quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Descobrindo...

A cada dia que passa, descubro uma coisa diferente sobre o mundo...

Já descobri que algumas pessoas entram tão rápido na nossa vida e fazem coisas tão marcantes e inesquecíveis, nos ensinam lições que levaremos para sempre e deixam sua marca. Mas aprendi também que assim como entram, elas saem sem dar satisfação alguma, sem motivo aparente e deixam apenas saudade e lembranças.
Descobri que quanto mais a gente cresce, mais decisões tem que tomar. Decisões cada vez mais difíceis, complicadas e freqüentes. E que algumas delas têm que ser tomadas com calma, de cabeça fria, depois de uma boa noite de sono, mas que outras, precisam da coragem que só o momento da explosão nos dá. Só o que ainda não descobri foi quando optar por uma ou outra...
Mas a minha descoberta mais recente foi sobre mim mesma e a minha ingenuidade. Descobri que quanto mais as pessoas têm, menos elas querem dar e que se você mesmo não se valorizar, esqueça! Ninguém vai fazê-lo por você. Não importa o quão competente a gente seja, o quão maravilhoso seja o nosso trabalho...

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

1095 dias

Já faz tanto tempo que, se não fossem as fotos para refrescar a memória, não sei se me lembraria do rosto dele. É difícil lidar com a saudade, com as lembranças... É difícil pensar e falar sem sentir as lágrimas correndo...

Como eu queria poder ganhar aquele cafuné, conversar na varanda e rir até doer a bochecha...  Implicar e deixar ele bem brabo só pra depois ver a vingança... Sentir aquele cheiro de cigarro que só ele tinha e que eu detestava quando me abraçava... Comer o melhor churrasco do mundo...
Se eu pudesse ter um segundo só pra falar com ele, tenho certeza que não seria preciso trocar uma só palavra para sabermos o que se passa com o outro.

1095 dias de ausência, 1095 dias de saudade.
É difícil lidar com isso, é difícil aceitar que a vida continua mesmo sem ele aqui, é difícil...

Vô, te amo!

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

(pós) Formatura

Um diploma, uma folha de papel em branco, um lápis bem apontado e só.

Esse é o meu material de trabalho, ou ao menos era há muitos anos atrás. Hoje talvez seja um computador, uma banda larga e um celular.
Agora formada, me vejo num momento em que é preciso fazer alguma coisa, é preciso decidir, é preciso crescer.

Mas porque crescer é tão difícil?
Queria tanto o colo do meu pai e os carinhos da minha mãe agora... Mas infelizmente não tenho nem coragem de pedir, afinal de contas, já sou uma mulher, não posso pagar esse mico.

Tenho medo de andar em círculos, ou pior, nem sair do lugar. Às vezes me pego pensando no que os meus colegas estão fazendo nesse momento, onde trabalham, se é que trabalham... É difícil afastar esses pensamentos, tento.
Me vejo parada, estancada no lugar, como se alguma coisa me segurasse aqui, nesse momento. Ele não é ruim, mas é estranho. Sinto que preciso fazer alguma coisa pra mudar, mas o que?

Escrever um blog só pra mim? Abrir uma empresa e tentar? Trabalhar de forma independente? Tentar assessoria de imprensa? Será que é pedir de mais uma luz?
Aprendi a não me antecipar a algumas coisas, a não me angustiar com aquilo que ainda não aconteceu. Mas é difícil. Vejo as pessoas andando, caminhando com as próprias pernas e não consigo me ver assim (ainda)...

Eu tenho o texto na veia, tenho a profissão no coração, quando é que vou me encontrar?
Preciso de uma nova etapa, preciso que as pessoas confiem no que digo, que acreditem em mim, que levem em consideração a minha opinião. Mas como vou conseguir isso se nem mesmo eu acredito em mim às vezes?

Preciso de um tempo pra mim, um tempo pra pensar no que fazer, pra pensar na minha vida, no que eu quero dela, no que espero dela e como vou fazer para conseguir colocar as coisas em ordem pra atingir meus objetivos.
O pior é que os objetivos já estão bem claros, o que ainda está meio obscuro são os caminhos para chegar até eles.

Acho que só agora, escrevendo essas linhas percebi o quanto cresci e o quanto deixei de ser criança... Meio ambíguo e óbvio, mas tente entender, ok?!

Quero o colo do pai e os carinhos da mãe... Juro que um dia ainda vou ter coragem para pedir de novo...

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

O Retorno

Hoje lendo o blog A CALCULISTA, da Renuska, colega jornalista como eu, resolvi voltar a escrever. Faz tanto tempo que não pratico que espero não ter enferrujado.


Um ano se passou e tanta coisa aconteceu... O tempo passa tão rápido que quando a gente vê já foi e a gente nem aproveitou direito.
Parei de escrever em função do TCC e depois da apresentação veio o trabalho, a falta de tempo contínua e a falta de criatividade crônica...
Mas hoje decidi que voltarei.
P.S.: Valeu Rê!

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Uma carta

Nossa! Já faz um ano... Parece que foi ontem que eu fui te visitar e tu olhou pra mim como se quisesse dizer alguma coisa...

Tantas coisas aconteceram nesse um ano que tu não está aqui... Quanta coisa ainda vai acontecer e tu não vai estar aqui...

Como dói ter certeza de que não vou ver aquele teu sorrisão acompanhado daquela gargalhada gostosa nos momentos mais especiais da minha vida... Dói saber que não vamos mais nos ver de novo...

Ficou a saudade daqueles momentos inesquecíveis... Os passeios no supermercado, as brincadeiras de esconde-esconde, as provocações, as conversas na sacada no verão, a hora da sobremesa de noite, os veraneios em Floripa, os aniversários esquecidos que viravam festa surpresa, as idas ao sítio que nem era nosso, os mimos no café da manhã, os amigos secretos no Natal, as buzinadinhas na frente do colégio, as lições de vida, os conselhos, o carnaval de rua, a força e a luta até o último momento...

Eu sei que foi melhor assim, sei que tu deve estar muito melhor agora e, com certeza, olhando por nós, mas justamente agora eu queria te dar um abraço daqueles bem apertados e te dizer o quanto tu foi importante pra mim e o quanto sinto a tua falta.

Te amo Vô.