Entro no banheiro coloco pasta na escova de dente, molho um pouco e começo o ritual. No instante seguinte, ele entra no banheiro coloca pasta na escova, dá uma molhadinha e começa.
Quando olho no espelho, estamos os dois na mesma posição, pensando na vida, sem falar nada, com o olhar perdido no espaço. A mão direita na escova e a esquerda na cintura. Pernas cruzadas quase formando um quatro no ar.
Resmungo alguma coisa com a boca cheia de espuma. Ele entende e responde. Quando foi que criamos uma língua só nossa?
Ficamos tão parecidos...
Tem coisas que só o espelho testemunha... A nossa cumplicidade é uma delas.
quinta-feira, 8 de novembro de 2012
quarta-feira, 7 de novembro de 2012
Bye bye 2012
Faltam dois meses para terminar 2012 e eu já estou pensando nas minhas projeções para 2013... Tantas coisas que eu queria ter feito e não consegui ou deixei de lado, tantas outras que eu queria fazer e consegui e algumas ainda que eu nem pensei que faria e estão aí...
Olhar para trás definitivamente não é uma prática que costuma fazer parte de mim. Eu gosto é de olhar pra frente, pra trás, só se for com saudade e olhe lá, porque a saudade às vezes dói, faz sofrer e traz um monte de sensações junto com ela.
2013 vem aí e na medida em que eu risco uma coisa da minha lista de realizações, acrescento outras três, ou seja... ela só aumenta. Sim, eu sou essa coisinha semi-organizada que faz listinhas e check-lists pra tudo e depois não respeita nada, esquece as coisas e muda os planos no meio do caminho. Assim sou eu...
Desde que saí da faculdade, prometi pra mim mesma que ia ler mais livros que me dessem prazer, coisas que eu escolhesse ler e deixar de lado os livros técnicos chatos e complicados (a menos é claro que seja por opção). Pois então... Vai fazer dois anos que me formei (lembrar disso agora me deu uma leve dor de cabeça) e ainda não consegui ler mais que dois livros por ano. Ok, é vergonhoso, eu sei.
Outra coisa que há muito tempo (bota tempo nisso) eu tento fazer e não consigo é organizar o blog. Acontece que ainda não achei um motivo pelo qual escrever. Eu, como jornalista que sou, não me permito ficar escrevendo o tempo todo sobre a minha vida ou os meus pensamentos sem passar informação alguma. Tenho pensado muito nisso, ainda mais agora com as redes sociais. As pessoas postam coisas que chegam a dar aquela vergonha alheia básica e eu realmente não quero ser mais uma dessas. Então, má notícia... ainda não decidi qual o propósito do blog, sobre o que escrever, por isso, enquanto não ficar claro pra mim, nada feito.
Acho que o item acima faz parte de um outro que pretendo resolver também em breve: a minha crise PPP (profissional-pessoal-psicológica). Às vezes me pego divagando sobre o que eu quero para daqui a cinco anos, o que eu não quero, se eu to feliz, o que imagino pra minha vida profissional e por aí vai mais um zilhão de perguntas. Sabe aquela pergunta clássica: casar ou comprar uma bicicleta? Pois é, tipo isso... Mas as coisas estão andando. Tenho pensado muito em tudo isso e aos poucos (bem aos poucos) estou esclarecendo as coisas na minha pequena cachola.
A última coisa (deste post porque como já comentei a lista é gigante) que quero mudar em mim é o cuidado comigo mesma. Venho tentando desde que me entendo por gente mas sou um pouco negligente quando o assunto sou eu. Me alimentar melhor, fazer exercícios, beber muita água, essas coisas que uma pessoa saudável faz para se sentir melhor. A coisa boa é que agora a minha preocupação não é só (veja bem – SÓ) a estética, mas a questão do bem-estar, da saúde. Sabe como é... a idade vem chegando e a gente começa a se dar conta de algumas coisas.
Enfim... Que 2013 seja um bom ano!
segunda-feira, 27 de agosto de 2012
Fim dos tempos
Cada dia que passa acredito um pouco mais na profecia Maia que diz que o mundo vai acabar no dia 21 de dezembro de 2012. Do jeito que nós, seres-humanos, estamos vivendo nesse mundo não vamos longe não...
Brincadeiras a parte, fiquei preocupada hoje quando vi um motorista de ônibus xingando em alto e bom som um motorista de outro ônibus porque estava esperando parado no ponto um homem que atravessava a rua correndo para entrar no veículo.
Já aconteceu comigo diversas vezes... Tentar atravessar a rua na hora do movimento, atrasada, ver o ônibus chegando e ficar naquela situação do “vai-não-vai”. Algumas vezes o motorista esperou que eu conseguisse atravessar para seguir, outras vezes cruzei com um desses mau-humorados de plantão que só querem saber de cumprir o horário.
Mas a questão não é nem essa. O que me deixou chocada e um pouco indignada a ponto de quase sair em defesa do motorista gentil dentro do ônibus, foi o fato dele ter sido xingado como se tivesse feito uma barbeiragem no trânsito.
Por isso eu digo, o fim dos tempos está próximo... No dia que a gentileza deixar de existir o mundo acaba!
segunda-feira, 13 de agosto de 2012
Menininha
De repente eu me vejo diante de uma moça que eu pensava ainda ser uma menininha. Me enganei...
A seriedade do assunto, a clareza das palavras, o senso de responsabilidade me deixaram boquiaberta diante dela. Senti como se tivesse cinco anos e minha mãe estivesse ralhando comigo. Senti como se os meus 25 anos não fossem nada diante daqueles 13. Senti vergonha. Senti orgulho. Não sou mãe, mas sei da minha contribuição para formar aquela personalidadezinha forte.
As palavras martelam na minha cabeça até agora...
Como não a vi crescer assim? Não pensei que as noites fossem tão longas...
Pai
Ele é importante pra mim. Sempre foi e sempre será.
Me ensinou muitas coisas que agora, mais velha, posso ver como são importantes pra mim, como contribuíram para formar o meu caráter.
Ele sempre esteve ali para me dar a mão, mas nunca me impediu de cair, de correr os riscos necessários pra crescer, aprender e me fortalecer.
Do jeitão dele, nunca deixou de dizer que nos ama, nunca nos deixou faltar nada, nunca nos faltou como pai, como exemplo ou como homem. Mesmo distante esteve e está sempre perto.
Já passamos por tantas coisas juntos, já pedi tantos conselhos que não sei dar meio passo importante sem antes falar com ele.
Lá de longe, quando precisei de força, me vieram na cabeça algumas palavras que ele sempre me disse e que às vezes eu não escutava.
De legado maior me deixa a vontade de ir cada vez mais longe, sonhar cada vez mais alto e seguir sempre buscando alcançar meus sonhos.
Valeu PAI!
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