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quarta-feira, 13 de maio de 2020

REAGIR x RESPONDER


Sempre fui e posso dizer que ainda sou, uma pessoa muito reativa. A intensidade disso já me coloca em situações que eu não precisava passar.

Com o tempo e com a terapia, fui aprendendo que basta um par de “inspira, expira” que tudo começa a clarear na mente e o impulso de reagir passa.

Nessa quarentena fiz um curso sobre Inteligência Emocional e aprendi uma ferramenta muito simples que tem me ajudado muito quando alguma coisa me tira do sério. A ferramenta é o PROR – Pare, Reflita, Observe e Responda. É simples assim! Recebeu a mensagem, siga os três passos antes de responder.

Às vezes é difícil controlar? Sim, ainda preciso de muito auto controle, paciência e diálogo interno comigo mesma. Tem dias que a Gabi impulsiva sai na frente e nem dá tempo da Gabi tranquila se mexer, mas essa é a beleza do processo... Cair, levantar, aprender, cair de novo e seguir tentando...

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2016

Daqui pra frente vai ser diferente!

Depois do meu aniversário de 29 anos, faltando só um ano para os 30, decidi que iria mudar algumas coisas na minha vida. Uma dentre essas coisas é o estilo de vida.

A correria é tanta que não é raro esquecer de me alimentar direito, faltar tempo para o exercício diário, fazer compras mais leves no super, ir à feira e todas essas coisas que contribuem para o estilo de vida sedentário que tenho levado.

Acontece que daqui pra frente, nos próximos 30 anos que vem por aí, não quero mais isso pra mim. Não quero que meus filhos levem esse estilo de vida, quero saúde, alegria e amor.

Esse novo ano de vida vai ser dedicado a isso, mudar o estilo de vida, quebrar os paradigmas construídos em 30 anos, adquirir hábitos saudáveis e curtir ao máximo cada momento aprendendo a lidar com as dificuldades que aparecerem pelo caminho.

Não vai ser fácil. Mas quem foi que disse que mudar é fácil?

#GabiRumoaos30
Vai ser divertido! 

terça-feira, 16 de fevereiro de 2016

Quase 30

Então chegaram os tão temidos 29 anos... Temidos porque falta só um ano para os ainda mais temidos, 30 anos. Mas porque será que é tão assustador fazer 30?

Te confesso que assusta. Assusta porque quando você se dá conta, já tem tanta história pra contar e já se vê falando coisas como “na minha época...” para os mais jovens e, de repente, você olha pra trás e se dá conta que já percorreu um caminho considerável. De repente aquele bar que era o ponto de encontro da sua adolescência não existe mais, aquele brinquedo que você adorava a sua irmã mais nova não tem nem a menor ideia de como funciona, aquele programa de TV que você corria da escola pra ver e acompanhava cada capítulo, já tá sendo regravado com atores mais jovens e você não acha a menor graça. Assusta ainda mais quando seus pais falam que na sua idade já tinham filhos, casa própria, família e você sente que ainda está saindo da adolescência. Você curte uma boa festa, mas já não se lembra quando foi a última vez que ficou até as 4h da manhã acordado e, sempre que dá, prefere um churrasco com os amigos ou uma janta em casa mesmo pra bater um papo e dar risada.

No meu caso, tenho uma irmã de 17, 12 anos mais nova que eu, e que faz questão de lembrar a minha “quase” idade sempre que me vê. Como se precisasse... Cada vez que eu olho pra ela me lembro de cada fralda que troquei, de como ela cabia em uma única almofada do sofá da sala e hoje fica com os pés pra fora. Lembro de como ela cabia no meu colo e puxava a minha camiseta pra chamar atenção quase na pontinha dos pés. Acompanhar o crescimento dela fez com que, a cada aniversário, eu me lembrasse que eu é que ficava mais velha.  

Tudo isso assusta. Perceber tudo isso assusta, mas no fundo, a gente sente que já faz parte desse mundo adulto “desconhecido”. 

sexta-feira, 27 de novembro de 2015

Agora não, depois eu faço, ainda tem tempo...

Esse é um dos meus principais defeitos, a procrastinação. Eu iria ainda mais fundo, a sabotagem.
Quando deixo para amanhã algo que poderia ser feito já, sei exatamente o que estou fazendo, não é algo inconsciente. Sei que amanhã mil e uma coisas podem acontecer e pode não dar tempo, sei que vou ficar ansiosa porque vou achar que não vai dar tempo, mas me conforto com a icônica frase “trabalho melhor sobre pressão”.

De fato, nunca deixei nada importante por fazer, embora as deixe sempre pra última hora. Nunca atrasei trabalhos da faculdade ou projetos no trabalho. Mas ultimamente, eu diria até nos últimos anos, tenho deixado uma coisa muito importante para depois (um depois que nunca chega) EU.

Mais um ano se passando e mais uma vez eu vendo coisas minhas que eu não fiz, sonhos que eu não realizei (e que eram totalmente possíveis), projetos que não andaram nem um pouquinho. Resultado: mais e mais ansiedade pingando nesse poço que já tá quase transbordando.

É ruim ouvir de alguém que amamos muito que é preciso definir prioridades e que uma delas tem que ser eu, a minha saúde física e mental. Faz a gente pensar em que rumo está seguindo, onde isso vai parar, o que queremos do futuro... Aquelas perguntas cretinas que nunca sabemos as respostas.

Minha vida toda até aqui foi de desculpas. Não fiz isso porque aquilo. Não fui lá porque choveu. Não segui esse plano porque me desmotivei e pisei na bola. Não vou em tal lugar porque acaba tarde e eu moro longe.

Perdi tempo procrastinando muitas coisas. Perdi algumas oportunidades de fazer coisas bacanas, conhecer pessoas legais, visitar lugares que nunca imaginei. Não quero mais isso. Não quero mais ser a pessoa preguiçosa, procrastinadora e cheia de desculpas.

Já me disseram que eu sou muito forte, que eu já fiz tanta coisa que nem me dei conta de como precisei ser forte, que se eu me visse como os outros me veem eu sentiria orgulho de mim. Realmente, meu espelho tem defeito e meu senso crítico também. Não me vejo essa pessoa forte e capaz que algumas pessoas enxergam. Talvez eu esteja me escondendo atrás dessa aparência frágil para ter atenção, talvez eu não queira ser essa pessoa por algum motivo que eu juro que não sei qual é...

Enfim, final de ano é assim pra mim... Fico mais pensativa, faço um balanço de tudo que aconteceu e, escrevendo isso agora, parando pra pensar nesse 2015, percebo que apesar de algumas coisas não terem sido tão legais, foi muito bom, aconteceram coisas maravilhosas, tive ótimos resultados, mas percebo também que me deixar de lado esse tempo todo não me fez nem um pouco bem e faz com que a sensação seja de fracasso total.


Eu quero. Eu posso. Eu consigo. Eu vou mudar isso para que os próximos anos sejam cada vez melhores e que essa sensação ruim dê lugar a alguma outra que eu desconfio que não conheço... 

segunda-feira, 21 de setembro de 2015

Bobi, Bito, Brito, Bobito

Mãe, eu não gosto de tirar foto. Me deixa aqui no meu cantinho.
Cheguei em casa hoje e tu não estava ali, deitado no sofá esperando por mim. Lembrei. Chorei. Doeu.

O tempo que tivemos juntos foi bom, mas me parece que foi tão curto.

Ontem mesmo eu te peguei no colo como uma bolinha cheia de pelos. Logo em seguida tu cresceu e me acompanhou em muitos passeios e viagens.

Ficou doente algumas vezes e em todas elas eu estava ali, cuidando de ti, te dando o meu melhor carinho. Quando foi a minha vez de sofrer e chorar tu, mesmo sem poder fazer muito, ficou ali, do meu lado, angustiado e choramingando junto comigo. Pedindo carinho como se soubesse que uma gracinha tua já ia ser suficiente pra acalmar meu coração. E foi.

Close no focinho preto.
Um dia, cheguei em casa e tu não tava lá. Te deram para outra pessoa que eu nem sabia quem era. Quis o destino que eu te encontrasse no mesmo dia na rua, passeando com o novo dono. Eu chorei de um lado e tu do outro. No fim do dia tu já estava em casa de novo, junto comigo.

Minha única companhia quando chegava em casa tarde da faculdade. Tu acordava com aquela cara amassada e os pelos marcados só pra ficar do meu lado enquanto eu jantava, tomava banho e ia dormir. Aliás, dormir era tua atividade favorita... Dormir com qualquer uma de nós, com a cabeça bem apoiada na dobra das pernas.

Tu sempre aguentou as brincadeiras que fizemos contigo. Sempre foi paciente e quando a coisa ficava demais ia se esconder de nós no teu cantinho.

No Natal eu virei Papai Noel!
Mais um tempinho passou e rapidamente a tua energia de infância deu espaço a um velhote rabugento, cheio de manias e manhas. Mas o teu jeito delicado de subir na cama não mudou. Era raro perceber de tão leve que era teu pulo.

Pulos e pulos depois os sinais da tua idade foram aparecendo cada vez mais. Aos poucos os pulos foram ficando mais raros, a palavra passear já não te fazia mais ficar de orelhas em pé e as dores nas costas que insistiam em aparecer te incomodavam.

Minha mãe parece a Felícia. Socorro!!
No início desse ano nos separamos, fui morar na minha casa e achei que seria melhor para um senhor da tua idade ficar onde sempre esteve. Achei que uma mudança dessas não te faria bem. Hoje, carrego um pouco dessa culpa egoísta no meu coração. Queria ter passado mais tempo contigo, dando pra ti o meu melhor carinho e recebendo de ti o amor mais puro do mundo.

Nessa última semana te trouxe comigo. Vi de perto teu sofrimento e sofri junto contigo. Cuidei de ti mais uma vez, a última vez. Não quis acreditar que não tinha mais jeito. Fui até onde deu. Nos últimos dias, parece que eu conseguia ver lágrimas nos teus olhinhos castanhos. Resisti o quanto pude, mas não conseguia mais te ver sofrendo, sem caminhar, sem conseguir ser o cachorrinho sapeca e sem vergonha que tu sempre foi, aquele que dava pulos altos e corria atrás dos gatos e da bolinha com uma energia incrível. Desculpa.

Hoje o dia acordou chuvoso e cinza, assim como o meu coração. É doloroso andar por aqui e não ouvir o barulho das tuas patinhas pelo chão ou os teus choramingos pedindo um pouco de atenção. É péssimo olhar para os lugares onde tu deitava e perceber que tu não está mais por aqui. Dá um aperto no peito...

Para a eternidade...
Digo hoje sem medo de cometer exageros que essa foi a decisão mais dolorosa e difícil que já tomei na vida. Se foi a certa eu não sei. Dizem que foi.

A única certeza que eu tenho é que tu foi um grande amigo e companheiro de quatro patas e que me ensinou muitas coisas nesses 15 anos, mesmo sem uma palavra.

Lamento e vou lamentar sempre não ter passado mais tempo contigo, não ter te dado mais atenção e carinho.

Obrigada meu amigo. Vai com Deus e fica cuidando de nós de onde quer que tu estejas.

Ah... E se der, aparece em um dos meus sonhos qualquer noite dessas pra gente brincar de novo.

segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

Prisão domiciliar

Eu nunca quis morar em casa. Me lembro quando era pequena, meu pai viajava muito e minha mãe dizia que não moraria em casa pra ficar sozinha com duas crianças pequenas. Fui acostumada a ter só uma porta em casa e janelas que ficam a metros e metros do chão.

As duas únicas experiências que eu tive de morar em casa foram: em Curitiba, quando moramos em um condomínio fechado e depois, quando morei em uma casa de família em Londres.

Nos últimos cinco anos, tive um pouco da experiência de como é viver em uma casa. Até gostei da ideia de ter pátio, não ter que dar satisfação pra ninguém, não pagar condomínio, mas na semana passada, voltei a lembrar o porquê de não querer morar em casa.

Invadiram a casa do meu namorado. Mexeram em tudo. Levaram coisas. Essa foi a segunda experiência que tive, a segunda vez que acompanhei o caso de perto. Uma das piores sensações do mundo é entrar em casa e ver que nada está do jeito que você deixou, que alguém esteve ali, mexeu em tudo que é seu sem o menor cuidado e levou coisas suas, coisas que você suou pra comprar, coisas que não tinham valor nenhum a não ser o valor sentimental...

O medo que fica demora pra ir embora e aquela sensação de segurança dentro de casa talvez seja irrecuperável. 


Aos poucos vamos nos prendendo dentro da nossa própria casa. Grades, alarmes, cães de guarda, interfones, seguranças...

sexta-feira, 26 de setembro de 2014

Agora é você e você

E de repente, você se vê tendo que tomar decisões que antes não eram sua responsabilidade. Porque o pânico queridinha? Você cresceu. Não era o que tanto querias? Porque o medo agora?

Eu avisei que os grandes passos que você vai dar na vida virão acompanhados de grandes decisões, grandes responsabilidades, grandes medos... Não avisei? Amadurecer dói.

E você achou que o fato de pagar suas contas já te fazia independente? Coitadinha... Santa inocência. Agora sim você vai começar a experimentar o ônus e o bônus da independência. O doce e o amargo. Aproveite!

Seja bem vinda à vida adulta. Sim, porque apesar de você estar ali, beirando os trinta, você ainda era considerada uma criança pelos seus pais. Só agora eles percebem que você deixou de ser mocinha para virar mulher, e quando isso acontece amadinha, pode dar adeus aquela mistura gostosa de vida de adolescente com vida adulta.

É agora que as contas vão começar a chegar no seu nome, a casa não vai se arrumar sozinha nem tampouco a comida sai pronta da geladeira. Os problemas vão bater na sua porta à sua procura e não vai ter papai nem mamãe para dizer que você está ocupada. É você e você.


Mas não se assuste, é meu trabalho te dar esse choque de realidade para que você se prepare para o que estar por vir, mas eu também preciso dizer que você vai aproveitar muito. Vai curtir cada minuto e cada espacinho dessa nova fase. Aproveite. Curta. Faça tudo que tiver vontade, afinal, agora sim, a casa é sua! 

quarta-feira, 23 de julho de 2014

#DesafioNovoHábito - O fim do começo


90 dias são 90 dias. Não vou dizer que passaram rápido, bem pelo contrário... Agora sinto um misto de alívio com saudade...

Foram três meses desafiando a minha força de vontade todos os dias, vencendo cada batalha de uma imensa guerra interna que se instalou dentro de mim. Exagero? Pode até parecer, mas quem me conhece e sabe o tamanho da minha preguiça, sabe que é verdade.

O meu principal objetivo com esse Desafio foi criar o hábito de fazer exercícios todos os dias. Foi difícil e eu não teria conseguido se não tivesse dado o primeiro passo naquele dia 14 de abril. E o fato de compartilhar com todos o que eu estava fazendo foi uma estratégia que achei para cobrar de mim mesma os resultados diários. Não foi pra me promover bombar o face, encher o saco dos outros ou algo assim, eu realmente preciso prestar contas pra alguém (alguém que me cobre) e ficar com vergonha de não conseguir. Isso me motiva.

Objetivo atingido! Palmas pra mim!! Venci! Estou orgulhosa de mim mesma! Posso garantir que poucas sensações são melhores do que essa. Ver que você é capaz de fazer algo que todos duvidavam. Provar para si mesmo que sim, você consegue traçar metas e atingi-las.

Queria agradecer a todo mundo que acompanhou o desafio, seja lendo os posts do blog e do face, seja participando das minhas caminhadas, seja apoiando com mensagens e palavras amigas. Isso me surpreendeu positivamente pois, como já disse, o objetivo era ter comprometimento e quando comecei a receber incentivo das pessoas (conhecidas ou não) fiquei bem mais motivada e feliz. Obrigada de verdade!! Foi bem importante pra me fazer chegar até o dia 90!

E para quem já está se perguntando o que vai ser a partir de agora, se vou continuar e blá blá blá... O título desse post responde a pergunta. Esse foi só o fim do começo de uma longa jornada que vai durar pra sempre!

O que vai acontecer agora é que não vou mais incomodar todo mundo com meus posts diários. Não tenho mais aquela obrigação de postar todos os dias sem falhar um. E posso dizer que não preciso mais disso para me exercitar (vitória!!).  Mas não sei se vão se ver livres de mim por muito tempo... Já estou pensando nos próximos desafios... 


Durante esses três (longos) meses, algumas pessoas vieram conversar comigo parabenizando a iniciativa, dizendo que queriam fazer algo parecido mas que isso não era pra elas. Com essas pessoas quero dividir algumas das lições que tirei dessa caminhada, porque sim, a gente sempre aprende alguma coisa.

- Ache a sua motivação. Seja ela qual for. Encontre algo que realmente faça a sua força de vontade ser maior do que tudo. Depois disso, trace uma meta e leve isso a sério. Firme um compromisso com você (ou com os outros, como eu fiz) e a sua força de vontade vai aparecendo aos poucos. Ela existe, acredite!

- Peça ajuda, busque o apoio que você precisa. Isso é tão importante quanto achar a sua motivação interior. É muito mais fácil completar uma caminhada longa quando temos do nosso lado pessoas que vão nos apoiar nos momentos de fraqueza.

- Comece hoje! Dê o primeiro passo agora! Não tenha medo, não se ache incapaz, acredite em si mesmo! Levante a bunda do sofá e mexa-se!

- Vai dar vontade de desistir. Lute contra essa vontade. Você é mais forte que ela, você pode dominá-la. E se em algum momento você fraquejar, levante a cabeça e comece de onde parou. Não é vergonha pra ninguém recomeçar. 

- Acredite que é possível. Se eu consegui, você vai conseguir também!

domingo, 22 de junho de 2014

#DesafioNovoHábito – Apoio é tudo!

Hoje faz 70 dias que o desafio começou. Isso quer dizer que faltam 20 dias para terminar! Uhuull!!

Quando comecei o desafio até as pessoas mais próximas duvidaram de mim. Diziam que eu não ia conseguir, que duvidavam que eu não falhasse um dia, que não acreditavam que eu tivesse força de vontade suficiente para levar isso até o final. Depois dos primeiros trinta dias, ainda ouvi dessas mesmas pessoas que elas ainda não tinham certeza se eu conseguiria, afinal, faltavam 60 dias. E continuo ouvindo isso até hoje, faltando 20 dias para o final do desafio.

No início me chateou um pouco. Eu pensava: “Poxa, eu não sou digna de confiança mesmo! Ninguém acredita que eu vou conseguir...”. Mas logo depois percebi que ao mesmo tempo que essas pessoas tão próximas e tão amadas me desafiavam, também me davam a força e o apoio que eu precisava para seguir em frente!

O apoio deles foi fundamental nessa caminhada e, agora que ela está na reta final, tenho certeza que nenhum deles duvidou de mim nenhum momento, mas como me conhecem muito bem e sabem que eu preciso ser desafiada constantemente, foi a forma que encontraram para me ajudar.

O apoio das pessoas que amamos e confiamos é muito importante pra tudo na vida, principalmente nos momentos de dificuldade. Não sinta medo ou vergonha de pedir e de receber esse apoio. É isso que vai fazer a diferença entre o sucesso e o fracasso. As pessoas que estão do teu lado, que acreditam e torcem por você, isso sim, faz a diferença para lidar com os obstáculos externos, aqueles que não dependem de nós, que não moram dentro da gente.

Alguns dias foram bem difíceis... Tive uma gripe que quase me derrubou, muito trabalho para fazer e pouco tempo sobrando para me exercitar, e foram nesses momentos que o apoio dessas pessoas fez a diferença. Elas vinham, me lembravam o quão importante isso era pra mim e saiam comigo para caminhar, correr ou ir para a academia.

Só tenho a agradecer a eles pela (des)confiança e pelo apoio!!

Obrigada!!

segunda-feira, 7 de abril de 2014

2,95, Ooi??

Pois é, aumento de passagem...

Sim, fico indignada. Indignada não por pagar caro pelo transporte público, mas por pagar caro e ter um transporte de péssima qualidade.

Já pegou o T11, o T3 ou o T4 em horário de pico? E o Restinga? Sabe lata de sardinha? Sobra espaço perto do ônibus lotado às 18h.

Demora, é apertado, sem ar condicionado, pessoas impacientes, cansadas, suadas... Às vezes me fazem lembrar as histórias dos navios negreiros, onde milhares de pessoas eram jogadas nos porões sem condição nenhuma.

É uma vergonha ter que esperar mais de 45 minutos para pegar um ônibus porque os que vieram antes não tinham condições de abrir as portas. É uma vergonha não existir um sistema que diga quanto tempo o seu ônibus vai demorar pra chegar. É uma vergonha imensa o ônibus que eu pego pra casa ter que fazer dois desvios, se atrasando mais 15 minutos por causa de obras que se arrastam há tempos e não tem previsões reais de finalização. É uma vergonha as paradas de ônibus espalhadas pela cidade não exibirem um painel com as linhas que passam por ali e para onde vão.

É impossível não sentir saudades de Londres... É claro que não dá pra comparar. Os britânicos andam anos luz na frente de nós nessa questão. Mas mesmo assim, a saudade bate forte. Pagava caro pelo passe livre mensal no Oyster Card (120 libras, cerca de 480 reais), mas ia para onde queria, a hora que queria, sem me preocupar com quantas moedas eu tinha no bolso ou se ia pagar duas, cinco ou 10 passagens no mesmo dia. Além disso, em todas as estações tinham o mapa com todas as linhas do metrô e um painel dizendo qual era e quanto tempo levaria para chegar o próximo trem. Ai que saudade...

Eu pagaria o que fosse para ter um transporte de qualidade, sem muitos atrasos, sem superlotação dos ônibus... Um transporte digno. Mas do jeito que está, me desculpem os responsáveis pela bagunça que é nosso transporte, não dá. É revoltante sim ter que pagar R$ 2,95 para ter um transporte desse nível.

Se você não concorda, experimenta pegar um dos ônibus que citei acima lá pelas 18h e depois a gente conversa, ok?!?!

quarta-feira, 12 de março de 2014

27 anos e um mês

Hoje faz exatamente um mês que fiz aniversário. 27 anos. Faltam 3 para os 30. Ui... 

É difícil explicar mas eu me sinto mais velha. Em todos os sentidos.

Sinto meu corpo dando sinais de que chegou a hora de mudar de vida de uma vez por todas porque se não fizer isso agora vai ficar mais difícil manter a forma (ou chegar a essa forma) a cada ano. Sinto minhas responsabilidades aumentando gradativamente, assim como meus cabelos brancos. Sinto, pela primeira vez em 27 anos um alívio quando vejo meu contracheque no final do mês e a felicidade de ver a conta bancária no positivo e a poupança crescendo. Sinto meu relacionamento ficando cada dia mais maduro e vejo um futuro de véu e grinalda se aproximando.

Mas sinto que cresci mesmo, quando eu vejo a pequena Julia (porque pra mim ela sempre vai ser pequena), hoje com 15 anos, me fazendo derramar lágrimas de emoção, orgulho e alegria. Ela escreveu um post no dia do meu aniversário que dizia o seguinte:

“’Alguns infinitos são maiores que outros.’ – A Culpa é das Estrelas. Mas qual é o maior infinito? É nessa hora que alguns respondem que é o dos amores verdadeiros, ou o amor infinito dos pais... Mas eu não acredito nisso. Acredito que o maior infinito seja o dos irmãos. Amores vêm e vão, os pais, é a dura realidade, um dia se vão também, normalmente antes dos filhos, mas às vezes eles nos deixam um outro “pedacinho” deles que provavelmente vai nos acompanhar para sempre, aquela pessoa com quem poderemos contar grande parte da nossa vida, com quem certamente brigaremos grande parte da nossa vida, mas também compartilharemos momentos incomparáveis. Não poderia deixar de dar parabéns para um dos meus infinitos hoje. Para aquela guria que briga comigo, que me xinga, que me pede tudo o que um irmão mais velho pede, mas também para aquela que nunca deixa de me escutar pra qualquer coisa e que, com certeza, me ama desde o “Já não te disse pra não deixar as meias dentro do tênis!?” até o “Bebezão da mana!”, enfim, para aquela pessoa que com certeza eu sei que vou poder contar para sempre. Parabéns, mana!! Te amo muito!”

Sim, foi ela quem escreveu. Sim, ela é minha irmãzinha mais nova, meu bebezão. Sim, eu me emocionei e me enchi de orgulho quando li e percebi que o nosso amor infinito é tão grande que foi capaz de dar a ela tamanha inspiração. Sim, eu sempre vou estar aqui “Juju da Bi”.

Quando a gente tem um irmão mais novo é que percebe os anos se passando mais rápido. Troca as fraldas num ano, levanta dos tombos no outro, leva pra passear na pracinha depois, ajuda a fazer os trabalhos de aula, convence o pai e a mãe a deixarem ela ficar na festa um tempinho a mais, ajuda a resolver conflitos de identidade, amorosos e escolares, leva pra fazer compras no shopping e quando vê, aquele bebê virou gente grande, vai pra faculdade, tem o pé maior que o nosso e as próprias opiniões formadas sobre tudo.


O segredo é que, ao invés de me sentir mais velha por isso, me sinto mais responsável, porque sei que tem alguém ali que confia nas coisas que digo e que se espelha no que eu sou. Isso me dá forças pra ser cada vez melhor! É, acho que envelheci, e quer saber... Tô adorando isso!! 

segunda-feira, 10 de março de 2014

Quando a vida testa o nosso equilíbrio

Eis que vida se apresenta mais uma vez para testar o nosso equilíbrio.

A cabeça se enche de dúvidas, pensa nisso, pensa naquilo, não decide nada. Você não está angustiada, mas se sente daquele jeito e sabe que, mais cedo ou mais tarde, vai acontecer tudo de novo.

E é ela mesma, a vida, que se encarrega de plantar os brotinhos de dúvida na tua cabeça. Ela te apresenta novas possibilidades e tu, que tava toda tranqüila já não sabe mais o que pensar.


Não dá pra fugir. A hora de tomar uma decisão e parar de deixar a vida te levar está chegando cada vez mais perto. Aproveita que dá tempo e pensa com carinho. Pesa os prós e contras. Eu sei que tu não te importa se te chamarem de louca insana, mas pensa bem... 

O que VOCÊ realmente quer? 

terça-feira, 28 de janeiro de 2014

De Mulher pra Mulher...

Não, não é propaganda da Marisa. Eu sei que se conselho fosse bom a gente vendia, mas hoje vai um especialmente pra mim e para todas as mulheres curiosas (e ciumentas) como eu...

Querida amiga,

Se o seu companheiro deixar o Facebook aberto no seu computador ou o telefone desbloqueado com o Whatsapp aberto, resista. Não fique fuçando nas mensagens, fotos, amigos(as), enfim. Seja forte e preserve a privacidade dele. Vai ser difícil, você vai precisar tirar forças de onde nem imagina que tem, mas ainda assim, resista.

Você pode encontrar coisas que não vai gostar de ver e que podem ser interpretadas de mil maneiras e pode ter certeza que você vai interpretar da pior possível.

Se você não conseguir resistir, seguem algumas coisas que você precisa saber para que a sua espiadela inocente não vire uma crise no relacionamento.

Um fato: homens são namoradores por natureza. Aceite. Sim, provavelmente você encontre uma mensagem dele conversando com uma amiga (vagabunda) qualquer, talvez chamando ela pra sair, tomar uma cerveja, enfim... Testando suas habilidades de conquista. A chance de isso acontecer é grande. Prepare-se psicologicamente para não ligar pra ele aos berros perguntando quem é a fulaninha.

Se você já está desconfiada de alguma coisa lembre-se que você não precisa de desculpas para terminar um relacionamento. Não tá feliz amiga? Termina e pronto! Tá desconfiada do querido? Pra que ficar levando essa vida? Dá um basta! Você não precisa de provas de que ele te trai pra terminar o relacionamento. Acredite em mim, a sensação de ler uma conversa dessas é bem ruim. Poupe-se disso!

Por fim, pode ser também que você se surpreenda. Você olha esperando encontrar cabelo em ovo e o que encontra é ele falando que quer casar com você para uma “amiga” qualquer. Sim, é possível!


Meu conselho: Resista. Segure a curiosidade. E acredite que você não vai encontrar nenhuma novidade lá. Nada que você não saiba (mesmo que no seu interior mais profundo). 

terça-feira, 31 de dezembro de 2013

Mais um ano que se vai...

Esse 2013 foi cheio de surpresas... Tantas coisas aconteceram e ainda assim, eu tenho a sensação de que não saí do lugar.

Não vou fazer uma retrospectiva de tudo que aconteceu porque o que passou já foi e o importante agora é relembrar as lições e aproveitar o melhor de cada uma delas para que possamos crescer ainda mais no ano que chega.

Esse ano conheci muitas pessoas que se tornaram importantes pra mim e que vou levar pra sempre no coração; conheci também pessoas que me decepcionaram muito e me lembraram que desde pequena aprendi a virar as páginas da vida e seguir em frente; passei por provações fortes no meu relacionamento e percebi que, como dizem os sábios, as dificuldades nos fortalecem e fazem amadurecer; tive que aprender coisas que achei que seriam fáceis e vi que não foram tão fáceis assim mas também não foram tão difíceis como me disseram que seriam; percebi que julgar os outros pelas escolhas que fazem é bobagem porque só quem pode entender as decisões é quem tem que escolher...

Agradeço por cada momento desse ano que passa e espero ter aprendido com ele para não repetir os erros e também para reproduzir os acertos sempre! Obrigada 2013 por todas as lições e ensinamentos.


Que 2014 seja ainda melhor, me surpreenda e ensine muito mais!! 

sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

Curitiba x Porto Alegre

É impossível visitar ou morar em uma cidade diferente e não fazer comparações. Aliás, essa é a coisa mais gostosa de conhecer outro lugar, perceber as pequenas e grandes diferenças que podem haver entre culturas.

Curitiba e Porto Alegre, embora sejam cidade próximas (600 km aproximadamente), são muito diferentes culturalmente.

Não vou citar todas porque são muitas, mas algumas, valem a pena ser destacadas...

- Gastronomia: em Curitiba a gastronomia é super desenvolvida (comparando a Porto Alegre).  A começar pela decoração. Em qualquer barzinho, boteco ou restaurante vê-se que o ambiente foi pensado em cada detalhe, desde as cores, objetos, móveis, enfim... Outro diferencial é o conceito. Cada lugar tem o seu conceito seja uma padaria que só faz pães artesanais, não utiliza farinha branca em nenhuma das receitas e só abre das 16h às 20h ou um café totalmente inspirado em New York que te transporta ao ambiente e serve o melhor cheesecake que já comi na vida. Fato: os curitibanos sabem comer bem e tem muitas opções maravilhosas para quem quer fazer uma orgia gastronômica. De fato, toda essa experiência tem um custo. O preço, comparando, é mais alto. O atendimento também muitas vezes deixou a desejar.

- Vocabulário: pra mim, essa é a parte mais divertida quando viajamos pelo Brasil! Ouvir alguém dizer que vai descascar uma mimosa te faz pensar em que?? Com certeza não é em bergamota ou tangerina. Aqui no sul, o semáforo é sinaleira, lá vira homem e se chama sinaleiro. A padaria fica chique e vira panificadora. Uma torrada de cacetinho com presunto e queijo vira um prensado de pão francês com queijo e presunto. Lomba é uma coisa que não existe e o viaduto pra eles se chama elevado. Sabe pão de sanduíche?? Lá é broa. Broa pra mim é aquela de polvilho, mas tudo bem... Mas o mais esquisito é o penal. Sério!! Penal é estojo. Aquele de guardar lápis, borracha e caneta sabe? Quando me falaram “pega o penal”, fiquei com aquela cara de quem acaba de ouvir um alemão falando.

- Pessoas:  existe um senso comum de que o curitibano é mais individualista, fechado, antipático, curitiboca, como eles dizem. Adoraria dizer que não é verdade, mas infelizmente, a imensa maioria deles é assim. É claro que cruzei com algumas exceções, pessoas ótimas, comunicativas, faladoras, mas no geral... Uma das minhas maiores crises em Curitiba, foi quando, depois de um mês morando no mesmo prédio, me dei conta que os porteiros sequer me davam bom dia, boa noite, boa tarde. Nem um oizinho, um resmungo que fosse pra responder ao meu cumprimento. Sabe aquela coisa básica de sorrir ou acenar para o vizinho quando encontra no hall do condomínio? Não existe. É triste, mas é verdade. E os próprios curitibanos sabem e comentam o assunto. Esse vídeo exemplifica exatamente o que eu quero dizer...

- Trânsito: esse é um tópico que me chocou. O trânsito de Curitiba é extremamente mais organizado do que em Porto Alegre. Parar em um cruzamento, nunca! Respeitam os sinais, as preferenciais... Mas como nem tudo são flores... É só ver um pedestre atravessando a rua que eles já começam a acelerar, como se fosse divertido ver a pobre criatura dar aquela corridinha tosca e desesperada pra chegar do outro lado da rua. E como dirigem rápido e grudados na bunda do carro da frente. Perdi a conta de quantas batidas vi pela rua. Coisas bobas que viram acidentes feios e poderiam ser evitados se não andassem tão perto um do outro.  

Curitiba vai deixar saudade, principalmente pela experiência e pelas pessoas que conheci e que fizeram parte da minha rotina curitibana e fizeram com que eu me sentisse, nem que fosse um pouquinho, em casa. Não posso negar que voltei um pouco curitiboca também. É impossível visitar a cidade e voltar sem trazer um pouco dela dentro de mim.

quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

13 lições de Curitiba

Esses três meses que morei em Curitiba fizeram com que me conhecesse melhor e tomasse algumas decisões que vou levar pra vida toda. Algumas delas estão escritas aqui, outras eu guardo pra mim porque infelizmente não consegui colocar as ideias em palavras...

- Eu não consigo e não quero viver longe das pessoas que eu amo e, enquanto eu puder escolher, vou escolher a felicidade, o brilho nos olhos, a paz de espírito que elas me dão só de estar por perto e que não encontro em lugar algum.

- Dinheiro nenhum no mundo paga ou sequer ameniza a saudade das pessoas que amamos. Quando a saudade bater forte, o dinheiro vai embora nas passagens e ligações que você vai fazer. Pense se vale a pena.

- Trabalhar duro é importante, dinheiro é importante para nos dar o conforto que precisamos/queremos. Mas sempre que possível, faça algo de que realmente gosta. Assim, as coisas ficam muito mais fáceis.

- Educação a gente aprende em casa e pratica na rua. Preserve isso! Lembre-se de tudo que teus pais ensinaram e pratique. Pratique sempre! Você não é melhor que ninguém. Não importa qual o seu cargo ou seu salário. Você continua igual aos outros. Poder pagar por coisas caras não te dá o direito de ser mal educado com ninguém. Ninguém mesmo!

- Peça conselhos. Escute os mais experientes. Mas não esqueça que a sua vida é uma só e pertence única e exclusivamente a você. Ninguém sabe o que você sente, o que passa ou o que é importante pra você. Escute, pense, pondere e decida. A discussão é solidária, a decisão é solitária.

- Quando tiver que tomar uma decisão importante, pense em que impactos isso vai ter na sua vida e se você é capaz de (com)viver com eles. E não se esqueça que as consequências reais podem não ter sido previstas por você. Aguente.

 - Aqueles que te criticam, que dão conselhos e opiniões sobre a sua vida ou não te conhecem ou morrem de inveja da tua coragem. Nesse caso, não se importe com o que eles dizem e não deixe que nada influencie nas suas decisões. Quem vai conviver com elas é você mesmo, não eles.

- Aprenda a se virar sozinho. Dependa o mínimo possível de quem quer que seja para fazer as coisas básicas da sua rotina. Seja independente. Busque essa independência sempre. Acredite que pode ser divertido fazer programas onde a sua melhor companhia é você mesmo.

- Faça amigos. São eles que vão te apoiar nos momentos difíceis. Eles vão estar ali quando a sua família não estiver. Escolha-os bem.

- Adapte-se. A vida vai te dar milhares de situações para viver. Viva cada uma delas intensamente, aproveite os momentos, arrisque-se. No final das contas, o que levamos são as experiências que vivemos e não as coisas que temos.

- Curta a saudade, fique triste, chore, descabele-se. Até os momentos de tristeza terminam. Curta-os intensamente, aprenda as lições e levante-se. As decepções, obstáculos, quedas existem para nos fazer perceber o que é realmente importante e não para nos matar. Acredite, você não vai morrer se tiver uma grande decepção ou perda. Faça de cada situação um aprendizado e siga em frente mais forte. O que não mata, fortalece.

- Cuide-se. A sua saúde é a coisa mais importante que você tem. Sem ela, nenhum dos itens anteriores é possível. Faça exercícios, caminhe, corra, sorria, alimente-se bem. Pequenas coisas podem ter um grande efeito a curto, médio e longo prazo.

- Se no final de tudo, você perceber que não está feliz mesmo tendo tomado a decisão racionalmente mais acertada, não tenha vergonha de recomeçar. Sempre é tempo de começar de novo e descobrir mais sobre si mesmo. Não tenha medo, é errando que se aprende.

Abraço Curitibano

Curitiba me abraçou. Eu que não abracei Curitiba. Não consegui trair a minha natureza, o meu bairrismo gaúcho, a minha essência.

Tentei, me esforcei, até achei bom em alguns momentos, mas não adianta negar pra mim mesma que meu lugar é aqui.

Se Londres que é Londres não me prendeu, não seria Curitiba a conseguir essa proeza.

Sobre mim, posso dizer que amo viajar, adoro conhecer lugares diferentes, pessoas novas, culturas diversas, mas mesmo que eu more em outro lugar, sempre vou voltar pra Porto Alegre.

Cada vez que entrava no avião para vir pra casa, a única coisa que me vinha na cabeça era aquela parte da música de Kleiton e Kledir que diz: “deu pra ti, baixo astral, vou pra Porto Alegre, tchau!”.

Curitiba e seus filhos que me desculpem, mas eu sou gaúcha, porto alegrense e tenho muito orgulho do meu bairrismo que aos olhos alheios pode soar ridículo ou exagerado.

No mais, só posso agradecer pelo “carinho” curitibano que recebi (sim, pra quem acha que os curitibanos são frios, posso dizer que cruzei com várias exceções à regra) e dizer que Curitiba foi um capítulo importante da minha história, onde conheci pessoas que se tornaram verdadeiramente importantes pra mim.

Curitiba... Um grande abraço!

terça-feira, 3 de dezembro de 2013

Sobre coragem, força e vontade

Quando vim para Curitiba porque arrumei um emprego (um bom emprego, diga-se de passagem), a primeira coisa que me perguntavam era sobre o meu namorado. Se eu teria coragem de deixar ele em Porto Alegre. Eu tive.

Chegando aqui, ninguém me disse que o que eu mais teria que ter era força. Força para aguentar a saudade que bate antes de dormir, força para passar os intermináveis domingos sozinha inventando coisas para fazer, força para ver todos a minha volta com os seus e eu ali, sem ninguém. Força para sorrir na frente de todo mundo enquanto o que eu mais queria era estar em casa, curtindo a tristeza e a solidão. Força pra ver minha família reunida e não estar junto deles. Fui forte. Tirei forças de algum lugar desconhecido dentro de mim, mas consegui.

Agora, depois de muito pensar e pesar tudo o que aprendi por aqui, não só profissionalmente, mas para a vida mesmo, decidi voltar. Por minha própria vontade. Vontade de ficar com as pessoas que amo e mostrar o valor que elas realmente têm pra mim, vontade de fazer a minha vida baseada nos meus princípios, de acordo com as minhas prioridades. Pode parecer tudo meio egocêntrico e egoísta, mas não é. Cada um tem a sua vida e deve fazer dela o que quiser, pensando e tomando decisões de acordo com o que pensa e não com o que os outros acham que é certo.

Aprendi muitas coisas nesse período que passei em Curitiba. Hoje me conheço melhor, sei mais sobre a vida que eu tinha e a que eu quero ter no futuro, tomei algumas decisões importantes que sei que algumas pessoas vão apoiar e outras criticar, mas aprendi também que a opinião dos outros não vai mudar o que eu penso sobre esse assunto.

Eu sei que a partir de hoje, vou precisar do dobro de coragem e o triplo de força para recomeçar. Mas quer saber?? Me sinto preparada pra isso.

domingo, 10 de novembro de 2013

Quando a saudade bate...

Quando a saudade bate, não adianta lembrar os bons momentos, ver fotos, ouvir músicas, sentir cheiros ou ouvir a voz.

Quando a saudade bete a única coisa capaz de resolver a dor que vem junto com ela é um abraço, daqueles bem apertados sabe?

A saudade machuca, dói, sangra. Quer que ela fique um pouco “menos pior”? Pense que pelo menos ela não é pra sempre. A saudade de alguém que já se foi é o pior tipo de saudade que existe. Essa não pode ser esquecida ou amenizada com um abraço.

Lembrar disso me faz ter um pouco mais de forças pra aguentar a saudade que sinto dos meus...

sábado, 9 de novembro de 2013

Emoção x Razão

- Vai, tu consegue!
- Tu não sabe o que tá falando!
- Eu sei. Acredita em mim! Coragem!
- É fácil falar né, não é tu que tem que arcar com as consequências depois. 
- Vamos guria!! Não perde tempo! Não esquece: a hora é agora!
- Eu tenho medooo!!
- Esquece isso!! Tu é capaz. Vai dar tudo certo!
- E se...
- E se nada!! Vai! Pula! Voa!
- Mas...
- Ó, falando sério... Tu vai te arrepender se não for agora!
- Peraí! Eu preciso pensar!
- Que pensar o que?? Quem pensa demais não faz nada na vida.
- Mas eu preciso pensar, colocar na balança... 
- Isso aqui não é feira pra colocar as coisas na balança. Isso é a tua vida! Te mexe guria!
- Dá pra ter um pouquinho só de calma?
- Não!
- 5 minutinhos só?
- Já disse que não! Decida-se! Já!
- Ai meu Deus... O que eu faço??
- Não é óbvio? Larga tudo e arrisca! 
- E o dinheiro? Minhas contas no final do mês? 
- Tudo isso se ajeita, acredita em mim porra!
- Não consigo fazer isso!
- Consegue sim! Quanta coisa tu já arriscou?? Pensa!!
- Tá, é verdade, mas...
- Então? Tá esperando o que? 
- Tchê!!! Eu não posso fazer isso agora!!
- E porque não, posso saber?
- Eu acabei de dar uma guinada na vida. Não acha que tá muito cedo pra outra?
- Sinceramente? Não!
- Pois eu acho...
- Tu tá feliz pelo menos?
- Tu sabe que não né?!
- Então porque tu não pode ir?? 
- Tu nunca vai entender... 
- Blá, blá, blá... 
- Tu fala como se fosse muito fácil... O que vão dizer de mim?
- E isso te interessa?
- Não.
- Então?? Não tô te entendendo mesmo...
- É que eu não me importo com o que os outros vão pensar, mas tenho medo de pensar que eu sou um fracasso. 
- Tu não é um fracasso.
- Ok, mas as vezes eu acho que sou, dá licença?
- Tudo bem. Mas cada vez que tu pensa isso, eu perco as forças, tu sabe. 
- Eu sei. Desculpa, mas é mais forte que eu.
- Por favor... Tenta! O que é que custa?
- Como assim o que é que custa? Tu acha que é tudo muito fácil... Eu lutei até agora pra chegar aqui, não posso simplesmente jogar a toalha. 
- Não entendo... Se tu não tá feliz, porque não pode? Vai ficar ai perdendo tempo?
- Pelo menos tem a recompensa no final do mês!
- A gente sabe que isso não é o mais importante. 
- Eu sei, mas ainda assim é importante. 
- Meu... Tenta!!! 
- E eu não tô perdendo tempo! Tô aprendendo...
- Tá é te iludindo, isso sim!
- Não tô não!
- Tá sim. Cagona! 
- Não sou cagona não!
- Ok, desculpa. Tu não é cagona. Não mesmo... Mas tu ainda pode ir mais longe. Só depende de ti! Vai!!
- Calma, tenho que esperar mais uns meses. 
- Eu não posso ter calma. O meu trabalho é te jogar pra frente. Vamos!!
- Como eu queria que fosse fácil assim como tu diz. Mas não é... Tu sabe disso.
- Eu nunca disse que ia ser fácil. Os caminhos mais difíceis são os mais prazerosos. Não custa arriscar. 
- Tá. Vou pensar! Vou planejar e outra hora conversamos. Tá bom assim? 
- Claro que não! Mas por enquanto não posso fazer mais nada por ti... 
- Desculpa te decepcionar.