terça-feira, 2 de maio de 2017

Trintei, e daí?

A maioria da mulherada tem medo dos 30. Medo do tal de metabolismo, medo de ficar sozinha, medo de não conseguir entrar mais naquela calça dos 20 e poucos, medo de não ter filhos, medo, medo, medo...

No dia que eu fiz 30 anos, uma amiga mais nova olhou pra mim e perguntou: “E aí Gabi, como tu está te sentindo?”. Aquela pergunta me soou tão estranha que eu fiquei pensando qual seria a resposta que ela esperava além de “Muito bem, obrigada!”.  

Os 30 não chegam de um dia pro outro, o teu metabolismo não para de funcionar do dia pra noite, os medos não chegar junto com o teu primeiro despertar após o dia do aniversário. Tudo isso é um processo. Um processo que depende de ti levar tranquilamente ou não.

Eu podia escrever aqui milhares de coisas que eu aprendi com os 30 (assim, bem clichê) mas eu prefiro que todas nós esqueçamos um pouco essa história de idade e façamos aquilo que nos dá vontade, quando e se quisermos, do jeito que for melhor pra gente.

Eu queria chegar nos meus 30 gostosa, sendo fitness, com o emprego dos sonhos, uma carreira de jornalista invejável, viajada, casada, talvez com filhos. Quase nada disso aconteceu. Mas eu sei que nunca vou ter a maturidade que eu tenho hoje com a forma física e a saúde que eu tenho hoje com as condiçõe$ que eu tenho hoje, então, bora aproveitar esses 30!

Vamos esquecer um pouco esses fantasmas, soltar o freio e sentir, viver e aproveitar.


A verdade é que as vezes eu me acho super guria pra fazer algumas coisas e em outras situações eu me sinto uma tia velha. Acho que, em resumo, isso é ter 30 anos. É o limbo da vida. Então vamos aproveitar porque esse limbo, assim como todas as outras fases que a gente já passou, passa voando e nós vamos morrer de saudade!!

quarta-feira, 5 de abril de 2017

Uma folha em branco para desacelerar


Uma folha em branco é quase como um recomeço. Uma oportunidade pra fazer tudo de novo, reescrever corrigindo os erros, melhorando, buscando sinônimos para palavras repetidas...

Eu gostava mais daquele tempo quando as palavras eram riscadas e rabiscadas, às vezes apagadas pela borracha que deixava suas marcas no papel, denunciando a sua tentativa de passar despercebida.

Sempre gostei de escrever à mão e à caneta, que é pra não ter chance de apagar um texto pelo simples fato de ter medo do que os outros vão pensar ou por achar que aquilo está muito piegas, muito sentimental, muito bobo.

Sou do tempo em que a gente escrevia muito. Tive diário, vários deles, muitos mesmo... Até hoje estão guardados cuidando das palavras que escrevi, muitas vezes contando problemas adolescentes, infantis até... Escrevia cartas para os familiares que moravam em outra cidade, contava as coisas que aconteciam comigo e adorava a expectativa, algumas vezes frustradas, de receber a resposta, abrir aquele envelope cheirando à cola, com selo e tudo. Ai, ai...

Por mais que a gente tente não se render à praticidade da tecnologia, é quase impossível resistir. Ela veio pra ficar, pra ajudar a tornar tudo mais rápido, mais instantâneo. Mas isso traz também a contrapartida, as coisas ficam mais efêmeras, passageiras, sem importância.

Lembra do tempo das fotografias de filme, quando precisávamos esperar até ver o resultado dos cliques? Depois de esperar tanto tempo, a gente nem se importava com fotografias meio fora de foco, tremidas, com uma pose ruim ou uma careta imperfeita. Hoje, é só celular, mil selfies na mesma pose até achar aquela fotografia perfeita que vai retratar um momento inesquecível que você não está vivendo porque encontra-se muito ocupado tirando fotos.


Eu, como boa fã do papel e da caneta, continuo escrevendo e reescrevendo as coisas. Começando e recomeçando a cada folha em branco que me aparece no caminho. Me pego pensando para onde estamos indo com essa pressa toda, onde vamos chegar... Será que não é bom reservar um pouquinho do nosso tempo pra desacelerar?

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2017

Livro de fevereiro – O pequeno príncipe

Um clássico, eu sei. Já li e reli diversas vezes e cada vez que pego esse livro em minhas mãos leio de uma maneira diferente.

Dessa vez não foi diferente. Estava parada lá em casa a edição LUXO do livro, que ganhei de aniversário no ano passado, presente de outro amante de leitura como eu.

Antes de mais nada, é preciso dizer que, apesar de eu já ter lido diversas vezes a história, essa edição LUXO, de capa dura e páginas coloridas, me transportou a um outro nível de leitura. Além, é claro, de ser um livro digno de guardar em um lugar de destaque na estante.

O livro conta a saga de um principezinho que sai do seu planeta para explorar o universo, se depara com seres de diversas naturezas até se deparar com um piloto perdido no deserto. Os dois repensam os seus valores e encontram o sentido da vida juntos.

Mas o mais interessante não está na história do livro que, por si só já é linda, doce e sensível; a nova edição LUXO conta com tradução de Frei Betto e apêndice sobre vida e obra do autor. Sabe aquela vontade que dá de saber porque o autor escreveu aquela história que você acabou de ler e te faz entrar na internet pra saber mais? Pois é, nessa edição, você lê tudo isso logo depois da história.

Valeu a pena reler o clássico e ter contato com a história de Antoine de Saint-Exupéry. Recomendo!




Livro de janeiro – A arte de fazer acontecer

Mais um dos compromissos que firmei comigo mesma para esse 2017 foi ler um livro por mês.

Em janeiro, terminei de ler um livro que comecei umas quatro vezes no ano passado e não consegui terminar porque, quando chegava em um determinado ponto do livro, era tomada por uma ansiedade inexplicável que fazia com que eu abandonasse o livro na cabeceira até me irritar e esconder ele em um canto qualquer da prateleira.

O livro em questão é “A arte de fazer acontecer” de David Allen. O livro traz estratégias muito simples para aumentar a sua produtividade e reduzir o estresse com tarefas inacabadas. Apesar de comigo ele ter tido o efeito contrário no início, o livro realmente apresenta estratégias possíveis de colocar em prática hoje mesmo. Basicamente, o método desenvolvido por Allen é composto por 5 etapas: coletar, processar, organizar, revisar e fazer. Muitas delas eu já utilizo no dia a dia graças a um blog que acompanho semanalmente (Vida Organizada – indico muito!).

No início o livro me causou ansiedade porque a minha vontade era parar a cada parágrafo para colocar em prática as dicas que ele dava e isso era praticamente impossível. Dessa vez prometi pra mim mesma que primeiro iria ler o livro todo para depois colocar as coisas em ordem. Não consegui cumprir o prometido totalmente e fui fazendo anotações durante a leitura que, de um jeito ou de outro, aliviavam o sentimento.

Aliás, a metodologia que ele ensina consiste basicamente em desocupar a sua mente de tudo para deixa-la livre para pensar no que realmente importa. Liberar espaço no seu HD deletando coisas sem importância ou que não podem ser resolvidas no momento em que aparecem. E pra esse esvaziamento da mente, vale tudo, anotar as coisas em uma agenda, post it, caderno, notebook, celular, enfim, o que estiver mais perto.

O mais importante é você montar o seu sistema de uma forma que fique usual pra você. Por exemplo, eu não sou muito fã de aplicativos e coisas muito tecnológicas, sou amante da boa e velha agenda de papel. Consegui aplicar todo o método dessa forma, mas cada um aplica na plataforma que quiser e isso é super legal.

Ah sim, um sistema para ser usual, deve ser revisado com uma certa frequência para funcionar, e essa frequência quem determina é você. Eu, como ando com a agenda pra cima e pra baixo, reviso sempre que sinto necessidade de aliviar a ansiedade das coisas que tenho pra fazer na semana (que não são poucas...).


Enfim, é um ótimo livro pra quem tem muitas coisas pra fazer, atividades, projetos, compromissos, etc, e precisa obter maior produtividade no dia a dia. 

Com certeza entra na lista dos livros para reler uma vez por ano. 

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2017

Dois meses, duas peças


Janeiro e fevereiro em Porto Alegre são meses de Porto Verão Alegre, um tradicional festival que mergulha a cidade em cultura de todos os tipos.

Quem gosta de teatro, música dança, fotografia, filme, arte em geral, sabe o quanto é difícil viver disso hoje em dia e o quanto é preciso amar e se dedicar pra tirar projetos do papel.

Por isso, esse ano, decidi que uma daquelas resoluções de ano novo era ir a uma peça de teatro por mês.

Nesses dois primeiros meses, aproveitamos os preços camaradas do Porto Verão Alegre pra ir a duas peças super legais.

Em janeiro, assistimos “O que os homens pensam que as mulheres pensam”, no teatro Renascença. No palco, três homens e uma travesti ficam trancados em um banheiro público onde discutem o universo feminino. Com humor, eles discutem os comportamentos masculino e feminino dentro de um relacionamento e fazem algumas críticas. O texto foi baseado em uma pesquisa de campo feita pelo diretor e ator Pedro Delgado dentro de banheiros públicos de Porto Alegre. Bom pra rir um pouco.

Foto: Divulgação


Em fevereiro, fomos prestigiar o espetáculo “Misto Quente”, do Circo Girassol. O espetáculo transforma o palco do teatro em um grande picadeiro de circo onde são mostrados os melhores números de cada artista de forma muito dinâmica e super divertida. Os destaques eu deixaria para a dupla de palhaços Pinguinho e Serragem, que interagem muito com a plateia e garantem as gargalhadas até o final e para a trilha sonora ao vivo que é um show a parte. Uma verdadeira mistura de risadas, caras de pavor e, por incrível que pareça, emoção, garantida pelos discursos do palhaço Serragem no início e no final do espetáculo.