segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015

O que é felicidade pra você?

Esses dias minha irmã mais nova, a Júlia, de 16 anos, olhou pra mim e fez essa perguntinha ingrata:
“Mana, o que é felicidade pra ti?”

Depois de alguns minutos pensando, respondi que felicidade pra mim era ver as pessoas que eu amo felizes também.

O melhor de tudo foi a explicação que ela deu quando perguntei porque ela estava fazendo esse tipo de pergunta.

“Eu percebi que quando a gente pergunta para as pessoas o que é felicidade pra elas, elas ficam pensando em coisas felizes. E sorriem.”

Depois disso, fiquei com aquela cara de boba e orgulhosa. Quando foi que tu cresceu assim passarinha?

Hoje mana, vou te responder o que REALMENTE é felicidade pra mim.
“Felicidade é te ver assim, crescida, inteligente, perspicaz e linda!
É saber que apesar de todas as dificuldades, nossa família permanece unida.
É sabe que em pouco tempo vou ter o meu cantinho pronto pra receber os amigos, a família e tu né lindinha!Felicidade é ficar rodeada de pessoas legais, amigos queridos, alto astral, aqueles que não deixam a peteca da gente cair nunca.
Felicidade é dançar um samba bem agarradinho, uma salsa gostosa ou um forró pé de serra.
Felicidade é ver um filme bem quentinha, debaixo das cobertas, com o Bobi esquentando meus pés.
Felicidade pra mim é não me arrepender de nada que eu fiz até hoje e ter certeza que se tivesse outra chance, faria tudo igualzinho.
Felicidade de verdade é viver todos os momentos intensamente. Fazer o que tiver vontade pra não se arrepender de não ter feito alguma coisa quando já for tarde demais.”

Just do It!

Hoje é dia de atualizar o blog, sair da leseira e colocar o universo para girar a nosso favor.

Mais um daqueles momentos em que me pergunto o que estou fazendo da minha vida, quais são as perspectivas, o que eu quero desse ano que tá começando... Dúvidas, dúvidas e mais dúvidas. Só pra complicar e atiçar a minha mania de querer planejar tudo e fazer listas e mais listas de atividades para (não) concluir.

Chega de procrastinação. Chega de deixar pra depois o que dá pra ser feito agora.


E como hoje é segunda, fica aí uma mensagem de motivação pra semana!


quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

Escondido no pôr do sol

Eu sei que tu tava lá, entre os raios daquele pôr do sol maravilhoso.

Rimos das coisas engraçadas que passamos, lembramos momentos lindos e eu chorei de saudade quando me dei conta de que sempre que abria os olhos tu desaparecia e só sobrava o vento e o perfume...


Essa semana foi teu aniversário e me desculpe, mas não sei qual seria a tua idade hoje. Não me culpo... Quantos netos sabem qual a idade dos avós?! São avós, são mais velhos, ponto. 


Hoje, meu eterno amigo secreto, assim como ontem e assim como todos os dias depois da tua partida, é dia de lembrar de ti, da tua risada gostosa, das peças que pregava na gente, do colo e do cafuné que sempre estiveram ali. Hoje é dia de celebrar a saudade, de celebrar a amizade, a família, o amor.


Eu sei que tu tá por aí, cuidando de nós, se divertindo com as peripécias e iluminando os caminhos, mas pode apostar, tu não tem noção da falta que faz aqui nesse mundão de Deus.
Saudade...

sexta-feira, 9 de janeiro de 2015

Lista de ano novo

Sempre fui dessas de fazer listas a cada virada de ano, prometendo mundos e fundos pra mim mesma e lá nos meados de junho ou julho, meio ano se passa e nada de concreto acontece. Resultado: frustração máster.

Na virada de 2013 para 2014, fiz mais uma dessas listas traçando algumas metas para o ano que começava. Eram uns sete ou oito itens. De todos, consegui cumprir dois. Os outros cinco ou seis que faltaram ficaram lá, pendurados no mural até o dia 31 de dezembro me fazendo sentir a pessoa mais incompetente da face da terra.

Quando sentei para fazer a lista de 2015, com os objetivos não atingidos em uma mão e uma folha em branco pronta para a nova lista na outra, comecei a me questionar sobre o ano que passou, sobre a efetividade dessas listas e do que aquela em especial representava pra mim. 2014 foi um ano bom. Aconteceram coisas maravilhosas e a principal delas foi a compra do nosso apartamento.

Olhei a lista. Li e reli inúmeras vezes. Repassei na cabeça aquele exato momento em que a escrevi e descobri que eu NUNCA, em momento algum, cogitei a ideia de comprar um apartamento. A melhor coisa que me aconteceu no ano não estava na lista. As coisas que estavam na lista e não aconteceram só serviram para me frustrar nos momentos em que o que eu mais precisava era de estímulo.

Conclusão: abre o coração e deixa as coisas acontecerem. Às vezes existem coisas guardadas pra gente que nunca imaginamos que aconteceriam, basta ficar de olhos e coração abertos para enxergar e receber.

Peguei o papel em branco, escrevi no topo da folha: "metas para 2015: receber o que o ano me oferecer", pendurei no mural e rasguei a lista antiga. 

segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

Prisão domiciliar

Eu nunca quis morar em casa. Me lembro quando era pequena, meu pai viajava muito e minha mãe dizia que não moraria em casa pra ficar sozinha com duas crianças pequenas. Fui acostumada a ter só uma porta em casa e janelas que ficam a metros e metros do chão.

As duas únicas experiências que eu tive de morar em casa foram: em Curitiba, quando moramos em um condomínio fechado e depois, quando morei em uma casa de família em Londres.

Nos últimos cinco anos, tive um pouco da experiência de como é viver em uma casa. Até gostei da ideia de ter pátio, não ter que dar satisfação pra ninguém, não pagar condomínio, mas na semana passada, voltei a lembrar o porquê de não querer morar em casa.

Invadiram a casa do meu namorado. Mexeram em tudo. Levaram coisas. Essa foi a segunda experiência que tive, a segunda vez que acompanhei o caso de perto. Uma das piores sensações do mundo é entrar em casa e ver que nada está do jeito que você deixou, que alguém esteve ali, mexeu em tudo que é seu sem o menor cuidado e levou coisas suas, coisas que você suou pra comprar, coisas que não tinham valor nenhum a não ser o valor sentimental...

O medo que fica demora pra ir embora e aquela sensação de segurança dentro de casa talvez seja irrecuperável. 


Aos poucos vamos nos prendendo dentro da nossa própria casa. Grades, alarmes, cães de guarda, interfones, seguranças...