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quarta-feira, 5 de abril de 2017

Uma folha em branco para desacelerar


Uma folha em branco é quase como um recomeço. Uma oportunidade pra fazer tudo de novo, reescrever corrigindo os erros, melhorando, buscando sinônimos para palavras repetidas...

Eu gostava mais daquele tempo quando as palavras eram riscadas e rabiscadas, às vezes apagadas pela borracha que deixava suas marcas no papel, denunciando a sua tentativa de passar despercebida.

Sempre gostei de escrever à mão e à caneta, que é pra não ter chance de apagar um texto pelo simples fato de ter medo do que os outros vão pensar ou por achar que aquilo está muito piegas, muito sentimental, muito bobo.

Sou do tempo em que a gente escrevia muito. Tive diário, vários deles, muitos mesmo... Até hoje estão guardados cuidando das palavras que escrevi, muitas vezes contando problemas adolescentes, infantis até... Escrevia cartas para os familiares que moravam em outra cidade, contava as coisas que aconteciam comigo e adorava a expectativa, algumas vezes frustradas, de receber a resposta, abrir aquele envelope cheirando à cola, com selo e tudo. Ai, ai...

Por mais que a gente tente não se render à praticidade da tecnologia, é quase impossível resistir. Ela veio pra ficar, pra ajudar a tornar tudo mais rápido, mais instantâneo. Mas isso traz também a contrapartida, as coisas ficam mais efêmeras, passageiras, sem importância.

Lembra do tempo das fotografias de filme, quando precisávamos esperar até ver o resultado dos cliques? Depois de esperar tanto tempo, a gente nem se importava com fotografias meio fora de foco, tremidas, com uma pose ruim ou uma careta imperfeita. Hoje, é só celular, mil selfies na mesma pose até achar aquela fotografia perfeita que vai retratar um momento inesquecível que você não está vivendo porque encontra-se muito ocupado tirando fotos.


Eu, como boa fã do papel e da caneta, continuo escrevendo e reescrevendo as coisas. Começando e recomeçando a cada folha em branco que me aparece no caminho. Me pego pensando para onde estamos indo com essa pressa toda, onde vamos chegar... Será que não é bom reservar um pouquinho do nosso tempo pra desacelerar?

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015

Just do It!

Hoje é dia de atualizar o blog, sair da leseira e colocar o universo para girar a nosso favor.

Mais um daqueles momentos em que me pergunto o que estou fazendo da minha vida, quais são as perspectivas, o que eu quero desse ano que tá começando... Dúvidas, dúvidas e mais dúvidas. Só pra complicar e atiçar a minha mania de querer planejar tudo e fazer listas e mais listas de atividades para (não) concluir.

Chega de procrastinação. Chega de deixar pra depois o que dá pra ser feito agora.


E como hoje é segunda, fica aí uma mensagem de motivação pra semana!


segunda-feira, 15 de setembro de 2014

Por um amor com brilho nos olhos

Chega de se contentar com pouco garota! Você tem tudo para ter alguém que mereça o amor que você tem para dar. Alguém que te ame, que fique feliz com as tuas conquistas, que vibre junto, que seque suas lágrimas e te dê a mão quando você cair.

Não perde tempo com quem tem inveja de ti, te engana e trai a tua confiança na cara dura. Tu merece muito mais que isso! Se ele não percebe, sai dessa e vai atrás daquele amor com brilho nos olhos.

Aquele amor que dá o frio na barriga, que enche seu coração de alegria, que faz uma lágrima de felicidade rolar discreta dos seus olhos.

Chega de se contentar com pouco! Acredita, ele não é o único homem da face da terra e nem tampouco é o único que pode gostar de ti. Olha as tuas qualidades, para de notar só os defeitos...

Livre-se desse amor encosto e tu vai ver que logo logo aparece aquele amor brilhante. Um amor que te faz rir até das coisas mais improváveis, que te faz perceber como as coisas simples podem ser as mais importantes. Um amor diferente dos amores que aparecem nas novelas e filmes, um amor sem intrigas, sem brigas, sem traição. Um amor tranquilo, um amor real, com brilho nos olhos! 

terça-feira, 9 de setembro de 2014

Sonhar by MC Gui

Esses dias ouvindo o rádio a caminho do trabalho escutei uma música muito boa que me tocou o coração (que profundo!).

“Ostentar esperança” do MC Gui. Calma, eu também fiquei meio assim quando ouvi o nome dele. “Um funkeiro fazendo música legal?! Não pode!!”. Mas acredite, é a mais pura verdade.

Quer ver só? Ó um trechinho da música aí:

“Sonhar, nunca desistir
Ter fé, pois fácil não é nem vai ser
Tentar, até esgotar suas forças
Se eu já tenho eu quero dividir
E ostentar pra esperança levar”

E vale ouvir a música toda porque a letra dela é bem interessante.

Achei demais o fato de um funkeiro levar uma letra desse tipo pra multidão, uma letra que faz pensar, que fala alguma coisa que não seja “Créu, créu, créu” ou coisa parecida.


MC Gui, tirei o chapéu! 


segunda-feira, 10 de março de 2014

Quando a vida testa o nosso equilíbrio

Eis que vida se apresenta mais uma vez para testar o nosso equilíbrio.

A cabeça se enche de dúvidas, pensa nisso, pensa naquilo, não decide nada. Você não está angustiada, mas se sente daquele jeito e sabe que, mais cedo ou mais tarde, vai acontecer tudo de novo.

E é ela mesma, a vida, que se encarrega de plantar os brotinhos de dúvida na tua cabeça. Ela te apresenta novas possibilidades e tu, que tava toda tranqüila já não sabe mais o que pensar.


Não dá pra fugir. A hora de tomar uma decisão e parar de deixar a vida te levar está chegando cada vez mais perto. Aproveita que dá tempo e pensa com carinho. Pesa os prós e contras. Eu sei que tu não te importa se te chamarem de louca insana, mas pensa bem... 

O que VOCÊ realmente quer? 

quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

Papo de salão – traição

Mulherada que frequenta o salão (algumas mais outras menos) sabe que é assim! Tudo é discutido no salão enquanto umas fazem as unhas, outras o cabelo, outras uma hidratação. Não importa qual o assunto, novela, filhos, amor, traição, fofoca. Todo mundo fala, todo mundo dá pitaco na vida alheia.

Tudo começa com uma simples e polêmica pergunta:
“Vocês acham que uma traição é perdoável?”
Pronto, está feito o fuzuê!

Minha resposta: Depende. Depende de como eu ficar sabendo.

O pior da traição (pra mim) é a mentira, esconder, enganar, fazer de trouxa. O ato em si eu acho que é perdoável sim, dependendo das circunstâncias e de muitas outras coisas que variam de acordo com cada casal e que só dizem respeito aquelas duas pessoas. Mas a coisa de enganar, mentir, fingir, isso sim não tem perdão.

Só tem uma coisa... Perdoar é muitíssimo diferente de esquecer. Se você, o traído, não é capaz de conviver com aquela lembrança que, mesmo que fique lá escondida em um canto esquecido da memória, um dia vai voltar pra atazanar a tranquilidade, caia fora.

Não é saudável para ninguém viver do passado mas também não é possível apagar o que aconteceu lá atrás. E como é do ser humano, temos uma facilidade imensa de lembrar as coisas ruins, as dores, as mágoas. O que é possível mas requer um pouco de esforço é conviver com aquilo. Perdoar requer muito amor e muita confiança.

Uma traição perdoada abre os olhos. Faz você perceber que o seu príncipe encantado (ou princesa) não é perfeito e que coisas desse tipo podem acontecer de novo. Sabe aquele ditado “gato escaldado tem medo de agua fria”? Perdoar a traição do parceiro faz você ficar no estado “sempre alerta” e confiar desconfiando.


O casal tem que aprender a conviver e aceitar isso. O traído tem que conviver com a dúvida e o outro com a desconfiança. 

quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

Feliz dia do fotógrafo pra você!

Durante a faculdade de jornalismo, fiz várias cadeiras de fotografia e me apaixonei. Sim, porque a fotografia é apaixonante. Faz você ver as coisas de um jeito diferente e te dá o poder de transformar coisas simples em imagens exuberantes.

Eu particularmente, sempre gostei de fotografar pessoas. Captar a essência de cada um, mostrar a beleza que as vezes não se percebe, colher sorrisos espontâneos. Aliás... Fotografias espontâneas são as melhores!!

Hoje então, quero parabenizar todos aqueles que amam a fotografia assim como eu, que vivem disso ou não e que usam desde o celular até a câmera profissional para praticar. Porque de fotógrafo e louco, todo mundo tem um pouco!!

terça-feira, 7 de janeiro de 2014

Namorada da estação

Esses dias um grande amigo me veio com essa: existem dois tipos de namorada, a de inverno e a de verão.

Eu me recusaria a explicar o porquê da distinção, mas como ninguém é obrigado a entender, aí vai: a namorada de inverno é a gordinha, a de verão a gostosa.

Desde que ouvi isso não consegui parar de pensar no quão estúpida, fútil e superficial é essa distinção. 

Me irrita o jeito como as pessoas etiquetam umas às outras sem ao menos conhecer a criatura. Estão aí aplicativos revolucionários como o Tinder e o Lulu que nada mais são do que simples vitrines onde você “compra” se o produto agrada os olhos.

Não vou falar sobre como esses padrões de beleza me irritam ou repetir máximas como “quem vê cara não vê coração”. O que eu quero com esse post é propor uma reflexão sobre o que faz uma mulher ser realmente bonita, atraente, especial.

Eu descobri que o homem tem um papel muitíssimo importante na beleza da mulher que está ao seu lado. Sim, nós mulheres temos zilhões de hormônios que quando não estão em perfeita harmonia desregulam tudo dentro do nosso corpitcho e o resultado quase sempre, são alguns quilinhos que insistem em ir e vir mas nunca nos abandonam.

Agora você pergunta: o que os homens têm a ver com isso?

Simples. O que faz uma mulher realmente bonita é a confiança. Uma mulher confiante não se importa com os números da balança ou com o tamanho do manequim, ela é linda do jeito que é. E o papel do homem é justamente, encher a mulher de confiança!

Homens amados do meu coração, alimentem o ego da mulher que vocês têm ao lado e descobrirão que não importa a estação, o peso ou o tamanho do biquíni que ela veste, ela vai ser dona de uma beleza incrível e incapaz de se esvair com o tempo!

#ficadica

sábado, 9 de novembro de 2013

Emoção x Razão

- Vai, tu consegue!
- Tu não sabe o que tá falando!
- Eu sei. Acredita em mim! Coragem!
- É fácil falar né, não é tu que tem que arcar com as consequências depois. 
- Vamos guria!! Não perde tempo! Não esquece: a hora é agora!
- Eu tenho medooo!!
- Esquece isso!! Tu é capaz. Vai dar tudo certo!
- E se...
- E se nada!! Vai! Pula! Voa!
- Mas...
- Ó, falando sério... Tu vai te arrepender se não for agora!
- Peraí! Eu preciso pensar!
- Que pensar o que?? Quem pensa demais não faz nada na vida.
- Mas eu preciso pensar, colocar na balança... 
- Isso aqui não é feira pra colocar as coisas na balança. Isso é a tua vida! Te mexe guria!
- Dá pra ter um pouquinho só de calma?
- Não!
- 5 minutinhos só?
- Já disse que não! Decida-se! Já!
- Ai meu Deus... O que eu faço??
- Não é óbvio? Larga tudo e arrisca! 
- E o dinheiro? Minhas contas no final do mês? 
- Tudo isso se ajeita, acredita em mim porra!
- Não consigo fazer isso!
- Consegue sim! Quanta coisa tu já arriscou?? Pensa!!
- Tá, é verdade, mas...
- Então? Tá esperando o que? 
- Tchê!!! Eu não posso fazer isso agora!!
- E porque não, posso saber?
- Eu acabei de dar uma guinada na vida. Não acha que tá muito cedo pra outra?
- Sinceramente? Não!
- Pois eu acho...
- Tu tá feliz pelo menos?
- Tu sabe que não né?!
- Então porque tu não pode ir?? 
- Tu nunca vai entender... 
- Blá, blá, blá... 
- Tu fala como se fosse muito fácil... O que vão dizer de mim?
- E isso te interessa?
- Não.
- Então?? Não tô te entendendo mesmo...
- É que eu não me importo com o que os outros vão pensar, mas tenho medo de pensar que eu sou um fracasso. 
- Tu não é um fracasso.
- Ok, mas as vezes eu acho que sou, dá licença?
- Tudo bem. Mas cada vez que tu pensa isso, eu perco as forças, tu sabe. 
- Eu sei. Desculpa, mas é mais forte que eu.
- Por favor... Tenta! O que é que custa?
- Como assim o que é que custa? Tu acha que é tudo muito fácil... Eu lutei até agora pra chegar aqui, não posso simplesmente jogar a toalha. 
- Não entendo... Se tu não tá feliz, porque não pode? Vai ficar ai perdendo tempo?
- Pelo menos tem a recompensa no final do mês!
- A gente sabe que isso não é o mais importante. 
- Eu sei, mas ainda assim é importante. 
- Meu... Tenta!!! 
- E eu não tô perdendo tempo! Tô aprendendo...
- Tá é te iludindo, isso sim!
- Não tô não!
- Tá sim. Cagona! 
- Não sou cagona não!
- Ok, desculpa. Tu não é cagona. Não mesmo... Mas tu ainda pode ir mais longe. Só depende de ti! Vai!!
- Calma, tenho que esperar mais uns meses. 
- Eu não posso ter calma. O meu trabalho é te jogar pra frente. Vamos!!
- Como eu queria que fosse fácil assim como tu diz. Mas não é... Tu sabe disso.
- Eu nunca disse que ia ser fácil. Os caminhos mais difíceis são os mais prazerosos. Não custa arriscar. 
- Tá. Vou pensar! Vou planejar e outra hora conversamos. Tá bom assim? 
- Claro que não! Mas por enquanto não posso fazer mais nada por ti... 
- Desculpa te decepcionar.

quarta-feira, 3 de julho de 2013

Confusão...

Hoje começo a me dar conta de algumas coisas...

Talvez essa não seja a hora de colocar em prática alguns planos que só existem na minha cabeça.
Talvez agora seja a hora de me concentrar em algo mais prático e certo do que nos meus sonhos.
Talvez essa seja a hora de recuar um pouco para aprender mais e depois agir com mais conhecimentos e habilidades.


São tantas coisas que me ocorrem que não sei mais se o que estou fazendo está certo ou não, se estou no caminho certo. E quando eu achei que uma conversa ia me ajudar a esclarecer algumas ideias me vi ainda mais confusa e encurralada nesse beco sem saída. 

segunda-feira, 1 de julho de 2013

Inspiração!

Hoje começa oficialmente o segundo semestre do ano. Apesar de achar que esses seis meses passaram voando e não desejar o mesmo para os próximos, sei que já já é Natal e começam as festas de final de ano e a terrível época de refletir...

Pra inspirar esse momento meio de ano, me deparei com essa frase do incrível Albert Einstein.


Um bom restinho de ano pra todo mundo e corre que ainda dá tempo de chegar no final do ano com uma penca de coisas da lista de promessas realizadas. 


segunda-feira, 3 de junho de 2013

Namorar custa caro?

Já parou pra pensar quanto a gente gasta quando está namorando?

Vésperas de dia dos namorados e não é difícil ouvir os “casados” se queixando que a mulher gasta de mais, que namorar custa caro e blá blá blá, mas será mesmo? Eu até concordo que manter as necessidades básicas (ou nada básicas) de uma mulher pode custar algum dinheiro, mas peraí pessoal... Namorar também tem suas vantagens...

Quem achou que eu ia falar do cobertor de orelha no inverno, da companhia pra ir ao cinema, de dormir de conchinha se enganou. O que eu quero dizer é que se você tem uma namorada que trabalha, corre atrás das coisas que quer e ganha o próprio dinheiro, você vai ter uma namorada parceira, que vai construir junto com você, vai dividir a conta do restaurante, vai comprar presentes pra te agradar, vai estar sempre linda, bem vestida e arrumada.

Além do mais, para um pouco e calcula qual era o rombo na carteira quando estava sozinho... Tendo que pagar festa todo final de semana, roupa nova, perfume, cerveja pra mulherada na balada, gasolina pra levar a guria pra casa...

Enfim... A Folha publicou um teste que calcula o valor que os casais gastam durante o ano. Achei legal (e assustador), mas acho que podiam bolar um teste para solteiros também!

sexta-feira, 10 de maio de 2013

Preciso comprar um diário


Dando uma olhada no Facebook antes de dormir, me deparei com uma frase de uma amiga que dizia o seguinte:

“Preciso comprar um diário para escrever as coisas que não posso postar no Face.”

Me identifiquei muito! Mais uma jornalista como eu, amante da escrita a qualquer preço (ou assunto), cheia de pensamentos, ideias e ideais que se vê diante da tela do computador sensurando seus próprios textos e pensamentos.

Acontece com todos aqueles que tem um pouco de noção do que é a Internet. É impossível não pensar em quem vai ler, como vão receber aquela mensagem e o que vão fazer com ela.

Lembro das aulas de teorias da comunicação e dos conceitos de comunicação, mensagem, receptor, ruídos...

As redes sociais fazem isso com as pessoas... Obrigam-nos a pensar em um número limitado de caracteres onde é impossível desenvolver uma mínima linha de raciocínio e com medo de sermos mal interpretados, por vezes, acabamos deletando as coisas antes de publicá-las.

Certo ou errado?

Existe tanta besteira disponível nas redes sociais que me canso de entrar só para ler coisas com conteúdo inútil.

Não sabe o que dizer? Só tem bobagem a dizer? Fica quieto então!

Já tem nosso cartão?


Sempre que colocamos os pés em uma loja de departamentos, a primeira coisa que acontece é alguém nos abordar para oferecer os milagrosos “cartões da loja”.

Nessa situação, já chegaram em mim das mais diversas maneiras...

Já levei susto de vendedores que saíram correndo na minha direção como se eu fosse um bote salva vidas do Titanic, já fui coagida por uma vendedora que tinha duas vezes o meu tamanho, voz grossa e olhar amedrontador, já senti pena de outra que foi super sincera dizendo que só faltava um cartão para que ela atingisse a meta do mês e já fui recebida com um sorriso agradável seguido de uma reação normal diante da minha recusa em fazer o cartão.

Não importa se você está só dando uma “olhadinha” básica ou se vai realmente comprar alguma coisa, ninguém passa batido pelos oferecedores de cartão.

Me pergunto porque raios os comerciantes obrigam essas pessoas a se tornarem pessoas chatas. Sim, porque me recuso a acreditar que alguém escolha ficar ali o dia todo incomodando os outros e, muitas vezes ouvindo não e agüentando cara feia dos estranhos que passam.

Eis que dia desses, quando finalmente resolvi fazer o cartão de uma dessas lojas, entro no local olhando para todos os vendedores com um sorriso no rosto que dizia: “Vem, pode me perguntar que hoje vou fazer o meu cartão!”.

Por incrível que pareça, NENHUM deles veio até mim, nem um sequer se aproximou de mim. Eu estava praticamente sozinha dentro da loja (eram 11h), atravessei o local duas vezes, disfarçando, e ninguém me perguntou se eu queria fazer o maldito cartão!!

Engoli a seco meu tão ensaiado SIM e saí da loja decepcionada.

O sistema obriga as pessoas a serem chatas e basta não ter um supervisor de chatice por perto que elas voltam ao normal...

segunda-feira, 27 de agosto de 2012

Fim dos tempos


Cada dia que passa acredito um pouco mais na profecia Maia que diz que o mundo vai acabar no dia 21 de dezembro de 2012. Do jeito que nós, seres-humanos, estamos vivendo nesse mundo não vamos longe não...

Brincadeiras a parte, fiquei preocupada hoje quando vi um motorista de ônibus xingando em alto e bom som um motorista de outro ônibus porque estava esperando parado no ponto um homem que atravessava a rua correndo para entrar no veículo.

Já aconteceu comigo diversas vezes... Tentar atravessar a rua na hora do movimento, atrasada, ver o ônibus chegando e ficar naquela situação do “vai-não-vai”. Algumas vezes o motorista esperou que eu conseguisse atravessar para seguir, outras vezes cruzei com um desses mau-humorados de plantão que só querem saber de cumprir o horário.

Mas a questão não é nem essa. O que me deixou chocada e um pouco indignada a ponto de quase sair em defesa do motorista gentil dentro do ônibus, foi o fato dele ter sido xingado como se tivesse feito uma barbeiragem no trânsito.

Por isso eu digo, o fim dos tempos está próximo... No dia que a gentileza deixar de existir o mundo acaba!

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Papo de ônibus - FÉ

Ontem, ouvi uma conversa entre duas pessoas no ônibus que me chamou a atenção.

No banco atrás de mim havia uma senhora e ao lado dela um homem que devia ter algo em torno de 28 anos. Ele lia a Bíblia silenciosamente. A senhora não resistiu e perguntou se ele estava mesmo lendo a Bíblia. Esse assentiu com a cabeça e ela disse “Deus te abençoe meu filho!”.

Não demorou muito, ela tentou puxar papo com ele:
“Eu fico emocionada quando vejo um jovem como tu lendo a Bíblia”
E o diálogo começou...
“Qual a religião da senhora?”
“Eu sou católica praticante, Graças a Deus! Leio a Bíblia todos os dias!”
“É, eu sou da assembleia de Deus.”
Ela repetiu:
“Fico emocionada quando vejo um jovem como tu lendo a Bíblia. Esse mundo tá tão perdido que me emociono.”
“É? Mas a senhora não pode se emocionar. A emoção não é de Deus!”

Nesse momento tive que olhar pra trás pra ver a cara do sujeito que teve a capacidade de dizer uma maluquice dessas. E a senhora, meio de boca aberta e sem entender o que o querido tinha falado, disse que se emocionava mesmo assim. O insensível encerrou o diálogo:
“Cada um com a sua crença”

Sabe quando dá vontade de se meter na conversa dos outros? Pois eu quase não me contive.

O sujeito está tão bitolado com a SUA crença que esquece que o DEUS é o mesmo para todos. A única coisa que a senhora quis dizer pra ele foi que fica feliz de ver que mesmo jovem, ele acredita e tem fé em Deus. Agora, me dizer que emoção não é coisa de Deus???? COMO ASSIM?????

Nós somos todos filhos de Deus. Quer coisa mais cheia de emoção do que o ser humano?

Ele estava lendo a Bíblia todo cheio de razão. Mas porque isso quer dizer que ele tem mais fé do que eu, por exemplo? Ele lê a Bíblia, mas não foi capaz de praticar alguns dos ensinamentos do Filho de Deus no ônibus com a senhora como o respeito, a educação, a compreensão, o diálogo, a troca de experiências, o cultivo da fé, entre outros tantos. Pelo contrário, ele não deu a mínima pra senhora, foi como se a religião dele fosse a certa e a única e a da senhora fosse bobagem.

Emoção não é de Deus?? Francamente!!!
Me indignei!

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Provas

É impressionante como somos criados desde pequenos para fazer provas. O que nos passam é que para ser alguém na vida precisamos passar por muitas provas. Não deixa de ser verdade, mas porque traduzir as provas da vida, em provas de verdade, com certo e errado, com erros e acertos?

As crianças desde pequenas já passam por provas no colégio. Nunca vou esquecer o dia que minha irmã mais nova, na época com uns sete ou oito anos, chegou do colégio triste. Ela tinha ido mal pela primeira vez em uma prova. Como explicar pra ela que isso não é o fim do mundo? Como dizer que não é só por causa de uma nota ruim que ela vai rodar?

Depois, no Ensino Médio, os professores nos preparam para o vestibular. Exercícios, leituras obrigatórias, fórmulas mirabolantes, pega-ratão pra todo lado... E hoje ainda tem o ENEM no meio do caminho, que tem uma prova com estilo totalmente diferente do vestibular tradicional, só pra dar nó na cabeça dos pobres estudantes.

Enfim a faculdade! Finalmente vamos estudar aquilo que escolhemos e que (teoricamente) gostamos. Mas as provas não nos largam nunca! Mesmo na faculdade lá estão elas. Acaba a faculdade. E agora? Falta o emprego. Provas de seleção, provas de classificação em programas de trainee e provas de concurso.

Por incrível que pareça, existem pessoas que vivem de fazer concurso. Nada contra! Com certeza quem batalha e acredita vai ter a sua vaga garantida em alguma empresa pública. O que não quer dizer que quem não escolhe esse caminho está condenado ao fracasso. Escolhas...

Eu nunca fui dessas que acha que só tirando 10 pra ser alguém. Nunca me foi cobrado isso. Não sei se foi certo ou errado, mas eu, sinceramente acho que existem coisas muito mais importantes do que aquelas que aprendemos na escola e que só aprendemos na prática.

É preciso avaliar pra escolher, mas como avaliar habilidades como honestidade, tolerância, humildade e criatividade nas provas convencionais?

Difícil não é?

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

O Retorno

Hoje lendo o blog A CALCULISTA, da Renuska, colega jornalista como eu, resolvi voltar a escrever. Faz tanto tempo que não pratico que espero não ter enferrujado.


Um ano se passou e tanta coisa aconteceu... O tempo passa tão rápido que quando a gente vê já foi e a gente nem aproveitou direito.
Parei de escrever em função do TCC e depois da apresentação veio o trabalho, a falta de tempo contínua e a falta de criatividade crônica...
Mas hoje decidi que voltarei.
P.S.: Valeu Rê!

quinta-feira, 29 de julho de 2010

Obsessão

Ontem saí correndo do trabalho pra chegar cedo em casa e sair pro jogo do Inter, corri um pouco mais pra não perder o ônibus e consegui (quase que por milagre) um lugar para sentar. Não demorou muito o banco à minha frente foi ocupado. Nele sentaram duas meninas que deviam ter seus 16 ou 17 anos.

Antes de continuar devo dizer que gosto de andar de ônibus. É claro que é cansativo, às vezes lotado, demorado e tudo isso que já se sabe, mas acho que dentro dele existe um mundo à parte, tantas pessoas diferentes falando sobre assuntos diferentes, tantas histórias que se fosse contar tudo que eu já ouvi, ficaria dias escrevendo. Resumindo... Sim! Eu presto atenção na conversa dos outros dentro do ônibus (até já perdi a parada por causa disso).

Dito isso, voltemos às meninas.

As duas não conversavam muito, mal trocaram meia dúzia de palavras, mas os olhares e sorrisinhos deduravam que alguma coisa tinham aprontado. Para frustração da minha curiosidade, não descobri o que foi...

Fui observando durante o caminho que as duas se vestiam com o mesmo tipo de roupas, tinham o mesmo corte de cabelo, usavam o mesmo esmalte nas unhas, exibiam a mesma maquiagem no rosto e nos pés tinham os tênis iguais, mudando só a cor, um vermelho e o outro preto.

Notei que as duas ficavam mexendo nos cabelos a todo instante. Detalhe: as janelas do ônibus estavam escancaradas. Perdi a conta de quantas vezes tentaram em vão arrumar os cabelos bagunçados pelo vento e de quantas janelas do ônibus fecharam.

A obsessão das duas começou a incomodar de um jeito que a vontade que deu foi de bater na mão das duas e amarrar para que não colocassem mais as mãos nos cabelos além de gritar dizendo que não ia adiantar nada porque elas não podiam parar o vento!

Não tenho nada contra as pessoas que gostam de se arrumar, que cuidam pra não estragar o visual, mas daí a deixar que isso se torne uma obsessão?! Péra lá né! Tenha santa paciência!

Tem coisa melhor do que sentar na janela do ônibus depois de correr pra não perdê-lo e sentir aquele ventinho no rosto? Desculpem-me meninas, mas não tem não!

quarta-feira, 7 de julho de 2010

Cegueira burra

Sabe quando temos uma imagem errada de uma pessoa e depois de algum tempo, uma conversa, uma troca de olhares ou coisa do tipo, você muda sua visão e percebe que a pessoa é legal?

Pois é. Não costuma acontecer comigo, mas essa semana aconteceu...

A tal pessoa (que, diga-se de passagem, sempre me tratou muito friamente) resolveu trocar meia dúzia de palavras comigo. No início me assustei, achei que ela tinha algum interesse por trás de tal contato (isso porque faz quase um ano que nos conhecemos). Resolvi confiar na minha intuição e resolvi que naquele momento juntaria toda a boa educação que mamãe me deu e não seria grosseira nem estúpida.

É impressionante como uma atitude simples pode mudar a relação de duas pessoas...

A partir de hoje decidi que não vou sustentar as más impressões nem as birras e só vou olhar o que as pessoas têm de bom pra oferecer. Às vezes, aquela pessoa que você acha que não é legal pode esconder coisas tão boas que você não enxerga porque está com os olhos vendados.