochê que praticamente toda a família tem. Ainda não consegui colocar as mãos no tal do material e ele tá lá, todo dia me olhando e me lembrando que eu preciso reservar um tempo pra ele.

A outra coisa que resolvi fazer foi andar de bicicleta. Incomodei a santa criatura que me namora até ele arrumar a bicicleta que não usa mais e me dar. Detalhe, moro em apartamento (um pequeno apartamento) e no prédio não tem bicicletário. Com milhões de coisas pra fazer é lógico que ainda não consegui tirar a bike do corredor que virou estacionamento.

Resumo da ópera: na tentativa de aliviar o stress, acabo sempre gerando mais e mais preocupações e ansiedades na minha cabeça perfeccionista, detalhista e cri-cri.


Stress por favor, sai desse corpo que não te pertence!!

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

Lições da vida

Essa semana descobri o que realmente significa a expressão “dói no rim”. Já tinha ouvido algumas vezes, mas nunca soube o verdadeiro porque de ser no rim e não no coração ou outra parte qualquer do corpo.

Pois uma bela infecção no rim me fez descobrir a força dessa expressão. Uma semana de molho por causa do dito cujo. Dores quase insuportáveis, repouso absoluto e muita água (4 litros por dia).

Bom pra pensar na vida, desde os assuntos mais triviais até os mais complexos, sim, porque tempo não faltou.

Conversei comigo mesma por longas horas, reparei que na janela do meu apartamento existe uma árvore linda e que muitos passarinhos moram nela, li a bula de todos os remédios que estou tomando, decorei toda a programação da televisão e li alguns dos livros que há muito tinha vontade e não tinha tempo. Resolvi não ficar no computador, não ler e-mails, fofocas, notícias ou postar coisas sobre a minha situação no facebook.

A gente sempre acha que o tempo é curto e que ficar um tempo de repouso é bobagem, afinal de contas, temos tantas coisas pra fazer que nossas horas vagas já estão totalmente comprometidas, mas, mais cedo ou mais tarde o nosso corpo dá sinais de que as coisas não vão muito bem e se não dermos atenção aos sinais, a pausa, o descanso, vai ser obrigatório e forçado. Pode acreditar!