Eu posso furar a fila do supermercado se estou com pressa, tu não. Se fizer isso, será linchado.
Eu posso largar o papel que me deram na rua porque não tenho onde colocar, tu não. É muita porquice.
Eu posso trancar o trânsito na frente do colégio pra esperar o meu filho sair da sala, tu não. Olha a buzina!!!
Eu posso não ir trabalhar porque fiquei doente hoje, tu não. Onde já se viu tanta preguiça?!?!
Eu posso inventar uma mentirinha de nada só pra não arrumar problemas, tu não. Mentir é feio!
Sabe aquele ditado: “Faça o que eu digo, não faça o que eu faço”?
Desde crianças aprendemos que tal coisa é certa, outra coisa é errada, isso pode, aquilo é feio, assim pode, assado não. Escutamos dos nossos pais que não devemos falar coisas desagradáveis pra alguém, recusar presente ou dizer que não gostou então nem pensar. Em contra partida, ouvimos que mentir é errado, que a sinceridade é a melhor qualidade que podemos cultivar e blá, blá, blá...
Muito coerente não?!
Uma vez ouvi uma frase que ficou na memória pra sempre...
“Nós corrompemos as crianças desde cedo. Nós criamos os corruptos!”
Contexto:
Família reunida, crianças brincando, bolo na mesa. Um tio olha pra uma das crianças e diz:
- Quer um pedaço do bolo?
- Quero!
- Só te dou se tu me der um beijo!
terça-feira, 6 de outubro de 2009
quinta-feira, 1 de outubro de 2009
Contagem regressiva
Há alguns anos eu estaria pulando de alegria ao me dar conta de que faltam apenas três meses para o final de mais um ano... Mas hoje, não sinto a mesma felicidade de antes, bem na verdade, não faz muita diferença...
Deve ser porque não sou mais aquela criança que adora as férias (ou que, pelo menos, tinha férias). Deu uma saudade dos tempos em que eu ficava três longos e maravilhosos meses sem fazer absolutamente nada.
Hoje quando me dei conta de que o ano tá acabando me deu uma coisa... Fiquei pensando em tudo o que aconteceu até aqui e tudo que ainda vai acontecer até o dia 31 de dezembro.
Momentos de reflexão...
Deve ser porque não sou mais aquela criança que adora as férias (ou que, pelo menos, tinha férias). Deu uma saudade dos tempos em que eu ficava três longos e maravilhosos meses sem fazer absolutamente nada.
Hoje quando me dei conta de que o ano tá acabando me deu uma coisa... Fiquei pensando em tudo o que aconteceu até aqui e tudo que ainda vai acontecer até o dia 31 de dezembro.
Momentos de reflexão...
terça-feira, 29 de setembro de 2009
Lembranças da infância
Quando morei em Brasília, nosso apartamento tinha uma sacada gigantesca (não sei se acharia ela tão gigantesca hoje, mas na época ela me parecia). Tínhamos muitos amigos e descíamos todos os dias pra brincar com eles na “cancha” da quadra.
Hoje uma lembrança em especial veio à tona com todas as forças... Naquela sacada imensa tínhamos três redes e ficávamos ali, eu e minha irmã, brincando, balançando, caindo, brigando e um dia observamos que um grupo de beija-flores sempre ficava ali perto. Resolvemos fazer aqueles bebedouros de beija-flor que se coloca na janela. Observá-los virou uma rotina. Ficava por horas olhando sem cansar.
Hoje, quando cheguei no trabalho, vi que tinha um pequeno beija-flor se debatendo contra o vidro espelhado do prédio. Não tive dúvida. Larguei minhas coisas e fui ajudar o pobrezinho.
Fiquei feliz. Ganhei meu dia. Salvei uma vida e me lembrei das coisas boas dos velhos tempos (não tão velhos assim ok?!).
1 mês e 1/2
Não importa quanto tempo passe. Não importa quanta coisa aconteça. Tu sempre estarás na minha vida. Presente. Como sempre!
Em cada sorriso, em cada olhar, em cada palavra me lembrarei de ti.
É difícil sem você. Tenho sido muito forte pra suportar a saudade. Forte como tu sempre disse que eu seria quando preciso.
A saudade machuca. Dói saber que as coisas mudaram e que nada será como antes.
Sim. Eu entendo. As coisas são assim. A vida é assim. Mas agora, que já faz algum tempo e a raiva passou, posso dizer o quanto sofro com a tua ausência, mesmo sabendo que jamais saberás disso, que nunca terás a chance de ler o que escrevo ou escutar o que eu digo novamente.
Aproveitamos nosso tempo junto. Foi maravilhoso. Só ficam as boas lembranças. Obrigada por tudo!
Só queria que pudesses me ver daqui pra frente, na formatura, no casamento, nas viagens que farei, no nascimento dos meus filhos.
Eu sei, eu sei. Parece que posso escutá-lo dizendo que estarás sempre comigo. Mas por favor, entenda, nunca mais será como antes. Nunca mais!
De agora em diante o teu trabalho de cuidar de mim continua, talvez até mais difícil.
Boa sorte pra nós. Cada um no seu lugar...
Em cada sorriso, em cada olhar, em cada palavra me lembrarei de ti.
É difícil sem você. Tenho sido muito forte pra suportar a saudade. Forte como tu sempre disse que eu seria quando preciso.
A saudade machuca. Dói saber que as coisas mudaram e que nada será como antes.
Sim. Eu entendo. As coisas são assim. A vida é assim. Mas agora, que já faz algum tempo e a raiva passou, posso dizer o quanto sofro com a tua ausência, mesmo sabendo que jamais saberás disso, que nunca terás a chance de ler o que escrevo ou escutar o que eu digo novamente.
Aproveitamos nosso tempo junto. Foi maravilhoso. Só ficam as boas lembranças. Obrigada por tudo!
Só queria que pudesses me ver daqui pra frente, na formatura, no casamento, nas viagens que farei, no nascimento dos meus filhos.
Eu sei, eu sei. Parece que posso escutá-lo dizendo que estarás sempre comigo. Mas por favor, entenda, nunca mais será como antes. Nunca mais!
De agora em diante o teu trabalho de cuidar de mim continua, talvez até mais difícil.
Boa sorte pra nós. Cada um no seu lugar...
segunda-feira, 28 de setembro de 2009
Êia peste!
A garganta dói, engolir a saliva dói, tossir dói, respirar dói, andar dói, rir dói, tudo dói. Pode parecer exagero, mas não é. Parece que um caminhão passou por cima de mim!
É, eu não escutei minha mãe nem meu pai quando disseram pra não sair de cabelos molhados na rua, pra não pegar chuva, pra levar o casaquinho, pra trocar a roupa molhada quando cheguei em casa, nada disso... Resultado: a peste!
Tudo que eu queria agora era ficar em casa, debaixo das cobertas, tomando aqueles chazinhos anti-térmicos, com muitas cobertas em cima, mas...
É, eu não escutei minha mãe nem meu pai quando disseram pra não sair de cabelos molhados na rua, pra não pegar chuva, pra levar o casaquinho, pra trocar a roupa molhada quando cheguei em casa, nada disso... Resultado: a peste!
Tudo que eu queria agora era ficar em casa, debaixo das cobertas, tomando aqueles chazinhos anti-térmicos, com muitas cobertas em cima, mas...
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