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quinta-feira, 9 de abril de 2020

Auto cobranças tóxicas


Isolamento, medo, saudade da família, cobranças, ansiedade, trabalhar, malhar, cozinhar, limpar, lidar com um turbilhão de sentimentos, passar álcool gel, usar máscara, tirar o sapato ao entrar em casa, trocar de roupa, lavar as mãos... definitivamente, não tá fácil!

Os dias tem sido assim, sentada horas e horas trabalhando (mais horas do que normalmente diga-se de passagem) e me entupindo de notícias e atualizações sobre a pandemia do Coronavírus (ossos do ofício). Depois disso não sinto vontade de fazer nada além de comer, rolar infinitamente a time line do Instagram, ligar a TV ou ler um livro, esse último com menos frequência, confesso.

É difícil me desligar, a cabeça não para, fica girando num looping infinito em torno de mortes, doentes, números, curas, pautas, posts... Tem dias que me cobro por não estar fazendo uma das milhares de coisas que estão se acumulando na minha lista e tem dias que eu me respeito e aceito que não estou a fim, que o mundo não vai acabar se eu ficar sem fazer nada produtivo, e tá tudo bem! 

O que eu quero dizer é que a pressão já tá grande, a gente não precisa colocar mais peso sobre as nossas costas. Sabe aquele treino que você não fez? Tudo bem! Aquela aula de Yoga que você prometeu que ia fazer todos os dias? Sem problemas! Relaxa! Não tá fácil pra ninguém!

Se quiser, aproveita esse tempo pra pensar em você, na sua jornada, na sua missão! E se não quiser, fica de boas que tá tudo bem também!

segunda-feira, 25 de julho de 2016

“Pra ser jornalista não precisa de diploma”

Realmente, não precisa de diploma, não precisa de papel.

Pra ser jornalista precisa saber escrever direito, precisa saber pesquisar, ir atrás das informações, checar, checar e checar. Pra ser jornalista precisa ter senso crítico para diferenciar o que é notícia do que não é. Pra ser jornalista precisa pensar e saber quais os impactos que aquilo que você escreve vai ter na vida das pessoas. Pra ser jornalista é preciso conhecer um pouco de legislação, de tecnologia, de meio ambiente, de esporte, de cultura, de ciência, de tecnologia, de inovação, de mundo, de tudo. Pra ser jornalista é preciso saber que a sua opinião tem que ter embasamento e não ficar só no “eu acho”. Pra ser jornalista tem que saber ouvir os dois lados antes de sair por aí falando bobagem.

É meu amigo, pra ser jornalista não precisa ter diploma. Precisa muito mais do que isso, precisa saber muita coisa que a faculdade não te ensina.


Mas mais do que qualquer conhecimento técnico, hoje, mais do que nunca, pra ser jornalista é preciso ter coragem e paciência para lidar e enfrentar pessoas que além de não reconhecer o seu trabalho ainda desdenham da sua competência e “acham” que qualquer um pode fazer o que você faz. 

segunda-feira, 7 de abril de 2014

2,95, Ooi??

Pois é, aumento de passagem...

Sim, fico indignada. Indignada não por pagar caro pelo transporte público, mas por pagar caro e ter um transporte de péssima qualidade.

Já pegou o T11, o T3 ou o T4 em horário de pico? E o Restinga? Sabe lata de sardinha? Sobra espaço perto do ônibus lotado às 18h.

Demora, é apertado, sem ar condicionado, pessoas impacientes, cansadas, suadas... Às vezes me fazem lembrar as histórias dos navios negreiros, onde milhares de pessoas eram jogadas nos porões sem condição nenhuma.

É uma vergonha ter que esperar mais de 45 minutos para pegar um ônibus porque os que vieram antes não tinham condições de abrir as portas. É uma vergonha não existir um sistema que diga quanto tempo o seu ônibus vai demorar pra chegar. É uma vergonha imensa o ônibus que eu pego pra casa ter que fazer dois desvios, se atrasando mais 15 minutos por causa de obras que se arrastam há tempos e não tem previsões reais de finalização. É uma vergonha as paradas de ônibus espalhadas pela cidade não exibirem um painel com as linhas que passam por ali e para onde vão.

É impossível não sentir saudades de Londres... É claro que não dá pra comparar. Os britânicos andam anos luz na frente de nós nessa questão. Mas mesmo assim, a saudade bate forte. Pagava caro pelo passe livre mensal no Oyster Card (120 libras, cerca de 480 reais), mas ia para onde queria, a hora que queria, sem me preocupar com quantas moedas eu tinha no bolso ou se ia pagar duas, cinco ou 10 passagens no mesmo dia. Além disso, em todas as estações tinham o mapa com todas as linhas do metrô e um painel dizendo qual era e quanto tempo levaria para chegar o próximo trem. Ai que saudade...

Eu pagaria o que fosse para ter um transporte de qualidade, sem muitos atrasos, sem superlotação dos ônibus... Um transporte digno. Mas do jeito que está, me desculpem os responsáveis pela bagunça que é nosso transporte, não dá. É revoltante sim ter que pagar R$ 2,95 para ter um transporte desse nível.

Se você não concorda, experimenta pegar um dos ônibus que citei acima lá pelas 18h e depois a gente conversa, ok?!?!

terça-feira, 11 de março de 2014

Ensaio de Carnaval

Qual será o resultado quando se mistura um domingo de carnaval, uma ótima companhia, um trabalho e uma cidade deserta?

Eis um pouquinho dos meu "olhares" de Porto Alegre... Se quiser ver mais, clica aqui.
Praça da Matriz

Theatro São Pedro

Viaduto da Borges

Viaduto da Borges

Praça da Alfândega


segunda-feira, 10 de março de 2014

Quando a vida testa o nosso equilíbrio

Eis que vida se apresenta mais uma vez para testar o nosso equilíbrio.

A cabeça se enche de dúvidas, pensa nisso, pensa naquilo, não decide nada. Você não está angustiada, mas se sente daquele jeito e sabe que, mais cedo ou mais tarde, vai acontecer tudo de novo.

E é ela mesma, a vida, que se encarrega de plantar os brotinhos de dúvida na tua cabeça. Ela te apresenta novas possibilidades e tu, que tava toda tranqüila já não sabe mais o que pensar.


Não dá pra fugir. A hora de tomar uma decisão e parar de deixar a vida te levar está chegando cada vez mais perto. Aproveita que dá tempo e pensa com carinho. Pesa os prós e contras. Eu sei que tu não te importa se te chamarem de louca insana, mas pensa bem... 

O que VOCÊ realmente quer? 

quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

Feliz dia do fotógrafo pra você!

Durante a faculdade de jornalismo, fiz várias cadeiras de fotografia e me apaixonei. Sim, porque a fotografia é apaixonante. Faz você ver as coisas de um jeito diferente e te dá o poder de transformar coisas simples em imagens exuberantes.

Eu particularmente, sempre gostei de fotografar pessoas. Captar a essência de cada um, mostrar a beleza que as vezes não se percebe, colher sorrisos espontâneos. Aliás... Fotografias espontâneas são as melhores!!

Hoje então, quero parabenizar todos aqueles que amam a fotografia assim como eu, que vivem disso ou não e que usam desde o celular até a câmera profissional para praticar. Porque de fotógrafo e louco, todo mundo tem um pouco!!

sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

Curitiba x Porto Alegre

É impossível visitar ou morar em uma cidade diferente e não fazer comparações. Aliás, essa é a coisa mais gostosa de conhecer outro lugar, perceber as pequenas e grandes diferenças que podem haver entre culturas.

Curitiba e Porto Alegre, embora sejam cidade próximas (600 km aproximadamente), são muito diferentes culturalmente.

Não vou citar todas porque são muitas, mas algumas, valem a pena ser destacadas...

- Gastronomia: em Curitiba a gastronomia é super desenvolvida (comparando a Porto Alegre).  A começar pela decoração. Em qualquer barzinho, boteco ou restaurante vê-se que o ambiente foi pensado em cada detalhe, desde as cores, objetos, móveis, enfim... Outro diferencial é o conceito. Cada lugar tem o seu conceito seja uma padaria que só faz pães artesanais, não utiliza farinha branca em nenhuma das receitas e só abre das 16h às 20h ou um café totalmente inspirado em New York que te transporta ao ambiente e serve o melhor cheesecake que já comi na vida. Fato: os curitibanos sabem comer bem e tem muitas opções maravilhosas para quem quer fazer uma orgia gastronômica. De fato, toda essa experiência tem um custo. O preço, comparando, é mais alto. O atendimento também muitas vezes deixou a desejar.

- Vocabulário: pra mim, essa é a parte mais divertida quando viajamos pelo Brasil! Ouvir alguém dizer que vai descascar uma mimosa te faz pensar em que?? Com certeza não é em bergamota ou tangerina. Aqui no sul, o semáforo é sinaleira, lá vira homem e se chama sinaleiro. A padaria fica chique e vira panificadora. Uma torrada de cacetinho com presunto e queijo vira um prensado de pão francês com queijo e presunto. Lomba é uma coisa que não existe e o viaduto pra eles se chama elevado. Sabe pão de sanduíche?? Lá é broa. Broa pra mim é aquela de polvilho, mas tudo bem... Mas o mais esquisito é o penal. Sério!! Penal é estojo. Aquele de guardar lápis, borracha e caneta sabe? Quando me falaram “pega o penal”, fiquei com aquela cara de quem acaba de ouvir um alemão falando.

- Pessoas:  existe um senso comum de que o curitibano é mais individualista, fechado, antipático, curitiboca, como eles dizem. Adoraria dizer que não é verdade, mas infelizmente, a imensa maioria deles é assim. É claro que cruzei com algumas exceções, pessoas ótimas, comunicativas, faladoras, mas no geral... Uma das minhas maiores crises em Curitiba, foi quando, depois de um mês morando no mesmo prédio, me dei conta que os porteiros sequer me davam bom dia, boa noite, boa tarde. Nem um oizinho, um resmungo que fosse pra responder ao meu cumprimento. Sabe aquela coisa básica de sorrir ou acenar para o vizinho quando encontra no hall do condomínio? Não existe. É triste, mas é verdade. E os próprios curitibanos sabem e comentam o assunto. Esse vídeo exemplifica exatamente o que eu quero dizer...

- Trânsito: esse é um tópico que me chocou. O trânsito de Curitiba é extremamente mais organizado do que em Porto Alegre. Parar em um cruzamento, nunca! Respeitam os sinais, as preferenciais... Mas como nem tudo são flores... É só ver um pedestre atravessando a rua que eles já começam a acelerar, como se fosse divertido ver a pobre criatura dar aquela corridinha tosca e desesperada pra chegar do outro lado da rua. E como dirigem rápido e grudados na bunda do carro da frente. Perdi a conta de quantas batidas vi pela rua. Coisas bobas que viram acidentes feios e poderiam ser evitados se não andassem tão perto um do outro.  

Curitiba vai deixar saudade, principalmente pela experiência e pelas pessoas que conheci e que fizeram parte da minha rotina curitibana e fizeram com que eu me sentisse, nem que fosse um pouquinho, em casa. Não posso negar que voltei um pouco curitiboca também. É impossível visitar a cidade e voltar sem trazer um pouco dela dentro de mim.

quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

13 lições de Curitiba

Esses três meses que morei em Curitiba fizeram com que me conhecesse melhor e tomasse algumas decisões que vou levar pra vida toda. Algumas delas estão escritas aqui, outras eu guardo pra mim porque infelizmente não consegui colocar as ideias em palavras...

- Eu não consigo e não quero viver longe das pessoas que eu amo e, enquanto eu puder escolher, vou escolher a felicidade, o brilho nos olhos, a paz de espírito que elas me dão só de estar por perto e que não encontro em lugar algum.

- Dinheiro nenhum no mundo paga ou sequer ameniza a saudade das pessoas que amamos. Quando a saudade bater forte, o dinheiro vai embora nas passagens e ligações que você vai fazer. Pense se vale a pena.

- Trabalhar duro é importante, dinheiro é importante para nos dar o conforto que precisamos/queremos. Mas sempre que possível, faça algo de que realmente gosta. Assim, as coisas ficam muito mais fáceis.

- Educação a gente aprende em casa e pratica na rua. Preserve isso! Lembre-se de tudo que teus pais ensinaram e pratique. Pratique sempre! Você não é melhor que ninguém. Não importa qual o seu cargo ou seu salário. Você continua igual aos outros. Poder pagar por coisas caras não te dá o direito de ser mal educado com ninguém. Ninguém mesmo!

- Peça conselhos. Escute os mais experientes. Mas não esqueça que a sua vida é uma só e pertence única e exclusivamente a você. Ninguém sabe o que você sente, o que passa ou o que é importante pra você. Escute, pense, pondere e decida. A discussão é solidária, a decisão é solitária.

- Quando tiver que tomar uma decisão importante, pense em que impactos isso vai ter na sua vida e se você é capaz de (com)viver com eles. E não se esqueça que as consequências reais podem não ter sido previstas por você. Aguente.

 - Aqueles que te criticam, que dão conselhos e opiniões sobre a sua vida ou não te conhecem ou morrem de inveja da tua coragem. Nesse caso, não se importe com o que eles dizem e não deixe que nada influencie nas suas decisões. Quem vai conviver com elas é você mesmo, não eles.

- Aprenda a se virar sozinho. Dependa o mínimo possível de quem quer que seja para fazer as coisas básicas da sua rotina. Seja independente. Busque essa independência sempre. Acredite que pode ser divertido fazer programas onde a sua melhor companhia é você mesmo.

- Faça amigos. São eles que vão te apoiar nos momentos difíceis. Eles vão estar ali quando a sua família não estiver. Escolha-os bem.

- Adapte-se. A vida vai te dar milhares de situações para viver. Viva cada uma delas intensamente, aproveite os momentos, arrisque-se. No final das contas, o que levamos são as experiências que vivemos e não as coisas que temos.

- Curta a saudade, fique triste, chore, descabele-se. Até os momentos de tristeza terminam. Curta-os intensamente, aprenda as lições e levante-se. As decepções, obstáculos, quedas existem para nos fazer perceber o que é realmente importante e não para nos matar. Acredite, você não vai morrer se tiver uma grande decepção ou perda. Faça de cada situação um aprendizado e siga em frente mais forte. O que não mata, fortalece.

- Cuide-se. A sua saúde é a coisa mais importante que você tem. Sem ela, nenhum dos itens anteriores é possível. Faça exercícios, caminhe, corra, sorria, alimente-se bem. Pequenas coisas podem ter um grande efeito a curto, médio e longo prazo.

- Se no final de tudo, você perceber que não está feliz mesmo tendo tomado a decisão racionalmente mais acertada, não tenha vergonha de recomeçar. Sempre é tempo de começar de novo e descobrir mais sobre si mesmo. Não tenha medo, é errando que se aprende.

terça-feira, 3 de dezembro de 2013

Sobre coragem, força e vontade

Quando vim para Curitiba porque arrumei um emprego (um bom emprego, diga-se de passagem), a primeira coisa que me perguntavam era sobre o meu namorado. Se eu teria coragem de deixar ele em Porto Alegre. Eu tive.

Chegando aqui, ninguém me disse que o que eu mais teria que ter era força. Força para aguentar a saudade que bate antes de dormir, força para passar os intermináveis domingos sozinha inventando coisas para fazer, força para ver todos a minha volta com os seus e eu ali, sem ninguém. Força para sorrir na frente de todo mundo enquanto o que eu mais queria era estar em casa, curtindo a tristeza e a solidão. Força pra ver minha família reunida e não estar junto deles. Fui forte. Tirei forças de algum lugar desconhecido dentro de mim, mas consegui.

Agora, depois de muito pensar e pesar tudo o que aprendi por aqui, não só profissionalmente, mas para a vida mesmo, decidi voltar. Por minha própria vontade. Vontade de ficar com as pessoas que amo e mostrar o valor que elas realmente têm pra mim, vontade de fazer a minha vida baseada nos meus princípios, de acordo com as minhas prioridades. Pode parecer tudo meio egocêntrico e egoísta, mas não é. Cada um tem a sua vida e deve fazer dela o que quiser, pensando e tomando decisões de acordo com o que pensa e não com o que os outros acham que é certo.

Aprendi muitas coisas nesse período que passei em Curitiba. Hoje me conheço melhor, sei mais sobre a vida que eu tinha e a que eu quero ter no futuro, tomei algumas decisões importantes que sei que algumas pessoas vão apoiar e outras criticar, mas aprendi também que a opinião dos outros não vai mudar o que eu penso sobre esse assunto.

Eu sei que a partir de hoje, vou precisar do dobro de coragem e o triplo de força para recomeçar. Mas quer saber?? Me sinto preparada pra isso.

segunda-feira, 16 de setembro de 2013

Sobre aquarianos e liberdade

Há um tempo atrás eu adorava ler horóscopo. Lia tudo sobre o meu signo, sobre os signos dos meus amigos, da minha família, qualquer um que cruzasse o meu caminho era vítima da minha pequena obsessão. Era só conhecer alguém interessante que eu visitava sites e fazia combinações de signos pra ver se os astros estavam a nosso favor.

Sou aquariana, nascida no dia 12 de fevereiro. Sempre li que aquarianos são pessoas à frente de seu tempo e que o bem que mais apreciam é a liberdade. Com o passar dos anos, pude comprovar na real o quanto isso é verdade.

Não existe coisa mais angustiante pra mim do que viver presa, seja no que for, trabalho, pessoas, lugares, coisas. Me sinto como um passarinho engaiolado que olha o lado de fora e faz planos pro dia que conseguir escapar. A rotina muito rígida é outra coisa que me apavora.

Namorados sempre foram um problema em função disso. Compromissos longos nunca foram meu forte. Muitas exigências e cobranças com pouca liberdade.

A liberdade atrai porque junto com ela vem os desafios, o frio na barriga, a surpresa, a incerteza e a instabilidade.
Eia que cruza o meu caminho um geminiano legítimo, com um gêmeo do bem e um gêmeo do mal que se revezam constantemente e sem aviso prévio. Rotina realmente não é com ele, cada dia é uma emoção diferente, uma surpresa.

Além disso, que já é uma grande coisa, ele me prende quando me solta. Nunca ouvi dele algo que não fosse uma palavra de apoio quando tomei grandes decisões como passar dois meses em Londres sozinha ou morar em Curitiba por tempo indeterminado.

E foi nesses dois momentos que tive certeza que ele é O Cara!

Por mais engraçado que possa parecer, isso também foi o que os astros disseram quando fiz a combinação dos nossos signos.  

Coincidência ou não, essa parceria já dura há três anos e nove meses.

quarta-feira, 21 de agosto de 2013

10 dias

É incrível como as despedidas fazem parte da minha vida... Acho que me acostumei. Me orgulho delas. São elas que me fazem forte, independente e crente de que as coisas vão sempre mudar pra melhor.

Dessa vez é diferente. Foi tudo tão de repente... Vou sozinha pra (re)começar a vida em uma cidade nova, ou praticamente nova. Faz mais de 15 anos que não coloco os pés em Curitiba...

Sabe quando eu imaginei que voltaria?? Nunquinha. E não é porque não gosto da cidade, das pessoas ou coisa parecida. Eu simplesmente nunca pensei nisso. Éééé... a vida nos prega peças e nos proporciona coisas que às vezes nunca sonhamos ter, fazer ou realizar. 

São tantas coisas em jogo, tantas coisas para pesar, família, amigos, amor... Só Deus sabe o quão difícil essa decisão está sendo.

Mas no final das contas, no meio de tudo, descobri coisas que demorariam mais alguns anos para ficar claras. A verdade dos sentimentos, a importância das pessoas, a sinceridade das amizades...  

Nunca duvidei da minha coragem, nunca tive medo de desafios, pelo contrário, sempre fui atraída por eles. A verdade é que, mesmo sabendo tudo o que estava em jogo, nunca tive dúvidas de qual era a decisão certa a tomar. E isso tenho que agradecer a uma pessoa em especial que me apoiou desde o início, mesmo sabendo que sofreria tanto quanto eu com a distância.  

Faltam 10 dias...
“Curitiba é aqui do lado!”. 
Repito isso para mim mesma a fim de me convencer que vai ser moleza essa vida de idas e vindas. 

Estou pronta! Me sinto forte, segura, feliz e capaz. O coração fica apertado e o estômago está como uma montanha russa, mas eu sei que vai dar tudo certo.

Que venham os novos ares, os novos desafios, as novas ideias, a nova vida!

quarta-feira, 10 de julho de 2013

E no meio de tudo...

É sempre assim... Tudo começa com um período de confusão, dificuldades e de repente, do nada, começa a dar certo.

E no meio de tudo isso, descubro que existem muitas pessoas se perguntando a mesma coisa que eu, passando pelos mesmos dilemas, dúvidas e conflitos. Descubro que nada disso é privilégio meu.

Geração Y. É assim que chamam todas as pessoas que estão nessa fase que (dizem) é normal. Então é relaxar e curtir o caminho ao invés de ficar pensando no final.

E você??  ESTÁ FAZENDO O QUE AMA NESSE MOMENTO?

Sem mais...


quarta-feira, 3 de julho de 2013

Confusão...

Hoje começo a me dar conta de algumas coisas...

Talvez essa não seja a hora de colocar em prática alguns planos que só existem na minha cabeça.
Talvez agora seja a hora de me concentrar em algo mais prático e certo do que nos meus sonhos.
Talvez essa seja a hora de recuar um pouco para aprender mais e depois agir com mais conhecimentos e habilidades.


São tantas coisas que me ocorrem que não sei mais se o que estou fazendo está certo ou não, se estou no caminho certo. E quando eu achei que uma conversa ia me ajudar a esclarecer algumas ideias me vi ainda mais confusa e encurralada nesse beco sem saída. 

quinta-feira, 20 de junho de 2013

Salão no palco

As dores no corpo já estão aparecendo e anunciando o que está por vir. Serão três dias cansativos, estressantes e muito, muito gratificantes.

Vou fazer por três dias seguidos uma das coisas que mais amo nessa vida: DANÇAR!

Quando voltei para a DiModelar Cia de Danças, não imaginei que seria capaz de fazer isso tão rápido e com tanta qualidade. Os preparativos estão a mil, ensaiamos quase todos os dias, discutimos, brigamos, pedimos desculpas e nos unimos para fazer o melhor de nós e do grupo no palco. Meu coração fica na boca só de pensar que é amanhã que começa a função toda.

Que saudade que eu senti dessa sensação esquisita! É uma mistura de medo, concentração, nervoso e confiança. Quem não conhece o frio na barriga que dá quando estamos ali atrás do palco esperando pra entrar não sabe o que realmente quer dizer desafio...

Vai doer no final, vão ficar as bolhas nos pés, os roxos, a saudade do palco e a imensa vontade de fazer tudo de novo!


Pra quem vai lá no Teatro prestigiar o grupo, já agradeço de antemão. Pra quem ainda está em dúvida, garanto que vale a pena. E pra quem não vai, deixo o convite pro ano que vem! 

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quarta-feira, 8 de maio de 2013

Desemprego?!?!?

Saiu um estudo da Organização Internacional do Trabalho que foi carinhosamente chamado de "Tendências mundiais do emprego juvenil 2013 – Uma geração em perigo" e diz que o desemprego hoje atinge 73,4 milhões de jovens no mundo.

Legal né? Só que não!
O que foi que fizeram com a nossa geração? Nós, jovens desempregados, estamos à beira de um ataque de nervos. Será que ninguém percebe isso?

Além de toda a questão econômica e da falta de mão de obra qualificada no mercado, existem outras questões...
Sim, a nossa geração está em perigo. Mas ela também está qualificada e insatisfeita. O número de jovens que se forma em uma profissão que não tem certeza que quer seguir é grande, o que só aumenta o nível de insatisfação com o passar do tempo. E pior... A sensação de perda de tempo que vem junto.

A verdade é que não tivemos tempo para pensar no que realmente gostamos, em coisas que nos dão prazer. Fomos preparados para estudar, estudar, estudar e passar em uma universidade federal de qualidade (ou não). Mas ninguém se deu conta de que antes de fazer o vestibular, é preciso escolher a carreira que vamos seguir.
Agora me diz... Um adolescente de 15, 16, 17 anos, já tem condições de saber qual a profissão que seguir pro resto da vida?

Alguns podem dizer que é um pouco dramático isso, que todo mundo pode voltar atrás e cursar uma nova faculdade, enfim... Concordo. Mas daí meu amigo, alguns vão dizer pra você que já tá na hora de começar a ganhar dinheiro (sim, porque parece que isso é a coisa mais importante hoje) e outros vão dizer que você vai estar jogando fora todos os anos que passou na faculdade, sem contar o dinheiro (para quem não teve a alegria de passar em uma federal).
Tem noção da ansiedade que isso causa na cabeça de uma pessoa?

Se o nosso sistema de educação fosse um pouco mais maleável e permitisse que uma criança que curte música desde pequena decidisse investir nisso e se tornasse um grande nome na área ou uma menina que adora dançar não fosse obrigada a escolher uma profissão “decente” só pensando no dinheiro e investisse no estudo e qualificação da dança, eu garanto que teríamos muitos artistas realizados e muito menos profissionais insatisfeitos.  
Um trabalho que traga realização profissional e pessoal. É isso que a nossa geração está buscando.  Difícil sim. Impossível não! Vamos continuar tentando.

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

Pessoas

Eu definitivamente não nasci pra ficar na frente de um computador!

Gosto de conversar com as pessoas, de lidar com elas, descobri-las, decifrá-las...

Quer me ver desmotivada, triste, braba... É só me prender em uma cadeira e me deixar por horas frente a frente com o computador. Chega uma hora que já não sei mais o que fazer com ele e acabamos discutindo, brigando até.

Eu gosto é de gente! Prefiro estar rodeada delas e voltar pra casa no final do dia cansada do que passar o dia inteirinho tranquila sem abrir a boca...

Eu não criei um mundo só meu onde sou capaz de ficar por horas e horas isolada. É claro que eu gosto de ficar quieta, sozinha, pensando, mas isso é por alguns instantes... Um dia no máximo. Mais que isso, enlouqueço. Acredite!

O que seria do mundo sem as pessoas? O que será de mim sem elas?
Sinto falta...

terça-feira, 30 de agosto de 2011

Krav Magá

Pra quem ainda não sabe, sou uma admiradora do Krav Magá, uma técnica de defesa pessoal israelense muito direta, eficaz e com movimentos simples que podem ser realizados por qualquer pessoa. Conheci através do meu pai e não pratico por falta de tempo (e talvez um pouco de coragem – lutas não são o meu forte).

Tive algumas oportunidades de divulgar a técnica e a mais recente delas foi na Ulbra TV, emissora onde trabalhei.

Abaixo fica a matéria para aqueles que não tem a menor idéia do que estou falando e, para quem já conhece, uma oportunidade de ver o cara que trouxe o Krav Magá para o Brasil, Mestre Kobi.