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terça-feira, 7 de abril de 2020

7 de abril de 2020, dia do jornalista e dia mundial da saúde.


Hoje, especialmente hoje, nesse dia do jornalista, venho pedir respeito a esse trabalho tão importante que também está na linha de frente dessa pandemia tanto quanto o trabalho dos médicos, enfermeiros, fisioterapeutas e outros profissionais da saúde que estão lutando dentro dos hospitais para salvar vidas.

A todos os colegas jornalistas, deixo aqui meu agradecimento e meus parabéns!

O nosso hoje anda exigindo demais de todo mundo, mas pra nós, jornalistas, tá bem desafiador. Se eu, que já não trabalho em veículo há muito tempo, não produzo mais programa diário como antes, já perdi as contas de quantos cafés já tomei, quantas matérias e entrevistas já fiz, fico imaginando os colegas que estão nas ruas todos os dias...

Não tá fácil. As coisas acontecem muito rápido e todos nós, jornalistas, seja nos grandes veículos de comunicação, seja nas assessorias, estamos correndo atrás da máquina e dando o nosso melhor para levar informação de qualidade para todos.

Apesar de tudo, da pandemia, do volume de trabalho, do home office, da distância e das dificuldades, preciso confessar que está sendo muito gratificante estar envolvida diretamente nisso. É um aprendizado incrível! Já são 10 anos de formada, 10 anos jornalista, e eu nunca me senti tão realizada profissionalmente quanto me sinto hoje. O cansaço mental é compensado quando vejo que o meu trabalho é importante para muitas pessoas.

Eu sei que não tá fácil pra ninguém... isolamento, medo, saudade, cobranças, ansiedade, conciliar todas as atividades, lidar com um turbilhão de sentimentos, passar álcool gel, usar máscara, tirar o sapato ao entrar em casa, trocar de roupa, lavar as mãos... definitivamente, não tá fácil!

Dias melhores virão, não tenho dúvidas disso! Até lá, seguimos com coragem e fé!




quarta-feira, 19 de dezembro de 2018

Agora não é uma boa hora...


Foi isso que ouvi quando liguei pra dizer que te amo e que estou com saudades. Meu coração apertou e as lágrimas caíram molhando o celular que estava no viva voz.

Queria poder te dar um abraço, mesmo sabendo que tu te manteria firme segurando a emoção como sempre faz.

Queria poder dizer que eu tô aqui para o que tu precisar, mesmo tu me dizendo que nada que eu diga vai mudar a situação.

Queria poder estar do teu lado só pra ficar em silêncio, mas perto do teu coração doído, só para o caso de tu precisar de mim.

Queria tudo isso, mas fui incapaz de me movimentar na tua direção... Talvez por medo, por egoísmo ou por acomodação, não importa. Perdão.

Eu só liguei pra dizer que por aqui tá tudo bem, que tu não precisa se preocupar comigo porque eu tô lidando com os problemas que aparecem um de cada vez... mas não tive coragem de abrir a boca quando tu disse que não tava bem e que, realmente, agora não era uma boa hora.

Vou te mandar as melhores vibrações que existem dentro de mim para que tu consiga ver que a esperança sempre existe e que o caminho às vezes está na nossa frente, a gente é que não consegue enxergar...

Te amo!

terça-feira, 2 de maio de 2017

Trintei, e daí?

A maioria da mulherada tem medo dos 30. Medo do tal de metabolismo, medo de ficar sozinha, medo de não conseguir entrar mais naquela calça dos 20 e poucos, medo de não ter filhos, medo, medo, medo...

No dia que eu fiz 30 anos, uma amiga mais nova olhou pra mim e perguntou: “E aí Gabi, como tu está te sentindo?”. Aquela pergunta me soou tão estranha que eu fiquei pensando qual seria a resposta que ela esperava além de “Muito bem, obrigada!”.  

Os 30 não chegam de um dia pro outro, o teu metabolismo não para de funcionar do dia pra noite, os medos não chegar junto com o teu primeiro despertar após o dia do aniversário. Tudo isso é um processo. Um processo que depende de ti levar tranquilamente ou não.

Eu podia escrever aqui milhares de coisas que eu aprendi com os 30 (assim, bem clichê) mas eu prefiro que todas nós esqueçamos um pouco essa história de idade e façamos aquilo que nos dá vontade, quando e se quisermos, do jeito que for melhor pra gente.

Eu queria chegar nos meus 30 gostosa, sendo fitness, com o emprego dos sonhos, uma carreira de jornalista invejável, viajada, casada, talvez com filhos. Quase nada disso aconteceu. Mas eu sei que nunca vou ter a maturidade que eu tenho hoje com a forma física e a saúde que eu tenho hoje com as condiçõe$ que eu tenho hoje, então, bora aproveitar esses 30!

Vamos esquecer um pouco esses fantasmas, soltar o freio e sentir, viver e aproveitar.


A verdade é que as vezes eu me acho super guria pra fazer algumas coisas e em outras situações eu me sinto uma tia velha. Acho que, em resumo, isso é ter 30 anos. É o limbo da vida. Então vamos aproveitar porque esse limbo, assim como todas as outras fases que a gente já passou, passa voando e nós vamos morrer de saudade!!

quarta-feira, 5 de abril de 2017

Uma folha em branco para desacelerar


Uma folha em branco é quase como um recomeço. Uma oportunidade pra fazer tudo de novo, reescrever corrigindo os erros, melhorando, buscando sinônimos para palavras repetidas...

Eu gostava mais daquele tempo quando as palavras eram riscadas e rabiscadas, às vezes apagadas pela borracha que deixava suas marcas no papel, denunciando a sua tentativa de passar despercebida.

Sempre gostei de escrever à mão e à caneta, que é pra não ter chance de apagar um texto pelo simples fato de ter medo do que os outros vão pensar ou por achar que aquilo está muito piegas, muito sentimental, muito bobo.

Sou do tempo em que a gente escrevia muito. Tive diário, vários deles, muitos mesmo... Até hoje estão guardados cuidando das palavras que escrevi, muitas vezes contando problemas adolescentes, infantis até... Escrevia cartas para os familiares que moravam em outra cidade, contava as coisas que aconteciam comigo e adorava a expectativa, algumas vezes frustradas, de receber a resposta, abrir aquele envelope cheirando à cola, com selo e tudo. Ai, ai...

Por mais que a gente tente não se render à praticidade da tecnologia, é quase impossível resistir. Ela veio pra ficar, pra ajudar a tornar tudo mais rápido, mais instantâneo. Mas isso traz também a contrapartida, as coisas ficam mais efêmeras, passageiras, sem importância.

Lembra do tempo das fotografias de filme, quando precisávamos esperar até ver o resultado dos cliques? Depois de esperar tanto tempo, a gente nem se importava com fotografias meio fora de foco, tremidas, com uma pose ruim ou uma careta imperfeita. Hoje, é só celular, mil selfies na mesma pose até achar aquela fotografia perfeita que vai retratar um momento inesquecível que você não está vivendo porque encontra-se muito ocupado tirando fotos.


Eu, como boa fã do papel e da caneta, continuo escrevendo e reescrevendo as coisas. Começando e recomeçando a cada folha em branco que me aparece no caminho. Me pego pensando para onde estamos indo com essa pressa toda, onde vamos chegar... Será que não é bom reservar um pouquinho do nosso tempo pra desacelerar?

quinta-feira, 8 de setembro de 2016

É hora de falar sobre o que está aqui dentro...

É como uma sombra que impede o sol de iluminar a planta. Ela viverá por um longo tempo ali, aproveitando as poucas brechas que aparecem quando o sol se movimenta. Mas se não sair da sombra, ela estará condenada a uma vida sem brilho e, aos poucos, morrerá por falta de luz.

Tudo isso sempre morou dentro de mim. Quem é que nunca percebeu que existe dentro de si um lado obscuro, que dá medo, que fazemos questão de fingir que não existe e seguir a vida com um belo sorriso no rosto.

De uns tempos pra cá, esse meu lado tem dado as caras cada vez mais frequentemente. Isso assusta a mim e às pessoas que estão perto de mim, que convivem comigo.

O fato é que não sei muito bem por que, mas ultimamente me sinto assim, totalmente sem vontade de nada. Faço tudo que preciso fazer, mas a verdade é que não tenho nenhum objetivo nas coisas que faço. É como se eu fosse uma espectadora passiva da minha própria vida.

São coisas que estão na minha cabeça e que eu não aprendi como lidar com elas. A vida toda eu pratiquei a arte de escondê-las. Olhar para elas nunca fez parte da minha rotina. Quando elas apareciam, rapidamente eu dava um jeito de mudar a rota e elas voltavam a ficar escondidas na escuridão.

O que será que está faltando? O que será que eu realmente quero fazer nessa vida? O que me faz feliz? Quando a minha vida vai começar?

O sol bate na janela, por entre as nuvens desse dia esquisito, me lembrando que as respostas, assim como as perguntas, estão dentro de mim...

segunda-feira, 25 de julho de 2016

“Pra ser jornalista não precisa de diploma”

Realmente, não precisa de diploma, não precisa de papel.

Pra ser jornalista precisa saber escrever direito, precisa saber pesquisar, ir atrás das informações, checar, checar e checar. Pra ser jornalista precisa ter senso crítico para diferenciar o que é notícia do que não é. Pra ser jornalista precisa pensar e saber quais os impactos que aquilo que você escreve vai ter na vida das pessoas. Pra ser jornalista é preciso conhecer um pouco de legislação, de tecnologia, de meio ambiente, de esporte, de cultura, de ciência, de tecnologia, de inovação, de mundo, de tudo. Pra ser jornalista é preciso saber que a sua opinião tem que ter embasamento e não ficar só no “eu acho”. Pra ser jornalista tem que saber ouvir os dois lados antes de sair por aí falando bobagem.

É meu amigo, pra ser jornalista não precisa ter diploma. Precisa muito mais do que isso, precisa saber muita coisa que a faculdade não te ensina.


Mas mais do que qualquer conhecimento técnico, hoje, mais do que nunca, pra ser jornalista é preciso ter coragem e paciência para lidar e enfrentar pessoas que além de não reconhecer o seu trabalho ainda desdenham da sua competência e “acham” que qualquer um pode fazer o que você faz. 

sexta-feira, 3 de junho de 2016

O dia que Deus falou comigo

Essa semana, muitas coisas deram errado. O computador estragou e quase perdi tudo de importante sobre trabalho, levamos uma multa, uma virose foi nos visitar e ainda não nos deixou, entre outras coisas menores.

Em alguns momentos praguejei, questionei, me fiz de vítima por causa desses problemas. “Será que eu mereço isso?” ou “Por que eu?” foram algumas perguntas que fizeram parte do meu discurso essa semana.

Vendo que esse desespero todo não ia resultar em nada, parei, pensei, rezei e, como dizia minha vó, entreguei pra Deus.

Pode parecer meio exagerado, mas eu “ouvi” a resposta ontem à noite.

Voltando da academia, com a cabeça cheia de preocupações e o corpo dolorido dos exercícios, parei no sinal e fui abordada por um homem. Como a rua estava meio deserta, eu estava no mundo da lua e a onda de violência aqui em Porto Alegre está grande, me assustei.

Quando percebi, ele estava olhando pra mim, com os braços levantados, vestido com uma camiseta de manga curta, uma calça jeans velha e um tênis todo rasgado. Tinha um rodo na mão e queria lavar o vidro do carro em troca de uma moeda qualquer. Agradeci, fiz sinal que não com a cabeça e ele se afastou com uma cara desolada.

Pra quem não sabe, a noite de ontem aqui em Porto Alegre estava muito fria, muito mesmo. Eu vestia um moletom e um casaco bem reforçado por cima com uma manta no pescoço.

Quando arranquei o carro fiquei pensando em como aquele homem estava sentindo frio com aquela camiseta de manga curta no meio da rua, aquela hora da noite. Me senti culpada e privilegiada pelo simples fato de ter um casaco pra vestir nessa noite fria. Me senti envergonhada de ter passado o dia todo reclamando por coisas tão pequenas. Me senti triste por não poder ajudar aquele homem naquele momento. Chorei.

Quando cheguei em casa, no meu lugar quentinho, com uma cama cheia de cobertas, comida me esperando, um banho quente e roupas limpas, recebi a notícia que meu computador fora arrumado, que a multa estava paga me que os sintomas de virose já estavam indo embora.


Agradeci e percebi que, às vezes, Deus fala com a gente de um jeito tão diferente e mágico que nem sempre estamos abertos para escutar o que ele quer dizer. Pra mim, foi como se ele dissesse “Calma, seus problemas são grandes porque são seus, mas dê uma olhada à sua volta de vez em quando para perceber o real tamanho deles no contexto do mundo”. 


sexta-feira, 29 de abril de 2016

7 dias...

Hoje faz uma semana que já não temos mais nossa matriarca entre nós. Uma semana que o céu está mais estrelado. Uma semana que um pedaço de nós se foi para nunca mais voltar. Uma semana de saudade. Uma semana e a minha ficha ainda não caiu...

Ainda não consegui assimilar que não verei mais aquele sorriso, não ouvirei suas queixas, não sentarei com ela pra tomar um café ou um chá acompanhado de bolo de chocolate.

Eu sei que hoje ela está bem melhor do que todos nós que ficamos. Sei que esse sentimento é muito egoísta, mas eu queria sim mais algum tempo com ela... Não que eu tenha deixado de dizer ou fazer alguma coisa, porque graças a Deus, aprendi que devemos aproveitar cada minuto com as pessoas que amamos, mas eu queria aprender mais, ouvir mais, abraçar mais, amar mais.

Lembro de quando fomos pra Gramado, só eu e ela. Muitas pessoas da minha idade, na época com 20 anos, achariam um programa desse tipo um tédio, mas pra mim, pra nós, foi muito divertido. Passeamos, fizemos compras, conversamos sobre os mais diversos assuntos, fomos ao teatro ver musicais todas as noites, relembramos momentos bons e vivemos momentos inesquecíveis. Foi lá, junto com ela que tomei a decisão de que queria dançar ou atuar. Quando voltamos, ela me apoiou totalmente. Procuramos escolas de teatro e dança e, no dia da minha estreia como bailarina ela estava lá, com flores nas mãos e muito orgulho no rosto.

Apoio... Ela sempre foi uma grande torcedora e apoiadora dos meus projetos malucos. Cada coisa legal que eu inventava ela a primeira a apoiar e ficar toda orgulhosa. Foi assim quando entrei no Vida Urgente, quando comecei a dançar, quando fiz teatro e, mais recentemente, na ONG Doutorzinhos. Ela sempre dizia: "Gabi, tu adora essas coisas que fazem bem pros outros né?! Sempre fica procurando alguma coisa pra se envolver, isso é muito legal!". 

Ela sempre se preocupou se eu estava trabalhando e, quando eu respondia que sim, ela dizia que não precisava se preocupar comigo porque eu nunca passaria dificuldades, que eu era esforçada e que teria o que eu quisesse. Quando me decepcionei com os amores da vida, ela sempre me dizia: Gabi, o que é teu tá guardado! E quando eu encontrei o meu companheiro de vida, ela não só aprovou, como acolheu ele como se fosse um neto.

Lembro da minha vó como uma mulher linda, elegante, bem vestida, antenada com as últimas tendências. Ela é a mulher que eu quero ser quando chegar na idade dela. Até modelo de desfile ela foi... Linda! Ela não saia pra ir na padaria sem maquiagem e só dormia de camisola novinha...

Eu queria mais tempo... Queria que ela tivesse visto meus filhos, que tivesse pegado eles no colo, abraçado e cheirado seus bisnetos. Não deu tempo. Talvez porque eu tive medo e achei que não era o momento certo, talvez porque não era pra ter sido...

Hoje ela e o vô estão lá, olhando por nós, cuidando de nós, rindo de nós... Estão juntos como sempre estiveram, rindo, brigando, amando um ao outro.

Uma vez, em uma missa de sétimo dia de um primo que morreu de repente e muito jovem, o Dudu, ouvi uma frase que jamais esquecerei: “A morte com fé, é saudade. A morte sem fé, é desespero”. Tento me lembrar disso sempre que essa dor invade meu coração...


Vó, tu tá fazendo muita falta! 


sexta-feira, 27 de novembro de 2015

Agora não, depois eu faço, ainda tem tempo...

Esse é um dos meus principais defeitos, a procrastinação. Eu iria ainda mais fundo, a sabotagem.
Quando deixo para amanhã algo que poderia ser feito já, sei exatamente o que estou fazendo, não é algo inconsciente. Sei que amanhã mil e uma coisas podem acontecer e pode não dar tempo, sei que vou ficar ansiosa porque vou achar que não vai dar tempo, mas me conforto com a icônica frase “trabalho melhor sobre pressão”.

De fato, nunca deixei nada importante por fazer, embora as deixe sempre pra última hora. Nunca atrasei trabalhos da faculdade ou projetos no trabalho. Mas ultimamente, eu diria até nos últimos anos, tenho deixado uma coisa muito importante para depois (um depois que nunca chega) EU.

Mais um ano se passando e mais uma vez eu vendo coisas minhas que eu não fiz, sonhos que eu não realizei (e que eram totalmente possíveis), projetos que não andaram nem um pouquinho. Resultado: mais e mais ansiedade pingando nesse poço que já tá quase transbordando.

É ruim ouvir de alguém que amamos muito que é preciso definir prioridades e que uma delas tem que ser eu, a minha saúde física e mental. Faz a gente pensar em que rumo está seguindo, onde isso vai parar, o que queremos do futuro... Aquelas perguntas cretinas que nunca sabemos as respostas.

Minha vida toda até aqui foi de desculpas. Não fiz isso porque aquilo. Não fui lá porque choveu. Não segui esse plano porque me desmotivei e pisei na bola. Não vou em tal lugar porque acaba tarde e eu moro longe.

Perdi tempo procrastinando muitas coisas. Perdi algumas oportunidades de fazer coisas bacanas, conhecer pessoas legais, visitar lugares que nunca imaginei. Não quero mais isso. Não quero mais ser a pessoa preguiçosa, procrastinadora e cheia de desculpas.

Já me disseram que eu sou muito forte, que eu já fiz tanta coisa que nem me dei conta de como precisei ser forte, que se eu me visse como os outros me veem eu sentiria orgulho de mim. Realmente, meu espelho tem defeito e meu senso crítico também. Não me vejo essa pessoa forte e capaz que algumas pessoas enxergam. Talvez eu esteja me escondendo atrás dessa aparência frágil para ter atenção, talvez eu não queira ser essa pessoa por algum motivo que eu juro que não sei qual é...

Enfim, final de ano é assim pra mim... Fico mais pensativa, faço um balanço de tudo que aconteceu e, escrevendo isso agora, parando pra pensar nesse 2015, percebo que apesar de algumas coisas não terem sido tão legais, foi muito bom, aconteceram coisas maravilhosas, tive ótimos resultados, mas percebo também que me deixar de lado esse tempo todo não me fez nem um pouco bem e faz com que a sensação seja de fracasso total.


Eu quero. Eu posso. Eu consigo. Eu vou mudar isso para que os próximos anos sejam cada vez melhores e que essa sensação ruim dê lugar a alguma outra que eu desconfio que não conheço... 

Entre paixões...

Já diziam os sábios que “para esquecer um amor antigo, nada melhor que um novo amor”.

A dança sempre foi uma paixão. Pela dança em si, pela música, pelo grupo, pelas pessoas, pelo significado do todo. Mas as vezes, a vida nos desafia e é preciso tomar decisões difíceis, pesar tudo na balança e escolher. Fiz a escolha de seguir uma vida sem os compromissos, as coreografias, o sapato de salto, os figurinos e o palco.

A saudade ficou e eu, inquieta como sempre fui, busquei alguma coisa para tomar o lugar da dança. Esbarrei no teatro.

O teatro me abriu os olhos para um outro universo. Me levou de volta a uma época em que eu era feliz e não sabia, a infância. Lá, me encontrei com uma Gabi que eu achava que nem morava mais em mim, mas descobri que ela estava ali, louca pra sair, só esperando a oportunidade para ser livre de novo. Me permiti. Deixei que essa Gabizinha de ontem tomasse conta de mim e fui muito feliz cada dia que nos encontrávamos.

O teatro me levou de volta pro palco, um espaço que me foi apresentado pela dança. Ficar atrás das coxias de novo, esperando dessa vez a deixa ao invés da música, decorar o texto ao invés da coreografia, foi uma experiência que ao mesmo tempo que é muito parecida, foi completamente diferente... 

segunda-feira, 21 de setembro de 2015

Bobi, Bito, Brito, Bobito

Mãe, eu não gosto de tirar foto. Me deixa aqui no meu cantinho.
Cheguei em casa hoje e tu não estava ali, deitado no sofá esperando por mim. Lembrei. Chorei. Doeu.

O tempo que tivemos juntos foi bom, mas me parece que foi tão curto.

Ontem mesmo eu te peguei no colo como uma bolinha cheia de pelos. Logo em seguida tu cresceu e me acompanhou em muitos passeios e viagens.

Ficou doente algumas vezes e em todas elas eu estava ali, cuidando de ti, te dando o meu melhor carinho. Quando foi a minha vez de sofrer e chorar tu, mesmo sem poder fazer muito, ficou ali, do meu lado, angustiado e choramingando junto comigo. Pedindo carinho como se soubesse que uma gracinha tua já ia ser suficiente pra acalmar meu coração. E foi.

Close no focinho preto.
Um dia, cheguei em casa e tu não tava lá. Te deram para outra pessoa que eu nem sabia quem era. Quis o destino que eu te encontrasse no mesmo dia na rua, passeando com o novo dono. Eu chorei de um lado e tu do outro. No fim do dia tu já estava em casa de novo, junto comigo.

Minha única companhia quando chegava em casa tarde da faculdade. Tu acordava com aquela cara amassada e os pelos marcados só pra ficar do meu lado enquanto eu jantava, tomava banho e ia dormir. Aliás, dormir era tua atividade favorita... Dormir com qualquer uma de nós, com a cabeça bem apoiada na dobra das pernas.

Tu sempre aguentou as brincadeiras que fizemos contigo. Sempre foi paciente e quando a coisa ficava demais ia se esconder de nós no teu cantinho.

No Natal eu virei Papai Noel!
Mais um tempinho passou e rapidamente a tua energia de infância deu espaço a um velhote rabugento, cheio de manias e manhas. Mas o teu jeito delicado de subir na cama não mudou. Era raro perceber de tão leve que era teu pulo.

Pulos e pulos depois os sinais da tua idade foram aparecendo cada vez mais. Aos poucos os pulos foram ficando mais raros, a palavra passear já não te fazia mais ficar de orelhas em pé e as dores nas costas que insistiam em aparecer te incomodavam.

Minha mãe parece a Felícia. Socorro!!
No início desse ano nos separamos, fui morar na minha casa e achei que seria melhor para um senhor da tua idade ficar onde sempre esteve. Achei que uma mudança dessas não te faria bem. Hoje, carrego um pouco dessa culpa egoísta no meu coração. Queria ter passado mais tempo contigo, dando pra ti o meu melhor carinho e recebendo de ti o amor mais puro do mundo.

Nessa última semana te trouxe comigo. Vi de perto teu sofrimento e sofri junto contigo. Cuidei de ti mais uma vez, a última vez. Não quis acreditar que não tinha mais jeito. Fui até onde deu. Nos últimos dias, parece que eu conseguia ver lágrimas nos teus olhinhos castanhos. Resisti o quanto pude, mas não conseguia mais te ver sofrendo, sem caminhar, sem conseguir ser o cachorrinho sapeca e sem vergonha que tu sempre foi, aquele que dava pulos altos e corria atrás dos gatos e da bolinha com uma energia incrível. Desculpa.

Hoje o dia acordou chuvoso e cinza, assim como o meu coração. É doloroso andar por aqui e não ouvir o barulho das tuas patinhas pelo chão ou os teus choramingos pedindo um pouco de atenção. É péssimo olhar para os lugares onde tu deitava e perceber que tu não está mais por aqui. Dá um aperto no peito...

Para a eternidade...
Digo hoje sem medo de cometer exageros que essa foi a decisão mais dolorosa e difícil que já tomei na vida. Se foi a certa eu não sei. Dizem que foi.

A única certeza que eu tenho é que tu foi um grande amigo e companheiro de quatro patas e que me ensinou muitas coisas nesses 15 anos, mesmo sem uma palavra.

Lamento e vou lamentar sempre não ter passado mais tempo contigo, não ter te dado mais atenção e carinho.

Obrigada meu amigo. Vai com Deus e fica cuidando de nós de onde quer que tu estejas.

Ah... E se der, aparece em um dos meus sonhos qualquer noite dessas pra gente brincar de novo.

segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

Prisão domiciliar

Eu nunca quis morar em casa. Me lembro quando era pequena, meu pai viajava muito e minha mãe dizia que não moraria em casa pra ficar sozinha com duas crianças pequenas. Fui acostumada a ter só uma porta em casa e janelas que ficam a metros e metros do chão.

As duas únicas experiências que eu tive de morar em casa foram: em Curitiba, quando moramos em um condomínio fechado e depois, quando morei em uma casa de família em Londres.

Nos últimos cinco anos, tive um pouco da experiência de como é viver em uma casa. Até gostei da ideia de ter pátio, não ter que dar satisfação pra ninguém, não pagar condomínio, mas na semana passada, voltei a lembrar o porquê de não querer morar em casa.

Invadiram a casa do meu namorado. Mexeram em tudo. Levaram coisas. Essa foi a segunda experiência que tive, a segunda vez que acompanhei o caso de perto. Uma das piores sensações do mundo é entrar em casa e ver que nada está do jeito que você deixou, que alguém esteve ali, mexeu em tudo que é seu sem o menor cuidado e levou coisas suas, coisas que você suou pra comprar, coisas que não tinham valor nenhum a não ser o valor sentimental...

O medo que fica demora pra ir embora e aquela sensação de segurança dentro de casa talvez seja irrecuperável. 


Aos poucos vamos nos prendendo dentro da nossa própria casa. Grades, alarmes, cães de guarda, interfones, seguranças...

sexta-feira, 26 de setembro de 2014

Agora é você e você

E de repente, você se vê tendo que tomar decisões que antes não eram sua responsabilidade. Porque o pânico queridinha? Você cresceu. Não era o que tanto querias? Porque o medo agora?

Eu avisei que os grandes passos que você vai dar na vida virão acompanhados de grandes decisões, grandes responsabilidades, grandes medos... Não avisei? Amadurecer dói.

E você achou que o fato de pagar suas contas já te fazia independente? Coitadinha... Santa inocência. Agora sim você vai começar a experimentar o ônus e o bônus da independência. O doce e o amargo. Aproveite!

Seja bem vinda à vida adulta. Sim, porque apesar de você estar ali, beirando os trinta, você ainda era considerada uma criança pelos seus pais. Só agora eles percebem que você deixou de ser mocinha para virar mulher, e quando isso acontece amadinha, pode dar adeus aquela mistura gostosa de vida de adolescente com vida adulta.

É agora que as contas vão começar a chegar no seu nome, a casa não vai se arrumar sozinha nem tampouco a comida sai pronta da geladeira. Os problemas vão bater na sua porta à sua procura e não vai ter papai nem mamãe para dizer que você está ocupada. É você e você.


Mas não se assuste, é meu trabalho te dar esse choque de realidade para que você se prepare para o que estar por vir, mas eu também preciso dizer que você vai aproveitar muito. Vai curtir cada minuto e cada espacinho dessa nova fase. Aproveite. Curta. Faça tudo que tiver vontade, afinal, agora sim, a casa é sua! 

terça-feira, 20 de maio de 2014

Falta contato

Imagine a cena:

“Almoço de família em restaurante. Cinco pessoas, pai, mãe, dois filhos adolescentes e um bebê. Os filhos pegam seus celulares, colocam os fones de ouvido e se desligam daquele momento. O pai, muito preocupado com o trabalho, pega o celular só para dar uma conferida nos e-mails e já não presta mais atenção nos assuntos da mulher que, percebendo o descaso do marido, pega o tablet e tira fotos do bebê para compartilhar na internet com as amigas.”

É triste, eu sei. Mas essa é uma cena real que presenciei esses dias em um restaurante. Meia dúzia de palavras trocadas durante duas horas de almoço. A soberania dos celulares e redes sociais mal conseguiu ser interrompida pela chegada do almoço à mesa.

Sinceramente? Eu acho que o nosso tempo está carente de contato. Falta pegar na mão, falta dar atenção, falta olho no olho, falta cumplicidade. Falta aproveitar o momento. Falta ouvir.

As redes sociais fizeram com que todos nós fossemos escutados e vistos por todos. Será? Há quanto tempo não conversamos pessoalmente com nossos amigos de infância? Há quanto tempo não separamos um tempo para conversar sobre coisas aleatórias, sem importância nenhuma com nossos familiares e amigos?

Sem condenação àqueles que passam muito tempo conectados, mas tudo na vida precisa de equilíbrio. Não se esqueça que se você realmente precisar chorar as mágoas da vida que virão pela frente, é muito mais confortável fazer isso nos ombros de um bom amigo do que na frente do computador. 

segunda-feira, 5 de maio de 2014


Quando eu caí e ralei meus joelhos, tu estava lá pra me amparar e secar minhas lágrimas. Quando eu precisei de conselhos foi tu que me deu os mais valiosos e que carrego comigo até hoje.

Hoje, olhando pra ti, sinto um misto de saudade e culpa que me rasgam por dentro.

Me perdoa pelo meu descaso aparente. Me perdoa por não te dar a atenção que tu precisa e merece. Me perdoa por não estar do teu lado quando tu chama por mim. Me perdoa pelas ligações e visitas que não fiz.

Não quero me desculpar. Desculpas são lamentáveis. Quero pedir perdão pelas minhas falhas burras. Quero me aproximar mais de ti. Quero que tu volte à minha vida, de onde nunca deveria ter saído.

Quantas vezes quis compartilhar contigo as minhas coisas e não fiz porque achei que não te interessavam... Quantas vezes senti falta do teu abraço, da tua voz suave e dura ao mesmo tempo... Saudades de nós, daquilo que existe e que por conta de tantas coisas a fazer fui deixando em segundo plano... Me perdoa.

Eu não posso mudar nada no mundo além das minhas próprias atitudes. E é isso que eu vou fazer. A partir de hoje tu não vai mais chamar por mim, não vai mais lamentar a minha ausência, não vai mais chorar essas lágrimas de saudade. Eu vou me fazer presente na tua vida. Prometo! Juro!


Te amo!

segunda-feira, 7 de abril de 2014

2,95, Ooi??

Pois é, aumento de passagem...

Sim, fico indignada. Indignada não por pagar caro pelo transporte público, mas por pagar caro e ter um transporte de péssima qualidade.

Já pegou o T11, o T3 ou o T4 em horário de pico? E o Restinga? Sabe lata de sardinha? Sobra espaço perto do ônibus lotado às 18h.

Demora, é apertado, sem ar condicionado, pessoas impacientes, cansadas, suadas... Às vezes me fazem lembrar as histórias dos navios negreiros, onde milhares de pessoas eram jogadas nos porões sem condição nenhuma.

É uma vergonha ter que esperar mais de 45 minutos para pegar um ônibus porque os que vieram antes não tinham condições de abrir as portas. É uma vergonha não existir um sistema que diga quanto tempo o seu ônibus vai demorar pra chegar. É uma vergonha imensa o ônibus que eu pego pra casa ter que fazer dois desvios, se atrasando mais 15 minutos por causa de obras que se arrastam há tempos e não tem previsões reais de finalização. É uma vergonha as paradas de ônibus espalhadas pela cidade não exibirem um painel com as linhas que passam por ali e para onde vão.

É impossível não sentir saudades de Londres... É claro que não dá pra comparar. Os britânicos andam anos luz na frente de nós nessa questão. Mas mesmo assim, a saudade bate forte. Pagava caro pelo passe livre mensal no Oyster Card (120 libras, cerca de 480 reais), mas ia para onde queria, a hora que queria, sem me preocupar com quantas moedas eu tinha no bolso ou se ia pagar duas, cinco ou 10 passagens no mesmo dia. Além disso, em todas as estações tinham o mapa com todas as linhas do metrô e um painel dizendo qual era e quanto tempo levaria para chegar o próximo trem. Ai que saudade...

Eu pagaria o que fosse para ter um transporte de qualidade, sem muitos atrasos, sem superlotação dos ônibus... Um transporte digno. Mas do jeito que está, me desculpem os responsáveis pela bagunça que é nosso transporte, não dá. É revoltante sim ter que pagar R$ 2,95 para ter um transporte desse nível.

Se você não concorda, experimenta pegar um dos ônibus que citei acima lá pelas 18h e depois a gente conversa, ok?!?!

segunda-feira, 10 de março de 2014

Quando a vida testa o nosso equilíbrio

Eis que vida se apresenta mais uma vez para testar o nosso equilíbrio.

A cabeça se enche de dúvidas, pensa nisso, pensa naquilo, não decide nada. Você não está angustiada, mas se sente daquele jeito e sabe que, mais cedo ou mais tarde, vai acontecer tudo de novo.

E é ela mesma, a vida, que se encarrega de plantar os brotinhos de dúvida na tua cabeça. Ela te apresenta novas possibilidades e tu, que tava toda tranqüila já não sabe mais o que pensar.


Não dá pra fugir. A hora de tomar uma decisão e parar de deixar a vida te levar está chegando cada vez mais perto. Aproveita que dá tempo e pensa com carinho. Pesa os prós e contras. Eu sei que tu não te importa se te chamarem de louca insana, mas pensa bem... 

O que VOCÊ realmente quer? 

segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

Gritar aos quatro ventos

Não posto nada no meu facebook há dias.

Pode parecer mentira, mas olho as notícias, as fofocas, as novidades dos amigos, as frases engraçadas, lindas ou criativas de algumas páginas e continuo sem vontade de postar uma palavra sequer.

E não é por falta de assunto. Minha vida anda bem agitada... É só porque eu não gosto nem nunca gostei de exposição.

Lembro quando trabalhava na TV e as pessoas se debatiam pra ficar na frente da câmera, arrumavam cabelo, colocavam perfume, escolhiam o melhor ângulo... E eu ali, atrás, com o microfone na mão fazendo perguntas. Detestava essa vontade de se expor de graça (ou pagando, dependendo do caso).

Com o facebook é a mesma coisa... As pessoas disputam a melhor foto, fazem check-in em qualquer lugar, postam cada momento da vida. Ok, não são todos, mas uma boa parcela...

Hoje eu quis gritar pra todo mundo ouvir o quanto eu me sinto angustiada e triste e o quanto esse sentimento é ambíguo dentro de mim porque acaba de acontecer uma coisa maravilhosa e uma outra terrível. Quase escrevi no facebook pra desabafar. Não consegui. Nem todos os meus mais de 600 “amigos” merecem saber o que se passa e mais da metade deles não daria a menor importância. Muitos curtiriam, alguns comentariam e dois ou três (e olhe lá!) me ligariam pra saber o que aconteceu.


Apaguei cada palavra que tinha escrito, abri a janela do quarto e gritei o mais alto que pude! 


quinta-feira, 16 de janeiro de 2014

As lágrimas que o sorriso esconde

“Quem me vê sorrindo pensa que estou alegre
o meu sorriso é por consolação
porque sei conter para ninguém ver
o pranto do meu coração.”
Cartola

Quem nunca escondeu uma grande dor ou sofrimento atrás de um sorriso fraco e sem graça que atire a primeira pedra.


Nem as lágrimas mais tristes são piores do que o sorriso de tristeza...

terça-feira, 14 de janeiro de 2014

Abaixo as resoluções anuais


Todos os anos é a mesma coisa, janeiro é o mês onde se definem as metas que serão seguidas e perseguidas até dezembro. Traça-se um plano e confia-se nele até o final do ano, quando, finalmente, você pode mudar, readaptar e se desprender daquilo.

O pior de tudo, são as frustrações. Não conheço ninguém que tenha conseguido cumprir todas as suas resoluções e termine o ano sem uma frustraçãozinha que seja (se você conseguiu, parabéns!).

Esse 2014 já vai começar diferente pra mim. Depois de muito pensar em tudo que eu queria realizar durante o ano, fazer planos, dividir tudo em pequenas tarefas e ler livros que ensinam a aproveitar melhor nosso tempo, quase enlouqueci de tanta ansiedade dentro de mim e decidi que não quero viver com isso. Sim, joguei tudo pra cima e resolvi viver cada momento sem me preocupar se estou seguindo o meu “mapa” à risca.

Porque planejar o ano todo se cada dia é novo e pode nos reservar grandes surpresas se estivermos abertos para elas? Vamos planejar cada dia por vez. Quando acordar, vamos pensar no que esperamos daquele dia, o que vamos fazer, o que vamos ser.

As coisas que realmente mudam e melhoram nossas vidas, são aquelas que nem sequer imaginamos. Não precisamos ficar pensando em tudo o que queremos, planejando cada passo, a única coisa que precisamos fazer é viver. Sem angústias, sem ansiedades, sem pressão.

Desejos, objetivos e metas para o futuro podem mudar a qualquer instante. Julgar a nós mesmos toda hora cansa e faz nos sentirmos incapazes e incompetentes. Repita todos os dias que sim, você é bom o suficiente hoje, agora! Não se sinta culpado se resolver mudar de planos no meio do caminho. Não fique julgando cada passo que você dá como certo ou errado. Essa é a beleza da vida. Ela nos leva por caminhos que nunca sonhamos percorrer e, não raramente, nos apresenta surpresas incríveis.

Permita-se não seguir um roteiro pré-determinado em 2014!